A minha mãe é, sem sombra de dúvidas, a pessoa mais importante da minha vida. No matter what. É o único laço directo que tenho e, até isso mudar, duvido que isto mude também.
Isto não significa que nos damos sempre bem... Muito pelo contrário. É a pessoa com quem mais discuto, com quem mais me chateio, com quem mais entro em conflito. As nossas personalidades e maneiras de ver o mundo são um tanto ou quanto diferentes e, mesmo que não fossem, as pessoas mais próximas são sempre as que acabam por levar por tabela.
Nem sempre tivemos a melhor relação do mundo, mas as circunstâncias da vida e as mudanças na maneira de ser (de parte a parte) facilitaram a coisa e hoje posso dizer que estou em paz e feliz com o que temos.
No meio de tudo isto, desta relação q.b. impetuosa, está também a pessoa em quem mais confio. A pessoa para quem me apetece correr quando as coisas correm mal mas, por saber a preocupação que lhe causo, evito fazê-lo. A pessoa com quem muitas vezes não quero falar por saber que não consigo não ser transparente e às primeiras duas palavras estaria lavada em lágrimas.
Quando eu era (bem) mais nova, a minha mãe dizia que eu era a melhor amiga dela e isso irritava-me. Uma filha/mãe não tem de ter o papel de melhor amiga, pensava eu. Pois não, não tem... Mas pode. E hoje a minha mãe é a minha melhor amiga (ou, pelo menos, uma das).