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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

As saudades de Janeiro de 2017

Há pouco mais de um ano, escrevi este texto. Sentia-me insegura e, principalmente, burra. Eu, aluna de Mestrado sem conhecimentos, aceitei ir apresentar um poster sobre algo que estava a fazer há menos de 3 meses. Há exactamente um ano, escrevi um outro post, com uma versão diferente dos factos. Estava completamente fascinada com o que me rodeava, independentemente das minhas inseguranças... No final, acabou por correr tudo bem.
Lembrei-me de tudo isto porque, lá está, hoje faz um ano que fiz ski pela primeira vez (e única, até à data)! Foi também o dia em que me consegui cortar com o próprio ski na única vez em que caí... Cinco pontinhos e uma cicatriz circular para me relembrarem para sempre desse dia. Mas esse dia, felizmente, está associado a uma semana fantástica.
Para terem uma pequena noção do cenário que me rodeava, aqui ficam algumas fotos:

Na estância de ski (antes de me aperceber que tinha um corte gigantesco)

As típicas lojinhas das montanhas

Just another regular street

Vista da cozinha do chalet

Vista do meu quarto... para o lado direito 

Vista do meu quarto... para o lado esquerdo

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Camone avec: c'est moi


Estamos no último dia de Julho, o que significa que amanhã entr'Agosto (já dizia o nosso rico Quim Barreiros). Eu, que sempre vivi na terrinha até aos 17 anos, habituei-me a ver mais gente nesta altura, que vinha a casa de férias. Nas terras maiores, vemos o oposto: a malta vai de férias e de repente está tudo vazio. Já na Santa Terrinha (e nas zonas de praia, mas não é disso que estamos a falar), o bom filho a casa torna, o que faz com que as aldeias fiquem muito mais movimentadas e animadas.
É então nesta altura que aquele flagelo de quem muita gente fala e faz piadas - os avec's - surge também. E quem são os avec's? Penso que toda a gente está ciente, mas nunca é demais relembrar que são os típicos emigras tugas, a trabalhar num país de língua francesa (França, Suíça ou Luxemburgo - é só escolher!), que vêm montados nos seus novos carros topo de gama para as férias na sua terra natal.
Oh, meus amigos! Eu estive nove meses na Suíça, vi-os com os meus próprios olhos. Na sua grande maioria, são tal e qual aquilo que nós descrevemos. Os filhos, já nascidos lá, são as Kátia e os Mikael desta vida (não esquecer os "k"). Vivem todos em comunidade e sabem onde está a loja portuguesa que vende o melhor bacalhau da terra. Enfim... O que já se sabe. E de facto chegam a Portugal e falam um português afrancesado, que falam. E misturam tudo. E dizem coisas que me fazem ter de controlar muito para não me rir. A primeira vez que ouvi o pai do meu namorado a dizer "epiçarias" em vez de "especiarias", quase me engasguei...
Porém, hoje, eu, i., amante da língua portuguesa, venho aqui defendê-los. Venho aqui defendê-los, porque já sei muito bem o que custa. Atenção: o meu conhecimento de francês é péssimo, aquele A1/A2, porque lá só falava inglês. Mesmo nas lojas, assim que viam que eu não me desenrascava, passavam para "do you speak english? yes? do you want a bag?", por isso não evoluí quase nada. No entanto, uma pessoa é bem educada, não é? "Bonjour", "merci" e "au revoir" não custam muito e habituei-me. No supermercado, com estas três expressões estava feito.
Resultado: cheguei a Portugal no Natal e, como boa tuga que sou, passei em Vendas Novas para comer uma bifana a caminho de casa. Assim que o empregado vem à mesa, saio-me com um "bonjour" que até ando de lado!! E não me digam "ah, mas com a tua mãe não falavas francês". Pois claro que não, mas a minha mãe é uma pessoa com quem NUNCA falei em francês... Agora o senhor empregado que chega à minha mesa é um desconhecido que me está a servir. Claro que quando chegaram as bifanas lhe disse "merci"... Já se estava mesmo a ver.
Isto não acaba aqui... Desde sentir confusão na rua por toda a gente à minha volta estar a falar português, a um sentimento estúpido de querer dar 3 (TRÊS!!!!) beijinhos às pessoas... Sinto de tudo. Já estou em Portugal há 20 dias e ainda tenho a sensação de ir ao terceiro beijinho (imagino que seja isto que as tias de Cascais sentiriam depois de uns meses só a dar-se com a plebe). Estou uma verdadeira avec e foram apenas 9 meses. Como se não bastasse, eu tenho uma agravante: o inglês do dia-a-dia no laboratório e na residência. Oh, meus amigos!! Eu só falava em inglês, só lia artigos científicos em inglês, só pesquisava no Google em inglês... Querem que eu pense nas coisas da minha área em português? Não dá. É um problema. Mais uma vez: eu criticava as pessoas que não conseguiam arranjar palavras na nossa língua tão incrível e iam buscar coisas inglesadas. Os Clã bem diziam que "Devia ser como no cinema / A língua inglesa fica sempre bem / E nunca atraiçoa ninguém" e é verdade.
Portanto, avec's do meu coração, eu apoio-vos (ou suporto-vos de tradução literal do inglês?) e defendo-vos. Pior do que vocês, estou eu, que sou uma camone avec. Rai's parta a miúda.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Insólitos na Suíça

Em dois fins-de-semana seguidos, pequenos episódios muito estranhos aconteceram. No fim-de-semana passado, em Berna, sugeri ao meu namorado que se pusesse num determinado sítio para lhe tirar uma fotografia com uma vista bonita. Estava eu a posicionar-me para lhe tirar a foto, quando um senhor que estava de costas me dá - literalmente - um coice. Eu pensei que tinha sido sem querer, estava pronta para pedir desculpa por estar a passar (reparem, eu peço desculpa por me tocarem indevidamente), quando ele se sai com:
- Eu não gosto que passem ao pé de mim, que estejam demasiado perto de mim para me assaltarem!
Oi?! Julgar uma pessoa na rua e agredi-la por achar que eu o ia assaltar? Podia ter olhado para mim e visto que eu tinha duas mãos num telemóvel e não tinha uma terceira para lhe tirar a carteira.
O segundo episódio foi neste Sábado que passou. Os meus amigos vieram visitar-me e fomos ao Château de Chillon. Tínhamos poucas fotos dos quatro, sem contar com selfies, e é sempre preferível pedir a alguém se queremos ficar com uma melhorzita. Aproximei-me de um casal e perguntei-lhe se nos podiam tirar uma foto... A senhora disse que sim e estava prestes a pegar no meu telemóvel, quando o marido (penso) pega nela e a arrasta para fora dali. Fiquei com uma cara de pau! Oi?! Como assim?! Eu tenho ar de quem lhes vai fazer mal por lhes pedir para tirarem uma fotografia?
Eu achava que tinha um ar de menina bem comportada que não faz mal a ninguém. Estou a ver que estou enganada.

domingo, 28 de maio de 2017

Lovely Bern

Apesar de não ter ido a todos os sítios a que gostava de ir durante este ano na Suíça, não me posso queixar. Já fui a algumas cidades e lugares encantadores no meio das montanhas... Uma cidade que ainda faltava e que não queria deixar de lado antes de voltar era a capital, Berna.
Não tinha grande expectativas... É a capital suíça, mas é só a quinta maior cidade, pensei que se calhar não tinha grande coisa. Aliás, muitas pessoas diziam ser uma cidade aborrecida. No entanto, quando comecei a dizer aos meus colegas que iria lá, alguns disseram-me "vais adorar, é lindo!".
Não se enganaram... É mesmo uma cidade linda, que adorei. Gostei dos edifícios, das ruas, das torres, das igrejas, das vistas... De tudo. Planeei um dia com visitas sobretudo ao exterior dos edifícios, só queria visitar o Parlamento e ao Museu do Einstein. Pois bem... O Parlamento está sem receber visitas até algures ao meio de Junho (boriiiing!!) e verifiquei mal a hora a que o Museu do Einstein fechava, pelo que pagámos para andar a correr (só lá estivemos cerca de 40 minutos... não é, de todo, suficiente).
Andar simplesmente por Berna já é bastante bom. É mesmo uma cidade amorosa! Se derem um pulinho à Suíça e tiverem tempo, é sem dúvida um daqueles sítios onde passar um dia.


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Quando tens o orientador mais tonto e querido do mundo

Eu tenho um carinho muito especial pela pessoa que o meu orientador me tem demonstrado ser. É uma pessoa super super inteligente, mas eu penso que o que o distingue é o facto de ser super preocupado pelas pessoas de quem gosta. A missão dele é fazer as pessoas felizes - por isso distribui chocolates e massagens. É um querido.
Anyway, recentemente, ele estava preocupado com uma novidade que recebeu via e-mail... Autorizou-me a ver, mas com a condição de não lhe contar. Eu disse que precisava de uma frase estúpida para lhe dizer que já tinha visto, para disfarçar a minha reacção. A frase foi decidida: Pancakes are ready.
Muitas piadas foram feitas com panquecas... Entretanto estávamos a falar do facto de ele ir ao Canadá um pouco antes de me ir embora e eu - feita parva - lembrei-me de lhe pedir maple syrup como souvenir! Em troca, eu faria panquecas.
No dia a seguir, quando cheguei, tinha um frasco de maple syrup em cima da minha secretária. Resultado: estou lixada.

sábado, 29 de abril de 2017

Tudo tem prós e contras, até isto


Olá desde há uns dias... A inércia deu cabo de mim e, por mais que eu começasse posts, acabava por apagar o que tinha começado e depressa mudava de separador.
Estou em Portugal faz hoje uma semana, daqui a três dias volto para Genebra. Avaliando esta semana, parece que não fiz nada de especial... Passou a correr.
Durante os últimos cinco anos, eu não vinha assim tão regularmente a casa (sem contar com as férias), pelo que não é assim tão estranho chegar cá e ser quase como era antes. No entanto, há pessoas que vejo muito menos - nomeadamente a minha mãe e os meus amigos - e aí a conversa já é outra.
Estar cá é tão bom e tão mau. Acho que não vale a pena explicar por que motivo é bom, mas a parte má prende-se muito ao facto de me deparar com o que estou a perder com as minhas escolhas. Não quero com isto dizer que não há uma parte boa em estar lá fora... Claro que há. Mas exige tantos sacrifícios emocionais, dos quais me apercebo muito mais quando cá estou.
Eu acho que não conseguiria restringir a minha vida a este sítio, sentir-me-ia incompleta. Mas uma grande parte do meu coração ficou por aqui...

sábado, 15 de abril de 2017

Vou ter sempre ar de miúda?

Tenho 23 anos. A última vez que me pediram identificação para beber num bar foi há cerca de 4 anos.  O rapaz que estava ao balcão quase me pediu desculpa enquanto me pedia o BI, a dizer "temos sido fiscalizados", e eu dizia "então, claro, não tem problema". Até ontem...
Fui jantar a uma espécie de festa indiana, organizada numa discoteca que tem um espaço aberto onde colocaram barraquinhas de comida. Apesar de ainda não estar a funcionar como discoteca àquela hora, era possível ficar lá all night long, pelo que a entrada era permitida apenas a maiores de 18 anos.
Entrámos mas, passado algum tempo, decidimos sair para ir levantar dinheiro. Quando voltámos a entrar, os seguranças pediram algo em francês. Entrei em modo piloto automático, nem pensei muito no assunto, e abri a mala como as outras raparigas que estavam comigo, para mostrar que não tinha lá garrafa nenhuma. Todas nós seguimos em frente, mas eu fui literalmente barrada... O segurança que não tinha falado deve ter percebido que o meu francês era uma lástima e que eu não tinha percebido o que eles me pediram, então disse-me em inglês:
- Não, não. A identificação. Já tens 18 anos?
Eu, que normalmente sou uma pessoa séria nestas coisas, não consegui evitar rir-me muito, enquanto abria a carteira e dizia:
- Tenho 23.
O segurança ficou a olhar para mim com cara de parvo (o que me deu mais vontade de rir, mas não o fiz) e apenas disse:
- Really?!
Escusado será dizer que fui muito gozada. A mais velha do grupo foi barrada. Afinal não sou uma velhota!! Yey!!

Forever fifteen!!!! :D

domingo, 9 de abril de 2017

Olá, eu sou a i. e digo que quero ser investigadora. Lol.

Não se deixem enganar por pessoas sorridentes e felizes a fazer investigação. Só mentiras!

Esta semana que passou foi uma das piores desde que aqui cheguei. Acho que nunca me tinha sentido tão impotente e perdida... Depois de uma apresentação que me deixou muitíssimo nervosa (pensei que ia ser muito pior, ajudou o facto de me preparar com antecedência), experenciei momentos muito infelizes. Momentos de desespero, de impotência, de frustração. Momentos em que eu pensava o quão burra e estúpida sou. Tudo isto a juntar ao facto de o meu projecto estar super atrasado, ter chegado a um ponto em que tudo está a correr e mal e não temos a certeza de que o que vamos fazer a seguir resulte. Enfim... Foi depressivo e cansativo. Principalmente, porque tenho de fingir manter o optimismo em como tudo vai melhorar... Não vai.
Consigo entender totalmente a razão que leva as pessoas a desistirem de investigação e irem pentear macacos (isto para dizer que pentear macacos às vezes deve ser melhor). E o que sei eu do assunto? Sou uma mera estudante de Mestrado, com zero experiência na área... Imagino como é para quem lida diariamente com o assunto há anos. O pior? O pior é que mesmo dizendo e sabendo que o que estou a dizer é verdade, continuo a dizer que quero fazer investigação. Não sou psicóloga, mas algo não bate certo na minha cabecinha... Como é possível alguém gostar de algo que a faz sofrer e não se considerar masoquista? Que me perdoem os investigadores, mas eu só consigo explicar isto com um Complexo de Deus qualquer (lá estou eu outra vez a invocar coisas de que não percebo)... Ai e tal, somos tão bons, vamos fazer a ciência avançar, trazer algo de bom para a sociedade. Bullshit é que vamos. Vamos só ser deprimidos e frustrados durante, pelo menos, 80% dos nossos dias. Amém.

sábado, 8 de abril de 2017

Quase a matar saudades


Daqui a duas semanas estou em Portugal. Mal posso esperar por aterrar no meu país! Não que esteja mau tempo na Suíça (que não está, meus ricos dias grandes com céu azul e calorzinho), mas tenho saudades de tantas coisas... Sem contar com a família e os amigos, claro, que desses sinto falta todos os dias.
Tenho saudades de me sentar numa esplanada e de pedir um café e uma água das pedras (aqui há água gaseificada, sim... mas não é a mesma coisa. E a bica então nem se fala). Das imperiais de fim de tarde... Que quando eu aí chegar podem ser acompanhadas de caracóis (mal posso esperar!!!!). Dos famosos pastéis de nata que, sendo algo tão garantido, não pensamos que podem fazer falta com a bica a meio da manhã. Da carne... Ai, a carne! Há quem tenha saudades do bacalhau, eu tenho saudades de carne boa (hábitos de alguém nascido e criado no Alentejo...).
Pequenas coisas... Que me fazem sentir em casa. Tenho saudades do conforto que sinto em Portugal, não nego.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Dramas de morar numa residência

Eu não sei se cheguei a referir no blogue, mas estava muito reticente em relação a vir morar para uma residência. Na universidade, estive cinco anos a morar em casas partilhadas e já Deus sabe os sapos que se engolem... Quanto mais numa residência, em que os espaços comuns têm de ser divididos por muitas pessoas que não conhecemos de lado nenhum. Estava com muito medo no que dizia respeito à higiene e ao barulho, principalmente. No entanto, como temos limpeza nos dias úteis, a coisa até é bastante tolerável.
Ainda assim, havia uma coisa para a qual eu não estava preparada: os roubos. Lembro-me de ler no blogue da Ju (se leres isto, diz-me, porque perdi-te o rasto!!) de que era o pão nosso de cada dia na residência dela e eu pensava o quão baixinhas podem ser as pessoas... Já tive coisas pontuais a desaparecerem-me, mas sempre achei que era por descuido meu e que alguém as levava "por engano".
Pois bem, não. Ontem, quando me preparava para adicionar caril ao meu frango, apercebi-me de que me tinham roubado TODAS as especiarias (excepto uma de que eu não gosto... claramente o ladrão também não). Desde a canela à pimenta, passando pela paprika. Oiii? Fiquei tão indignada (ainda estou)!! Ok, se fosse só uma, eu deixava passar. Ingenuamente, pensaria "alguém usou e se esqueceu de pôr no sítio". Vamos ser sinceros, toda a gente usa as coisas dos outros. Que jogue a primeira pedra quem nunca usou o sal ou o detergente de outra pessoa, seja por conveniência ou por engano. Mas tudo bem... Usa-se um bocadinho, nada de especial, e volta-se a pôr no sítio. Isto aqui foi todo um outro nível...
Anda uma pessoa a tentar não gastar mais um franco ou outro em coisas desnecessárias, a conter-se com coisas de que gosta ou que lhe apetecem, a relativizar e a pensar "não preciso disto, não vou gastar o dinheiro" para depois chegar a alguém e tirar o que não é seu. E não interessa se são coisas grandes ou pequenas, não se faz, a vida custa a todos. Agora vou estar a pôr coisas deste género no meu quarto (que já era uma arrecadação) e a ter de levá-las para a cozinha sempre que estiver a cozinhar. Não é conveniente e chateia-me. E as coisas que precisam de ir para o frigorífico? Claro que não vou deixar de pôr lá nada, mas agora vou ficar sempre a pensar nisto.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Privilégios

Estamos a meio de Março e este ano eu já estive em Portugal, em diferentes sítios na Suíça, em duas cidades italianas, em França e no Reino Unido. 5 países em 2 meses e meio. Já visitei montanhas (eu, que nunca sequer tinha visto neve), cidades, lagos, museus, ruas sem fim, catedrais, diferentes restaurantes.
É certo que foram viagens programadas e pagas em momentos diferentes, que a minha localização geográfica neste momento faz com que isto seja mais fácil e que agora vai acalmar bastante. Ainda assim, esta reflexão de que tenho sido uma privilegiada durante os últimos meses é necessária. É necessário agradecer e, acima de tudo, não tomar como garantido.

Olá, olá

A desaparecida anda por aqui. Sorrateiramente, mas anda. A minha mãe só foi embora ontem (sniff sniff) e hoje já vou ter cá uma amiga (ansiosamente à espera dela), pelo que escrever qualquer coisinha tem sido impossível. Além de que, pelo meio, tenho de arranjar tempo para a tese, não é verdade? Resumidamente, a minha vida nos últimos tempos tem-se baseado em comida e viagens de comboio. O que é que uma pessoa pode querer mais?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Louca por compras? Às vezes


Sou gozada por amigas no que a compras de roupa diz respeito. Isto acontece principalmente desde que estou na Suíça... Não que tenha comprado assim tantas coisas (se lhes perguntarem, elas vão dizer que sim), mas passo muito tempo a percorrer montras e sites de diferentes marcas.
Dei por mim a pensar calmamente no assunto e tenho a anunciar: é normal. Troco de autocarro em frente à Manor (do género do El Corte Inglés), não dá como não olhar e estar atenta às promoções que indicam na montra. Além disso, há muitas lojas no centro, onde costumo ir passear para descontrair. Passar à porta da Mango e entrar é o mesmo que ir passear ao Chiado e entrar na Zara ou na Fnac dos Armazéns. A diferença é que o Chiado era longe da minha faculdade e não ficava a caminho de nada... Aqui, como tenho de trocar de autocarro, é só andar um bocadinho a pé para desanuviar... E apanhar o outro na paragem seguinte.
Aliás, se pensar bem no assunto, a única vez que me desloquei de propósito a um centro comercial aqui foi para ver roupa para o casamento - ou seja, algo necessário. E dizem que há um outro super giro e agradável... Nunca lá pus os pés (estou a falhar, ahah).
Como se não bastasse, o facto de fazer scroll diariamente em blogues, faz com que acabe a clicar em links de peças de roupa... E uma peça leva à outra. Portanto, a culpa é vossa e só vossa.
Com tudo isto, chego à conclusão que de facto não é assim tão bom para a minha carteira se eu vier a morar sozinha numa cidade pequena. Em vez de ter encontros com pessoas, tenho com lojas e sites de roupa... Cuidado, conta bancária, cuidado.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Ainda a lista de compras


Ri-me muito com esta imagem, descreve na perfeição o que se passa mui(iiii)tas vezes. Nada que escrever no telemóvel ou na agenda que anda sempre comigo não resolva.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O poder de uma lista de compras


Como dizia há dias neste outro post, o meu poder de poupança tem andado a crescer. Claro que para isso, há pequenos truques que ajudam. O típico "não ir às compras com fome" funciona imenso, já que não me dá vontade de "arrebanhar" 50 mil pacotes de batatas fritas e de bolachas.
No entanto, a minha melhor amiga é a lista de compras. É essencial para compras maiores desde que me mudei! Claro que toda a gente as escreve, mas agora a questão é: e segui-las? Poooiiiiiis, não sejam mentirosos. Uma pessoa vê coisas em promoção, ou algo que lhe está mesmo a apetecer, e já se esqueceu da lista.
Assim, para que resulte como um método de poupança (afinal, representa aquilo que de facto precisamos), temos de ser regrados. Claro que não precisamos de ser nazis! As coxas de frango estão em promoção? Já não se compram os bifes. Olha aqui as pipocas a olhar para mim para me acompanharem num filme logo à noite? Está bem, pronto. Mas olha aqui uma garrafa de whisky (não sei porque me lembrei de whisky) em promoção que encarece a minha conta em 15€... Não, não há necessidade, já estão a abusar.
Portanto, seguir a lista de compras é algo que de facto aconselho para pessoas despistadas e gastadoras como eu. Planear as refeições semanais por alto e resumir as nossas compras nisso mesmo ajuda muito nos gastos ao fim do mês.

sábado, 28 de janeiro de 2017

No poupar é que está o ganho

Eu já referi n vezes neste blogue as diferenças nos meus gastos desde que me mudei para a Suíça. Ao início custou, era algo que me chateava. Ter de me conter muito mais do que aquilo a que estava habituada foi complicado, não nego... Mas entretanto habituei-me.
Além disso, agora que os gastos iniciais já passaram, as coisas não estão tão mal, por isso posso-me dar a um "luxo" ou outro de vez em quando. Mesmo assim, como me habituei, há coisas que nem me apetecem. Hoje olhei para uma montra com bolinhos deliciosos e nem me apeteceu entrar e acompanhar com um cappuccino (mas agora que estou a pensar a sério sobre o assunto, apetecia-me era agora).
Isto para dizer que, assim que começar a ganhar o meu dinheiro, vou ficar rica. Depois deste ano, em que me habituei a controlar os meus impulsos (ok, tem dias... as compras online continuam a ser o meu ponto fraco), o meu sentido de gestão vai-me permitir poupar uns trocos.
Ou é nisso que eu quero acreditar. Porque depois vejo-me com dinheiro no bolso, como é que vou conseguir resistir a malas e a sapatos? E a livros e a relógios? E a bolinhos e a cappuccinos? Seja como for, até ver, eu acredito.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Eu disse

Eu disse que, depois da tempestade passar, queria ir passar um fim-de-semana a Portugal para ter "férias" a sério. Quando lá estive, os afazeres e as responsabilidades sobrepuseram-se e não consegui aproveitar o tempo com as pessoas.
Mas depois voltei. Voltei e não pensei mais nisso. Porque tenho é de trabalhar, de despachar as coisas, etc. e tal. Hoje voltei a pensar no assunto, pesquisei vôos e a ideia formou-se. Mandei mensagem ao meu orientador (que está de férias) e estou à espera de um sim para marcar e pronto.
Ando desmotivada e aborrecida, pelo que uns dias sem a cabeça nisto me vão fazer bem. Eu sei de onde isto vem: o meu local de trabalho está completamente vazio e abandonado. Uns porque já acabaram os seus projectos, outros porque estão em exames... E eu aqui sozinha. Só penso em ir-me embora para casa, em sair daqui. De manhã não tenho motivação para vir para cá. Preciso de vida à minha volta, de barulho de fundo. Para estar sozinha no meu cantinho, prefiro estar em casa.
Basicamente, estou a descobrir que fora do meu local de trabalho, não me importo de estar sozinha: vaguear pelas ruas, ir às compras, fazer o jantar... Tranquilo. Já no que diz respeito a ser produtiva no meu trabalho diário: nop, não funciona.
Como temos de olhar para o lado positivo da coisa, a parte boa é que isso fez com que eu quisesse ir visitar a minha família. Em breve estarei a beber bicas e a comer pastéis de nata e biscoitos da minha terra. E queijadas de requeijão. Acho que preciso de açúcar...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Ponto sem retorno


Eu costumava ser uma miúda pouco friorenta. Não só em criança (claro que as crianças não têm frio, com tanta energia para gastar e coisas divertidas em que pensar), mas também em adolescente. Muito raramente usava cachecóis... Luvas e gorros? Jamais. As luvas por não me darem jeito, os gorros por achar que me ficavam mal... Mas a verdade é que nunca senti falta.
Até que comecei a usar cachecóis, por serem lindos e fofinhos. A partir daí, nunca mais consegui deixar de usar (no Inverno, claro). Sinto-me despida, desprotegida e com frio sem eles... É impressionante.
Luvas e gorros continuaram de parte... Até sentir o frio cortante do verdadeiro Norte (ok, há pior, mas ainda assim... muito mais frio do que em Portugal). Muito honestamente, mesmo aqui, não sentia grande necessidade de gorros... O cabelo protege-me as orelhas. Mas, por pressão psicológica, comecei a usar há coisa de um mês e tal.
E hoje foi o dia em que saí à rua sem gorro (por esquecimento) e ia morrendo de frio. Parece que vou pelo mesmo caminho de habituação... Por isso lá terei de comprar mais um gorro ou dois, para condizer com os outfits (que pena, não é?).

domingo, 15 de janeiro de 2017