sábado, 20 de janeiro de 2018

Olá, eu sou a i. e devo achar que sou mãe dos meus amigos


Apercebi-me (ou admiti a mim mesma) recentemente que nunca vou achar @s namorad@s d@s meus/minhas amig@s do coração totalmente perfeit@s (a não ser que sejam também meus/minhas amig@s... e mesmo assim não é de fiar... aliás, não, nem assim). Calculo que seja um sentimento parecido (não igual) ao de mãe, de protectora, de alguém que gosta incondicionalmente e que quer o melhor dos melhores para a pessoa em questão. No entanto, isto é algo difícil de gerir dentro de mim... São todos maiores de idade e eu não tenho de me meter na vida de ninguém. Nem o faço, a não ser que me perguntem directamente o que acho (nesse caso... é um pau de dois bicos).
Reparem que eu não disse que não gosto d@s namorad@s. O "problema" é que separo muito bem a parte da personalidade da parte do "és bom/boa namorad@". Uma das primeiras vezes em que senti isto foi em relação a um rapaz de quem eu gostava muito, achava que ele era uma excelente pessoa... Mas estava a fazer mal à minha amiga, ela estava infeliz. Também tenho casos opostos, em que se calhar pessoas com quem não me identifico são excelentes companheiros e é isso que importa.
Eu às vezes tento não ser assim. Tento pensar "é com eles, não tenho de pensar x ou y". Porém, é mesmo muito complicado... Não é difícil estar calada/mostrar boa cara, basta pensar que não queria que fizessem o mesmo comigo em certas ocasiões (eu tenho telhados de vidro). Mas é difícil pensar as melhores coisas de pessoas que tratam aqueles de quem eu gosto de forma injusta, de forma inferior à que eles merecem.
No entanto, há relações perfeitas? Vai haver mesmo alguém a não ter falhas? A não ter direito aos seus momentos maus? Às suas fraquezas? Eu sei que não. Eu sei que não é simples. Mas... Para os meus... Para aqueles de quem gosto mais do que qualquer coisa... Devia haver.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O meu filho é melhor do que o teu


Já repararam que a maior parte das mães (quero dizer "e pais", mas não tenho a certeza) tem desde cedo uma ideia muito errada dos filhos que tem em casa? Geralmente, isto varia em torno de dois pontos totalmente opostos, que se deveriam anular, mas que de alguma forma não o fazem e que dão alento às nossas queridas progenitoras.
Primeiro, consideram que somos desprovidos de cabeça, que não atinámos com a educação que nos deram, e que por isso somos seres altamente influenciáveis que vão atrás da conversa dos outros. Ao mesmo tempo, quando ouvem histórias dignas de protagonizar um American Pie (ou não, apenas que um qualquer adolescente gregou até lhe saltarem as entranhas), podem jurar a pés juntos que não somos iguais a todos os outros, somos melhores. Em que é que ficamos? Não sei, não consigo perceber.
A minha mãe revelou-me recentemente que, enquanto eu estive na faculdade, teve um receio enorme de que eu começasse a fumar (lol? E conheceres a filha que tens?). Por outro lado, também achou que eu não me embebedava (lol? E conheceres a filha que tens?). Não digo isto com qualquer tipo de orgulho, só que essa ideia de que "só os outros e os filhos dos outros é que são assim" é completamente errada.
Não estou a dizer que depois andam a apregoar este género de pensamentos aos sete ventos. Nem todas as mães gostam de esfregar estas coisas na cara dos outros (há algumas que gostam... e como eu conheço os filhos dão-me vontade de rir). Só digo que deveríamos pensar na possibilidade de termos telhados de vidro. Que se partem com muiiiiita facilidade.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Aquela incapacidade vital de atingir uma satisfação plena e constante


Desde que me lembro que tenho em mim um sentimento muito forte de insatisfação. De necessidade de saber mais, de fazer mais, de ver mais. De dar mais de mim a algo. Além disso, senti-me também muitas vezes presa... Como se me amarrassem os membros para que eu não pudesse saber, fazer, ou ver mais. Sentir mais.
Com o tempo, fui ganhando a minha liberdade. E fui percebendo que a liberdade também nos limita. Dá-nos a responsabilidade inerente a uma escolha, em detrimento de outra. E o sentimento de insatisfação de não nos podermos dobrar mais, esticar mais, chegar a mais. Mais longe.

domingo, 14 de janeiro de 2018

sábado, 13 de janeiro de 2018

A necessidade de comprar uns bons sapatos pretos

Daqui a pouco mais de uma semana, vou ser "obrigada" a vestir-me formalmente no meu dia-a-dia. Só de pensar nos meus ricos ténis... Eu nem me importo de não vestir calças de ganga, só vou mesmo sentir falta dos ténis (e não, não posso usar ténis formais).
Como seria de prever, a pessoa relativamente informal que há dentro de mim não tinha um roupeiro repleto de opções super "pipi" para usar e abusar. Tinha uns sapatos rasos (comprados à pressa quando soube que tinha algo super formal há um ano e tal), um ou dois blazers e umas outras peças que dão para safar (tipo vestidos e camisas).
Neste sentido, tenho vindo a acrescentar algumas coisas mais formais ao meu armário. Uma compra que se revelou excelente foi nada mais, nada menos, do que os últimos sapatos deste post. São bonitos, elegantes, formais, versáteis e... mega confortáveis!
Mas... Uma pessoa precisa de comprar uns sapatos pretos para o que se avizinha. Queria algo simples e confortável, sem gastar um balúrdio... Porque, mais uma vez, as marcas de fast fashion gostam muito de aplicações estrambólicas e de saltos vertiginosos e/ou feios.
Andava a pensar na Rockport, mas os preços dos sapatos de que gosto apontavam ali para os 100-110€... A minha mãe (sempre querida nestas coisas) influenciou-me ainda mais, ao dizer que "são caros, mas vão-te durar imenso tempo, valem o dinheiro". Posto isto, eu estava a planear ir a uma loja da marca e pecar, na próxima oportunidade... Mas não foi necessário! A Rockport entrou em desconto no showroomprive.pt e consegui comprar uns sapatos formais por bem mais de metade do preço!
Ainda demoram a chegar, mas a pouco e pouco a coisa vai-se compondo. A gastar a menor quantidade de dinheiro possível, mas em peças duradouras (esperemos).

[não, não são - de todo - assim]

Desabafo das 02h e tal

O fim de 2017 não veio acompanhado de grandes planos, nem de desejos grandiosos. Tenho perfeita noção de que 2018 não me vai trazer as duas coisas que mais quero: independência (e quando digo independência não digo auto-suficiência) e viajar (porque o bichinho nunca desaparece). No entanto, sei que 2018 pode ser um ponto de partida para algo maior... E foi mesmo isso que desejei.
O meu pedido materializou-se no dia 3 de Janeiro, sob a forma de um telefonema. Quase chorei de alegria! Por muito que não fosse o plano ideal, era a primeira porta a abrir-se em meses e fiquei feliz. No entanto, eu devia saber que nada - mas mesmo nada - é fácil e linear na minha vida. Desde esse dia, já andei para a frente, para trás e para os lados. As lágrimas foram sempre de frustração e nunca de felicidade. Já estou num ponto em que, mesmo a resolver os problemas de dia para dia, prefiro estar de pé atrás e questionar "será?".
Dizem que as coisas sabem ainda melhor quando lutamos por elas. Eu concordo absolutamente, mas porque é que depois das minhas lutas - que parecem vitoriosas - tem de sempre surgir algo para me fazer sangrar mais um bocadinho? As conquistas sabem-me simplesmente a frustração. Sempre.
Eu tento - e tento mesmo - ser agradecida pelo que tenho, pelo que a vida me traz e proporciona. Era mesmo necessário pôr-me à prova constantemente?

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Digam a verdade!!


As pessoas que me conhecem sabem que eu consigo ser MUITO "grammar nazi". Já fui mais, porque 1) a vida ensinou-me a estar caladinha para não ser desagradável e 2) sinto que o meu nível de Português tem vindo a piorar. No entanto, apesar desta minha característica, não sou nem nunca fui perfeita. Claro que tenho falhas e dou erros, mas também é importante aprender com isso e não ter a atitude deplorável de quem não se quer melhorar a si próprio. Adiante.
De vez em quando, dou por mim a pensar em palavras e na sua fonética. Em vez de pensar nos problemas da humanidade, penso em coisas como: "se a palavra cachecol é aguda (sílaba tónica no fim), porque é que dizemos cáchecol e não câchecol?". Como tenho amigas que sabem deste meu grau de tolice, é comum começar conversas com "já repararam que... *inserir facto absolutamente irrelevante sobre fonética / gramática / língua portuguesa no geral * ?".
Até que há uns dias, uma delas (que já andava com esta discussão com outra pessoa) me diz "como é que dizes o feminino de macho?" (ou seja, a palavra fêmea), ao que eu respondo:
- Fémea! (escrito de acordo com a forma como eu digo, não como eu escrevo)
O que se seguiu foi uma grande confusão. Uns dizem fêmea, outros fémea. De repente, na minha cabeça revivi todos os momentos em que pensei "que peculiar, escreve-se duma maneira e lê-se doutra". Tentei perceber se era um regionalismo, mas não encontrei um padrão... Ainda assim, é comum dizer-se fémea no Sul. Tão comum, que uma pessoa que eu conheço (não posso dizer quem, porque fui gerada dentro dela e isso seria uma vergonha para mim também) achava que se escrevia fémea.
As dúvidas permanecem... Será que é uma palavra que evoluiu como gémeo (Português de Portugal) e gêmeo (Português do Brasil) e nunca houve uma actualização na escrita? Será que eu vivi toda a minha vida enganada e se diz fêmea? Enfim, não sei.
Agora, digam a verdade e somente a verdade: como raio é que vocês dizem esta palavra? Não tenham vergonha, eu estou do pior lado!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

As saudades de Janeiro de 2017

Há pouco mais de um ano, escrevi este texto. Sentia-me insegura e, principalmente, burra. Eu, aluna de Mestrado sem conhecimentos, aceitei ir apresentar um poster sobre algo que estava a fazer há menos de 3 meses. Há exactamente um ano, escrevi um outro post, com uma versão diferente dos factos. Estava completamente fascinada com o que me rodeava, independentemente das minhas inseguranças... No final, acabou por correr tudo bem.
Lembrei-me de tudo isto porque, lá está, hoje faz um ano que fiz ski pela primeira vez (e única, até à data)! Foi também o dia em que me consegui cortar com o próprio ski na única vez em que caí... Cinco pontinhos e uma cicatriz circular para me relembrarem para sempre desse dia. Mas esse dia, felizmente, está associado a uma semana fantástica.
Para terem uma pequena noção do cenário que me rodeava, aqui ficam algumas fotos:

Na estância de ski (antes de me aperceber que tinha um corte gigantesco)

As típicas lojinhas das montanhas

Just another regular street

Vista da cozinha do chalet

Vista do meu quarto... para o lado direito 

Vista do meu quarto... para o lado esquerdo

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

E assim de repente... já estamos em 2018!


Olá, olá! Ouvi dizer que já estamos em 2018, não é verdade? Pois que os últimos dias têm sido muito bons, cheios daquilo que de melhor temos na vida - as pessoas que gostam de nós. Como tal, não houve espaço para o computador (que nem esteve comigo) e para votos de boas entradas... Mas ainda estou a tempo de desejar a todos vós (e aos vossos) um excelente ano de 2018.
Da minha parte, só comi 6 passas (eu não gosto e o meu namorado concordou que poderíamos dividir 12) e só pedi um desejo ou dois. Lembrei-me agora que um que me tinha feito imensa falta era "conseguir entregar a tese", porque parece estar difícil... Mas tristezas não pagam dívidas e o que importa é tentar não desmotivar!
E por falar em motivação, espero que 2018 seja o ano em que entro no mercado de trabalho. Já não estou muito exigente, a única coisa que pedia era que fosse algo em que eu me sentisse minimamente motivada e desafiada, com vontade de sair da cama e ir trabalhar. No entanto, uma coisa tão simples torna-se ligeiramente complicada nos dias de hoje.
Este é mesmo o meu grande pedido, para além daqueles básicos que quase nem valem a pena repetir (como a saúde, a paz, o amor, ...). Felizmente, tenho a sorte de nunca ter sentido que me faltava qualquer necessidade básica. Sempre tive um tecto, comida, roupa, sapatos e dinheiro para cuidados de saúde. Há que saber agradecer, que o resto vem por acréscimo.
Bom ano, uma vez mais! :)

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Tão eu

Vi esta imagem e não consegui deixar de pensar "damn, era assim que eu gostava de parecer todos os dias".

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Do mês de Dezembro


Parabéns, pai. Seriam 54 anos. Entretanto cresci e já não iria oferecer-te um aftershave, uma camisola interior, ou umas meias. Foste casado com a minha mãe, sabes que ela não tem muito jeitinho para essas coisas... Perdoa-lhe, que ela não tem noção do que são boas prendas.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Just because


Apesar de tudo e de qualquer coisa, espero que a magia do Natal inunde os vossos corações. E sabem aquela porcaria que as pessoas quando já estão mais velhas começam a dizer, de que o que é preciso é saudinha? Pois, they're right.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Matar saudades


Não há nada mais importante na nossa vida do que as pessoas de quem gostamos e a quem guardamos um lugar muito especial dentro de nós. Amanhã vou matar saudades de algumas dessas pessoas... Daquele grupinho especial de amigas da faculdade.
Podemos ter os nossos dramas (ai tanto estrogénio) e os nossos defeitos (ui! não somos, de todo, perfeitas), mas sei que os últimos 6 anos foram melhores e mais especiais (e mais fáceis) por ter aquelas tontas ao meu lado.
Feliz ou infelizmente, a vida de estudante acabou (ou quase) e cada uma seguiu o seu rumo. No entanto, esta altura obriga-nos a regressar à base e torna possível que nos juntemos todas, em nome dos bons velhos tempos. Porque, meus amigos, estas cabeças malucas todas juntas têm outra vez 18 anos quando se trata do "jantar de Natal"...
Mal posso esperar que passem estas 24 horas :)

domingo, 17 de dezembro de 2017

Desculpem o negativismo, mas...

Nunca percebi certos hábitos do luto. A obrigatoriedade de se usar preto. O facto de não se poder acender a televisão depois de se perder alguém... No seio de uma família qb conservadora, estas coisas são importantes para alguns dos que me são mais próximos.
Contudo, hoje é diferente. A última coisa que quero é ter barulho de fundo. Ouvir pessoas alegres a falar de futilidades, ou ouvir falar de ainda mais desgraças. Hoje (e quem sabe durante quantos dias?), não vou ligar a televisão... Não por ser obrigatório, mas porque não tenho capacidade nem vontade para isso.
Por aqui, tenho um sentimento que varia entre a negação e a revolta. Perdi alguém muito importante, mas que era ainda mais importante para outras pessoas... E o meu coração aperta-se ao pensar no sofrimento deles.
Há muitas coisas que quero dizer e escrever, mas sou constantemente impedida, ao pensar "para quê?". Apenas digo o seguinte: é bom que haja um propósito qualquer, uma coisa maior, que faça a morte fazer sentido. Caso contrário, se somos todos animais cuja existência se resume ao período de tempo entre o nascimento e a morte, não sei que sentido faz termos consciência e sentimentos. Mais valia sermos todos seres irracionais que apenas se preocupam com a sobrevivência.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Car@s namorad@s

Este post é dirigido a tod@s @s namorad@s que se andaram a portar mal durante o ano inteiro, mas que querem compensar as vossas amadas. Eu sei, vocês nem fizeram por mal, os vossos actos são apenas um fruto das circunstâncias... Mas, ainda assim, relembrar à mulher da vossa vida o quão importante ela é através de OBJECTOS (sim, são objectos, mas nós adoramos) pode ser muito importante. Aos que se portaram bem, tenho a dizer que as vossas queridas se portaram ainda melhor, portanto elas merecem.
E falo do quê, senhoras e senhores? Deste set lindíssimo da Calvin Klein, à venda na Boutique dos Relógios:


Este nem é o meu relógio preferido da CK (é este, acho eu), mas eu aceitava-o de bom grado e dizia que sim a qualquer um dos vossos pedidos.
Na mesma base de ideias - e porque eu agora ando doida com esta marca - podem sempre apostar nos conjuntos de oferta da Daniel Wellington, também com um relógio e uma pulseira. Podem comprar um dos que já existem, ou dar largas a essa imaginação para fazerem o mulherio feliz!
Depois não digam que não vos ajudei a estourar o vosso dinheiro. Carteira vazia? Não interessa, pelo vosso amor, tudo.