O meu namorado é para aí a pior pessoa que conheço a dar prendas. Pronto, já disse. Quem diz prendas, diz jantares, surpresas, planos, etc. e tal. Ele não se preocupa muito com a coisa (ou pelo menos não o demonstra). Porque, ah e tal, não sei o que oferecer... C'mon, eu mandava links do que queria, não dava para ser mais óbvia. Porque, ah e tal, não tive tempo. Enfim, ele é mesmo mau com o assunto. É um mono.
Isto é ainda mais terrível, porque eu sou o oposto. Eu ADORO comprar prendas para os outros. Adoro planear coisas, proporcionar momentos felizes. Não sei, é algo de que gosto mesmo... Pensar "esta pessoa ia gostar mesmo disto". Tanto quando é mais necessário comprar algo (ocasiões especiais várias), como quando estou em lojas e me deparo com algo que eu penso "é mesmo a cara daquela pessoa!". Claro que, não tendo ordenado, este tipo de miminhos não podem ser dados à toa... Só com as pessoas mais especiais e, às vezes, são guardados para mais tarde.
Como eu referi logo no título, este post não é para me queixar. É sobre a forma como, nos últimos cinco anos de namoro, eu me tenho adaptado e redireccionado algumas das minhas compras. Às vezes, não me controlo e compro-lhe na mesma... Mas noutras, que vão sendo cada vez mais, aproveito para usar esse dinheiro em coisas para mim.
É isso mesmo: a i. do passado, se tivesse de escolher entre uma prenda para ela ou para o namorado, escolheria uma prenda para o namorado. A i. do presente é um tanto ou quanto diferente. Claro que, muitas vezes, tenho aquele impulso... Afinal de contas, não consigo mudar totalmente, é parte do que sou (e ainda por cima gosto de ser). Mas mimar-me e ganhar coisas de que não preciso, também me faz bem de vez em quando.
Já dizia o anúncio: se eu não me mimar, quem o fará...? (o quê?! Não era assim?!)