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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

E assim de repente... já estamos em 2018!


Olá, olá! Ouvi dizer que já estamos em 2018, não é verdade? Pois que os últimos dias têm sido muito bons, cheios daquilo que de melhor temos na vida - as pessoas que gostam de nós. Como tal, não houve espaço para o computador (que nem esteve comigo) e para votos de boas entradas... Mas ainda estou a tempo de desejar a todos vós (e aos vossos) um excelente ano de 2018.
Da minha parte, só comi 6 passas (eu não gosto e o meu namorado concordou que poderíamos dividir 12) e só pedi um desejo ou dois. Lembrei-me agora que um que me tinha feito imensa falta era "conseguir entregar a tese", porque parece estar difícil... Mas tristezas não pagam dívidas e o que importa é tentar não desmotivar!
E por falar em motivação, espero que 2018 seja o ano em que entro no mercado de trabalho. Já não estou muito exigente, a única coisa que pedia era que fosse algo em que eu me sentisse minimamente motivada e desafiada, com vontade de sair da cama e ir trabalhar. No entanto, uma coisa tão simples torna-se ligeiramente complicada nos dias de hoje.
Este é mesmo o meu grande pedido, para além daqueles básicos que quase nem valem a pena repetir (como a saúde, a paz, o amor, ...). Felizmente, tenho a sorte de nunca ter sentido que me faltava qualquer necessidade básica. Sempre tive um tecto, comida, roupa, sapatos e dinheiro para cuidados de saúde. Há que saber agradecer, que o resto vem por acréscimo.
Bom ano, uma vez mais! :)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Querido, mudei a árvore #2


Toda a gente diz que "it's beginning to look a lot like Christmas" (agridam-me, não sabia que isto era uma canção) e eu, por muito Grinch que seja (não sou), tenho de dar o braço a torcer. Além disso, não dá como negar que as decorações de Natal são assim a coisa mais fofinha de sempre... Como tínhamos decidido comprar novos enfeites para a árvore, este ano tive alguma liberdade para esbanjar dinheiro nisso mesmo (com moderação).
Depois de muita procura e dedicação para encontrar a decoração perfeita que não me deixasse sem dinheiro para comer... A foto acima mostra um bocadinho da minha árvore! Parece fancy, não parece? Não se deixem enganar! Fotografei uma parte pequenina e ainda teve direito a filtro do instastories. É que, devo confessar... O resultado final está assim meio para o aborrecido. Apetece-me revirar os olhos e dizer "BORING!".
Não dá como negar: cá para casa, gosto de uma árvore vermelha e dourada, em fundo verde. As árvores fancy e lindas de que eu gosto são feitas para espaços mais claros e minimalistas. A casa dos meus avós não é o cenário perfeito para uma árvore assim.
Este ano fica assim, para o ano logo se vê. Até porque as coisas que eu comprei dão para combinar com o que já tinha, por isso não há problema!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

TAG natalício ou "Eu sou pior do que um monstro do Natal"

A Sofia, do Crónicas de Salto Alto, lixou-me bem lixadinha. Eu acho muito piada quando leio "5 factos que não sabiam sobre mim" e coisas que tais, e agora assim de repente consigo lembrar-me que  (i) tenho os dentes tortos, (ii) odeio queijo, (iii) quando era pequena, vesti 4 dias seguidos a mesma roupa e tive vergonha, (iv) não adoro fazer anos e (v) não gosto de usar golas altas apertadinhas ao pescoço. Vêem? Foi fácil. Então... Porque é que ela me lixou? Porque... é um TAG natalício! É suposto transbordar paz e amor e alegria e felicidade e tudo o que há de bom e fantástico nesta quadra... Que eu nem sempre sinto. Como tal, ficam já avisados de que o que se segue pode ferir a susceptibilidade dos mais sensíveis ao Natal. Prometo ser o mais fofinha possível.


Ora então vamos lá a isto! Pois diz que são 13 questões e depois tenho de passar a 7 bloggers... Argh, tenho medo de passar a isto a maluquinhos como eu! Vamos lá às questões e depois se verá.

1 - Qual é o teu filme de Natal favorito?
Ainda agora começou e já me sinto uma Grinch desta vida. E não, o meu filme de Natal favorito não é o Grinch... Simplesmente não tenho. Ups :x Prometo que, para compensar, hei-de ver muitos filmes natalícios e tentar decidir! Só nunca tive muito tempo para ver filmes nesta altura, porque...

2 - Onde costumas passar o Natal?
Tal como a Sofia, tive direito à minha correria natalícia. Desde que me lembro que tinha de dividir o Natal entre o meu pai e a minha mãe. Hoje em dia, continuo a dividir-me e faço questão de, pelo menos no dia 25, ir almoçar com a família do meu pai. No entanto, o dia 24 é... uma grande trampa. Ai esta família...!

3 - Qual é a tua música de Natal favorita?
Conseguem adivinhar a minha resposta?? Pois........ Não tenho! Mas aqui têm duas que já ouvi muito: Feliz Navidad (todos a trautear "Feliz Navidad, Feliz Navidad, Prospero Año y Felicidad... I wanna wish you a Merry Christmas...") e God Rest Ye Merry Gentlemen (ainda não ouvi o álbum deste ano!!).

4 - Abres os presentes na véspera de Natal?
É aqui que descamba ainda mais... A minha mãe passou-me a sua não-tradição de Natal. Ela liga TÃO POUCO à coisa que abre os presentes quando lhos oferecem. Se quando era pequena abria os presentes em casa do meu pai à meia-noite e em casa da minha mãe no dia 25 quando chegasse, hoje sou igual à minha mãe. Se, por qualquer motivo, a pessoa disser "não! É para abrir no Natal!", a reacção é simples: "ah, está bem, tens razão". E abro quando a pessoa estiver fora do meu alcance.

5 - Por que tradições estás mais ansiosa este Natal?
Acho que já perceberam que... nenhuma.

6 - Tens uma árvore de Natal verdadeira ou falsa?
Falsa, como o meu Natal. Muahahah. Este ano vai ser feita pela primeira vez em muito tempo.

7 - Qual o teu doce/comida favorita no Natal?
Esta é fácil!!!! Arroz doce!!!! Mas, como nunca ninguém mo fez no Natal (falha gigante, família), demorei muitos anos de vida a aperceber-me de que era um doce natalício...

8 - Sê honesto: preferes dar ou receber presentes?
Eu adoro receber presentes, sempre. O problema é que sou uma mal-agradecida... Nesta altura, gosto bastante de pensar naquilo de que as minhas pessoas mais gostam... E é extremamente gratificante sentir que acertei. Este ano estou sem ideias e sem criatividade, por isso algo me diz que não vou gostar de dar nem de receber. Ups again.

9 - Qual foi o melhor presente que recebeste?
De Natal? Um relógio, há 50 mil anos.

10 - Qual é o teu lugar de sonho para visitar no Natal?
Eheheheh, se é para viajar, eu sei onde quero ir!! Em Janeiro, tive a oportunidade de passar quase uma semana num chalet nos Alpes... E, meus amigos! That's the dream! Chalets de madeira, neve, luzes de Natal... Um dia, i., um dia. Também quero muito ir ao Mercado de Natal de Estrasburgo, em França.

11 - Momento mais memorável das férias de Natal:
Infelizmente, os momentos das férias de Natal que tenho mais presentes são tristes e passados em hospitais. Não vou entrar por aí, não é?

12 - Como é que soubeste a verdade sobre o Pai Natal?
Ah. Ah. Ah. Falha total da minha família. A minha mãe chegava com os embrulhos e, no dia de Natal, tentava-me fazer acreditar que tinha sido o Pai Natal. Depois ainda tentaram dizer que o Menino Jesus me deixava coisas no sapatinho... Caros avós, sempre soube que eram vocês que punham lá o dinheiro (P.S. Não dêem só dinheiro a crianças).

13 - És uma pro a embrulhar ou um fail completo?
Só não sou um fail completo porque o embrulho existe e o presente está lá dentro. Há uma altura em que a minha mãe se passa e me tira as coisas das mãos. Destreza fantástica...

Em relação aos bloggers a quem quero passar este TAG, digo o seguinte: se conseguem ter respostas mais felizes, por favor sintam-se brindados com isto! Quero ler histórias bonitas por esses blogues fora!
Quanto ao meu Natal, eu adoro genuinamente a minha família e é isso que importa. Ainda sou uma pessoa sonhadora de 24 anos que espera um dia ter uma quadra bonita e cheia de gente à minha volta. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Querido, mudei a árvore

Pela primeira vez em inúmeros (e incontáveis) anos, recebi luz verde da parte da minha mãe para mudarmos a decoração da Árvore de Natal. Não tendo uma tradição muito forte cá em casa, com circunstâncias de vida que se foram juntando, a árvore nem vê a luz do dia há alguns anos. Ainda assim, posso dizer que os meus enfeites - apesar de velhos - são bonitos. A minha mãe tende a puxar para o piroso, mas da última vez até conseguimos aproveitar muitas coisas para ter uma árvore bonitinha.
Desta vez, e para mudar o nosso eterno vermelho (conjugado com outras cores, claro), estou a pensar em apostar numa árvore em tons de branco / dourado / madeira. Já tinha umas bolinhas pequeninas brancas, adquiri um pack de 30 bolas douradas de diferentes estilos, e agora encontro-me em modo "à procura da decoração perfeita que não me custe os olhos da cara".
A minha primeira inspiração foi esta imagem:


Como tal, ainda preciso de encontrar umas pecinhas brancas (podem ou não ser flocos de neve) e gostava de comprar coisas de madeira, como pinhas e/ou figuras natalícias. Vamos ver como resulta... E se a "renovação" não se transforma numa pirosada total, que eu já começo a ver demasiado dourado à minha volta.

P.S. Sabem qual é o entusiasmo maior? A loucura das loucuras? A felicidade das felicidades? Vou comprar uma estrela para o topo da árvore pela primeira vez!!!! Antes que digam "whaaat?", "como assim?", "mas tu tiveste sequer Natal?", a minha resposta para vocês é: a minha mãe tinha um conjunto de laços vermelho, com um maior para o topo, que resultava bem. Mas agora vou poder ter uma estrela ^^ :D

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

It's my birthday! [ver legenda]

Só para esclarecer, o título é para ler ao som
  desta música e substituir o "your" por "my".

O 19 de Outubro chegooou! Há 24 anos, o mundo tornou-se um lugar mais especial... Caso não tenham percebido, é mesmo porque eu nasci para iluminar a vida dos que me rodeiam. Eheh!!
Fora de brincadeiras, espera-se um dia simples, dedicado à minha querida tese. Não marquei nada com ninguém, porque (i) sou uma pessoa horrível e não tenho amigos (ninguém está cá), (ii) o meu namorado inventa desculpas para não me dar prendas (trabalha longe), (iii) a minha mãe está farta de mim e sai de casa para não me aturar (vai estar a trabalhar).
Pode ser que no fim-de-semana reúna a família para jantar com a desculpa do meu aniversário, mas para já não estou muito preocupada com o assunto... Tenho coisas que me incomodam a precisar de ser acabadas e isso é que é a prioridade. No entanto, posso muito bem decidir que isto é uma desculpa para prolongar os festejos até mais tarde e ter jantares e copos quando me vir livre da tese! Combinado?

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A menina que queria prendas


A minha querida mãe (sim, ela é mesmo querida) sempre se portou mal no factor presentes. Cresci sem esperar que a minha mãe me surpreendesse e, quando a questionava, as respostas variavam entre:
- "Prendas dou-te eu todos dias!";
- "Eu compro-te o que acho que eu te devo comprar, quando acho que te devo comprar".
Pimbas, embrulha e diz que é a tua prenda.
Lembro-me de ter recebido um rádio com microfone quando tinha uns 4 anos, no Natal, e... Se me ofereceu mais alguma coisa no Natal ou no meu aniversário, muito honestamente não me lembro. Claro que me comprou n coisas mas, lá está, importância às datas "especiais" não era dada.
Até que fui para a faculdade e um dia, estávamos no início de Dezembro, lhe disse que tinha contado às minhas novas colegas que ela não me dava presentes. Sentiu que tinha de provar um ponto e comprou-me uma mala cara que eu gostei. Surpresa? Zero. Esperar pelo Natal? Não. Mas ao menos a intenção estava lá.
Desde então, temos tido altos e baixos. Compra-me coisas que eu quero/preciso na altura dos meus anos e é a prenda (o que já me deixa muito feliz). Passámos das duas frases acima para:
- "Escolhe que a mãe compra";
- "Eu não sei o que é que te hei-de dar!!";
- "Mesmo que eu compre alguma coisa, tu dizes que os meus gostos estão estragados...".
A minha maturidade também mudou, não é? Tendo em conta que ela me obriga a pedir, não consigo que seja algo de que não preciso. Eu considero que as datas especiais são boas oportunidades para se dar algo mais fútil e não absolutamente necessário... Mas não consigo pedir.
Por exemplo, estávamos a ver a montra de uma ourivesaria e vi um relógio muito giro. Ela disse que mo comprava de prenda de anos e a minha reacção foi "oh, mãe, sabes que não preciso disso". Se ela simplesmente mo tivesse comprado, sem eu saber, eu ficaria super feliz com a "futilidade".
Ontem, no carro, a minha mãe voltou à carga. "Eu quero comprar-te uma prenda de anos, diz-me o que é que queres de prenda de anos". Isto em loop... Acabei por pedir/sugerir o bilhete para o Vodafone Mexefest, que eu já tinha decidido comprar. Não é estupidamente caro e, mesmo já sendo uma decisão minha, é algo que não é necessário e ela fica feliz por ser algo que eu quero.
É engraçado a forma como passámos de "prendas? és engraçada" para "por favor, deixa-me dar-te uma prenda". Ela continua a não ligar assim tanto ao assunto, mas percebeu que era algo que me fazia feliz.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O que enviar ao namorado para o assustar?

Opção A: Amor, acho que estou grávida.
Opção B: Temos de falar.
Opção C: E se fizéssemos uma tatuagem de casal?
Opção D: De hoje a um mês faço anos!!!!!


MUAHAHAHAHAHAHAH [sim, isto é um riso maquiavélico após enviar a opção D]

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Desculpem, não sou um bom Valentine


Tenho uma relação de hater com o Dia dos Namorados e, como se costuma dizer, hatters gonna hate. Ainda assim, encontrei este cartão nesta notícia e achei que era a cara cá do estaminé. A inércia funciona para tudo, até para o amor eterno! Nem que seja pela força do hábito... Bem, como já ia começar a dizer mal de relações num dia tão romântico, é melhor parar por aqui.
Para aqueles que celebram a ocasião: tenham um bom dia, cheio de coisas boas. Para aqueles que não celebram a ocasião: tenham um bom dia, cheio de coisas boas.

P.S. L., eu não festejo o dia, mas aceito sempre chocolates. Não te preocupes, se um dia eu ficar gorda... O nosso amor ainda está sob a acção da inércia.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Parabéns, avô!!

Hoje o único homem da casa faz anos. 81, para ser mais precisa. Há uns dias perguntaram-me se os meus avós estavam no lar... Ao que eu respondi um enérgico "Não!". Não por ser uma ofensa mas porque, conhecendo a "raça", isso ainda não faria o menor sentido. 81 anos em cima e sai todos os dias de casa (não há festas nem feriados) para ir trabalhar no duro, seja no campo, seja em burocracias... Ninguém engana aquele homem! Esperto que só ele. Claro que tem os seus defeitos (e são muitos, cada vez mais), mas hoje é dia de valorizar a vida. A vida de alguém em que eu muito me orgulho, que nasceu sem nada e que conseguiu prosperar, devido ao fruto do trabalho. O meu pai costumava dizer que eu, quando nasci, tinha a cara do meu avô e as mãos deste... Que estavam fechadas, por ele ser "agarrado" ao dinheiro. Que seja, mas hoje vai-me pagar o jantarinho! Claro que hoje em dia já não há necessidade e ele podia estar quietinho a gozar do que trabalhou uma vida toda, mas não podia ter uma inspiração maior para saber que sem trabalho, nada se tem.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Sentimental q.b.

Durante anos da minha vida, o ritual de Ano Novo imediatamente pós-meia-noite era ligar para a minha mãe e, logo de seguida, para o meu pai. Breves minutos após a meia-noite, liguei para a minha mãe e, logo de seguida, durante uma breve fracção de segundo, formou-se na minha mente o pensamento automático "e agora vou ligar para o pai". E tem sido assim desde 2010, o ano em que ele morreu. Não há nenhuma destas passagens de ano em que não aconteça essa incrível fracção de segundo em que a minha mente me encaminha para uma chamada impossível de realizar.
Mas não é só nesse momento de cada Ano Novo que o meu pai ressuscita e se torna quase sobrenaturalmente presente. O outro é este: o lendário Concerto de Ano Novo, transmitido em directo de Viena pela RTP, todos os anos. Isto para mim é como o Natal ele próprio - desde miúdo, altura em que seria natural achar que uma hora de concerto de orquestra na TV era uma seca, que o Concerto de Ano Novo é um ritual incontornável, que juntava à volta da TV a família toda, algures entre o amor pela música e o amor pelas raízes austríacas. Entre a quase chamada telefónica da meia-noite e o lendário concerto das 10 e meia, 1 de Janeiro é claramente o dia em que o meu pai prova que há vida após a morte. Para mim, ele está aqui, em cada nota musical destas peças clássicas que ele amava e conhecia ao detalhe, em cada paisagem de Viena, em cada pormenor do nobre salão do Musikverein. Ele nunca esteve nesta minha casa, mas enquanto o Concerto de Ano Novo decorre, é como se ele estivesse aqui neste sofá.
Bom ano, pai!

Li este post do Nuno Markl e as lágrimas vieram-me instantaneamente aos olhos (ainda que de forma controlada). Revi-me, porque durante muito tempo tive o mesmo instinto de pegar no telefone e ser suposto ligar-lhe. Cheguei ao ridículo de estar ao telemóvel, o telefone de casa tocar à "hora habitual" e eu dizer "tenho de desligar, o meu pai está a ligar-me", para depois cair no choque.
Ontem à noite, a sair da terra do meu pai quase às 2h da manhã, pensei em tanta, mas tanta coisa... Pensei em como nunca tinha passado uma noite de passagem de ano com ele (desde que tenho idade para me lembrar), porque o ritual era passar o dia a seguir. Pensei nas noites de Natal mais felizes que tive, ao seu lado... Pensei que ele não tinha vivido o bastante para estar presente em situações extremamente banais na vida das pessoas, mas que são importantes. Não viu a festa de casamento do meu primo ontem (de quem ele tanto gostava) e tantas outras. Não me viu a tirar a carta (pensei nisto porque vinha a conduzir), não me viu a entrar na faculdade. Será que as minhas escolhas seriam iguais? Não posso deixar de me questionar sobre o meu caminho, caso ele estivesse presente... Certamente não seria igual igual, porque as minhas vivências iriam ser diferentes. Nunca irei saber, mas que diferença me faz? Tal como o pai do Markl está presente nas notas musicais do concerto de Ano Novo, o meu estava ontem à noite comigo.

Balanços de uma noite de ano novo

Hoje doem-me as pernas dos saltos altos. Não tive uma festa de passagem de ano convencional, e no tipo de evento que tive não me fazia sentido levar outro tipo de sapatos... Podia ter levado uns para trocar, mas não os tenho e não ia comprar de propósito.
Durante a noite de ontem, tive (demasiado) tempo para pensar no que quero e no que não quero. Não por ser passagem de ano, apenas porque se revelou o ambiente apropriado para tal... Há situações em que tenho de impor mais a minha vontade, para o bem e para o mal.
Divagações à parte, a descrição de uma Avenida dos Aliados caótica por parte dos meus amigos e namorado até me fez tremer. Sou nova, mas eu não tenho paciência para estas cantigas... Só me levou a concluir o que eu já sabia: passagens de ano caseirinhas, em boa companhia, são muito mais a minha praia. Mesmo que nos vistamos a rigor (ou não, indiferente!), o ambiente é bom para nos animarmos e pôr a conversa em dia. Assim na loucura, ir a uma festa, sim... Mas em que não leve encontrões, está bem? (e depois não querem que eu diga que estou velha...)

... and a Happy New Year!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

E por falar em prendas...


Como vão os stresses natalícios? Ainda não se passaram da cabeça com as confusões dos supermercados e dos centros comerciais? Já têm tudo despachado?
Este ano tratei de muitas prendas online, por isso os stresses não foram muitos. Só deixei para a minha mãe as duas amigas dela (há limites para as prendas que ela me põe a comprar). Além disso, vim da Suíça, há muitas prendas que vão ser complementadas com uns chocolatinhos (ainda fico chocada quando penso no dinheiro que gastei em chocolates)... Não se podem queixar!
Mesmo tratando de tudo com antecedência, não encontrei nada perfeito para determinadas pessoas. Isso chateia-me, espero ainda resolver o assunto. Fora isso, estou muito satisfeita com algumas das minhas prendas. Principalmente as do meu primo mais novo e do meu namorado, são perfeitas para as pessoas em questão! Adoro esta coisa de encontrar a prenda perfeita para aqueles de quem gosto e com quem me preocupo.

Tenho os melhores amigos do mundo

Chamem-me consumista, mas adoro prendas. Também não é preciso muito para saber que adoro ténis. E gosto de surpresas (boas)... Principalmente de as fazer, mas também não me importo nada de ser a surpreendida. Gosto ainda de saber que as pessoas se lembram de mim quando vêem uma coisa, que pensam "a i. ia gostar disto". Mostra que me conhecem e que se preocupam (nem que seja com os meus caprichos). E amo de paixão os meus amigos! Estão aqui todas as características reunidas para ontem ter delirado ao receber o meu presente de aniversário (2 meses depois). São os maiores! Mal chegue a Primavera (sou demasiado friorenta agora) e vou usá-los até à exaustão e sentir-me super fashion (e rockeira). Yeeeey!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Mixed feelings em relação ao Natal

Fora os dramas que há sempre na minha família na altura do Natal, tirando também o factor saudades dos que já cá não estão, este ano ainda tenho mais mixed feelings em relação ao Natal. Claro que quero que chegue, claro que quero ir a Portugal matar saudades da família e dos amigos, mas... O tempo está a passar, o trabalho a acumular e as minhas "férias" vão ser passadas a trabalhar. Eu estava habituada a isto com os exames, mas este ano é diferente... Estou fora e pensei mesmo que ia apenas relaxar, passar tempo de qualidade com as pessoas. A decisão de ir a uma conferência em Janeiro acabou com esses sonhos... O tempo passa e tenho os mesmos problemas de há duas semanas atrás. É horrível. Começo a pensar em ir a Portugal depois de tudo acalmar, para os dias de descanso a que tenho direito.
Ainda assim, mal posso esperar por estar em casa, com a minha mãe e os meus avós. Com a minha família em geral. Com o L. A beber um cappuccino ao pé da lareira. A comer a comidinha boa da mãe. A embrulhar presentes para as pessoas que me são especiais. Se Natal significa tudo isto... Então vale a pena ser Natal.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Contagem decrescente para o Natal

Recebi um e-mail de um qualquer site de compras que me diz que faltam 20 dias para o Natal (comecei a escrever o post ontem, entretanto a contagem decrescente avançou, mas acho que 20 é um número bonito e redondo). Obrigada por me deixarem a panicar logo pela manhã! É que antes do Natal ainda há muita coisinha para acabar, muito trabalho por fazer. Além disso, ainda não acabei as compras para os familiares (tenho feito tudo pela internet) e sinceramente a vontade foi-se.
Seja como for, há uma pessoa a quem podem oferecer prendas sempre que quiserem: eu! Não sou nada esquisita (só um bocadinho... um bocadinho talvez grande), por isso é só enviarem livros, canecas fofinhas, cachecóis, colares, perfumes, camisolas... Enfim, como vêem há muito por onde escolher. Se quiserem optar por vôos mais altos, sugestões também não faltam:


Claro que as ideias não ficam por aqui, mas uma pessoa tem de voltar ao trabalho. As imagens são meramente ilustrativas, porque não sou esquisita com cores e alguns modelos! (só um bocadinho, again... eheh)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A festa de Natal do lab


Ontem foi a "festa" de Natal do laboratório. Tínhamos todo um evento surpresa organizado pela secretária lá do sítio (a mais fofinha!). Não sabíamos ao que íamos, mas com as "pistas" tudo apontava para o bowling... E foi mesmo!! Foi a primeira vez que experimentei e foi bastante divertido. Claro que não fui nenhuma máquina, mas também não fui das piores, portanto... Not bad, not bad.
Depois do bowling, fomos todos jantar... Como estamos em plena Suíça, não podia deixar de ser fondue de queijo, não é verdade? Que eu adoro de morte (só que não). Toda a gente se deliciou (blhack) e eu tive de me limitar a escolher entre o pouco que havia, mas também não fiquei nada mal servida.
Escrevi este post porque, de facto, foi uma excelente tarde/noite. Tenho a sorte de estar a estagiar num sítio em que o ambiente é fantástico e as pessoas são bastante simpáticas, por isso não podia pedir melhor.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Casamento em pleno Inverno: o drama

Ora então parece que, daqui a um mês e pouco, um primo meu vai dar o nó. Todos nós sabemos que casamentos devem ser dias de alegria, mas para as mulheres é também um drama. Tomara poder usar um fato, comprar uma gravata nova, engraxar os sapatos e siga que está despachado. Mas não... Para nós não funciona assim. Precisamos (quase) sempre de algo novo... Depois os sapatos que temos não ficam bem com o vestido que escolhemos. A pochette está desactualizada. E o cabelo? E a maquilhagem? Só preocupações.
O terror intensifica-se com um casamento em pleno Inverno. Meus amigos, eu sou friorenta. Mesmo com a mudança Suíça-Portugal, se estiverem 5ºC eu não posso estar descapotável. Preciso de tapar os bracinhos... E de algumas camadas. Logo no factor "tapar os bracinhos", toda a roupa que eu pudesse ter e que se adequasse fica fora de questão. Como tal, vamos ter toda uma missão nos próximos tempos.
Ora, eu estou farta de comprar roupa para um evento específico que depois fica para sempre no armário. Por isso, a missão engloba encontrar algo que eu possa usar noutras ocasiões. Como eu adoro macacões, why not? Andei a explorar alguns sites e, até agora, encontrei dois que me encheram as medidas.

Massimo Dutti
Preto, básico. Na minha opinião, é demasiado simples... O que representa uma vantagem e uma desvantagem. Desvantagem porque não quero uma coisa qualquer sem graça... Vantagem porque posso conjugá-lo com os meus sapatinhos pretos sem ter de andar a procurar.

Zara
Este segundo exemplar, sendo também simples, sempre tem mais pormenores - o que o torna mais engraçado, na minha opinião. O problema é que não tenho sapatos... Mas tenho uma malinha prateada, não devia ficar assim tão mal.
A par de tudo isto, não tenho nada de jeito para pôr por cima destes espécimes. Como tal, esperem mais posts sobre o tema... Porque preciso de perder tempo com isto!