quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Coisas que eu não posso dizer à minha mãe (para que não fique vaidosa)


A minha mãe é, sem sombra de dúvidas, a pessoa mais importante da minha vida. No matter what. É o único laço directo que tenho e, até isso mudar, duvido que isto mude também.
Isto não significa que nos damos sempre bem... Muito pelo contrário. É a pessoa com quem mais discuto, com quem mais me chateio, com quem mais entro em conflito. As nossas personalidades e maneiras de ver o mundo são um tanto ou quanto diferentes e, mesmo que não fossem, as pessoas mais próximas são sempre as que acabam por levar por tabela.
Nem sempre tivemos a melhor relação do mundo, mas as circunstâncias da vida e as mudanças na maneira de ser (de parte a parte) facilitaram a coisa e hoje posso dizer que estou em paz e feliz com o que temos.
No meio de tudo isto, desta relação q.b. impetuosa, está também a pessoa em quem mais confio. A pessoa para quem me apetece correr quando as coisas correm mal mas, por saber a preocupação que lhe causo, evito fazê-lo. A pessoa com quem muitas vezes não quero falar por saber que não consigo não ser transparente e às primeiras duas palavras estaria lavada em lágrimas.
Quando eu era (bem) mais nova, a minha mãe dizia que eu era a melhor amiga dela e isso irritava-me. Uma filha/mãe não tem de ter o papel de melhor amiga, pensava eu. Pois não, não tem... Mas pode. E hoje a minha mãe é a minha melhor amiga (ou, pelo menos, uma das).

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Atrasos #2

Escrevi o meu último texto depois de uma conversa com o meu orientador, que me estava a contar em como se fartou de esperar pela sua médica, sendo ele o primeiro paciente da manhã. No entanto, ele também me disse que não era uma coisa recorrente e, de facto, todos têm direito a uma emergência familiar, a um imprevisto, a um deslize. O ser humano não é perfeito...
Ainda assim, foi impossível não me lembrar num dos podologistas que me tratou há um ano atrás. Estava com vários problemas no pé e tive de marcar umas quantas consultas. Como estava em época de exames, marcava para a primeira consulta da manhã sempre que podia, para não ter de perder tanto tempo lá... Ah ah ah! Acho que era quando esperava mais. Ainda continuei o tratamento, mas podem ter a certeza de que aquele não me vê outra vez, mesmo que eu volte a morar em Lisboa.
Há coisa de uma semana, estava num banco aqui na minha zona e queria falar com um determinado funcionário. Estava uma senhora à minha frente, que me disse que ele não devia demorar, pois tinham marcado para as 14h. Já passava um bom bocado da hora quando ele, de facto, chegou... Até aí, opá, tudo bem. Coisas acontecem. Mas quando chegou, ainda ficou em amena cavaqueira, como se não houvesse ninguém à espera dele... Eu não tinha marcado, mas a senhora tinha! Que falta de respeito.
Eu até podia ser muito picuinhas, mas não é o caso. Às vezes penso que também são faltas de respeito selectivas. Com quem lhes dá muito dinheiro a ganhar, se calhar não são assim... Mas todos são importantes.

Atrasos

Eu sou uma pessoa qb relaxada com horários, no que às minhas coisas diz respeito. No entanto, não sei se devido à educação que tive ou se à minha maturidade, quando envolve terceiros e principalmente "serviços", não consigo ser assim. Tento ser o mais pontual possível e, quando não consigo, sinto-me mal. Claro que há situações em que não tem mal nenhum... E, com pessoas próximas, podemos avisar previamente para evitar que alguém fique à nossa espera.
Como estava a dizer, em vários tipos de serviços (nomeadamente médicos, cabeleireiros e esteticistas), fico mesmo paranóica. Claro que eu já sei que, muito provavelmente, quem vai ficar lá uma vida à espera sou eu... Mas também já me aconteceu chegar e ser logo atendida, por isso não posso admitir que vou ter de esperar.
Normalmente, eu até desculpo as "falhas" dos ditos profissionais... Há outros clientes que se atrasam (a minha cabeleireira tinha as três irmãs de uma noiva marcadas para as 7h da manhã do passado sábado e só lá apareceram às 8h30, claro que atrasou tudo e todos, já para não falar de que ela foi para lá de propósito para nada), há um que demora mais, há uma emergência... Coisas acontecem.
Agora, se eu faço este esforço, não consigo tolerar que os próprios profissionais se atrasem e atrasem a vida de toda a gente. Lá porque têm uma profissão de atendimento ao público, porque as pessoas precisam deles, isso não lhe dá o direito de aparecer às 10h em vez de aparecer às 9h. Muito pelo contrário! O cliente não o despede, mas depressa se pode deixar de tornar cliente e de não o recomendar a ninguém. Eu costumo dizer que, claramente, são pessoas com um lugar privilegiado, que sabem que não vão perder o ordenado fixo, e por isso pouco se esforçam.
Numa altura em que arranjar emprego é tão complicado, não sei como é que há gente que se dá a este luxo. Sim, isto é um luxo...

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Wishlist

O que eu gostava de ter só pela graça:


O que eu vou fazer por ter para lhe dar muito uso:


A prova de que não devemos dizer "desta água nunca beberei". Nunca percebi a loucura das pessoas com a GoPro. E agora... Que já nem está na moda... Quero muito ter uma.

Quando te perguntam pela tese [e isto ainda é só a de mestrado] - parte II

domingo, 6 de agosto de 2017

A ex do amigo

E quando descobres - passado não sei quantos anos - que a ex-namorada de um amigo teu de quem tu gostavas muito (da rapariga em questão, para ficarmos bem claros) não gostava nada de ti e morria de ciúmes teus?
Pois. Não sei. Ficas com uma cara de pau. Pensas em como saíram juntas e ela era tão simpática e querida. Dizes "whaaaat?". Ou então nem dizes, porque ficas meio à toa. Se fosse possível estampar um ponto de interrogação e um de exclamação na cara, seria isso.

escolhi esta foto porque temos fotos as duas... super amigas! ahah

[isto já me aconteceu há uns anos... mas agora vi uma foto muito gira dela nas redes sociais e - depois de pôr like - pensei "ora bolas, tu não gostavas lá muito de mim" xD]

Aquela coisinha de que sinto falta em Lisboa


Às vezes bate-me assim aquela saudade de Lisboa... Da cidade em si e do seu ambiente, mas não só, também de tudo o que isso implicou enquanto lá vivi. Dos momentos, das pessoas, dos sítios, dos cheiros, das sensações.
Mas... Aquilo de que sinto mesmo mesmo saudade... É das hamburguerias. Pois é, nos últimos anos deu-se um boom no que à abertura de hamburguerias da moda diz respeito. A um ponto que até já enjoava... Ainda assim, a verdade é que comi uns belos de uns exemplares.
Quem me conhece, sabe que eu andava sempre a puxar as pessoas (o meu namorado em particular, porque com os meus amigos variávamos mais - mas também íamos para aos hambúrgueres) para ir a mais um sítio novo. Entre 1001 visitas à Hamburgueria do Bairro e ao Honorato (os mais espalhados pela cidade), a Hamburgueria 21, a Hamburgueria do Tecnyco, o To.B, o Burgers&Beers, o Bun's, o Ground Burger... Fizeram todos parte dos meus últimos anos em Lisboa. E - não vamos ser cínicos - o McDonald's também teve um papel de destaque em épocas de muito stress. Apesar de, verdade seja dita, quando descobri os maravilhosos hambúrgueres artesanais de alguns destes sítios (a preços não muito mais elevados), a cadeia de fast food começou a ser mais menosprezada (sem ser esquecida!).
Apanhei muitas desilusões, principalmente dos mais caros (e, supostamente, muito bons), mas também comi coisinhas muito boas. O que eu dava agora para ir à Hamburgueria do Bairro... Mnhami mnhami... Acho que me vou mudar de volta para Lisboa só por isto.

sábado, 5 de agosto de 2017

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Questão do dia

Porque é que eu não me dou com pessoas que tenham uma casa com piscina? Não percebo.


[porque és uma antipática que não se dá com ninguém. simple as that]
[vá, por acaso até tenho familiares de quem gosto muito que têm uma casa com piscina... mas nunca a vi sequer!]

Devaneios de uma tese


É 1h da manhã (eii). Não tenho sono. Mas apetece-me ir para a cama só para não estar a criar figuras. Ora atentem nesta monotonia:

1. abrir os cortes axiais;
2. escolher aquele em que se vê melhor;
3. repetir os dois passos anteriores para os cortes coronais e sagitais;
4. voltar ao corte axial se já tiver gerado o que quero [caso contrário, deixar para depois];
6. cortar em cima (até aparecer 1400 pontos);
7. cortar do lado direito (até aparecer 206 pontos);
8. cortar em baixo (até aparecer 272 pontos);
9. copiar o corte axial para o adobe fireworks;
10. repetir os passos 5 a 9 para os cortes coronais e sagitais [nem me atrevo a escrever isto de novo];
11. reduzir os cortes coronais e sagitais para metade;
12. posicionar como nos mapas anteriores;
13. mudar as legendas das coordenadas de cada corte;
14. quando não se tem a certeza, voltar ao início e verificar se há que melhorar;
15. repetir tudo para o mapa seguinte;
16. cortar um bocadinho os pulsos em pensamento;
17. suspirar [este passo é intercalado com muitos outros, mas achei desnecessária a repetição].

Não vou contar quantas vezes tenho de repetir estes passinhos (do 1 ao 15), porque não quero chegar deprimir ao ponto de o 16 deixar de ser imaginário... Ain [passo 17 onde não era suposto].

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Ouçam as minhas preces


Minhas caras fadinhas da tese [seres imaginários que acabei de inventar],

Eu sei que, durante estes nove meses em Genebra, me apresentaram de tudo um pouco. No que diz respeito ao meu projecto em si, conseguiram que eu nunca parasse de insistir e persistir, mesmo quando o que mais me apetecia era saltar do barco e nadar para bem longe (ou deixar-me afogar, porque nadar também exige esforço). Conseguiram que eu me agarrasse a forças desconhecidas para me aguentar à boboca quando nada resultava... E no fim lá resultou.
Mas, minhas caras fadinhas... Vocês estão malucas??
Uma coisa é meterem-me a fritar a pipoca com linhas de código e afins. Outra muito diferente... É meterem-me a descrever imagens do cérebro. Vocês sabem quantas vezes é que eu chumbei a Anatomia?? SABEM?? Se não sabem, deviam saber, porque é um número muito feio de se enunciar no blogue (só a fiz no terceiro ano... em segunda fase... era suposto ter sido no primeiro ano... e é anatomia para totós... shhhh). Além disso, Deus provou-me que existe quando tirou a disciplina de Anatomia do meu Mestrado, no ano em que eu tinha de me inscrever. Se isto não é Deus a falar comigo, não sei que mais poderá ser (obrigada, meu caro!).
E agora... Depois de tudo... Vocês, fadinhas, obrigam-me a isto? Isto é tortura, just saying. Eu acho o cérebro super hiper mega fascinante, Neurociências é mesmo a aplicação que mais me fascina no meu curso. Mas... Mas... Descrever zonas do cérebro? Eu sei que nem é ao pormenor... Mas ainda assim... Isto dói-me por dentro.

Como eu sei que não podem fazer nada em relação a isto, podem ao menos tornar o processo mais rápido e menos doloroso, caras fadinhas?

Obrigada desde já pela vossa atenção. Agora não me lixem a vida.

Com amor,
i.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

As crianças são o melhor do mundo... NOT!

Estou a tornar-me numa velha rabugenta. Tenho 23 anos, mas tenho dias sem paciência alguma, em que me apetece gritar com toda a gente e distribuir chapadas. Eu, que sou um amor de pessoa (tem dias), estou a tornar-me aos poucos num Gru Maldisposto. Até tenho o nariz grande... Tau, sou mesmo eu.
Pois que as minhas noites, a tentar escrever a tese, têm sido um martírio. A minha casa tem rés-do-chão e primeiro andar, sendo que cada piso dá para uma rua diferente. Na minha rua de trás, sempre houve muitas crianças a brincar, especialmente no Verão. Eu própria fui para ali muitas vezes, era uma alegria quando a minha mãe me deixava...
Como tal, sempre percebi as crianças que iam para ali fazê-lo. Não é uma rua muito movimentada (por isso segura, com poucos carros) e juntavam-se ali muitas crianças. O problema é que os nossos quartos são virados para lá e os meus avós e a minha mãe, depois de um dia de trabalho, não conseguiam dormir com o barulho.
Eu sempre os defendi e.... agora lixei-me. Não sei bem porquê, mudaram-se para a rua do outro lado. E não são crianças... São pré-adolescentes estúpidos, por isso ficam até mais tarde. Berram mesmo ao pé do meu portão, gritam uns com os outros, fazem corridas na rua e dizem todos os palavrões e mais alguns. Há duas noites, uma pessoa estacionou um carro em que se puseram a ouvir música aos altos berros. Mas está tudo louco??
Eu estou em casa, com a porta da varanda aberta para refrescar... E sinto que eles estão aqui ao pé de mim, a gritar-me aos ouvidos. Tantas vezes critiquei a minha mãe por ir à rua mandar calar os miúdos / dizer para irem para outro lado, e agora é o que me apetece fazer.
Não sei se é a tese que me está a tornar assim, ainda mais rabugenta, ou se daqui para a frente é só a piorar.


[neste momento alguns estão a cantar a "la cucaracha" de uma forma totalmente histérica... enquanto outros berram ao mesmo tempo coisas que não consigo perceber (estão a discutir)... e outros batem palmas... God!]
[mais um pensamento: nunca estive na guerra, mas deve ser mais calminho do que isto]

'cê vai leva' com spoilers, cara


Eu adoro o meu namorado (mais do que isso), do fundo do meu coração. Não deve ser difícil de acreditar, porque se não adorasse... que estava eu a fazer com ele? Pelos nossos encontros escaldantes (nem sequer o vejo), pelas vezes que me leva a jantar fora (idem) ou pelas prendas que me dá (lol... ou será "lel"?) não havia de ser. Adiante. O rapaz é uma jóia de moço, gosto muito dele e tal... Mas às vezes devia dar-lhe um pontapé no rabo. Literal e metaforicamente.
E por que motivo? Que fez ele? É mais... O que não quer ele fazer!!?? Então não é que o rapaz se recusa a ter séries para ver em conjunto comigo??
Passo a explicar: Sempre gostámos de ver séries juntos, principalmente à hora das refeições (ele demora cerca de 4 a 5 vezes mais tempo do que eu a comer - não estou a exagerar - se ficar a olhar para ele enquanto come... dava-me um ataque de ansiedade), mas não tínhamos assim tantas séries em comum... Como tal, aqui há uns anos, eu sugeri que começássemos a ver Breaking Bad juntos. Ele não queria, por isso vi o primeiro episódio sozinha... Como entretanto lá o convenci, revi o primeiro episódio com ele... Sabem como é que esta história acabou? No dia a seguir, ele viu o resto da temporada e o primeiro episódio da segunda. Conclusão: séries já com muitos episódios? Jamais.
Por isso, íamos vendo The Big Bang Theory à medida que ia saindo (se ainda não tivéssemos visto) e mais umas séries parvas dele, de vez em quando uma série minha não muito exigente, e era só... Pelo que depressa ficámos sem séries em comum.
Como ambos vemos Game of Thrones e a sétima temporada começou recentemente, sugeri-lhe que fôssemos vendo os dois para podermos assistir juntos quando assim se proporcionasse. Disse-me que não. Porque não. Ai é? Agora como castigo, vou mandar-lhe spoilers da série (estou a brincar!).
Por isso, se daqui a poucos dias eu vier dizer que estou solteira, já sabem que das duas, uma:
(i) fartei-me de ter um namorado que não quer ver séries comigo;
(ii) enviei-lhe mesmo spoilers e ele bateu-me até à exaustão, pelo que não tive outro remédio a não  ser apresentar queixa e terminar o namoro.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Camone avec: c'est moi


Estamos no último dia de Julho, o que significa que amanhã entr'Agosto (já dizia o nosso rico Quim Barreiros). Eu, que sempre vivi na terrinha até aos 17 anos, habituei-me a ver mais gente nesta altura, que vinha a casa de férias. Nas terras maiores, vemos o oposto: a malta vai de férias e de repente está tudo vazio. Já na Santa Terrinha (e nas zonas de praia, mas não é disso que estamos a falar), o bom filho a casa torna, o que faz com que as aldeias fiquem muito mais movimentadas e animadas.
É então nesta altura que aquele flagelo de quem muita gente fala e faz piadas - os avec's - surge também. E quem são os avec's? Penso que toda a gente está ciente, mas nunca é demais relembrar que são os típicos emigras tugas, a trabalhar num país de língua francesa (França, Suíça ou Luxemburgo - é só escolher!), que vêm montados nos seus novos carros topo de gama para as férias na sua terra natal.
Oh, meus amigos! Eu estive nove meses na Suíça, vi-os com os meus próprios olhos. Na sua grande maioria, são tal e qual aquilo que nós descrevemos. Os filhos, já nascidos lá, são as Kátia e os Mikael desta vida (não esquecer os "k"). Vivem todos em comunidade e sabem onde está a loja portuguesa que vende o melhor bacalhau da terra. Enfim... O que já se sabe. E de facto chegam a Portugal e falam um português afrancesado, que falam. E misturam tudo. E dizem coisas que me fazem ter de controlar muito para não me rir. A primeira vez que ouvi o pai do meu namorado a dizer "epiçarias" em vez de "especiarias", quase me engasguei...
Porém, hoje, eu, i., amante da língua portuguesa, venho aqui defendê-los. Venho aqui defendê-los, porque já sei muito bem o que custa. Atenção: o meu conhecimento de francês é péssimo, aquele A1/A2, porque lá só falava inglês. Mesmo nas lojas, assim que viam que eu não me desenrascava, passavam para "do you speak english? yes? do you want a bag?", por isso não evoluí quase nada. No entanto, uma pessoa é bem educada, não é? "Bonjour", "merci" e "au revoir" não custam muito e habituei-me. No supermercado, com estas três expressões estava feito.
Resultado: cheguei a Portugal no Natal e, como boa tuga que sou, passei em Vendas Novas para comer uma bifana a caminho de casa. Assim que o empregado vem à mesa, saio-me com um "bonjour" que até ando de lado!! E não me digam "ah, mas com a tua mãe não falavas francês". Pois claro que não, mas a minha mãe é uma pessoa com quem NUNCA falei em francês... Agora o senhor empregado que chega à minha mesa é um desconhecido que me está a servir. Claro que quando chegaram as bifanas lhe disse "merci"... Já se estava mesmo a ver.
Isto não acaba aqui... Desde sentir confusão na rua por toda a gente à minha volta estar a falar português, a um sentimento estúpido de querer dar 3 (TRÊS!!!!) beijinhos às pessoas... Sinto de tudo. Já estou em Portugal há 20 dias e ainda tenho a sensação de ir ao terceiro beijinho (imagino que seja isto que as tias de Cascais sentiriam depois de uns meses só a dar-se com a plebe). Estou uma verdadeira avec e foram apenas 9 meses. Como se não bastasse, eu tenho uma agravante: o inglês do dia-a-dia no laboratório e na residência. Oh, meus amigos!! Eu só falava em inglês, só lia artigos científicos em inglês, só pesquisava no Google em inglês... Querem que eu pense nas coisas da minha área em português? Não dá. É um problema. Mais uma vez: eu criticava as pessoas que não conseguiam arranjar palavras na nossa língua tão incrível e iam buscar coisas inglesadas. Os Clã bem diziam que "Devia ser como no cinema / A língua inglesa fica sempre bem / E nunca atraiçoa ninguém" e é verdade.
Portanto, avec's do meu coração, eu apoio-vos (ou suporto-vos de tradução literal do inglês?) e defendo-vos. Pior do que vocês, estou eu, que sou uma camone avec. Rai's parta a miúda.

domingo, 30 de julho de 2017

Amizades desvanecidas

Falei recentemente sobre aquele sentimento de não nos identificarmos mais com alguém. Alguém que, durante muito tempo, foi uma pessoa importante. Uma das nossas pessoas. Isso dói... Dói muito de repente (ou não tão de repente quanto isso) percebermos que o que nos ligava - que julgávamos tão objectivo e eterno - já não existe.
Sabem o que é que também dói? Extrapolar isto para o que ainda não aconteceu, para o que ainda está por vir. Nós, portugueses, temos muito a tendência para sofrer por antecipação... É algo que julgo, principalmente quando fazemos disto uma constante, mas nem sempre é fácil de gerir e de evitar. Dou por mim a pensar nas minhas amizades, naquelas por quem tenho um carinho muito especial, que fazem parte de mim, de quem sou. Aquelas que me movem, que me fazem querer dar mais de mim, bem como estar lá para rir e para chorar... Enfim. Amizades dignas do termo. Penso nelas... E penso que, inevitavelmente, vamos acabar a pisar caminhos diferentes, a evoluir de formas muitas vezes opostas. Porque as experiências de vida nos moldam nesse sentido.
Normalmente, este tipo de coisas é compensado por momentos passados com as pessoas em questão... Com momentos tão simples quanto incríveis. E a coisa balança-se e lá se segue. Para o melhor e para o pior. O problema é quando isso não acontece... A coisa vai-se levando, que vai. Mas... Há um comentário com o qual não nos identificamos. Uma reacção que não percebemos. Uma atitude fora do normal para o que estávamos habituados. E chega a um ponto... Em que as pessoas importantes, especiais, que nos moviam e nos faziam querer dar mais de nós... São só pessoas normais de quem costumávamos gostar muito. O carinho fica. Mas é só isso.
E neste momento... Às 2h30 da manhã... Devia estar a escrever a tese ou a dormir. Mas estou genuinamente triste, com uma vontade parva de chorar, a sofrer por antecipação pelas leis da vida.

sábado, 15 de julho de 2017

Olá, sou eu, ainda te lembras de mim? (*)

Chamei "Lei da Inércia" a este blogue por um motivo. Abri este blogue tantas e tantas vezes nas últimas semanas, para depressa o voltar a fechar. O tempo escasseou para tudo o que queria ter feito nas últimas semanas na Suíça. Entretanto, já estou em Portugal há quase uma semana e também não tenho tido oportunidade de aqui passar, para escrever e para ler (que tão bem me faz).
Ficam então aqui umas palavrinhas, para saberem que estou viva, a tentar concentrar-me para escrever a tese, debaixo do calor fantástico do meu Alentejo (bendito ar-condicionado na sala! obrigada, mãe e avô). Vou dando notícias... Afinal de contas, uma pessoa tem sempre uns pensamentos meio vagos para partilhar.
Até lá:

(*) Ler ao som da música dos Tara Perdida.

Ai, minha nossa senhora do processamento de sinal

[se não querem ter pesadelos, não abram a imagem em formato maior]

Eu não queria poluir o meu blogue com coisas feias, mas quis partilhar a generalized total confusion (e não variation, como está escrito ali naquele título) que vai na minha cabeça.
Ah e tal, escrever uma tese não é assim tão complicado, afinal de contas, sabes o que fizeste... Pois, sim. Realmente, não sei se escrever é difícil... Dado que primeiro tenho de perceber por que ponta hei-de pegar nestas equações aterrorizadoras, que vão levar a outras equações ainda piores...
Ai, minha nossa senhora do processamento de sinal. Protege-me e guarda-me destas maldades.

domingo, 2 de julho de 2017

Atribuir nomes a pastas de resultados - um desafio

Aquele momento em que estou a ver um vídeo de uma aula para me ajudar a fazer o que preciso e o professor diz:
- Gravem numa pasta chamada "Analysis" e depois podem ter "Analysis1", "Analysis2" e por aí fora. Nunca gravem como "New_Analysis" porque o novo depressa fica velho e depois têm "New1", "New2", "New3"... E depois têm "Really_New", por isso evitem.
E eu ri-me. Muito. Se eles vissem os nomes das minhas pastas... Só para dar um exemplo, tenho uma pasta que termina em "ALL" porque introduzi todos os meus sujeitos. Depois, como tinha mais uma sessão que não estava à espera, a nova pasta passou a chamar-se "ALLALL" (para distinguir da que tinha todos os sujeitos, mas só de uma sessão). Agora que afinal tenho três sessões, há uma pasta que se chama "ALL123".
Conclusão: Atribuir nomes a pastas de resultados é sempre engraçado e nunca funciona na perfeição.

domingo, 18 de junho de 2017

Venham a mim, caras peças de roupa! Nada temam!

Andei a espreitar o site da Promod (dado que a mãe do meu namorado me disse que estavam com boas promoções...) e aqui ficam algumas das peças que me encheram o olho. Não me importava nada que viessem a correr (a diferentes velocidades, não precisavam de vir todas ao mesmo tempo) para o meu armário... O mais triste é que as que tinha de facto pensado em comprar já estão esgotadas no meu tamanho :( Lá terei de ir tentar descobrir outras... Que pena.

Pãezinhos sem sal, é o termo


Chamem-me nomes, atirem-me pedras, façam o que quiserem... Mas há certos blogues que lia e deixei de ler por serem tão - como é que hei-de dizer? - pãezinhos sem sal. Pois é. Ou porque são demasiado cor-de-rosa e a vida não é assim tão perfeita, ou porque estão sempre a falar do mesmo e uma pessoa deixa de ter paciência para ler apenas umas variações... Claro que há alturas em que estamos mais num determinado modo, porque a nossa vida está mais para aí virada, mas isso e tornares-te aborrecido (especialmente a longo prazo) é bem diferente.
Falo em blogues como podia falar na vida real. Quantas e quantas vezes não nos deixámos de identificar com algo ou alguém? Às vezes é muito triste de admitir, mas acontece, as pessoas evoluem em direcções diferentes. E isso é totalmente ok. Com os blogues é o mesmo... Não gostamos de seguir algo com a qual não nos identificamos, que não nos causa um bom momento, que não nos acrescenta em rigorosamente nada. Afinal de contas, isto é um hobby como outro qualquer...

Nota 1: estou plenamente ciente de que isso pode acontecer a outras pessoas em relação ao meu blogue.
Nota 2: se estás a ler isto, há uma grande probabilidade de isto não ser sobre ti... Não tenho conhecimento de ser seguida pelos bloggers que me fizeram sentir isto. Alguns são demasiado "grandes" para isso.

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Entre mil notícias sobre a tragédia que surpreendeu Portugal (já estamos habituados a incêndios, mas esta dimensão atinge-nos doutra forma) e algumas péssimas novidades que a minha mãe me deu sobre a saúde de alguém que nos é muito querido, o dia começou de forma desconcertante. Mesmo a milhares de quilómetros de distância, há coisas que não conseguem deixar de nos afectar...

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Conhecer: uma dissertação. Kidding. São só pensamentos vagos


O meu estado actual, de ansiedade e stress, faz-me pensar demasiado na vida quando estou no autocarro. As minhas viagens passam-se entre ler um livro (ando demasiado cansada para isso), ligar à minha mãe (quando estou assim em modo rabugenta, em vez de falar com ela, reviro os olhos a tudo o que ela me diz e desligo) e mandar mensagens no facebook / whatsapp. Se nenhuma dela se verifica, facilmente me perco em pensamentos que podem ser de dois tipos: 1) profundos, sobre sentimentos, sobre a vida; 2) sobre tudo aquilo que tenho a fazer e não sei como e agora estou presa no autocarro e não posso fazer nada. Às vezes os dois tipos de pensamentos sobrepõem-se.
Hoje, houve um bocadinho de tudo. Não sei muito bem de onde, comecei a pensar no acto de conhecer uma pessoa. Seja no trabalho, numa saída, no ginásio, porque é amigo de amigo, na Internet... Enfim, não interessa. Conhecer. Não só aquele momento de "olá, sou a i., prazer em conhecer-te", mas todos os que se seguem. Tudo o que de facto te leva a consolidar o facto de realmente conheceres alguém, e não de teres visto apenas uma vez.
E no que é que eu pensei? Que somos frágeis em relação a isto. Se acabámos de conhecer a pessoa, que background é que temos para saber se tudo o que nos diz é verdade? Se for uma pessoa que nos cativa, de uma forma ou de outra, como é que temos a certeza que não estamos a ser atraídos por uma identidade falsa, por algo completamente vazio?
A resposta, meus amigos, é: não sabemos. Não sabemos, mas mesmo assim temos de confiar. Temos de acreditar que há pessoas boas neste mundo (por muito que seja difícil). Temos de acreditar quando nos dizem que têm um carro e um filho. Quando nos dizem que odeiam reggaeton e que adoram cheesecake. Claro que hoje em dia, com as redes sociais, há muitas coisas que nos saltam logo à vista... Mas a felicidade também pode ser fabricada.
Tudo isto para dizer que, por muito que nos protejamos, por muito que tenhamos dúvidas e razões para as ter, não nos podemos fechar no nosso mundo e viver sozinhos numa caverna. Afinal de contas, somos animais sociais... E, por muitas desilusões que tenhamos com as pessoas, vamos sempre ter mil coisas boas. (fala a pessoa que não acredita muito no bom lado das pessoas no geral)

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Life goal


No Domingo passado, tive um dia como há muito queria ter. Na verdade, o que eu gostava mesmo é que todos os meus Domingos fossem assim. Parece que já foi há uma vida atrás, mas incluiu roupas leves e sandálias nos pés, piquenique ao pé do rio com o meu namorado e descontracção.
Acho que a palavra chave é mesmo "descontracção". Eu sou uma pessoa com tendência a sentir stress, pressão... A sentir que há tanto por fazer e não sei para que lado me virar. Por isso é que, num mundo ideal, todos os meus Domingos (ou, pelo menos um dia por semana) deviam ser passados assim. Sem pensar nas coisas más.
Além disso, acho que sou uma pessoa que acaba por fazer muitos planos indoor. Jantares, filmes, whatever... Também é bom, é um facto, mas passear ao ar livre dá-nos outra energia. Revitaliza-nos.
Como tal, aqui fica um objectivo para a minha vida futura: um dia de descontracção, de preferência ao ar livre. E quando eu digo descontracção... É descontracção mesmo. Sem pensar em tudo o que tenho para fazer.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O estado aqui da coisa


Penso que é geral: quando a realidade que nos envolve se sobrepõe à vontade de escrever e partilhar, os blogues ficam para segundo plano. Isso tem acontecido muuuuuiiiiito por aqui...
Tenho a minha apresentação final aqui no laboratório daqui a 3 semanas e não sei o que hei-de fazer à minha vida. Muito honestamente, não sei para que lado me hei-de virar.
As pessoas perguntam-me sobre o assunto e eu não sei sequer o que dizer, por isso devo parecer só uma tontinha. E é assim o meu estado actual: uma tontinha ansiosa.
(relendo este texto, nem me faz sentido... mas deve ser normal, afinal o meu cérebro está estupidamente confuso com tudo)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Insólitos na Suíça

Em dois fins-de-semana seguidos, pequenos episódios muito estranhos aconteceram. No fim-de-semana passado, em Berna, sugeri ao meu namorado que se pusesse num determinado sítio para lhe tirar uma fotografia com uma vista bonita. Estava eu a posicionar-me para lhe tirar a foto, quando um senhor que estava de costas me dá - literalmente - um coice. Eu pensei que tinha sido sem querer, estava pronta para pedir desculpa por estar a passar (reparem, eu peço desculpa por me tocarem indevidamente), quando ele se sai com:
- Eu não gosto que passem ao pé de mim, que estejam demasiado perto de mim para me assaltarem!
Oi?! Julgar uma pessoa na rua e agredi-la por achar que eu o ia assaltar? Podia ter olhado para mim e visto que eu tinha duas mãos num telemóvel e não tinha uma terceira para lhe tirar a carteira.
O segundo episódio foi neste Sábado que passou. Os meus amigos vieram visitar-me e fomos ao Château de Chillon. Tínhamos poucas fotos dos quatro, sem contar com selfies, e é sempre preferível pedir a alguém se queremos ficar com uma melhorzita. Aproximei-me de um casal e perguntei-lhe se nos podiam tirar uma foto... A senhora disse que sim e estava prestes a pegar no meu telemóvel, quando o marido (penso) pega nela e a arrasta para fora dali. Fiquei com uma cara de pau! Oi?! Como assim?! Eu tenho ar de quem lhes vai fazer mal por lhes pedir para tirarem uma fotografia?
Eu achava que tinha um ar de menina bem comportada que não faz mal a ninguém. Estou a ver que estou enganada.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Que vergonha


Peço desculpa aos meus fiéis seguidores, mas tenho algo muito importante e íntimo a confessar: sou uma mimada. Eu sei, eu sei... Pareço tão espectacular, é difícil acreditar que posso falhar desta maneira. Mas toda a gente tem direito a ter defeitos, desde que trabalhe neles, certo? Além de que a culpa de alguém ser mimado vem mais de trás... E é aqui que aponto o dedo às duas mulheres que me criaram. É verdade, tanta coisa com os casais homossexuais poderem ou não adoptar e já eu fui criada por (pelo menos) duas mulheres há mais de 20 anos. E elas falharam, por isso... (estou a brincar!!!)
Dizia eu que a culpa é delas... Pois claro que é. A minha mãe e a minha avó (mais a minha avó, diga-se) pouparam-me a muita coisinha aborrecida nesta vida. A partir dos meus 9, 10 anos, a minha mãe bem tentava que eu fizesse alguma coisa, mas ou 1) a minha avó vinha a correr e a dizer "deixa lá a menina, eu faço" (ainda hoje ela faz isso), ou 2) ela tirava-me as coisas das mãos porque não tinha paciência de me ver a falhar redondamente na minha tarefa.
Foi assim que, até aos 17 anos, nunca cozinhei, nunca tive de pôr roupa na máquina (mas não me livrei a lavar à mão, estender e apanhar roupa), nunca tive de passar a ferro. A ida para a faculdade fez com que isto tivesse de mudar e eu me tornasse um ser muito mais independente. Ainda assim, um ser "independente" que ia a casa e levava a roupa para a mãe lavar com a "desculpa" de que tinha coisas da faculdade para fazer. Como tal, o problema da roupa foi-se adiando, adiando... Claro que, nos entretantos, sei desenrascar-me com a coisa, mas nunca precisei de o fazer numa base regular.
Noutro país que não o da mamã, a grande preocupação chegou no que diz respeito ao passar a ferro. Pois é. Sempre fui uma naba... O que é normal, dada a pouca experiência que tenho. Agora imaginem sem uma tábua (estou numa residência, não comprei assim tantas coisas para empilhar no quarto, eu ter um ferro já não é mau), tenho de colocar a peça em cima da secretária e passá-la. Neste sentido, tenho de passar com as duas partes apoiadas, não posso simplesmente separá-las (eu bem tento)... E bem, senhores, é o caos. Tem sido uma desgraça todas as manhãs! Tiro um vinco dum lado para pôr outros bem piores noutro, a parte que não estou a passar fica ainda pior, queimo-me porque estou à pressa... Enfim. É uma confusão.
Sabem o que é que vos digo? Que saudades do Inverno. Camisolas de malha grossas e calças de ganga não precisam de ser passadas a ferro.

domingo, 28 de maio de 2017

Lovely Bern

Apesar de não ter ido a todos os sítios a que gostava de ir durante este ano na Suíça, não me posso queixar. Já fui a algumas cidades e lugares encantadores no meio das montanhas... Uma cidade que ainda faltava e que não queria deixar de lado antes de voltar era a capital, Berna.
Não tinha grande expectativas... É a capital suíça, mas é só a quinta maior cidade, pensei que se calhar não tinha grande coisa. Aliás, muitas pessoas diziam ser uma cidade aborrecida. No entanto, quando comecei a dizer aos meus colegas que iria lá, alguns disseram-me "vais adorar, é lindo!".
Não se enganaram... É mesmo uma cidade linda, que adorei. Gostei dos edifícios, das ruas, das torres, das igrejas, das vistas... De tudo. Planeei um dia com visitas sobretudo ao exterior dos edifícios, só queria visitar o Parlamento e ao Museu do Einstein. Pois bem... O Parlamento está sem receber visitas até algures ao meio de Junho (boriiiing!!) e verifiquei mal a hora a que o Museu do Einstein fechava, pelo que pagámos para andar a correr (só lá estivemos cerca de 40 minutos... não é, de todo, suficiente).
Andar simplesmente por Berna já é bastante bom. É mesmo uma cidade amorosa! Se derem um pulinho à Suíça e tiverem tempo, é sem dúvida um daqueles sítios onde passar um dia.


sábado, 27 de maio de 2017

Ainda o amigo rafeiro

Para terem uma melhor ideia do que estava a tentar explicar no outro post, vou relatar alguns dos acontecimentos com o Mike. Há coisas que eu acho extremamente normais e que qualquer pessoa pode e deve fazer quando está mais à vontade, nomeadamente:
- Olha, não tenho pão para amanhã de manhã porque me esqueci de comprar, dás-me um bocado?
- O meu sal acabou, posso usar o teu?
- Tens maionese?
Enfim, este género de coisas. Por muito que às vezes sejam sempre os mesmos a ceder as suas coisas, acho que não tem mal e é uma das coisas boas de se viver em comunidade. Aliás, às vezes cozinho com um rapaz lá da residência, e é muito na base de "olha, eu tenho isto e isto, tu tens aquilo, vamos cozinhar o prato X", ou "hoje cozinho eu, da próxima cozinhas tu". Funciona. É saudável. Mas voltando ao Mike...

Situação 1
Aqui há uns meses, eu estava a cozinhar algo com bacon e ele chega e diz com ar chateado:
- Se eu soubesse que tinhas bacon, tinha feito carbonara!
Oi?!?! Se tu soubesses que EU tinha bacon, TU partias do pressuposto que o podias usar?! Eu comprei-o para fazer algo específico que eu queria, mas tinha de to dar para tu fazeres o que tu querias. Ah, está certo. Onde está a tua noção? Não sei.

Situação 2
Esta situação é um acumular de muitas idênticas. Imaginem que estão morangos em cima da mesa. Ele começa a perguntar?
- Estes morangos são teus? De quem são estes morangos?
Se alguém disser "são meus", a resposta vai ser:
- Posso tirar?
Se ninguém responder, ele diz:
- Se não são de ninguém, vou comer na mesma.
Eu gostava de ver a reacção dele se ele chegasse à cozinha, onde tinha deixado a sua comida, e ver alguém a comê-la. A sério. Gostava.

Situação 3
Ontem à noite, eu estava a cozinhar e tinha numa frigideira cogumelos, pimentos e cebola. Ele chega e diz:
- Achas que me podes dar 1 ou 2 dos teus cogumelos?
- Desculpa, mas eu usei-os todos, não sabia que querias...
- Não, destes [da frigideira], posso tirar?
- Podes...
Eu disse que ele podia, mas eu estava com uma cara tão incrédula que não sei como é que ele não percebeu. Mais uma vez, onde está a noção do gajo? No idea. Pergunto-me se ele fará isto com outras pessoas, mas desconfio que não.

Situação 4
Esta situação são duas situações no mesmo dia. No dia anterior, ele perguntou se queria tomar o pequeno-almoço com ele e disse-me que não tinha pão. Eu disse que sim, para ele bater à porta do meu quarto, e que eu tinha pão mais do que suficiente para ele usar. Na manhã seguinte, torrámos 4 fatias de pão (duas para cada um), ele cozeu 2 ovos e eu pus nas minhas manteiga de amendoim, abacate e canela (não façam isto, eu segui certos conselhos e é nojento). De repente, ele começa a olhar para as minhas fatias com um ar de quem quer atacá-las (não estou a gozar) e diz:
- Parece delicioso!
Eu ignorei o comentário e o olhar, por isso ele tentou uma troca:
- Queres uma das minhas?
- Desculpa, mas não.
Ele limitou-se a comer o seu pão com ovo cozido. Passado um bocado:
- De quem são estes mirtilos?!
- São meus e eu ofereci-te, podes comer...
Mais uma vez, o que me chateou foi aquele ar de gula. God! Nesse mesmo dia, à noite, eu estava na cozinha com outra rapariga e perguntei-lhe se ela queria um pêssego. Ele apareceu, sabe-se lá de onde, e disse:
- Eu ouvi bem?? Disseste pêssego??
Oh. My. God. Sim, ouviste bem. Sim, eu dou-te a porcaria do pêssego. Mas e se parecesses menos desesperado?!

Situação 5 (e última)
Esta nem é uma situação, é a sua atitude que mais me chateia. Apesar de já a ter abordado, merece um ponto só para si, para realçar o quão é mau. Uma vez, uma senhora disse-me que a coisa que mais a chateava era ver crianças gulosas pelas coisas dos outros, que morria de horrores só de pensar que o filho dela poderia vir a ser assim. Com aquele olhar de gula em direcção ao que não é deles... E nem é por fome, porque isso é diferente. Eu não percebi... Hoje, graças ao Mike, já percebo. Imaginem uma pessoa que não para de olhar para o que vocês estão a cozinhar / comer, com ar de quem vai saltar e abocanhar aquilo tudo. É tão tão intenso, que te obriga a dizer "mas queres?" e a resposta nunca é não. E não é aquele cantinho para provar. É fazer uma refeição disso. Minha senhora, estou consigo. Vou criar os meus filhos para não serem assim.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O amigo rafeiro


Toda a gente tem um amigo rafeiro. Aquele amigo que parece farejar a tua comida a quilómetros de distância e, como tal, vem a correr com a língua de fora e a baba a escorrer, à espera que lhe dês um biscoito e uma festa na cabeça.
O problema do amigo rafeiro é que te faz sentir má pessoa por pensares assim. Isto porque, qual cãozinho, está também ele disposto a partilhar tudo contigo. Seja amor ou a bola que encontrou quando estava a brincar no jardim.
Na faculdade, tínhamos o José (nome meramente ilustrativo). O José era aquele colega que nos via com uma sandes e não conseguia não pedir um bocado. E lá ia metade da sandes... Ele chegava a nossa casa (chegou a ir lá para fazer trabalhos de grupo com o meu colega de casa) e dizia logo "então o que é que tens aí que se coma?". Não me interpretem mal, eu adoro partilhar coisas, incluindo comida! Mas 1) só admito esse tipo de à-vontade quando realmente estou à-vontade com as pessoas, 2) se não estás incluído no ponto 1, espera que te ofereçam.
Livrei-me do José, encontrei o Mike (outro nome falso). O Mike foi uma das primeiras pessoas de quem gostei na residência. Tem muitas inseguranças e macaquinhos na cabeça, mas é boa pessoa. Aliás, foi o primeiro a oferecer-se para me dar comida / sumo / café / whatever. Gosta de partilhar. O que me levou, durante muito tempo, a não perceber a sua faceta de amigo rafeiro... Precisei de um "trigger" (que já vou explicar mais à frente) para abrir os olhos. E, quando abri os olhos, o que é que eu vi? Um cão esfomeado a fazer olhinhos à minha comida (não estou a brincar). De repente, apercebi-me de que ele está constantemente a fazer isto... A olhar intensamente para aquilo que estamos a comer, à espera que eu lhe pergunte se ele quer. Novamente, ele oferece coisas de volta... Mas não é bonito. É um ar de desespero que me dá vontade de não lhe dar comida, para ele aprender que não é assim que funciona (eu a querer educar um cão).
Ao fim-de-semana, eu nem me importo de lhe dar comida. Mas nos outros dias, eu cozinho sempre para duas refeições (para trazer para o laboratório no dia a seguir) e não me dá jeito nenhum que isso aconteça. Principalmente se não é planeado e eu não estava a contar com isso. Talvez ele não perceba, dado que almoça em casa praticamente todos os dias, mas para mim não é assim tão simples.
Estava eu há pouco a dizer que precisei de outra coisa para o conseguir identificar como rafeiro. Estão a ver quando os cães vão contra vocês e, como não têm noção da força, vos aleijam? O Mike vem até mim e esfrega-me os braços com força até me doer e eu fazer má cara. No outro dia, eu estava a cozinhar, e deu-me uma joelhada na perna como que a dar as boas-vindas. E foi isto que me fez lembrar o José... Eles nem fazem por mal, é só a sua forma de dizer "olá, estou aqui, sou um cãozinho, dá-me comida". É muito fofo quando cães de 4 patas os fazem, mas quando têm 2 patas só me resta mostrar má cara. E esperar que percebam, se não tenho de começar a rosnar.

Mais um vício


Assim de repente, de um dia para o outro, apercebo-me de que as temporadas de todas séries que estava a seguir assim que saíam acabaram. Todas. Na mesma semana. Isto é um perigo, senhores... Um perigo. Porque posso decidir começar a ver uma série de 50 temporadas e viciar-me, o que leva a que as minhas responsabilidades (como a tese e arrumar a casa) passem para segundo plano e eu me torne um ser oleoso que fica o dia todo na cama a comer pipocas (estou a exagerar, mas...).
Foi assim que vi, em menos de nada, os poucos episódios que já saíram da temporada Genius, que se centra maioritariamente na vida de Albert Einstein. Gostei bastante, não sei até que ponto muitas das coisas mais pessoais são verdade (tenho de averiguar), mas para mim é bastante motivador saber como certas coisas que eu estudei (durante demasiado tempo, porque estava sempre a reprovar :P) se descobriram. E, de certa forma, fiquei perplexa... Pensei que era necessário muito mais trabalho de laboratório, de experiências. Enfim, uma série para continuar a acompanhar.
O pior é que só havia 4 episódios disponíveis até à data... E foi assim que tive de arranjar algo mais com que me entreter. Para quê aproveitar o Sol lá fora quando podemos ser um ser quase inanimado a papar séries? (estou a brincar... ou não) Cheguei então a 13 reasons why, uma série que tem andado a dar que falar. No primeiro episódio, eu senti a maldade e a intriga de uma miúda que precisava de se fazer ouvir. Mas, assim do nada... Vi 8 episódios. Ontem. O que se resume em quase 8 horas (cada episódio tem mais de 50 minutos). Os filhos da mãe são espertos... Eles sabem que nós queremos saber a razão do Clay.
Eu já desenvolvi muitas teorias na minha cabeça... Que não vou partilhar para não spoilar ninguém. Mas que eles sabem viciar pessoas em problemas de adolescentes, lá isso sabem. Ao ponto de eu estar aqui a hiper-ventilar, a querer saber o que se passa a seguir.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Não, não era mesmo mais nada, obrigada

Cantê

Um fato de banho da Cantê, um corpinho destes a todos os níveis e uma viagem às ilhas gregas. Era só isto, que eu não sou muito exigente.

domingo, 21 de maio de 2017

A i. ficou apaixonada

O nosso estilo pessoal vai sofrendo alterações à medida que os anos passam, isso não é novidade e anormal seria se assim não fosse. Além disso, há lojas que sofrem verdadeiras transformações: ou que passam de vender coisas engraçadas a coisas abomináveis, ou - maravilha das maravilhas - o oposto.
Eu nunca gostei muito da promod. A minha mãe queria entrar e eu fazia cara feia. Ontem dei por mim atraída pela montra... E entrei. Entrei e... amei! Não sei o que se passou comigo, mas eu queria arrecadar tudo debaixo do braço e sair dali a correr. Tantas camisas e vestidos lindos!
Agora era o momento em que eu publicava aqui umas fotos do site... Mas os totós não me deixam aceder à imagem e não me apetece fazer prints. Desculpem. Fica ao critério da vossa imaginação sobre o meu bom gosto.


P.S. Por que é que as coisas têm de ser mais caras na Suíça? O meu sentimento de culpa é ainda maior. Parecendo que não, mais 10 a 15€ em cada peça faz diferença.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Boooom dia!


E depois do post de ontem sobre panquecas, era mesmo isto que está na imagem que eu queria para o pequeno-almoço. Sem tirar nem pôr. Não dá?! Mas por que razão?!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Quando tens o orientador mais tonto e querido do mundo

Eu tenho um carinho muito especial pela pessoa que o meu orientador me tem demonstrado ser. É uma pessoa super super inteligente, mas eu penso que o que o distingue é o facto de ser super preocupado pelas pessoas de quem gosta. A missão dele é fazer as pessoas felizes - por isso distribui chocolates e massagens. É um querido.
Anyway, recentemente, ele estava preocupado com uma novidade que recebeu via e-mail... Autorizou-me a ver, mas com a condição de não lhe contar. Eu disse que precisava de uma frase estúpida para lhe dizer que já tinha visto, para disfarçar a minha reacção. A frase foi decidida: Pancakes are ready.
Muitas piadas foram feitas com panquecas... Entretanto estávamos a falar do facto de ele ir ao Canadá um pouco antes de me ir embora e eu - feita parva - lembrei-me de lhe pedir maple syrup como souvenir! Em troca, eu faria panquecas.
No dia a seguir, quando cheguei, tinha um frasco de maple syrup em cima da minha secretária. Resultado: estou lixada.

domingo, 14 de maio de 2017

Caminhando para ser mais saudável... mas a alimentação e o exercício não são tudo!

A ler este artigo da NiT assim por alto, não pude deixar de pensar que era impossível que não andasse a acumular gorduras e celulite em tempo recorde.
Segundo eles, são estes os factores necessários para não acumular gordura abdominal:

- Dormir bem. Lol... Está bem, está. Aconteça o que acontecer, durma quantas horas dormir, acordo seeeeempre cansada.
- Alimentação saudável. Já falei sobre o assunto... Podia ser pior, mas também podia ser melhor.
- Vitamina D!! Tem sido um problema desde que vim morar mais para cima na Europa... E nem estou assim tão a Norte...
- Evitar o stress. Querem que ria ou que chore?
- Exercício físico. Sendo que o meu nome do meio é "preguiçosa", não está fácil...

Caso não tenham percebido, esta sou eu a tentar desculpabilizar-me de alguns factores... Não posso ter culpa de tudo, não é?

#salvadorable


Ontem vi um programa da Eurovisão pela primeira vez (pelo menos que me lembre). Eu sei - shame on me - mas eu sou uma pessoa que vê pouca televisão no geral, então de vez em quando ouço a canção vencedora de Portugal na internet, uma música ou outra que causam mais furor, e é isso.
Mas ontem... Ontem foi diferente. É verdade que se proporcionou que estivesse num sítio com televisão portuguesa (antes que digam que na tv suíça também passa, eu cá não tenho televisão de todo e, parecendo que não, ligo mais se ouvir em português do que em francês), mas penso que seria diferente de qualquer das maneiras.
A canção interpretada pelo Salvador Sobral, não sendo a típica canção festivaleira, despertou a minha curiosidade. Eu sou fã do trabalho da sua irmã, Luísa, ela é uma fofinha fofinha, pelo que a qualidade da coisa não me surpreendeu de todo... O que me surpreendeu - e me deixa orgulhosa e de peito cheio por ser portuguesa - é que uma canção, cantada na nossa língua materna, sem floreados ou ritmos pop, tenha chegado ao coração de toda a gente. Não digo isto gratuitamente, é mesmo o que sinto e penso... Não me imagino a sentir desta forma uma música cantada em russo que não entendo; no entanto, isto significa que poderia acontecer, se fosse suficientemente boa e cheia de emoção.
E isto... Este sentimento que o Salvador me permitiu, por ter feito com que uma canção portuguesa tão bonita transcendesse todas as fronteiras (de países, línguas, religiões ou culturas) e se tornasse universal, deixa-me feliz e cheia de orgulho.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Se calhar é isto que as pessoas do meu lab pensam


Bolos! Bolos todos os dias! Bolos e mais bolos!

Caminhando para ser mais saudável... mas com passinhos para trás

Ah e tal, decides ser saudável... Decides o tanas! Eu bem me esforço. Trago frutinha e iogurtes e coisas saudáveis para comer no lab. Aliás, é algo que faço desde que vim para aqui... Mas eu trabalho num laboratório de pessoas mentalmente gordas que só pensam em comer coisas boas (acho que vim para o meu habitat natural). Há alturas em que trazem bolos só porque... sim.
Ontem uma das minhas colegas trouxe um bolo para o lanche. Ainda ponderei dizer que não queria, mas depois pensei melhor... É só uma fatia pequenina com o meu chá, não faz mal a ninguém. Hoje já reparei que há um bolo gigante e apetitoso... Não faço a mínima ideia de quem o trouxe nem por que razão, mas já se está mesmo a ver o que vai acontecer depois de almoço.
A sério, a culpa nem é minha!! Não vou ser mal educada e não aceitar o que me oferecem com tanta gentileza, não é?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Como assim?!

Eu esqueço-me de que as Licenciaturas são de 3 anos. Epa, esqueço-me... Esta coisa do Mestrado Integrado fez com que eu não pensasse muito na coisa. Estou numa coisa, agora já estou na outra... Algures pelo meio estava nas duas. Enfim. Então quando - de repente - comecei a ver a Bênção de pessoas que eu julgava andarem na primária (váá, na Secundária!)... Fiquei chocada. Como assim estas pessoas já estão a acabar?! Como assim elas sequer começaram?! Pronto. É isto. Custa a aceitar que o tempo passa. E eu só tenho 23 anos.

sábado, 6 de maio de 2017

Caminhando para ser mais saudável... mas com passinhos de bebé

No geral, há muitos anos que sou uma pessoa pouco saudável. O facto de comer tudo e mais alguma coisa sem engordar (ou acumular coisas indesejadas) fez com que me habituasse a comer muita porcaria. Desporto? Depois de ter uns problemas de coluna um pouco mais graves aos 17 anos (nada de especial, mas que fizeram com que tivesse de parar de fazer Educação Física), pouco mais me mexi. Portanto, nos últimos 5 ou 6 anos, até me inscrevi no ginásio uma vez... Mas a falta de frequência fez com que não fizesse sentido continuar a pagar a mensalidade.
O pior é que eu sempre gostei desta vida. Então deitar-me a ver séries enquanto como pipocas e/ou chocolate não é tão bom? Há lá coisinha melhor. Ainda assim, apesar de não engordar, eu sempre soube que isto não era bom para a minha saúde. Então defini um limite na minha cabeça. Até aos 25, tenho de caminhar para ser saudável. Diminuir aqui o consumo disto, aumentar um bocadinho o daquilo... Ir-me mexendo mais e mais.
Apesar de faltar um ano e meio para os 25, ter vindo para a Suíça melhorou a minha alimentação. Não me lixem, a comida é cara... Então, por que motivo iria gastar muito dinheiro em pacotes de batatas fritas? Ou em bolachas de chocolate? Ou em ir jantar ao McDonald's por cerca de 15€? No entanto, o sedentarismo instalou-se ainda mais na minha vida... Praticamente não ando a pé e estou sentada ao computador durante muiiiitas horas. Para depois descer as escadas, sentar-me num autocarro e voltar para casa.
Tudo isto - aliado a outros factores - fizeram com que começasse a acumular celulite de forma louca. Vocês vêem-me no dia-a-dia, magra, e dizem que estou parva... Se há coisa que me irrita é quando as pessoas começam com o "tu sabes lá", "tu não precisas", porque sou magra. Ya, sou magra, os meus braços são esqueléticos... Mas isso não me impede de acumular seja lá o que for. Bem, voltando ao tópico... Comecei a acumular celulite e o facto de só ter um espelho de cara no quarto fez com que não me apercebesse bem da dimensão da coisa. Quando me olhava ao espelho, estava vestida... Por isso, o ataque à coisa tardou em chegar, bem como a minha preparação mental (ainda estou longe de estar bem mentalizada).
Continuo sem me querer mexer... É tarde para me inscrever em ginásios aqui (vou embora daqui a menos de 2 meses) e a chuva não ajuda a querer praticar seja o que for ao ar livre. Nááá. Mas o facto de o saudável estar na moda faz com que seja fácil fazer pequenas alterações na alimentação - o que já comecei a fazer. A preferir certos tipos de pães ou de massas (se bem que a massa é o meu calcanhar de Aquiles... adoro massas). A comprar sementes e mariquices para pôr nos iogurtes (magros, hã?). A ter pequenos-almoços mais saudáveis (todos os dias e não só ao fim-de-semana).
Enfim... Pequenas alterações. Passinhos de bebé. Afinal de contas, ainda falta um ano e meio até aos 25.

sábado, 29 de abril de 2017

Tudo tem prós e contras, até isto


Olá desde há uns dias... A inércia deu cabo de mim e, por mais que eu começasse posts, acabava por apagar o que tinha começado e depressa mudava de separador.
Estou em Portugal faz hoje uma semana, daqui a três dias volto para Genebra. Avaliando esta semana, parece que não fiz nada de especial... Passou a correr.
Durante os últimos cinco anos, eu não vinha assim tão regularmente a casa (sem contar com as férias), pelo que não é assim tão estranho chegar cá e ser quase como era antes. No entanto, há pessoas que vejo muito menos - nomeadamente a minha mãe e os meus amigos - e aí a conversa já é outra.
Estar cá é tão bom e tão mau. Acho que não vale a pena explicar por que motivo é bom, mas a parte má prende-se muito ao facto de me deparar com o que estou a perder com as minhas escolhas. Não quero com isto dizer que não há uma parte boa em estar lá fora... Claro que há. Mas exige tantos sacrifícios emocionais, dos quais me apercebo muito mais quando cá estou.
Eu acho que não conseguiria restringir a minha vida a este sítio, sentir-me-ia incompleta. Mas uma grande parte do meu coração ficou por aqui...