sábado, 29 de abril de 2017

Tudo tem prós e contras, até isto


Olá desde há uns dias... A inércia deu cabo de mim e, por mais que eu começasse posts, acabava por apagar o que tinha começado e depressa mudava de separador.
Estou em Portugal faz hoje uma semana, daqui a três dias volto para Genebra. Avaliando esta semana, parece que não fiz nada de especial... Passou a correr.
Durante os últimos cinco anos, eu não vinha assim tão regularmente a casa (sem contar com as férias), pelo que não é assim tão estranho chegar cá e ser quase como era antes. No entanto, há pessoas que vejo muito menos - nomeadamente a minha mãe e os meus amigos - e aí a conversa já é outra.
Estar cá é tão bom e tão mau. Acho que não vale a pena explicar por que motivo é bom, mas a parte má prende-se muito ao facto de me deparar com o que estou a perder com as minhas escolhas. Não quero com isto dizer que não há uma parte boa em estar lá fora... Claro que há. Mas exige tantos sacrifícios emocionais, dos quais me apercebo muito mais quando cá estou.
Eu acho que não conseguiria restringir a minha vida a este sítio, sentir-me-ia incompleta. Mas uma grande parte do meu coração ficou por aqui...

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Linda e perfumada?

Até há cerca de 1 ano atrás, eu não punha perfume todos os dias, então nunca foi regular comprá-los... Muito honestamente, só gastei um perfume até hoje (o Black XS da Paco Rabanne) e foi porque a minha mãe também usava bastante. Como gostávamos tanto, acabámos a comprar um segundo frasco em promoção. Ainda lá está. Devo dizer que eu estava na Escola Básica quando isto aconteceu... Estou agora a acabar o Mestrado.
Duas coisas derivam desta parca utilização: (i) adquiro perfumes quando o rei faz anos, (ii) tenho muitos perfumes na mesma. Ainda assim, uma pessoa apaixona-se por outras fragrâncias e/ou cansa-se dos que já tem, não é verdade? Foi deste modo que comprei os meus dois últimos perfumes (em 2015). Nesse Inverno, adquiri o Guilty da Gucci (que é assim a minha maior paixão de todos os tempos e que, devido ao preço, namorei-o cerca de 2 anos sem o comprar) e, no Verão, o Be Delicious da DKNY (simplesmente porque estava a precisar de uma nova fragrância fresca!). Entretanto, comecei a utilizar perfumes muito mais regularmente e isso faz com que me canse mais. O Guilty continua a ser o meu amor forte, mas a vontade de usá-lo diminui quando chega o bom tempo...
Por obra do acaso, experimentei recentemente o Sun di Gioia da Giorgio Armani. Devo dizer que tive mixed feelings... Mas ao mesmo tempo, fiquei in love. Isto porque, assim de repente, faz lembrar protector solar - razão pela qual fiquei confusa em relação aos meus sentimentos. Então agora fazem um perfume com cheiro a protector?? Para isso põe-se protector e pronto. Porém, a verdade é que a sensação que traz é muito boa. Como não associar o cheiro de protector solar a coisas boas? Verão, calor, praia, aiii... Será que sou menina para cometer uma pequena loucura?

domingo, 16 de abril de 2017

Vou ter sempre ar de miúda? #parte 2


A propósito do post de ontem, lembrei-me de uma conversa que tive com as minhas amigas há relativamente pouco tempo. Olhando para a forma como me visto, eu sou, de facto, uma miúda no dia-a-dia (na sexta-feira estava apresentável, foi só a minha cara).
Por exemplo, ando quase sempre de ténis, principalmente na meia estação. Hoje em dia os ténis estão na moda e podem ser conjugados de forma menos jovial, mas ainda assim... Depois com uma mochila às costas, querem que as pessoas achem o quê? Eu sou uma menina que vai para a escolinha.
Isso não significa que eu não consiga ser formal a vestir-me. Consigo, se for necessário. Só não é a minha praia... Ainda.

Domingo de Páscoa


Por aqui, tem sido um Domingo praticamente normal (só vou a Portugal daqui a uma semana). Tive uma espécie de brunch com muitos crepes (com nutella e banana, com manteiga de côco e mirtilos, com mel e canela... Enfim, muitos crepes) e agora queria trabalhar um pouquinho e/ou arrumar o quarto. Mas a preguiça... Ai a preguiça! Para mim é todos os dias, não só nos dias santos.
Se celebram a Páscoa, espero que tenham uma Páscoa feliz. Se não é o caso, tenham apenas um feliz Domingo :)

sábado, 15 de abril de 2017

Vou ter sempre ar de miúda?

Tenho 23 anos. A última vez que me pediram identificação para beber num bar foi há cerca de 4 anos.  O rapaz que estava ao balcão quase me pediu desculpa enquanto me pedia o BI, a dizer "temos sido fiscalizados", e eu dizia "então, claro, não tem problema". Até ontem...
Fui jantar a uma espécie de festa indiana, organizada numa discoteca que tem um espaço aberto onde colocaram barraquinhas de comida. Apesar de ainda não estar a funcionar como discoteca àquela hora, era possível ficar lá all night long, pelo que a entrada era permitida apenas a maiores de 18 anos.
Entrámos mas, passado algum tempo, decidimos sair para ir levantar dinheiro. Quando voltámos a entrar, os seguranças pediram algo em francês. Entrei em modo piloto automático, nem pensei muito no assunto, e abri a mala como as outras raparigas que estavam comigo, para mostrar que não tinha lá garrafa nenhuma. Todas nós seguimos em frente, mas eu fui literalmente barrada... O segurança que não tinha falado deve ter percebido que o meu francês era uma lástima e que eu não tinha percebido o que eles me pediram, então disse-me em inglês:
- Não, não. A identificação. Já tens 18 anos?
Eu, que normalmente sou uma pessoa séria nestas coisas, não consegui evitar rir-me muito, enquanto abria a carteira e dizia:
- Tenho 23.
O segurança ficou a olhar para mim com cara de parvo (o que me deu mais vontade de rir, mas não o fiz) e apenas disse:
- Really?!
Escusado será dizer que fui muito gozada. A mais velha do grupo foi barrada. Afinal não sou uma velhota!! Yey!!

Forever fifteen!!!! :D

Big kid


Não sei muito bem como, dei por mim a reflectir em como eu era uma criança estupidamente adulta. Às vezes mais do que hoje em dia. Ser filha de um pai deficiente e exigente é o mesmo que seres entregue aos lobos. Ou ages, ou ages - não há um plano B.
Ele levava-me aos bancos, a compartições das finanças, etc. etc., que muitas vezes eram em edifícios antigos sem acesso para cadeiras de rodas. E lá ia eu... "boa tarde, o meu pai é o X (como se eles não soubessem já), ele está lá fora e não pode entrar. Ele precisa de fazer isto e isto, depois posso levar lá fora para ele assinar?". Não havia tempo de antena para a vergonha ou para a timidez. É como disse, ou ages, ou ages.
Foi assim que, com 4 anos, eu passava cheques. Algures na primária comecei a preencher documentos burocráticos relacionados com a actividade profissional do meu pai. Na altura, não vou dizer que gostava de o fazer... Claramente não gostava da obrigação que sentia, consigo ver isso agora. Não gostava de não ter outra opção para além de enfrentar pessoas desconhecidas - algo que nunca gostei e ainda hoje não gosto. Claro que o faço, só não gosto. A minha mãe chegou a atirar-me à cara que com o meu pai eu não tinha problemas em fazer X ou Y. Olha, boa, não tinha outra hipótese.
Felizmente ou infelizmente, a capacidade para dizer "não quero", "não consigo", "não posso" chegou tarde. Sei que ainda lhe dei umas quantas frustrações com o "não consigo", todas relacionadas com a minha fraca capacidade para trabalhos manuais. Não é que eu não tentasse, mas lembro-me de uma vez em que estávamos só os dois - tinha eu 12 anos, a minha avó tinha morrido há pouco tempo e ele queria à força que eu acendesse a lareira. Eu tentei, mas cheguei a um ponto em que claramente vi que não estava a conseguir e desisti de tentar. Ele exaltou-se de uma forma louca (agora, de fora e 11 anos depois, consigo perceber o porquê, o sentimento de incapacidade total), mas eu mantive a minha posição. Claro que parece estúpido, de criança mimada que não quer fazer mais... Mas eu também tinha direito a dizer que não, a definir limites.
Não me estou a queixar da minha infância. Não foi a melhor, mas também não há-de ter sido a pior neste mundo. Tinha comida, várias casas (pois é, vantagens de ser filho de pais separados) e pessoas que me amavam. Também não me acho mais do que ninguém por ter passado por isto... Até acho que as crianças são demasiado protegidas do mundo real. Mas não deixa de ser irónico que, com aquela idade, fosse muito mais corajosa e lutadora do que me julgo agora. Possivelmente, tudo para o deixar orgulhoso...

terça-feira, 11 de abril de 2017

Mães que não merecem os filhos que têm (*)

Eu era o sonho de qualquer mãe. Minimamente bem comportada (a verdade é que não me lembro bem, também devo ter dado algumas dores de cabeça, mas no geral até fui soft), inteligente e madura para a idade que tinha (reparem que estou a falar de quando era criança, não de agora), nunca dei grandes preocupações.
Além das características gerais que já eram fantásticas, adoro ler desde tenra idade. Não é isto o sonho de qualquer mãe?? Que o seu pequeno rebento queira livros em vez de Barbies? Que solte a sua imaginação com leituras em vez de lutas na televisão?
É que eu acho mesmo que sim, que isto é o sonho de qualquer mãe ou pai. No entanto, já se sabe que Deus dá nozes a quem não tem dentes... E a minha mãe achava que eu lia demais, que não era saudável. Como tal, não me dava livros e chegava a recusar-se a ir comigo a bibliotecas (é que se fosse só pelo preço... mas não).
Hoje vi que a Fnac estava com promoções em alguns livros e eu, que queria continuar a ler a colecção d'A Amiga Genial (como falei aqui, por exemplo) e comprar o Coração Impaciente (crítica que me cativou aqui, pela M), resolvi aproveitar. Troquei umas mensagens com a minha mãe no facebook para lhe dar a conhecer os meus planos, dado que encomendaria os livros lá para casa (e também porque ainda não sou independente do ponto de vista financeiro, pelo que gosto de a informar / pedir opinião sobre os meus gastos). No fim, acabei por lhe pedir para ir pagar ao Multibanco, pois o meu pagamento por cartão não está a funcionar, e agradeci-lhe muito... Ao que ela me responde:

- Tu mereces.

Tu mereces?? WTF?? AGORA? Agora, que me devia dizer "mas tens tantas coisas para fazer que não tens tempo para ler" ou "andas a gastar muito dinheiro e isto é uma despesa que se pode evitar", é que me diz isto?? Pois mereço, eu sei que mereço. Mas quando tinha 6 anos também (nessa altura ela comprava-me os livros da Anita... mas porque achava graça). E 8. E 12. E 16. Feia.


(*) Estou a brincar, ok??

domingo, 9 de abril de 2017

Pensamento positivo depois do último post

Olá, eu sou a i. e digo que quero ser investigadora. Lol.

Não se deixem enganar por pessoas sorridentes e felizes a fazer investigação. Só mentiras!

Esta semana que passou foi uma das piores desde que aqui cheguei. Acho que nunca me tinha sentido tão impotente e perdida... Depois de uma apresentação que me deixou muitíssimo nervosa (pensei que ia ser muito pior, ajudou o facto de me preparar com antecedência), experenciei momentos muito infelizes. Momentos de desespero, de impotência, de frustração. Momentos em que eu pensava o quão burra e estúpida sou. Tudo isto a juntar ao facto de o meu projecto estar super atrasado, ter chegado a um ponto em que tudo está a correr e mal e não temos a certeza de que o que vamos fazer a seguir resulte. Enfim... Foi depressivo e cansativo. Principalmente, porque tenho de fingir manter o optimismo em como tudo vai melhorar... Não vai.
Consigo entender totalmente a razão que leva as pessoas a desistirem de investigação e irem pentear macacos (isto para dizer que pentear macacos às vezes deve ser melhor). E o que sei eu do assunto? Sou uma mera estudante de Mestrado, com zero experiência na área... Imagino como é para quem lida diariamente com o assunto há anos. O pior? O pior é que mesmo dizendo e sabendo que o que estou a dizer é verdade, continuo a dizer que quero fazer investigação. Não sou psicóloga, mas algo não bate certo na minha cabecinha... Como é possível alguém gostar de algo que a faz sofrer e não se considerar masoquista? Que me perdoem os investigadores, mas eu só consigo explicar isto com um Complexo de Deus qualquer (lá estou eu outra vez a invocar coisas de que não percebo)... Ai e tal, somos tão bons, vamos fazer a ciência avançar, trazer algo de bom para a sociedade. Bullshit é que vamos. Vamos só ser deprimidos e frustrados durante, pelo menos, 80% dos nossos dias. Amém.

Desejos


Quero isto um dia, ao acordar, ok? :) O contrário não é válido porque o pequeno-almoço preferido dele é Chocapic.

sábado, 8 de abril de 2017

Quase a matar saudades


Daqui a duas semanas estou em Portugal. Mal posso esperar por aterrar no meu país! Não que esteja mau tempo na Suíça (que não está, meus ricos dias grandes com céu azul e calorzinho), mas tenho saudades de tantas coisas... Sem contar com a família e os amigos, claro, que desses sinto falta todos os dias.
Tenho saudades de me sentar numa esplanada e de pedir um café e uma água das pedras (aqui há água gaseificada, sim... mas não é a mesma coisa. E a bica então nem se fala). Das imperiais de fim de tarde... Que quando eu aí chegar podem ser acompanhadas de caracóis (mal posso esperar!!!!). Dos famosos pastéis de nata que, sendo algo tão garantido, não pensamos que podem fazer falta com a bica a meio da manhã. Da carne... Ai, a carne! Há quem tenha saudades do bacalhau, eu tenho saudades de carne boa (hábitos de alguém nascido e criado no Alentejo...).
Pequenas coisas... Que me fazem sentir em casa. Tenho saudades do conforto que sinto em Portugal, não nego.

Os blogues de moda não são nossos amigos

Eu não sou muito de ler blogues exclusivamente de moda. Ainda assim, sigo duas ou três bloggers desse género no instagram e mais outras tantas no facebook... E é assim que, de vez em quando, clico nos posts do Style it up. Quando elas publicam coisas que estão fora do meu budget, tudo muito bem... Mas na semana passada dei por mim a ponderar desgraçar-me com algumas pecitas que sugeriram lá no blogue (aliás, com um macacão azulão da La Redoute desgracei-me mesmo... e depois uma pessoa já está no site, aproveita e vê mais coisas para comprar. Terrível). Como se não bastasse, a Pipoca publicou um dos seus looks, com uma opção de calças do mesmo género, mas mais baratas. Aqui ficam as coisas que quero acrescentar à minha vida:

Blazer Zara
Calças Zara
Casaco Mango
Calças Stradivarius

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Monday mood


Não sendo o tipo de pessoa que compraria estas quatro t-shirts juntas (e eu tenho muitas peças iguais), achei piada ao conceito. Realmente as cores que vestimos reflectem muito o nosso estado de espírito (normalmente, podem ser só gostos), por isso faz-me sentido este degradê de sexta a segunda-feira.
Como agora ando numa fase minimalista (quem não anda?), também estava aqui a imaginar os looks com estas t-shirts, umas calças de ganga / pretas e os meus Gazelle imaginários. Ou os meus New Balance. Ou os meus All Star. Que felizmente não são imaginários e são lindos! (eu vaidosa)

domingo, 2 de abril de 2017

Amor à primeira vista

O verdadeiro ícone da Pandora são as pulseiras às quais se podem adicionar diferentes peças. Todo um conceito que foi muito bem aceite pelo mulherio, que tem as mais diversas ocasiões como desculpa para aumentar o seu conjunto (eu sou excepção, quatro peças em cerca de quatro anos... que desgraça).
Ainda que as ditas pulseiras sejam o que mais se associa à marca, a verdade é que as outras jóias são uma perdição. Há sempre colares e anéis lindíssimos, simples qb e requintados. Eu, pelo menos, gosto (embora não possua mais nada da marca).
Recentemente, bati com os olhos nuns brincos... Procurei-os na internet e a imagem não faz jus à sua beleza. São discretos, mas ao mesmo tempo capazes de dar brilho a um look. Adorei-os! Se passarem por uma loja, vejam com os vossos próprios olhos. Caso não gostem assim tanto, nada temam... Comprem na mesma e mandem para cá que eu aceito. Aqui ficam os ditos:

Brincos Shinning Midnight

Bom diiiiiaaaaaaa!!


Bom dia, pessoas lindas!
Aproveitem o dia... O meu vai ser passado ao computador a preparar uma apresentação.
Wish me luck...

sábado, 1 de abril de 2017

Dinâmica de casal

Ontem estava a queixar-me de que estive poucas vezes com o L. este ano. No entanto, o "problema" é bem mais profundo, porque vem de trás. Antes disso, estive quase três meses sem o ver de todo... Antes desses três meses, foram as férias do Verão e, não podendo dizer que não o vi de todo, também não posso dizer que tivemos espaço de manobra para fazermos muitas coisas só os dois - porque não tivemos. Mesmo agora, metade do tempo que passei com ele não foi propriamente passado como casal, porque o ambiente não o permite.
Isto, por muito que eu não queira, faz-me fraquejar muitas vezes. Faz-me ficar insegura, nervosa, sem rumo. Não estou a dizer que me faz querer deitar tudo a perder, mas noto-me muito mais resmungona e pessimista na nossa relação. Tudo me afecta, tudo me parece um problema. As coisas negativas são aumentadas e as positivas quase passam como despercebidas. Não sei que género de reacção é esta, talvez um mecanismo estúpido de defesa que estou a criar por me sentir triste com isto.
Eu sei realmente o que me falta. Falta-me a nossa dinâmica como casal. Falta-me o "onde vamos jantar?", "o que vamos cozinhar?", "a que horas sais que eu passo aí?", "tu fazes isto, eu faço aquilo", "na tua casa ou na minha?", "amanhã dá-me mais jeito", "vamos como?", "passa aqui rápido para eu te dar um beijinho". Um casal precisa de rotinas, precisa de uma zona de conforto boa (de onde também é muito bom sair, of course), precisa de saber que terão sempre os braços um do outro. É isso que me falta. Que nos falta.

Aleatoriedades musicais

aqui confessei os meus "podres" no que diz respeito à música; contudo, a minha fase de bachata já passou há muiiiito. Ontem, não sei muito bem como, fui parar a esta música:


Nem sabia que a Shakira se metia neste tipo de coisas (que conhecimento tenho eu sobre o assunto?), mas não é esse o ponto... Antes que conseguisse aceder ao separador em que tinha o youtube ligado para mudar de música, apercebo-me que ela canta:

Tú me abriste las heridas
Que ya daba por curadas
Con limón, tequila y sal

E eu, que não estou em modo de desgosto de amor, mas estou em modo "tristeza de amor" (que termo é este?!), dei por mim a pensar que uma noite de amigas regada a limão, tequila e sal iria ajudar. Contudo, 1) as amigas com quem eu quereria fazê-lo não estão cá; 2) eu tenho mas é de preparar a apresentação para terça-feira. Bolas, pá.

Already missing him

Depois de dois dias (ou nem tanto) com o L. aqui comigo, hoje estou sozinha. Nestes últimos três meses, estivemos juntos quatro fins-de-semana (mais coisa, menos coisa). Não sei quando o vou ver agora, mas possivelmente só daqui a um mês... Eu sei que podia ser pior, mas este estado de instabilidade emocional incomoda-me muitas vezes. E as despedidas? O meu coração fica sempre tão apertadinho, juntamente com aquele nó na garganta muito próprio de quem tem de se conter para não ficar lavada em lágrimas. E mesmo assim há uma ou outra que escapa e tem de ser disfarçada... Já tenho saudades de estar nos braços dele.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Da discrição extrema

Há uma característica minha que está mesmo muito vincada: eu gosto de ser discreta. Não sei se sempre fui assim, mas é assim desde que me lembro... Não gosto de dar nas vistas, não gosto de ser o centro das atenções, nada. Claro que isto não significa que eu não quero deixar uma marca no mundo nem que não quero ser reconhecida pelo que faço, apenas tento tendência a sentir-me constrangida com isso... Além de que, com os meus, a coisa é diferente.
Possivelmente, certas pessoas vão ler isto e pensar "eu também sou assim", mas eu estou a falar de algo mesmo muito profundo. Algo que, por vezes, chega a ser um problema. É que isto torna-me snob para com as pessoas que me rodeiam. Se estou inserida num grupo em que há alguém que se ri muito alto, eu tenho tendência a olhar à volta para ver se alguém reparou. Se estou com pessoas que falam muito alto e não tenho confiança suficiente para pedir para falarem mais baixo, apetece-me meter num buraquinho. Snob, eu disse! Sou também uma pessoa que gosta que toda a gente em seu redor esteja bem, mesmo que eu não os conheça... Talvez por isso tenha esta "preocupação", a achar que estamos a incomodar pessoas que não têm de nos aturar.
Ora, eu cresci no meio de galinhas. Das verdadeiras, também, mas a maior de todas é a minha mãe. Ela dava a desculpa de ser professora e de estar habituada a falar alto... Uma ova. Já não dá aulas há uns quantos anos e continua igual. No carro é onde reparo mais... Estamos num ambiente fechado, sem grande ruído, não há necessidade de gritar - ela grita. Mas com ela tenho confiança para dizer "já estás a gritar", "não girtes" e outros que tais.
Como se não tivesse já galinhas suficientes na minha família, cheguei à faculdade e encontrei mais umas quantas. Quando nos juntamos todas a discutir... Ai, meu Deus. Até já eu gritava às vezes para me fazer ouvir! Ainda assim, há episódios hilariantes e vergonhosos, em que - mais uma vez - eu só me quis enfiar num buraquinho e não sair de lá enquanto as pessoas à nossa volta não fossem embora. É que discutir sobre ciganos aos altos berros em pleno sítio da moda com vista para Lisboa é toda uma cena que uma pessoa discreta como eu gostaria de evitar (claro que, agora, não trocaria esses momentos vergonhosos com as minhas amigas por nada, mas na altura não foi bem assim).
Esta característica é tão intrínseca à minha pessoa que, em momentos nos quais eu estava a milhares de km de distância, essas minhas amigas tiveram uma das famosas conversas aos berros, ao ponto de elas ficarem envergonhadas (imaginem há quanto tempo é que eu não o estaria...) e de comentarem "se estivesse aqui a i., ela não nos tinha deixado chegar a este ponto". Ser assim tem prós e contras... 
Eu até gosto de ser assim, discreta. Apenas gostava de ser um bocadinho menos, para não ser uma coisa que me faça ficar incomodada.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Giiiiras

Eu não sou muito de pulseiras. Ou melhor, eu uso muito a minha Pandora e fim... Sou fiel às poucas coisas que tenho. Ainda assim, às vezes apetece-me inovar. As duas das imagens que se seguem são muito fofinhas e podem ser encontradas na Massimo Dutti por cerca de 15 e 20€, respectivamente. Não me importava nada que viessem morar no meu braço... Destaque à dourada bordeaux, porque iria conjugar muito bem com os meus outfits.

terça-feira, 21 de março de 2017

Se não fosse o preço...


A Furla tem esta mala minúscula em sete mil e quinhentas cores que todas as bloggers que se prezam esfregam na nossa cara. Ao início, não achava nada de especial, mas agora acho-a tão gira que não me importava nada de ter uma! Tivesse eu dinheiro para jogar para o lixo e trazia uma comigo... Mas não tenho e o preço é completamente proibitivo. E não vale a pena dizerem "compra uma parecida, vai dar ao mesmo", que não é a mesma coisa. Quando me "apaixono" por ícones de certas marcas, prefiro ficar longe de coisas parecidas... Ou tenho ou não tenho. E aqui, claramente não tenho nem terei.

Vale a pena pensar nisto


Igualdade é também aceitar e respeitar as diferenças.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Dramas de morar numa residência

Eu não sei se cheguei a referir no blogue, mas estava muito reticente em relação a vir morar para uma residência. Na universidade, estive cinco anos a morar em casas partilhadas e já Deus sabe os sapos que se engolem... Quanto mais numa residência, em que os espaços comuns têm de ser divididos por muitas pessoas que não conhecemos de lado nenhum. Estava com muito medo no que dizia respeito à higiene e ao barulho, principalmente. No entanto, como temos limpeza nos dias úteis, a coisa até é bastante tolerável.
Ainda assim, havia uma coisa para a qual eu não estava preparada: os roubos. Lembro-me de ler no blogue da Ju (se leres isto, diz-me, porque perdi-te o rasto!!) de que era o pão nosso de cada dia na residência dela e eu pensava o quão baixinhas podem ser as pessoas... Já tive coisas pontuais a desaparecerem-me, mas sempre achei que era por descuido meu e que alguém as levava "por engano".
Pois bem, não. Ontem, quando me preparava para adicionar caril ao meu frango, apercebi-me de que me tinham roubado TODAS as especiarias (excepto uma de que eu não gosto... claramente o ladrão também não). Desde a canela à pimenta, passando pela paprika. Oiii? Fiquei tão indignada (ainda estou)!! Ok, se fosse só uma, eu deixava passar. Ingenuamente, pensaria "alguém usou e se esqueceu de pôr no sítio". Vamos ser sinceros, toda a gente usa as coisas dos outros. Que jogue a primeira pedra quem nunca usou o sal ou o detergente de outra pessoa, seja por conveniência ou por engano. Mas tudo bem... Usa-se um bocadinho, nada de especial, e volta-se a pôr no sítio. Isto aqui foi todo um outro nível...
Anda uma pessoa a tentar não gastar mais um franco ou outro em coisas desnecessárias, a conter-se com coisas de que gosta ou que lhe apetecem, a relativizar e a pensar "não preciso disto, não vou gastar o dinheiro" para depois chegar a alguém e tirar o que não é seu. E não interessa se são coisas grandes ou pequenas, não se faz, a vida custa a todos. Agora vou estar a pôr coisas deste género no meu quarto (que já era uma arrecadação) e a ter de levá-las para a cozinha sempre que estiver a cozinhar. Não é conveniente e chateia-me. E as coisas que precisam de ir para o frigorífico? Claro que não vou deixar de pôr lá nada, mas agora vou ficar sempre a pensar nisto.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Privilégios

Estamos a meio de Março e este ano eu já estive em Portugal, em diferentes sítios na Suíça, em duas cidades italianas, em França e no Reino Unido. 5 países em 2 meses e meio. Já visitei montanhas (eu, que nunca sequer tinha visto neve), cidades, lagos, museus, ruas sem fim, catedrais, diferentes restaurantes.
É certo que foram viagens programadas e pagas em momentos diferentes, que a minha localização geográfica neste momento faz com que isto seja mais fácil e que agora vai acalmar bastante. Ainda assim, esta reflexão de que tenho sido uma privilegiada durante os últimos meses é necessária. É necessário agradecer e, acima de tudo, não tomar como garantido.

Olá, olá

A desaparecida anda por aqui. Sorrateiramente, mas anda. A minha mãe só foi embora ontem (sniff sniff) e hoje já vou ter cá uma amiga (ansiosamente à espera dela), pelo que escrever qualquer coisinha tem sido impossível. Além de que, pelo meio, tenho de arranjar tempo para a tese, não é verdade? Resumidamente, a minha vida nos últimos tempos tem-se baseado em comida e viagens de comboio. O que é que uma pessoa pode querer mais?

quarta-feira, 8 de março de 2017

Diferenças de género, sim; diferenças de oportunidade, não


Estava agora a ler um livro sobre autismo, quando me apercebo que, no teste do Quociente do Espectro Autista, homens e mulheres diferem, em média, nas suas pontuações (refiro-me a indivíduos saudáveis, embora esta diferença também se verifique em autistas). Sendo este um teste às habilidades sociais e de comunicação (entre outras), isto mostra que homens e mulheres são diferentes no que a isso diz respeito.
Decidi falar sobre este tópico por assinalarmos hoje o Dia Internacional da Mulher. Lamento informar, mas eu sou das que defende as diferenças de género. No entanto, isto não deve ser confundido com "diferenças de oportunidade", porque são coisas totalmente distintas. É um facto: um homem nunca vai saber o que é uma dor do período e uma mulher nunca vai saber a verdadeira sensação de fazer xixi de pé. E quando há mulheres que me dizem que tiveram uma altura em que o tentaram fazer (em crianças), eu respondo que a pessoa em questão é tola.
Defendo que, tendencialmente, os dois diferentes géneros não têm propensão para o mesmo. Não sei de genética e biologia o suficiente para apoiar a minha opinião com estudos, mas acredito nisto. As nossas capacidades de comunicação, de relacionamento, de destreza, de organização, etc. etc. vão condicionar as nossas escolhas, as nossas carreiras. Temos interesses diferentes, é um facto, e não é só porque a sociedade nos impôs. NO ENTANTO, isto não significa que uma mulher não possa ser uma excelente canalizadora (assim de repente, nunca vi nenhuma) e um homem um excelente amo (ou ama? não sei se, no masculino, a palavra significa o mesmo). Tal como não significa que uma mulher não possa detestar compras e um homem adorar.
Aliás, eu defendo que uma mulher (ou um homem) pode ter aptidão para uma coisa que é mais considerada "própria" do outro sexo, tal como defendo que - mesmo sem essa aptidão - pode vir a ser excelente com esforço e dedicação. Dou um exemplo bastante simples, ninguém está apto a correr uma maratona; no entanto, quantas pessoas o fazem?
Há pessoas - maioritariamente homens - que não percebem a necessidade de termos um dia como o de hoje. Que assinala as conquistas, mas também as batalhas que ainda faltam travar (nuns países mais do que noutros)... Não sabem o que é correr o risco de não ser contratada por querer ter filhos (e, pasmem-se, ter de cuidar deles se estiverem doentes); não sabem o que é sofrer pressão social para ser uma boa dona de casa; não sabem o que é esconder o corpo com medo de certos olhares; não sabem o que é serem levados menos a sério numa posição de trabalho única e exclusivamente por serem do sexo feminino. Não sabem o que é ter de se esforçar inúmeras vezes mais para ter o mesmo reconhecimento que um homem. Chegamos ao ridículo de não poder ter os mesmos vícios, como fumar, beber em excesso e jogar - para homens, é mau, mas aceite; para mulheres, são aves raras se o fazem. Por tudo isto e muito mais, desculpem-me se estou a ser injusta, mas é muito mais difícil nascer mulher.
Por isso, minhas lindas, hoje é um dia para comemorar da forma que muito bem entenderem (mesmo que seja à minha forma, reconhecendo que é um dia importante para nós, Mulheres, mas não fazendo nada de especial). Se quiserem juntar-se num grupo de histéricas semi-despidas que vão a uma lady's night, não tenho nada contra. Cada um é livre (mais uma luta conquistada!) e sabe de si. Ainda assim, os homens que defendem isto também o podem celebrar, claro! Acabei de me lembrar que, numa discussão acesa sobre esta temática, disse a um amigo meu que poderíamos celebrá-lo juntos e ele concordou... Isto também me faz sentido.
Acima de tudo, sejam vocês mesmas e não deixem que vos digam como se devem comportar "só" por serem mulheres. #estamosjuntas

segunda-feira, 6 de março de 2017

La Bella Italia

Estou super cansada mas, ao mesmo tempo, entusiasmada. Isto porque estou a planear a minha próxima viagem, que será já no próximo fim-de-semana! Em poucos dias, estarei a passear num país novo com a minha mãe, o que torna a coisa ainda mais especial. A minha mãe a viajar (e a fazer-me as vontades) representa uma conquista muito muito grandes nas nossas vidas... E isso deixa-me sempre feliz. Itália, see you soon!


Depois da tempestade


Todas as relações - de qualquer tipo, desde as familiares às amorosas, passando pelas de amizade e pelas profissionais - têm fases. O meu namoro não é excepção e, muito honestamente, não é algo que eu considere mau, pois se eu algum dia tiver uma relação completamente perfeita e sem problemas, é sinal que estou completamente cega e sem noção.
Há altos e baixos, é certo; e, dentro dos altos e baixos, há uns mais acentuados do que outros. Também é verdade que, quanto mais fundo se vai, mais difícil é voltar a subir. Não digo que não é impossível, mas exige muito esforço e sacrifício que - peço desculpa pela visão tão pouco romântica - nem sempre vale a pena despender.
Nas relações de longa data, ajuda tentar pôr as coisas em perspectiva. Nem sempre é fácil, o sofrimento às vezes é mais do que muito... Como se não bastasse, temos tendência a culpabilizar exclusivamente o nosso parceiro. Mas para uma relação são necessárias duas pessoas... E, digam-me o que disserem, a culpa nunca é distribuída como 0-100%. Pode ser de 50-50%, ou de 10-90%, não nego que um possa ter contribuído mais, mas são precisos dois para dançar o tango...
Eu já tive as minhas dúvidas. Já tive os meus momentos de desespero, de não saber o que fazer. A ideia de um fim assusta-me, porque a verdade é que - até hoje - nunca deixei de amar o meu namorado. Mas também me assusta muito a ideia de, um dia, não ter amor próprio suficiente para reconhecer que o meu bem-estar vem em primeiro lugar. Quando é com os outros é tão mais fácil de verificar, não é?
Ainda assim, por muitas rampas a descer que tenhamos percorrido, estou feliz por ter encontrado forças para voltarmos a vir ao de cima. Nós merecemos. E, se há alturas em que penso "estou onde devo estar", isso também se aplica à minha relação: estou com quem devia estar. E estou tão feliz por isso.

Das "novas" amizades


Quando há aquele sentimento de alegria por dois grandes motivos:

1) A tua amiga está feliz com um acontecimento importante e tu ficas tão mas tão feliz por ela;
2) A tua amiga confidenciou-te isso a ti e só a ti (sem contar com os intervenientes, óbvio).

É de referir que nos conhecemos desde Outubro, o que faz com que estas confidências tenham um sabor especial. Ir para um sítio completamente novo e diferente e mesmo assim encontrar pessoas boas com quem te identificas e que confiam em ti sabe muito bem.

domingo, 5 de março de 2017

Enfim

Há pouco, vi uma foto publicada por um adepto sportinguista no facebook que mostrava a fila de pessoas para votar no presidente do referido clube. A imagem era acompanhada por uma frase inspiradora que, muito honestamente, ignorei.
Isto irritou-me. Não que eu tenha nada contra a paixão ao clube, cada um sabe no que acredita, mas somos um país famoso pela taxa de abstenção às urnas. Porque, por muito que o futebol mova corações e multidões, não é isso que realmente importa. Para escolher alguém que fique à frente do país, a tomar decisões que afectam todos nós, ninguém tem opinião. As pessoas não se informam, afirmam que estão cansadas, que são todos iguais. Mas para um clube que não ganha o campeonato há mais de 10 anos, continuamos a ter de marcar a diferença e fazer prevalecer a nossa opinião.
Não me fo... lixem.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Hidden facts

Todos temos um lado negro que nos embaraça, de certa forma. Às vezes, não na altura em que está mais realçado, porque o ciclo de pessoas que nos rodeia contribui para tal; no entanto, algum tempo depois, o contexto muda e temos vergonha de admitir alguns hábitos.
No meu caso, é a música. Eu gosto de boa música, de clássicos. Ainda assim, há um "problema" nos meus gostos... A minha adolescência foi cheia de "espanholadas" várias e de hip-hop tuga (nada a ver entre si), o que faz com que - cá no fundo - eu me divirta muito a ouvir coisas do género. Assumo aqui e agora, sem vergonha.
Como tal, não esperem uma playlist muito linear da minha parte. Se forem às minhas últimas músicas reproduzidas no computador do laboratório, estão lá Ed Sheeran e Arctic Monkeys, e depois coisas como:


quarta-feira, 1 de março de 2017

Restos de uma viagem ao UK


O que é que acontece depois de acordares às 4h da manhã (sem dormir 1h sequer na realidade), apanhares um autocarro, uma linha de metro, um comboio, um shuttle (não planeado), pagares mais por check-in rápido, correres que nem uma maluca até à porta de embarque enquanto vês nos ecrãs que diz "last call"? Pois... Perdes o avião e pagas pelo próximo vôo que te lixas. Fui a Londres porque consegui vôos baratos, não é? Pois... Não.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A minha relação com a religião


Não sou a católica mais praticante de sempre. Não presto homenagens. Não faço promessas a entidades divinas. Sou algo céptica em relação a tantas, mas tantas coisas... Até porque sou cientista, não faz sentido não questionar. Mas, ainda assim, sou crente e não tenho problemas em admiti-lo.
Há uns meses, em conversa com um amigo que não tinha essa noção sobre mim, ele questionou-me, já não sei bem como... Só sei que respondi: "Às vezes, as pessoas precisam de acreditar". Possivelmente, é esse o meu grande motivo... Ainda assim, mesmo que com um motivo tão "egoísta" (porque a necessidade é egoísta), posso dizer que nos três grandes eventos religiosos que presenciei no ano passado, senti uma força espiritual muito grande... Que vai de encontro à minha crença.
Não me interpretem mal. Eu não suporto pessoas que desculpam tudo o que de mal lhes acontece com "Deus assim o quis". Às vezes, apenas não lutam o suficiente e a existência de uma entidade superior serve como escapatória. Não... Mas às vezes, quando o desespero e a tristeza é tanta, pode ser necessário pensar que "seja o que Deus quiser".
Também não suporto pessoas mesquinhas, mas que por irem à igreja regularmente já acham que podem ser consideradas boas cristãs. Não... Vai muito além disso. Eu, pessoalmente, cada vez sou mais uma pessoa de agradecer. Sinto uma necessidade muito maior de agradecer do que de pedir... Não sei, penso que o que posso ou não alcançar depende de mim, mas as oportunidades estão lá e devemos agradecer por elas. Claro que isto é totalmente pessoal e não acho que devemos julgar as crenças de cada um...
Esse meu amigo de que falei na altura respondeu-me que a religião é uma excelente forma de lidar com a morte. E é mesmo... Não que eu acredite em várias vidas, porque - mais uma vez - como pessoa das ciências, eu consigo ver que acabou ali. A vida é uma passagem, um tanto ou quanto aleatória, nós é que precisamos de lhe atribuir um sentido, para sentirmos que temos um propósito. Ainda assim, apesar deste cepticismo, eu tenho sentimentos... E há alturas em que, aconteça o que acontecer, esteja onde estiver, preciso de sentir que quem já partiu está comigo.
Uma vez, uma pessoa muito mais espiritual do que eu, disse-me que há pessoas que têm de se sacrificar e partir para nos deixarem livres e continuarem a tomar conta de nós. Não vou tão longe... Não consigo, pelo menos nesta fase de vida, concordar com esse pensamento. Também não tenho opinião formada sobre céus e infernos e outras coisas que tal... Porque não tenho como saber e acho que é apenas uma forma encontrada para nos levar a praticar o bem (que todos devíamos praticar, independentemente das nossas crenças). 
Sem dúvida que a religião me ajudou muito mais a estar em paz com a morte, mas - e agora vem o grande mas - deixa-me completamente de rastos em relação às injustiças da vida e ao estado do mundo. E é aqui que me encontro sempre numa encruzilhada de questões que não tenho (ainda) como responder.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Louca por compras? Às vezes


Sou gozada por amigas no que a compras de roupa diz respeito. Isto acontece principalmente desde que estou na Suíça... Não que tenha comprado assim tantas coisas (se lhes perguntarem, elas vão dizer que sim), mas passo muito tempo a percorrer montras e sites de diferentes marcas.
Dei por mim a pensar calmamente no assunto e tenho a anunciar: é normal. Troco de autocarro em frente à Manor (do género do El Corte Inglés), não dá como não olhar e estar atenta às promoções que indicam na montra. Além disso, há muitas lojas no centro, onde costumo ir passear para descontrair. Passar à porta da Mango e entrar é o mesmo que ir passear ao Chiado e entrar na Zara ou na Fnac dos Armazéns. A diferença é que o Chiado era longe da minha faculdade e não ficava a caminho de nada... Aqui, como tenho de trocar de autocarro, é só andar um bocadinho a pé para desanuviar... E apanhar o outro na paragem seguinte.
Aliás, se pensar bem no assunto, a única vez que me desloquei de propósito a um centro comercial aqui foi para ver roupa para o casamento - ou seja, algo necessário. E dizem que há um outro super giro e agradável... Nunca lá pus os pés (estou a falhar, ahah).
Como se não bastasse, o facto de fazer scroll diariamente em blogues, faz com que acabe a clicar em links de peças de roupa... E uma peça leva à outra. Portanto, a culpa é vossa e só vossa.
Com tudo isto, chego à conclusão que de facto não é assim tão bom para a minha carteira se eu vier a morar sozinha numa cidade pequena. Em vez de ter encontros com pessoas, tenho com lojas e sites de roupa... Cuidado, conta bancária, cuidado.

Que lástima


Hoje acordei demasiado tarde e, quando me apercebi das horas, saltei da cama e em 20 minutos estava fora de casa. Não houve tempo de nada, apenas vim a correr para o laboratório... Há bocado, passei por um espelho e pensei "MAS O QUE É ISTO?".
Ok, eu sentia os meus olhos pesados, mas ainda assim... Acho que nunca me tinha visto com um ar tão terrível. É para situações destas que comprei maquilhagem... Mas para sair de casa em tão pouco tempo, é impossível.
Não sei o que se passa comigo, ando a dormir, mas sem descansar de verdade... Acho que preciso de limpar a cabeça. De preferência, de papo para o ar, numa praia paradisíaca.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Grrrrr


Sabem aqueles barulhos de fundo dos quais não nos apercebemos e, quando nos despertam a atenção, são insuportáveis? Odeio.
Não sei bem por quê, mas tenho a capacidade de não os ouvir durante muiiiito tempo... Estou na minha vidinha e alguém diz "mas esta sirene não se cala?" e é aí que dou pelo som. O mesmo para aquele ruído estúpido das televisões mais antigas, ar-condicionados, and so on.
O problema de hoje é o computador do meu colega do lado. Sem phones, tornou-se IMPOSSÍVEL de lidar. Eu estava completamente inconsciente sobre o dito som, até que uma colega diz "de onde é que este barulho vem? Do computador do X?". Esqueçam... Com as ventoinhas a trabalhar naqueles moldes, o computador dele vai levantar vôo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Shame! I mean... Vergonha!


Não me considero grande coisa no que diz respeito a aprender línguas. Sinto que a principal razão é a minha língua, mesmo... Não a consigo enrolar da maneira devida para conseguir sons que desconheço. Ainda assim, falo português todos os dias com a minha mãe, inglês com os colegas do laboratório e da residência, e aquele francês básico no supermercado e espaços comuns (bom dia, adeus, obrigado).
É neste tipo de ambiente que me estou a tornar aquela pessoa irritante que, em respostas curtas, não responde em português a ninguém. Ainda estou longe de me tornar uma "avec" (até porque não sei francês), mas tenho-me vindo a aperceber desta minha nova prática... Respondo "merci", "kind of", "more or less", "not sure".
Tenho para mim que isto vai ser sempre a piorar... Shame on me! (vêem? vêem? shame!!!)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Desculpem, não sou um bom Valentine


Tenho uma relação de hater com o Dia dos Namorados e, como se costuma dizer, hatters gonna hate. Ainda assim, encontrei este cartão nesta notícia e achei que era a cara cá do estaminé. A inércia funciona para tudo, até para o amor eterno! Nem que seja pela força do hábito... Bem, como já ia começar a dizer mal de relações num dia tão romântico, é melhor parar por aqui.
Para aqueles que celebram a ocasião: tenham um bom dia, cheio de coisas boas. Para aqueles que não celebram a ocasião: tenham um bom dia, cheio de coisas boas.

P.S. L., eu não festejo o dia, mas aceito sempre chocolates. Não te preocupes, se um dia eu ficar gorda... O nosso amor ainda está sob a acção da inércia.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Querida futura casa


Vi esta imagem e apaixonei-me por esta parede. Não me importava nada de ter uma assim! Claro que isto são planos para um dia mais tarde, quando tiver um espaço só meu... Mas não interessa, ir sonhando também é bom.

Começar a semana calmamente


Hoje espera-me um dia calmo. Decidi ficar em casa, mas não é por isso que tenho menos coisas por fazer... Tenho de começar a trabalhar nos meus resultados antes que me arrependa seriamente por não o ter feito. Assim, será um dia cheio de trabalho e comida.
Espero que tenham uma boa segunda-feira e uma boa semana! =)

Note to myself: não passar o dia a ver Modern Family.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Pensei muito antes de escrever este texto. Nem sei por que razão... Acho que é apenas algo em que tenho tentado não pensar. Ontem recebi uma notícia muito muito triste... Sobre alguém que, não fazendo parte da minha vida neste momento, já fez parte da vida de uma pessoa com quem me preocupo muito. Foi uma notícia que me abalou profundamente, que me fez chorar, que me tirou a fome. Eu, que defendo que não podemos desanimar com as fatalidades da vida, que temos de continuar a lutar e a fazer o nosso dia-a-dia, tenho dado por mim a pensar o oposto... Porque a puta da vida é injusta. Há coisas que não deviam acontecer a ninguém, novos ou velhos. Não sei se me estou a posicionar no sofrimento de pessoas que mal conheço (tão típico de mim), é possível... Mas ninguém merece perder um filho, um pai, um irmão. Eu, que dou "palestras" de como temos de nos mentalizar e de que coisas acontecem, estou num estado de espírito em que não sei o que pensar, o que sentir. Queria apenas acordar amanhã e saber que afinal tinha sido um sonho.

Aviso prévio: isto não é um post em que me queixo


O meu namorado é para aí a pior pessoa que conheço a dar prendas. Pronto, já disse. Quem diz prendas, diz jantares, surpresas, planos, etc. e tal. Ele não se preocupa muito com a coisa (ou pelo menos não o demonstra). Porque, ah e tal, não sei o que oferecer... C'mon, eu mandava links do que queria, não dava para ser mais óbvia. Porque, ah e tal, não tive tempo. Enfim, ele é mesmo mau com o assunto. É um mono.
Isto é ainda mais terrível, porque eu sou o oposto. Eu ADORO comprar prendas para os outros. Adoro planear coisas, proporcionar momentos felizes. Não sei, é algo de que gosto mesmo... Pensar "esta pessoa ia gostar mesmo disto". Tanto quando é mais necessário comprar algo (ocasiões especiais várias), como quando estou em lojas e me deparo com algo que eu penso "é mesmo a cara daquela pessoa!". Claro que, não tendo ordenado, este tipo de miminhos não podem ser dados à toa... Só com as pessoas mais especiais e, às vezes, são guardados para mais tarde.
Como eu referi logo no título, este post não é para me queixar. É sobre a forma como, nos últimos cinco anos de namoro, eu me tenho adaptado e redireccionado algumas das minhas compras. Às vezes, não me controlo e compro-lhe na mesma... Mas noutras, que vão sendo cada vez mais, aproveito para usar esse dinheiro em coisas para mim.
É isso mesmo: a i. do passado, se tivesse de escolher entre uma prenda para ela ou para o namorado, escolheria uma prenda para o namorado. A i. do presente é um tanto ou quanto diferente. Claro que, muitas vezes, tenho aquele impulso... Afinal de contas, não consigo mudar totalmente, é parte do que sou (e ainda por cima gosto de ser). Mas mimar-me e ganhar coisas de que não preciso, também me faz bem de vez em quando.
Já dizia o anúncio: se eu não me mimar, quem o fará...? (o quê?! Não era assim?!)

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Ainda a lista de compras


Ri-me muito com esta imagem, descreve na perfeição o que se passa mui(iiii)tas vezes. Nada que escrever no telemóvel ou na agenda que anda sempre comigo não resolva.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O poder de uma lista de compras


Como dizia há dias neste outro post, o meu poder de poupança tem andado a crescer. Claro que para isso, há pequenos truques que ajudam. O típico "não ir às compras com fome" funciona imenso, já que não me dá vontade de "arrebanhar" 50 mil pacotes de batatas fritas e de bolachas.
No entanto, a minha melhor amiga é a lista de compras. É essencial para compras maiores desde que me mudei! Claro que toda a gente as escreve, mas agora a questão é: e segui-las? Poooiiiiiis, não sejam mentirosos. Uma pessoa vê coisas em promoção, ou algo que lhe está mesmo a apetecer, e já se esqueceu da lista.
Assim, para que resulte como um método de poupança (afinal, representa aquilo que de facto precisamos), temos de ser regrados. Claro que não precisamos de ser nazis! As coxas de frango estão em promoção? Já não se compram os bifes. Olha aqui as pipocas a olhar para mim para me acompanharem num filme logo à noite? Está bem, pronto. Mas olha aqui uma garrafa de whisky (não sei porque me lembrei de whisky) em promoção que encarece a minha conta em 15€... Não, não há necessidade, já estão a abusar.
Portanto, seguir a lista de compras é algo que de facto aconselho para pessoas despistadas e gastadoras como eu. Planear as refeições semanais por alto e resumir as nossas compras nisso mesmo ajuda muito nos gastos ao fim do mês.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Chapter V

Era uma vez uma menina chamada I. Ela vivia feliz e despreocupada, até conhecer um menino encantador e tontinho chamado L. Ao início, ela não se preocupou e continuou com a sua vidinha tal e qual como era antes de o conhecer... Até que um dia, ele lhe roubou o coração e nunca mais lho devolveu. *FIM*

A mesma palavra, diferentes interpretações

Há bocado, ao jantar, o espanhol - que é de arquitectura - estava a dizer que não percebia nada do que tinha de fazer para um novo projecto, mas que lhe tinham dado referências.
A italiana, da área da Economia, perguntou-lhe:
- Referências? Mas pessoas com quem tens de falar?
Ao que ele respondeu:
- Não, edifícios a ter como referência!
Eu não pude deixar de sorrir para dentro ao pensar que achei que as referências eram artigos. Três diferentes áreas, três diferentes interpretações.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Ainda sobre o livro


"História do Novo Nome" é a continuação de que falei no último post (ainda há mais dois). Depois de ler a descrição que passo a citar em seguida, ainda fiquei com mais vontade de o comprar já e ponto final. Mas não pode ser... Tenho muitos livros em stand-by que precisam de ser despachados antes de adquirir mais exemplares.

Este romance continua a história de Lila e Elena, tendo como pano de fundo a cidade de Nápoles e a Itália do século XX.Lila, filha de um sapateiro, escolhe o caminho de ascensão social no próprio bairro e, no final de A Amiga Genial, vemo-la casada com um comerciante. Elena, pelo contrário, dedica-se aos estudos.Ambas têm agora 17 anos e sentem-se num beco sem saída. Ao assumir o nome do marido, Lila tem a sensação de ter perdido a identidade. Elena, estudante modelo, descobre que não se sente bem nem no bairro nem fora dele.No início, vemos Elena a abrir um caderno de notas onde Lila fala sobre a vida com o seu marido e as complicadas relações com a Mafia e os grupos neofascistas, que invadem os bairros com as suas proclamações.Lila e Elena hesitam entre a tendência para a conformidade e a obstinação em tomar nas suas mãos o seu destino, numa relação conflitual, inseparável mistura de dependência e vontade de autoafirmação, em que o amor é um sentimento «molesto» que se alimenta do desequilíbrio até nos momentos mais felizes.