segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Vergonha alheia! Ou não.


Vi esta imagem e não pude deixar de me identificar. Não no que diz  respeito a canções, mas a filmes... Uma pessoa vê um filme em que há uma cena ou outra mais escaldante, uns palavrões de quando em vez, e nem se apercebe. Se estamos a ver exactamente a mesma coisa, mas com a mãe ao lado... Oh, God! De repente, nunca nada foi tão mau ou ordinário. Parece que estamos a ver pornografia com a nossa progenitora... Mas em câmara lenta, porque aquele momento nunca mais acaba. Quem nunca sentiu isto?

domingo, 19 de novembro de 2017

Girls vs. Boys [redes sociais]

Estava a comentar a foto de um amigo (ele é espanhol e escrevi "mira que guapo"), quando pensei "hummm, se o meu namorado deixasse um comentário parecido numa qualquer rapariga, eu se calhar não gostava". Claro que depende da relação que se tem com o/a amigo/a, da intenção, and so on, mas serviu para analisar este ponto.
A verdade é que era algo que eu diria pessoalmente ao rapaz em questão, à frente do meu namorado. Ainda assim, é de mim, ou homens e mulheres têm diferentes intenções e interpretações sobre isto? Isto é apenas uma generalização e não são todos iguais (além de que o contrário também se verifica), mas se uma rapariga põe um like / comenta uma foto de um rapaz, possivelmente é porque pensou "uhh, bonita foto", já o rapaz pensa "uhh, papava-te".
A prova disto é que, numa foto idêntica, uma rapariga comum vai ter o dobro dos likes dum rapaz comum. Ok, esta proporção foi acabada de inventar, mas se pensarem bem no assunto, sabem que tenho uma certa razão... Se os rapazes pusessem like por gostarem da foto e não por terem segundas intenções (ainda que subconscientes), também poriam noutros rapazes e este número seria equivalente.
Entretanto, vou continuar a deixar os comentários que me fazem sentido... Porque a verdade é que, independentemente de tudo isto, é apenas uma foto numa  rede social.

sábado, 18 de novembro de 2017

Devaneios de quem ouve rádio no carro


Nos últimos tempos, tenho andado mais de carro e isso faz com que pape vários programas de rádio. Por isso mesmo, vou estando a par das músicas mais in do momento, o que tem a sua utilidade... e terror. Há com cada musiquinha que valha-me-Deus.
Como já estava farta das kizombadas da RFM (tenho fases em que tolero melhor), voltei à Comercial. No outro dia, enquanto ouvia esta estação, dei por mim a pensar "epá, parecem mesmo as vozes dos Anjos". E não é que eram MESMO as vozes dos Anjos?? Na Comercial, senhores!!! O mundo da música está perdido, não está?
A rádio fez também com que eu desenvolvesse um ódio feroz em relação ao Diogo Piçarra. Aquela voz esganiçada dá-me cabo da cabeça... No entanto, com a sua participação na música Trevo (de que gosto muito), percebi que afinal até poderia gostar dele. Só precisava meeeeesmo que ele não fizesse falsetes e músicas de merda (o meu pedido de desculpa aos fãs).
Mas giro, giro é quando me apercebo que o carro que estou a conduzir está sem rádio e só aceita CD's, sendo que o único disco que ali se encontra é de cante alentejano. Vou só ali pôr uma boina e arranjar um cajado, que já estou pronta para ir para o grupo coral...

Será Natal?


Este ano, o calor prolongou-se e isso fez-me sentir uma certa repugnância a tudo o que estava associado ao Natal. Desculpem, nunca passei o Natal mais a Sul do que Portugal e calor é que não! Não há nada como o Sol de Inverno do nosso país, que sabe tão bem nos dias mais frescos... Adiante.
O fresquinho (sem chuva) chegou em grande e já me sabe bem passar e ver as luzes fofinhas desta época. Já paro mais demoradamente à frente de uma montra que transpire Natal. E foi assim que comprei a primeira prenda...
O comércio local de Lisboa, na zona de Alvalade, poderia levar-me à falência (sem o mínimo problema). Têm sempre coisas tão fofinhas... Tanto nas lojas mais modernas, com roupa tchanam, como nas mais tradicionais. Foi assim que comprei uma espécie de "faixa" central de mesa, alusiva à quadra natalícia, para oferecer a uma familiar.
Como tal, declaro aberta a caça às compras mais fofinhas para as minhas pessoas. E também a decorações de árvore de Natal porque, pela primeira vez em 15 (?) anos, a minha mãe mostrou-se receptiva a uma mudança.
Olá, Natal!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Pois que agora estamos nisto

Quando chega o momento em que a tua mãe já não vai ao médico contigo... e em que te começa a pedir para ires tu com ela. Está certo.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Birras


Não sei muito bem por que razão, hoje comecei a falar com a minha mãe sobre birras e sobre as boas palmadas que apanhei no lombo. Dizia a minha mãe que, sempre que eu voltava de casa do meu pai (se fosse por muito tempo ainda pior), vinha possuída e passados 10 minutos já estava a apanhar. Eu sei que era uma criança minimamente bem comportada, mas realmente também fazia das minhas...
Como ontem vi o vídeo da Cocó sobre birras, partilhei com a minha mãe que o pediatra tinha dito que a solução para as birras não era bater (apesar de concordar com essa acção em determinados contextos), mas sim ignorar e - aconteça o que acontecer - não ceder. Pode ser complicado, principalmente em público, mas não é nada bom se a criança perceber que essa chantagem emocional das birras em público resulta.
A minha mãe riu-se, a pensar em como ela própria nunca cedia, por mais ridícula e desmedida que fosse a minha "fita". Riu-se ainda mais a relembrar uma das minhas mais famosas birras (da qual não tenho memória) em que, segundo ela, eu chorei e gritei de forma louca durante todo o tempo em que estivemos numa feira. Eu queria um microfone que a minha mãe não me quis comprar e, estava de tal forma descontrolada, que a minha avó só lhe dizia "ai que lhe dá uma coisa! A menina vai ter um ataque!".
Toda a gente ficou a olhar para mim? Claro. Eu ou a minha mãe ficámos traumatizadas com o assunto? Nem por isso. Há necessidade de ceder às birras dos meninos, dar-lhe o que eles querem e criar filhos mal-habituados? Não me parece. [diz a pessoa sem filhos que ainda não teve de passar por isso, mas espero não mudar a minha opinião]

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Sai um arroz de pato para a mesa ao lado do Eusébio!


Ora então já temos nova revolta das redes sociais! Parece que o jantar da Web Summit no Panteão Nacional está a levantar ondas. A minha primeira reacção foi pensar "oh là là, quem me dera!" (já viram bem aquele requinte?) e a segunda foi rir-me ao imaginar-me a comer num cemitério ou num memorial à segunda guerra mundial (quão drástica?).
Vamos por partes. Os organizadores do evento já vieram pedir desculpas, explicando que têm um conceito diferente de morte e deixando claro que não quiseram ofender os portugueses. Aplaudo a reacção, perante tantas virgens ofendidas... Mas qual era a necessidade? Limitaram-se a pagar por um serviço que é oferecido, que está previsto pela nossa lei. E é aqui que reside o problema... Somos um país cujos valores permitem a realização deste tipo de eventos num local de culto? Talvez não.
Pessoalmente, não vejo problema. O Panteão Nacional tem o objectivo de homenagear figuras portuguesas de excepcional valor e, na minha perspectiva, os eventos associados seguiriam a mesma linha de raciocínio. Mas eu sou eu... E olhando para os portugueses, de facto não vejo que haja esta identificação. Temos um respeito muito grande em relação à morte, possivelmente devido às nossas crenças religiosas, e as nossas regras e leis deveriam ser um reflexo disso mesmo.
Se há a necessidade de tamanho ressabiamento? Não me parece. Mas do que não há MESMO MESMO necessidade é de os políticos se virem agora armar em bonitos. Temos o ex-Secretário de Estado que permitiu isto a dizer que há eventos mais adequados do que outros (não percebo a definição) e temos o próprio Primeiro Ministro a dizer que é indigno. Suuuure, como se não soubesses do que se ia passar...! Tal como, alegadamente, não sabia do jantar promovido pelo Turismo de Lisboa quando ele próprio era Presidente da Câmara de Lisboa. Que engraçado... (e conveniente)
Politiquices (que nem me interessam muito neste aspectos) à parte, se os jantares no Panteão vão ser proibidos (não que eu soubesse antes que eram autorizados), tenho pena de ter perdido a oportunidade para dar lá um saltinho e comer um croquete com o Garrett. Como eu nunca lá fui (isso sim, é problemático), teria sido uma excelente oportunidade para juntar o útil ao agradável...

Planos furados e respectiva frustração

Dizem que quanto mais alto se sobe, maior é a queda. Pois eu subo sempre muito em certas expectativas, pelo que depois caio redonda de nariz no chão. Como tal, dói e fico com vontade de chamar nomes às pessoas. Ou às companhias aéreas.

Expectativas (sniff sniff):

Realidade (i. a fazer birra com o mundo):

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Problemas geracionais


Nos últimos dias, os olhos de Portugal e do mundo têm incidido na Web Summit, que decorreu em Lisboa. Eu poderia vir de falar de tecnologia ou das noites de trânsito caótico devido ao evento, mas o que quero mesmo referir é o trabalho de voluntário de inúmeros jovens. Eu não sou velha do Restelo, não acho que é tudo "se eu estou aqui a dar o meu tempo, paguem-me". Mudam-se os tempos e as vontades têm de se adaptar...
Aliás, fui voluntária em vários eventos. O que me vem mais facilmente à memória é a Noite Europeia dos Investigadores. Em Portugal não há dinheiro para os investigadores em si, quanto mais para pessoas que estão a encaminhar pessoas num museu, num evento totalmente grátis! Na altura, encontrei um professor que perguntou se estávamos a ser pagos para o efeito... Ele "passou-se" quando disse que não, disse que não fazia sentido, que nunca o aceitaria. Mas a verdade é que há eventos assim, que não têm um grande financiamento (nem lucros) e que com o trabalho de jovens interessados (e inocentes! ahah) podem ser melhores.
No entanto, nada deste pensamento se aplica à categoria em que a Web Summit se insere. Estamos perante o maior evento de tecnologia do mundo... E a quantidade de gente (jovens, na sua maioria) que se submete a 4 dias de trabalho (mais ou menos) intensivo sem ser paga choca-me. Eu, há 2 ou 3 anos, se calhar pensaria o mesmo... "Que oportunidade fantástica, estar ali sem ter de pagar!!". É verdade, mas estás a prestar um serviço em que há orçamento para te pagar. Nem que fosse com base no ordenado mínimo, não estou a dizer para pagarem fortunas... Mas li uma notícia de um voluntário a dizer que, pelo trabalho que fazia, estava a ser pago a preço de ouro; outros a dizer que tinham tirado folga dos seus empregos para se voluntariarem... Mas estão doidos?
A nossa geração é totalmente explorada e, em vez de queixas e revoltas, tudo é visto como "uma grande oportunidade". Seja pelo trabalho voluntário que enriquece o currículo, seja pela empresa que te paga 1000€ para trabalhares 60 horas semanais sem te queixares... Enfim. É daqueles ciclos viciosos (para o qual contribuo) que não sei como pode ser quebrado.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Ele bem tenta


Sabem aquele espécime maravilhoso que eu amo do fundo do meu coração e que passo a vida a reclamar por - alegadamente - não me dar prendas? O L., sim, o meu namorado, esse mesmo.
Ora então, como vossas excelências sabem, eu fiz anos há umas semanas... Ele veio cá no fim-de-semana imediatamente a seguir e, quando vi o saco, sabia exactamente o que estava lá dentro (mentira! Achei que seria em cinzento!).
Saco da Levi's, o L. sabia que eu queria comprar esta t-shirt em S... E lá estava ela. Fiquei feliz. Afinal de contas, não havia nada para falhar... Era algo que ele sabia que eu queria, no meu número. O que poderia dar errado?
Pois... Acontece que experimentei-a, olhei-me ao espelho e deu-me um baque no coração. "Epá, eu não gosto de me ver com isto...". Ao mesmo tempo tentava não passar para fora o que estava a pensar. Afinal de contas, ele estava comigo quando eu a experimentei, e era exactamente aquilo... Algo estava errado e eu não sabia o que era.
Comecei a dizer "humm, não achas que me está um bocadinho grande?", ele "queres que troque pelo XS?", e eu "pois... não, não sei. Eu já tinha experimentado o XS e não gostei... hummmm...". De repente, uma iluminação desceu em mim e perguntei "L., foste à secção de mulher?", ao que ele me responde "como assim? Este modelo não é unissexo?".
Pronto. É isto. O meu namorado comprou-me exactamente o que eu queria... Para homem! Claro que já tenho a t-shirt correcta e estou muito feliz com isso, mas não deixa de ser engraçado.

Vá-se lá entender


Fico "louca" por ouvir recorrentemente coisas do género:
- Uma banana em jejum? Isso faz-te mal... Não é nada bom. Não queres antes um bolinho que a avó aqui tem?
A minha avó está constantemente a impingir-me bolos (alguns caseiros, outros super artificiais) e a seguir fica chateada porque sou "pobre e mal-agradecida". Mas o que me choca mais é de manhã, quando salto da cama... Coisas demasiado doces a essa hora do dia não me caem bem, nem tenho vontade. No entanto, ela não compreende que não somos todos iguais e não há nada que eu possa fazer para a demover do assunto.
Ah! Nem vale a pena falar do facto de ser ou não saudável, porque para a minha avó isso são palermices... Posto isto, não sei como é que perdi peso desde que vim da Suíça. Com estas imposições constantes de bolos...

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Felicidade nos pequenos momentos


Uma amiga minha usa muito a expressão "momento de contemplação". Aquele momento em que ficas meio parado no tempo, perdido nos teus pensamentos, a pensar em algo... Na minha perspectiva, a contemplação implica ser algo bom, que admiras.
Tive esse momento há dois dias, depois de jantar, quando estava com o L. a ver um episódio de Friends e a atacar uma caixa de gelado. Dei por mim, perdida algures na minha cabeça, a pensar que se a vida não é feita para aproveitarmos este tipo de momentos, então não sei para que raio é feita.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Podiam vir morar para o meu armário

Eu, que ando constantemente a ver roupa fancy e que me sinto muito linda quando estou mais elegante, depois passo a vida a querer t-shirts assim:

Mango
[se não se percebe, diz:
"Flying first class
Having breakfast in bed
Shopping on 5th Ave."]

Stradivarius
[esta pode ser em branco.
Ou comprada noutro sítio]

domingo, 29 de outubro de 2017

Come to mama!!


Depois de ler A Amiga Genial e História do Novo Nome (mal cheguei a Portugal em Julho, despachei-o em dois dias!), tenho andado constantemente à caça de promoções para comprar o terceiro volume desta colecção imperdível. Isto porque quatro volumes seguidinhos, a quase 20€ cada, dói no coração...
Foi neste fim-de-semana que a nossa história se voltou a cruzar. A Fnac estava com descontos para aderentes e nem pensei duas vezes. História de Quem Vai e de Quem Fica está a caminho e, se for tão capaz de me viciar e interessar como os outros dois, cheira-me que depressa vou andar à cata de promoções para adquirir o quarto e último livro da saga.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Preciso... de sair daqui


Apercebi-me recentemente que a maior parte dos meus familiares acha/achava que eu estou em Lisboa a acabar de escrever a tese. Várias pessoas já me tinham dito isto ao longo dos últimos meses, mas não tinha percebido que era geral. De facto, não estou, estou na Santa Terrinha... As pessoas com quem preciso de falar sobre a tese estão à distância de um e-mail ou de uma chamada Skype (e nem estão em Lisboa), pelo que não faria sentido estar a pagar por um quarto.
No entanto, gostava. Devo admitir que ADORAVA estar em Lisboa a escrever a tese. Há três meses e meio que estou enclausurada; o facto de não fazer mais nada numa base regular faz com que o meu foco já se tenha perdido há muito; os momentos que tiro para descontrair são... no mesmo sítio. Fechada em casa, a passar-me um pouco por não estar a trabalhar. A maior parte dos meus amigos e  o meu namorado estão a trabalhar ou a estudar em Lisboa e eu raramente vejo pessoas.
Nesta semana, tenho tido momentos de verdadeira tristeza, em que só queria sair de casa e desanuviar. Não tive onde ir, nem com quem ir... Em Lisboa, isso não aconteceria. Nem que eu saísse de casa, apanhasse o metro e fosse comer um gelado. Aqui... Aqui não funciona assim.