quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Coisas que eu não posso dizer à minha mãe (para que não fique vaidosa)


A minha mãe é, sem sombra de dúvidas, a pessoa mais importante da minha vida. No matter what. É o único laço directo que tenho e, até isso mudar, duvido que isto mude também.
Isto não significa que nos damos sempre bem... Muito pelo contrário. É a pessoa com quem mais discuto, com quem mais me chateio, com quem mais entro em conflito. As nossas personalidades e maneiras de ver o mundo são um tanto ou quanto diferentes e, mesmo que não fossem, as pessoas mais próximas são sempre as que acabam por levar por tabela.
Nem sempre tivemos a melhor relação do mundo, mas as circunstâncias da vida e as mudanças na maneira de ser (de parte a parte) facilitaram a coisa e hoje posso dizer que estou em paz e feliz com o que temos.
No meio de tudo isto, desta relação q.b. impetuosa, está também a pessoa em quem mais confio. A pessoa para quem me apetece correr quando as coisas correm mal mas, por saber a preocupação que lhe causo, evito fazê-lo. A pessoa com quem muitas vezes não quero falar por saber que não consigo não ser transparente e às primeiras duas palavras estaria lavada em lágrimas.
Quando eu era (bem) mais nova, a minha mãe dizia que eu era a melhor amiga dela e isso irritava-me. Uma filha/mãe não tem de ter o papel de melhor amiga, pensava eu. Pois não, não tem... Mas pode. E hoje a minha mãe é a minha melhor amiga (ou, pelo menos, uma das).

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Atrasos #2

Escrevi o meu último texto depois de uma conversa com o meu orientador, que me estava a contar em como se fartou de esperar pela sua médica, sendo ele o primeiro paciente da manhã. No entanto, ele também me disse que não era uma coisa recorrente e, de facto, todos têm direito a uma emergência familiar, a um imprevisto, a um deslize. O ser humano não é perfeito...
Ainda assim, foi impossível não me lembrar num dos podologistas que me tratou há um ano atrás. Estava com vários problemas no pé e tive de marcar umas quantas consultas. Como estava em época de exames, marcava para a primeira consulta da manhã sempre que podia, para não ter de perder tanto tempo lá... Ah ah ah! Acho que era quando esperava mais. Ainda continuei o tratamento, mas podem ter a certeza de que aquele não me vê outra vez, mesmo que eu volte a morar em Lisboa.
Há coisa de uma semana, estava num banco aqui na minha zona e queria falar com um determinado funcionário. Estava uma senhora à minha frente, que me disse que ele não devia demorar, pois tinham marcado para as 14h. Já passava um bom bocado da hora quando ele, de facto, chegou... Até aí, opá, tudo bem. Coisas acontecem. Mas quando chegou, ainda ficou em amena cavaqueira, como se não houvesse ninguém à espera dele... Eu não tinha marcado, mas a senhora tinha! Que falta de respeito.
Eu até podia ser muito picuinhas, mas não é o caso. Às vezes penso que também são faltas de respeito selectivas. Com quem lhes dá muito dinheiro a ganhar, se calhar não são assim... Mas todos são importantes.

Atrasos

Eu sou uma pessoa qb relaxada com horários, no que às minhas coisas diz respeito. No entanto, não sei se devido à educação que tive ou se à minha maturidade, quando envolve terceiros e principalmente "serviços", não consigo ser assim. Tento ser o mais pontual possível e, quando não consigo, sinto-me mal. Claro que há situações em que não tem mal nenhum... E, com pessoas próximas, podemos avisar previamente para evitar que alguém fique à nossa espera.
Como estava a dizer, em vários tipos de serviços (nomeadamente médicos, cabeleireiros e esteticistas), fico mesmo paranóica. Claro que eu já sei que, muito provavelmente, quem vai ficar lá uma vida à espera sou eu... Mas também já me aconteceu chegar e ser logo atendida, por isso não posso admitir que vou ter de esperar.
Normalmente, eu até desculpo as "falhas" dos ditos profissionais... Há outros clientes que se atrasam (a minha cabeleireira tinha as três irmãs de uma noiva marcadas para as 7h da manhã do passado sábado e só lá apareceram às 8h30, claro que atrasou tudo e todos, já para não falar de que ela foi para lá de propósito para nada), há um que demora mais, há uma emergência... Coisas acontecem.
Agora, se eu faço este esforço, não consigo tolerar que os próprios profissionais se atrasem e atrasem a vida de toda a gente. Lá porque têm uma profissão de atendimento ao público, porque as pessoas precisam deles, isso não lhe dá o direito de aparecer às 10h em vez de aparecer às 9h. Muito pelo contrário! O cliente não o despede, mas depressa se pode deixar de tornar cliente e de não o recomendar a ninguém. Eu costumo dizer que, claramente, são pessoas com um lugar privilegiado, que sabem que não vão perder o ordenado fixo, e por isso pouco se esforçam.
Numa altura em que arranjar emprego é tão complicado, não sei como é que há gente que se dá a este luxo. Sim, isto é um luxo...

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Wishlist

O que eu gostava de ter só pela graça:


O que eu vou fazer por ter para lhe dar muito uso:


A prova de que não devemos dizer "desta água nunca beberei". Nunca percebi a loucura das pessoas com a GoPro. E agora... Que já nem está na moda... Quero muito ter uma.

Quando te perguntam pela tese [e isto ainda é só a de mestrado] - parte II

domingo, 6 de agosto de 2017

A ex do amigo

E quando descobres - passado não sei quantos anos - que a ex-namorada de um amigo teu de quem tu gostavas muito (da rapariga em questão, para ficarmos bem claros) não gostava nada de ti e morria de ciúmes teus?
Pois. Não sei. Ficas com uma cara de pau. Pensas em como saíram juntas e ela era tão simpática e querida. Dizes "whaaaat?". Ou então nem dizes, porque ficas meio à toa. Se fosse possível estampar um ponto de interrogação e um de exclamação na cara, seria isso.

escolhi esta foto porque temos fotos as duas... super amigas! ahah

[isto já me aconteceu há uns anos... mas agora vi uma foto muito gira dela nas redes sociais e - depois de pôr like - pensei "ora bolas, tu não gostavas lá muito de mim" xD]

Aquela coisinha de que sinto falta em Lisboa


Às vezes bate-me assim aquela saudade de Lisboa... Da cidade em si e do seu ambiente, mas não só, também de tudo o que isso implicou enquanto lá vivi. Dos momentos, das pessoas, dos sítios, dos cheiros, das sensações.
Mas... Aquilo de que sinto mesmo mesmo saudade... É das hamburguerias. Pois é, nos últimos anos deu-se um boom no que à abertura de hamburguerias da moda diz respeito. A um ponto que até já enjoava... Ainda assim, a verdade é que comi uns belos de uns exemplares.
Quem me conhece, sabe que eu andava sempre a puxar as pessoas (o meu namorado em particular, porque com os meus amigos variávamos mais - mas também íamos para aos hambúrgueres) para ir a mais um sítio novo. Entre 1001 visitas à Hamburgueria do Bairro e ao Honorato (os mais espalhados pela cidade), a Hamburgueria 21, a Hamburgueria do Tecnyco, o To.B, o Burgers&Beers, o Bun's, o Ground Burger... Fizeram todos parte dos meus últimos anos em Lisboa. E - não vamos ser cínicos - o McDonald's também teve um papel de destaque em épocas de muito stress. Apesar de, verdade seja dita, quando descobri os maravilhosos hambúrgueres artesanais de alguns destes sítios (a preços não muito mais elevados), a cadeia de fast food começou a ser mais menosprezada (sem ser esquecida!).
Apanhei muitas desilusões, principalmente dos mais caros (e, supostamente, muito bons), mas também comi coisinhas muito boas. O que eu dava agora para ir à Hamburgueria do Bairro... Mnhami mnhami... Acho que me vou mudar de volta para Lisboa só por isto.

sábado, 5 de agosto de 2017

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Questão do dia

Porque é que eu não me dou com pessoas que tenham uma casa com piscina? Não percebo.


[porque és uma antipática que não se dá com ninguém. simple as that]
[vá, por acaso até tenho familiares de quem gosto muito que têm uma casa com piscina... mas nunca a vi sequer!]

Devaneios de uma tese


É 1h da manhã (eii). Não tenho sono. Mas apetece-me ir para a cama só para não estar a criar figuras. Ora atentem nesta monotonia:

1. abrir os cortes axiais;
2. escolher aquele em que se vê melhor;
3. repetir os dois passos anteriores para os cortes coronais e sagitais;
4. voltar ao corte axial se já tiver gerado o que quero [caso contrário, deixar para depois];
6. cortar em cima (até aparecer 1400 pontos);
7. cortar do lado direito (até aparecer 206 pontos);
8. cortar em baixo (até aparecer 272 pontos);
9. copiar o corte axial para o adobe fireworks;
10. repetir os passos 5 a 9 para os cortes coronais e sagitais [nem me atrevo a escrever isto de novo];
11. reduzir os cortes coronais e sagitais para metade;
12. posicionar como nos mapas anteriores;
13. mudar as legendas das coordenadas de cada corte;
14. quando não se tem a certeza, voltar ao início e verificar se há que melhorar;
15. repetir tudo para o mapa seguinte;
16. cortar um bocadinho os pulsos em pensamento;
17. suspirar [este passo é intercalado com muitos outros, mas achei desnecessária a repetição].

Não vou contar quantas vezes tenho de repetir estes passinhos (do 1 ao 15), porque não quero chegar deprimir ao ponto de o 16 deixar de ser imaginário... Ain [passo 17 onde não era suposto].

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Ouçam as minhas preces


Minhas caras fadinhas da tese [seres imaginários que acabei de inventar],

Eu sei que, durante estes nove meses em Genebra, me apresentaram de tudo um pouco. No que diz respeito ao meu projecto em si, conseguiram que eu nunca parasse de insistir e persistir, mesmo quando o que mais me apetecia era saltar do barco e nadar para bem longe (ou deixar-me afogar, porque nadar também exige esforço). Conseguiram que eu me agarrasse a forças desconhecidas para me aguentar à boboca quando nada resultava... E no fim lá resultou.
Mas, minhas caras fadinhas... Vocês estão malucas??
Uma coisa é meterem-me a fritar a pipoca com linhas de código e afins. Outra muito diferente... É meterem-me a descrever imagens do cérebro. Vocês sabem quantas vezes é que eu chumbei a Anatomia?? SABEM?? Se não sabem, deviam saber, porque é um número muito feio de se enunciar no blogue (só a fiz no terceiro ano... em segunda fase... era suposto ter sido no primeiro ano... e é anatomia para totós... shhhh). Além disso, Deus provou-me que existe quando tirou a disciplina de Anatomia do meu Mestrado, no ano em que eu tinha de me inscrever. Se isto não é Deus a falar comigo, não sei que mais poderá ser (obrigada, meu caro!).
E agora... Depois de tudo... Vocês, fadinhas, obrigam-me a isto? Isto é tortura, just saying. Eu acho o cérebro super hiper mega fascinante, Neurociências é mesmo a aplicação que mais me fascina no meu curso. Mas... Mas... Descrever zonas do cérebro? Eu sei que nem é ao pormenor... Mas ainda assim... Isto dói-me por dentro.

Como eu sei que não podem fazer nada em relação a isto, podem ao menos tornar o processo mais rápido e menos doloroso, caras fadinhas?

Obrigada desde já pela vossa atenção. Agora não me lixem a vida.

Com amor,
i.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

As crianças são o melhor do mundo... NOT!

Estou a tornar-me numa velha rabugenta. Tenho 23 anos, mas tenho dias sem paciência alguma, em que me apetece gritar com toda a gente e distribuir chapadas. Eu, que sou um amor de pessoa (tem dias), estou a tornar-me aos poucos num Gru Maldisposto. Até tenho o nariz grande... Tau, sou mesmo eu.
Pois que as minhas noites, a tentar escrever a tese, têm sido um martírio. A minha casa tem rés-do-chão e primeiro andar, sendo que cada piso dá para uma rua diferente. Na minha rua de trás, sempre houve muitas crianças a brincar, especialmente no Verão. Eu própria fui para ali muitas vezes, era uma alegria quando a minha mãe me deixava...
Como tal, sempre percebi as crianças que iam para ali fazê-lo. Não é uma rua muito movimentada (por isso segura, com poucos carros) e juntavam-se ali muitas crianças. O problema é que os nossos quartos são virados para lá e os meus avós e a minha mãe, depois de um dia de trabalho, não conseguiam dormir com o barulho.
Eu sempre os defendi e.... agora lixei-me. Não sei bem porquê, mudaram-se para a rua do outro lado. E não são crianças... São pré-adolescentes estúpidos, por isso ficam até mais tarde. Berram mesmo ao pé do meu portão, gritam uns com os outros, fazem corridas na rua e dizem todos os palavrões e mais alguns. Há duas noites, uma pessoa estacionou um carro em que se puseram a ouvir música aos altos berros. Mas está tudo louco??
Eu estou em casa, com a porta da varanda aberta para refrescar... E sinto que eles estão aqui ao pé de mim, a gritar-me aos ouvidos. Tantas vezes critiquei a minha mãe por ir à rua mandar calar os miúdos / dizer para irem para outro lado, e agora é o que me apetece fazer.
Não sei se é a tese que me está a tornar assim, ainda mais rabugenta, ou se daqui para a frente é só a piorar.


[neste momento alguns estão a cantar a "la cucaracha" de uma forma totalmente histérica... enquanto outros berram ao mesmo tempo coisas que não consigo perceber (estão a discutir)... e outros batem palmas... God!]
[mais um pensamento: nunca estive na guerra, mas deve ser mais calminho do que isto]

'cê vai leva' com spoilers, cara


Eu adoro o meu namorado (mais do que isso), do fundo do meu coração. Não deve ser difícil de acreditar, porque se não adorasse... que estava eu a fazer com ele? Pelos nossos encontros escaldantes (nem sequer o vejo), pelas vezes que me leva a jantar fora (idem) ou pelas prendas que me dá (lol... ou será "lel"?) não havia de ser. Adiante. O rapaz é uma jóia de moço, gosto muito dele e tal... Mas às vezes devia dar-lhe um pontapé no rabo. Literal e metaforicamente.
E por que motivo? Que fez ele? É mais... O que não quer ele fazer!!?? Então não é que o rapaz se recusa a ter séries para ver em conjunto comigo??
Passo a explicar: Sempre gostámos de ver séries juntos, principalmente à hora das refeições (ele demora cerca de 4 a 5 vezes mais tempo do que eu a comer - não estou a exagerar - se ficar a olhar para ele enquanto come... dava-me um ataque de ansiedade), mas não tínhamos assim tantas séries em comum... Como tal, aqui há uns anos, eu sugeri que começássemos a ver Breaking Bad juntos. Ele não queria, por isso vi o primeiro episódio sozinha... Como entretanto lá o convenci, revi o primeiro episódio com ele... Sabem como é que esta história acabou? No dia a seguir, ele viu o resto da temporada e o primeiro episódio da segunda. Conclusão: séries já com muitos episódios? Jamais.
Por isso, íamos vendo The Big Bang Theory à medida que ia saindo (se ainda não tivéssemos visto) e mais umas séries parvas dele, de vez em quando uma série minha não muito exigente, e era só... Pelo que depressa ficámos sem séries em comum.
Como ambos vemos Game of Thrones e a sétima temporada começou recentemente, sugeri-lhe que fôssemos vendo os dois para podermos assistir juntos quando assim se proporcionasse. Disse-me que não. Porque não. Ai é? Agora como castigo, vou mandar-lhe spoilers da série (estou a brincar!).
Por isso, se daqui a poucos dias eu vier dizer que estou solteira, já sabem que das duas, uma:
(i) fartei-me de ter um namorado que não quer ver séries comigo;
(ii) enviei-lhe mesmo spoilers e ele bateu-me até à exaustão, pelo que não tive outro remédio a não  ser apresentar queixa e terminar o namoro.