sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Insta chatas


É um facto mais do que provado que eu adoro o instagram - por vezes até demais. Gosto nos dois sentidos: no de publicar fotos que façam (mais ou menos) sentido com o meu "instante" e de ver as fotos dos outros. Sigo amigos, colegas, bloggers, páginas engraçadas e de viagens. Normalmente só aceito pessoas que conheço, porque partilho bastante da minha vida privada...
Sou capaz de perder algum tempo a scrollar e a pôr likes. Fico roidinha com fotografias em sítios lindos e com comidinha boa, mas também adoro ver fotos simples do dia-a-dia. O meu "vício" é tal que, quando não tenho assim tanto com que me actualizar, vou para aquela parte da pesquisa ver fotos aleatórias que me interessam.
No entanto, também nesta rede social há flagelos, como não poderia deixar de ser. E quem são esses flagelos? Aquelas pessoas que não têm noção nenhuma de como usar a aplicação em questão e põem 10 fotos seguidas da mesma coisa. Epá, já percebi, a vista é bonita e queres vincar isso... Mas já chegava. À quarta foto igual, já eu estou a bocejar.
Eu não sou nenhuma "nazi" do insta (como conheço alguns, que "ai que hoje já publiquei uma foto, já não pode haver mais" ou "a esta hora não é boa hora para se publicar"). Não é nada disso. Estou a falar de pessoas que vão à praia e que, nesse dia, publicam 9 fotos seguidas. Agora mais areia, agora mais mar, agora a apanhar mais céu... BOOOOORIIIIIIIIING! Next!
Um ser que sigo no instagram, conseguiu a proeza de publicar 31 fotos seguidinhas. Assim, pimbas, uma atrás da outra. E não, não é alguém que vive da fotografia... As fotos perderam todo o interesse que poderiam ter, por muito bonitas que fossem (não eram). Em relação a essa mesma pessoa, numa viagem que fez, eu ponderei seriamente deixar de a seguir... E porque não o fiz? Por respeito. Por ser uma pessoa fofinha. Mas totalmente sem noção...
Por isso, pessoas: num dia muito especial, eu aceito 5, 6 fotos. Até vou ficar muito feliz de as ver. Mas essas 5 ou 6 não podem ser da mesma coisa, está certo? A i. agradece.

P.S. Agora que penso nisso... Se não se conseguem decidir e quiserem pôr 30 fotos da mesma coisa (ainda estou traumatizada), o instagram até já tem a funcionalidade de postarem mais do que uma foto na mesma publicação! Assim, se eu me cansar de deslizar para o lado na vossa, é só continuar a fazê-lo para baixo. Simples para toda a gente, ein?

So true :)


Este post estava agendado e não tinha nada a ver com o anterior...
Acho que estou mesmo a ressacar por livros.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Nostalgia boa


Por ser o meu aniversário, hoje recebi 50 mil e-mails e mensagens de descontos de diversas marcas e lojas. Algumas são mesmo de aproveitar, porque são em coisas de que preciso... Mas, há cerca de 5 minutos, recebi um e-mail da Biblioteca Municipal. Não tinha nada de especial, desejavam-me apenas um ano com muitas leituras.
Dei por mim a pensar "há muito tempo que não vou lá" e a recordar-me dos meus verões de adolescente (altura em que abriu uma biblioteca maior e melhor), em que aproveitava sempre que a minha mãe ia à terra em questão para ir com ela e requisitar mais três livros (o máximo permitido).
Mudam-se os tempos... Entretanto fui para Lisboa e comecei a comprar mais livros, longe da alçada e do controlo monetário da minha mãe. Além de que estava num "grande centro", é muito fácil ir a uma livraria, ver que o livro que queremos está com desconto e ceder à tentação.
Enfim, dei por mim a pensar que tenho saudades daquele sítio. Não por ter passado lá bons momentos, mas por me ter permitido escolher os volumes que iria trazer para casa e que me iriam fazer feliz.
Ah... Livros. Desde Julho que não leio nada não-científico, já estou mesmo a precisar.

It's my birthday! [ver legenda]

Só para esclarecer, o título é para ler ao som
  desta música e substituir o "your" por "my".

O 19 de Outubro chegooou! Há 24 anos, o mundo tornou-se um lugar mais especial... Caso não tenham percebido, é mesmo porque eu nasci para iluminar a vida dos que me rodeiam. Eheh!!
Fora de brincadeiras, espera-se um dia simples, dedicado à minha querida tese. Não marquei nada com ninguém, porque (i) sou uma pessoa horrível e não tenho amigos (ninguém está cá), (ii) o meu namorado inventa desculpas para não me dar prendas (trabalha longe), (iii) a minha mãe está farta de mim e sai de casa para não me aturar (vai estar a trabalhar).
Pode ser que no fim-de-semana reúna a família para jantar com a desculpa do meu aniversário, mas para já não estou muito preocupada com o assunto... Tenho coisas que me incomodam a precisar de ser acabadas e isso é que é a prioridade. No entanto, posso muito bem decidir que isto é uma desculpa para prolongar os festejos até mais tarde e ter jantares e copos quando me vir livre da tese! Combinado?

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Pensamento das 23:23

Quem inventou Listas de Abreviaturas devia morrer. Só estou a desejar a morte a esta pessoa porque possivelmente já morreu, mas fica aqui o sentimento de raiva. Grata pela atenção.

Votem i. para Presidente!


De vez em quando, trago o tema do feminismo à baila, bem como outro género de igualdades. Hoje trago, uma vez mais, as diferenças que nos separam. Há algo que os homens nunca saberão o que custa (e, se algum dia souberem, é porque a ciência avançou para caminhos muito perigosos): a dor dum parto. Sim, hoje em dia existem epidurais. Sim, hoje em dia existem cesarianas. Não me venham dizer que as mulheres não sofrem na mesma.
Contudo, o problema que vos trago não se centra no parto em si, mas sim na capacidade reprodutora feminina que tem outras implicações mensais. Homem nenhum sabe o que são as mudanças de humor que nos ultrapassam, sem que as consigamos controlar de forma consciente. Homem nenhum sabe o que são as dores (de barriga e de cabeça) e as náuseas causadas. Homem nenhum sabe o desconforto pelo qual passamos.
Não somos todas, cada mulher representa um caso muito específico. Até acredito que haja por aí muitas que ficam mais felizes nos dias de menstruação. Invejo-as. Quando alguém me diz que não sofre com dores, olho para a pessoa em questão como quem está a ter uma miragem e menciono vezes sem vim "não sabes a sorte que tens!". Tenho (quase) 24 anos e já são mais os anos em que sofri do que aqueles em que não sofri, por isso fico a desejar que tal sorte me tivesse calhado.
Por isso mesmo, sabem o que é que é injusto? Homens e mulheres terem os mesmos dias de férias. Sim, sim! Eu, mulher, que sofro horrores - mesmo sob o efeito de comprimidos - durante pelo menos 2 dias por mês (depois fica suportável), penso que devíamos ter direito a esses dias para tirar.  Tipo uma "licença do período". Ninguém devia ser obrigado a trabalhar nessas condições! Mas, como sei que nem todas as mulheres têm este problema, teria de ser de alguma forma avaliado (nada de aldrabar para não trabalhar, ouviram?). Porque não, isto não é doença... Não deve ser tratado como tal.
Claro que eu estou a falar a sério a brincar, porque (infelizmente) se houvesse uma medida assim, as mulheres teriam ainda mais problemas de contratação. Bem sabemos que só o facto de podermos engravidar representa um problema nesse campo, agora imaginem o resto...

No shit, Sherlock


O meu namorado e a minha mãe são os dois muito parecidos num certo ponto: não gostam de gastar dinheiro. Claro que eu não estou a dizer que eles deviam gostar de gastar todo o seu dinheiro e serem inconscientes, mas acho que - quando há possibilidade - não se devia viver sempre com a mão fechada.
A minha mãe já está bem melhor do que há uns anos atrás (ainda há esperança para ti, L.), mas continua a ser uma pessoa contida e que não sonha com altos vôos. Até aí tudo muito certo, cada um é como é. Agora, esta analogia dos grandes vôos trazia água no bico. Ela também dizia que andar de avião jamais, só se uma desgraça muito grande acontecesse... Felizmente (e ainda nem sei como, o amor de mãe é mesmo muito forte), fi-la experimentar sem nada de mal se ter passado. Apesar de não ter adorado o meio de transporte, adorou o resultado.
Quando fomos a Florença em Março, andava perdida de amores e a dizer "ai, isto é tão lindo!", "toda a gente devia ter a oportunidade de vir aqui um dia", "obrigada, filha!". A tudo isto, só me apetecia responder "a sério?! Não me digas... O quê? Afinal andar de avião e gastar dinheiro é bom?". Claro que não fui assim tão insensível (só um bocadinho).
O meu namorado? Igual. Aquele gajo faz-me chateá-lo até à exaustão para irmos a algum sítio, seja em Portugal ou lá fora. Depois fico estupefacta com a felicidade dele quando lá está... "Olha aqui isto tão giro!", "tira aqui uma foto a isto tão fixe", "vamos passar horas a analisar este lindo museu". A sério, não compreendo... Se é algo que o faz tão feliz e que lhe agrada, porque é que eu tenho de passar por um processo penoso até o conseguir?
Eles na prática só são assim para me chatear, não é?

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Palavras sem nexo, mas sentidas

Por muito que estes dias de chamas e rasto negro me tragam vontade de escrever sobre o assunto, tenho sempre a sensação de que não passa de uma escrita supérflua e sem nexo. A única vez que algo assim aterrorizou a minha casa de família, eu era um bebé de meses e não tenho recordações do assunto (e, surprise surprise, foi fogo posto). Espero nunca vir a falar com conhecimento... E esperava que o mesmo se passasse com todas as pessoas deste país (e não só, mas foram esses que me fizeram pensar no assunto). Como tal não é possível, resta-me desejar profundamente que este cenário passe o mais depressa possível. De que é que as minhas palavras valem sem acções? Nada, de facto. Mas não consigo deixar de me preocupar.

sábado, 14 de outubro de 2017

Tapa-te, filha


A minha avó é um amor. É uma velhota como há poucas na minha terra... Não se mete na vida dos outros, não gosta de estar à porta a ver quem passa. Conversas que não levam a lado nenhum aborrecem-na. Enfim... Ela faz a vidinha dela e deixa os outros fazer a deles.
Mas - claro que havia um mas - isto é tudo muito bonito, de não se meter na vida dum e doutro, mas há que haver respeito. E, havendo respeito, é necessário que a indumentária das pessoas assim o transmita. Na prática, ela até nem quer saber dos de fora... Nunca a ouvi dizer "olha para aquela toda despida", ou "olha para aquela de mamas à mostra". Agora comigo e com a minha mãe... Comigo e com a minha mãe é diferente!
Com a minha mãe, ela é muito pior, tanto por ser mais velha, como por ser filha. Eu já estou mais distante, já sou mais "moderna", desculpa-me mais. Agora a minha pobre mãe sofre com a sua mãe... Sofre, sim, porque eu não estou a falar de roupas ridiculamente curtas ou decotadas. Não, não, não. A maior ofensa para a minha avó é pura e simplesmente mostrar os ombros.
Qualquer blusa de alças - ainda que daquelas alças largas - é completamente censurada se não houver um casaco / camisa / qualquer coisa que o valha a tapar. Se eu tiver uns calções curtos e uma t-shirt? Tudo bem. Se eu tiver algo que me cubra até aos pés, mas os ombros destapados, pareço uma prostituta. Não, ela não me diz isto com todas as letras... Mas anda lá perto. (ou se calhar até já me disse e eu não liguei, ela é um bocado asneirenta)
Eu tenho três abordagens quando quero usar camisolas assim: 1) rio-me e faço o que quero; 2) visto um casaco até entrar no carro e depois disso ela não faz ideia; e 3) (que adoptei mais recentemente) saio de casa à pressa e só digo "tchau, até logo!" sem lhe dar tempo de me olhar com atenção.
Se eu podia confrontá-la mais com o assunto como já fiz no passado? Podia. Mas vale a pena? Ela tem quase 85 anos e os ideais dela não vão mudar. Assim ficamos todos felizes.

"30% de desconto em todos os vestidos", dizem eles

Opá, a sério, não dá. Eu afasto-me dos pecados capitais o máximo que posso, mas a Mango mandar-me e-mails a dizer "30% de desconto em todos os vestidos" faz-me clicar.
Depois vejo coisas assim, por 18€:

Mango

Isto faz-me pensar "ahhh, quero!", mas o melhor a fazer é mesmo fechar o link e seguir em frente. Não sem antes enviar o link ao meu namorado, a tentar a sorte. Não que tenha esperanças no assunto, mas... Não se perde nada, não é?

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Yes, i. falar English very much indeed

Vocês desse lado não me conhecem... Lêem as larachas que mando aqui no blogue, vão sabendo uns factos e tiram as vossas próprias conclusões sobre esta i. que vos escreve.
Como eu gosto muito de me gabar de que vou para aqui e que vou para ali (ah e tal que estive nos Estados Unidos a estagiar, ah e tal que passei o último ano na Suíça), de vez em quando até me saio com uns estrangeirismos, vocês devem assumir que eu sou muita-boa no inglês.
Pois, assumem... mal. Reparem que eu não estou a dizer que sou uma lástima. Já fui em tempos, até há três/quatro anos, mas esforcei-me ao máximo para mudar isso. Hoje em dia, sou mediana. Tenho aquele nível de inglês intermédio avançado que dá para desenrascar bastante bem, seja a ler, a ouvir ou a falar. Mas é só isso (infelizmente).
Posto isto, estar a escrever a minha tese de Mestrado em inglês é coisa para me dar cabo dos nervos. Não é que eu não seja capaz, não é nada disso... Demoro é cinco vezes mais (sem exageros) e está cinco vezes pior do que estaria em português (sem exageros).
É que eu sou uma pessoa que se orgulha de escrever bem na sua língua materna. Tenho um bom vocabulário e emprego expressões caras (aqui no blogue pratico uma linguagem mais descontraída), quando releio percebo se dei erros de concordância... Enfim, não escrevo mal. Por isso, estar a ter este trabalhão todo, para reler e pensar "mas que bela porcaria que te saiu, i." sem conseguir fazer nada para melhorar deixa-me mesmo chateada.
Estou para ver a cara do meu orientador quando lhe enviar este "belo" resultado... Estou, estou.

Amando!!!!

Há uns dias, vi esta camisola ao vivo na Mango:


Embora aqui não pareça, é super linda e fofinha! Não a trouxe para casa (aliás, nem a experimentei, para não ficar triste), porque acho que a qualidade desta loja não compensa gastar 40€ numa camisola (da qual, ainda por cima, não preciso).
Resta-me esperar que aguente até aos saldos e assim o Pai Natal pode-ma dar nessa altura. Quero-a, quero-a, quero-a!!

Estou sim, fala a mãe


Eu falo com a minha mãe todos os dias. Aconteça o que acontecer, esteja onde estiver, o mínimo que pode acontecer (assim na loucura) é trocarmos uma mensagem só para verificar que está tudo bem. Claro que, em alturas mais atarefadas, já aconteceu telefonarmos uma à outra só para dizer algo como: "Olha, é só para dizer que está tudo bem, mas como ando a fazer X e agora tenho de ir fazer Y, logo falamos amanhã. Beijinhos".
Vivi numa base diária com a minha mãe até aos 17 anos (quase 18), altura em que fui para a faculdade. Antes disso, só não estávamos juntas quando ia passar o fim-de-semana e as férias a casa do meu pai (até aos 15 anos) e, muito honestamente, não me lembro da logística dos telefonemas. No entanto, estava com o meu pai ou outros familiares e ela sabia que, se acontecesse qualquer coisa, estava em boas mãos e seria informada.
Quando fui para a faculdade, o caso mudou de figura. Tínhamos de falar obrigatoriamente todos os dias para ela ficar mais descansada e ter a certeza de que Lisboa não tinha ferido a sua menina. Se por qualquer motivo não lhe atendia o telefone, caía o Carmo e a Trindade! Agora, com o tempo, já está melhor nesse aspecto (e eu estou pior, confesso. Fico preocupada quando ela não me atende).
Se vou viajar, arranjo sempre um tempinho para apanhar uma rede Wi-Fi e garantir que está tudo bem, mesmo que seja com um telefonema de 1 minuto ou com uma mensagem. Quando estive a viver nos Estados Unidos, tínhamos uma diferença de 5 horas, mas lá nos arranjávamos para falar uma com a outra quase todos os dias. Assim que cheguei à Suíça e ela descobriu que havia tarifários a 40 francos mensais com chamadas ilimitadas para toda a Europa, ninguém a demoveu de que eu tinha de ter aquilo (só mais no fim admitiu que um tarifário com muitos dados móveis teria chegado).
Hoje em dia, que moramos juntas outra vez (temporariamente, espero), não há essa necessidade, mas se por qualquer motivo vou passar o fim-de-semana fora, ligo-lhe na mesma todos os dias. O que começou por "obrigação" tornou-se num hábito de que gosto muito.
E com isto... Não percebo como é que há pessoas que falam tão pouco com os pais! Eu sei que sou filha única e que a minha mãe é uma mãe galinha, mas uma simples mensagem para saber se está tudo bem (de parte a parte) chegava. O meu namorado foi para a faculdade e só ligava aos pais à quinta-feira para lhe dizer a que horas chegava no comboio no dia seguinte. Entretanto já me habituei à diferença, claro, mas ao início fazia-me muita confusão (apesar de não ter nada a ver com isso, só me surpreendia).
Sou assim com 20 e poucos anos, mas possivelmente vou continuar a ser a vida toda. A minha mãe tem um trabalho qb flexível (até porque não trabalha para outrem), só não pode falar comigo quando está a conduzir ou com outras pessoas, pelo que é sempre uma excelente companhia nos transportes públicos ou quando me desloco muito tempo a pé. Além disso, quem não quer os conselhos da mãe para coisas tão simples como "não sei o que cozinhar hoje"?

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Desabafo... E agora adeus, que vou continuar o trabalho

Ver o tempo a passar e os meus objectivos a não serem cumpridos (apesar de estar a trabalhar arduamente para eles) é frustrante e, pior do que tudo, desgastante. Hoje tive um ataque de choro quando estava a acabar de almoçar, nem sei o que se passou... Só tive de tempo de pegar nas minhas coisas e ir embora. Não quero preocupar as pessoas cá de casa, até porque eles não compreenderiam.
Eu "gosto" de chorar, no sentido em que sei que ajuda a aliviar o que vai cá dentro. No entanto, ando há meses e meses a contrariar isso... Aliás, tenho lá tempo para chorar! Por isso surgiu assim. Do nada. Duma maneira tão profunda e descontrolada. Nem a respiração consegui controlar durante um bom bocado...
Entretanto, limpei as lágrimas e continuei a trabalhar. Lamentar-me não resolve problemas nem adianta trabalho.

Aquisições

Estas calças caem de uma forma tão gira... que são minhas! (pode não parecer, mas caem mesmo) Perfeitas para esta altura: nuns tons mais "outonais", mas fresquinhas.

Natura

Comprei também uma gola bem quentinha na Natura, mas só por gostar mesmo dela... Com este tempo, não dá vontade nenhuma de comprar coisas quentes!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Gosto muito de ouvir, mas também gosto de ser ouvida


Os meus amigos do coração têm dificuldades em acreditar que, muitas vezes, eu sou uma pessoa calada e introvertida. Isto porque, quando tenho à vontade com as pessoas, falo e falo e falo e falo... E ouço também, muito. Aliás, adoro ouvir! Mais do que faladora, sou uma boa ouvinte. Consigo estar horas a absorver o que os meus amigos têm para me dizer, seja super importante ou apenas banal.
No entanto, mesmo quando estou a ouvir, gosto de participar. Aliás, é um diálogo, não um monólogo. Isto se assim o fizer sentido, claro! Não vou estar sempre a interromper para dizer barbaridades, mas gosto de dar a minha opinião e exemplos. Isto resulta numa troca de ideias, mas deixo as pessoas seguir a sua linha de raciocínio (e, por amor de Deus, se não o faço, digam-me!!). Ou seja, se estamos a falar sobre a pessoa, não é por eu dar exemplos meus que quero que a conversa mude de rumo para mim. Não, não, não.
É por isso que me irrita profundamente que virem completamente o foco de uma questão quando eu estou a tentar partilhar algo. Se for uma coisa super banal, ou com pessoas que não são importantes para mim, ok... Tudo bem, nem era importante. Mas se for com amigos meus ou pessoas próximas, chateia-me e magoa-me se o fizerem muitas vezes. Até porque, se são meus amigos, são pessoas que eu tenho em elevada consideração.
Sabem aquela sensação de que a pessoa nem está a ouvir assim com tanta atenção o que estão a dizer, dado que tem uma atitude um tanto ou quanto vaga, e procura a primeira desculpa para se pronunciar e passar à frente a vossa história?
É isto. Deixa-me com um sentimento de frustração... De censura, a um certo ponto. Parece que os meus pensamentos não são válidos ou relevantes. Que sou mais um peão... Como qualquer pessoa que os quisesse ouvir naquele momento.

A menina que queria prendas


A minha querida mãe (sim, ela é mesmo querida) sempre se portou mal no factor presentes. Cresci sem esperar que a minha mãe me surpreendesse e, quando a questionava, as respostas variavam entre:
- "Prendas dou-te eu todos dias!";
- "Eu compro-te o que acho que eu te devo comprar, quando acho que te devo comprar".
Pimbas, embrulha e diz que é a tua prenda.
Lembro-me de ter recebido um rádio com microfone quando tinha uns 4 anos, no Natal, e... Se me ofereceu mais alguma coisa no Natal ou no meu aniversário, muito honestamente não me lembro. Claro que me comprou n coisas mas, lá está, importância às datas "especiais" não era dada.
Até que fui para a faculdade e um dia, estávamos no início de Dezembro, lhe disse que tinha contado às minhas novas colegas que ela não me dava presentes. Sentiu que tinha de provar um ponto e comprou-me uma mala cara que eu gostei. Surpresa? Zero. Esperar pelo Natal? Não. Mas ao menos a intenção estava lá.
Desde então, temos tido altos e baixos. Compra-me coisas que eu quero/preciso na altura dos meus anos e é a prenda (o que já me deixa muito feliz). Passámos das duas frases acima para:
- "Escolhe que a mãe compra";
- "Eu não sei o que é que te hei-de dar!!";
- "Mesmo que eu compre alguma coisa, tu dizes que os meus gostos estão estragados...".
A minha maturidade também mudou, não é? Tendo em conta que ela me obriga a pedir, não consigo que seja algo de que não preciso. Eu considero que as datas especiais são boas oportunidades para se dar algo mais fútil e não absolutamente necessário... Mas não consigo pedir.
Por exemplo, estávamos a ver a montra de uma ourivesaria e vi um relógio muito giro. Ela disse que mo comprava de prenda de anos e a minha reacção foi "oh, mãe, sabes que não preciso disso". Se ela simplesmente mo tivesse comprado, sem eu saber, eu ficaria super feliz com a "futilidade".
Ontem, no carro, a minha mãe voltou à carga. "Eu quero comprar-te uma prenda de anos, diz-me o que é que queres de prenda de anos". Isto em loop... Acabei por pedir/sugerir o bilhete para o Vodafone Mexefest, que eu já tinha decidido comprar. Não é estupidamente caro e, mesmo já sendo uma decisão minha, é algo que não é necessário e ela fica feliz por ser algo que eu quero.
É engraçado a forma como passámos de "prendas? és engraçada" para "por favor, deixa-me dar-te uma prenda". Ela continua a não ligar assim tanto ao assunto, mas percebeu que era algo que me fazia feliz.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Ahhhh, que paciência...!


Sabem aqueles fases em que andamos mais irritadiços? Tudo nos enerva e tornamo-nos pessoas sem paciência, com reacções terríveis. Às vezes, ando TÃO assim, que até a mim própria me irrito. Felizmente, como ganho consciência do assunto, tento prevenir-me de reagir exageradamente ou, em alternativa, pedir desculpa.
O problema é que não nos acontece só a nós, também acontece aos outros. Como tenho consciência de que é algo que nem sempre conseguimos controlar, procuro ser uma pessoa compreensiva e respeitadora e dar o tempo que a pessoa precisa para se recompor.
No entanto, nem sempre é fácil, mesmo com a consciência de que podemos ter telhados de vidro. Pessoas que andam super irritadiças e a descarregar nos outros a toda a hora (muitas vezes sem motivo para isso) dão-me cabo dos nervos. Não pela atitude em si, mas porque não são capazes de se pôr no meu lugar. Eu faço o esforço, mas o contrário não se verifica.
E quando o problema nunca está neles, mas só em nós???? Ai... Que vontade de esganar alguém.

(atenção, volto a dizer: eu também passo por fases assim. O problema reside apenas na atitude que se assume em relação a isso)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Entraves

Muitas vezes, é-nos fácil desanimar quando aparecem certos entraves. Um plano há muito ansiado que foi totalmente por água abaixo devido a um imprevisto ou a rejeição contínua nos nossos trabalhos de sono são apenas exemplos de coisas que nos podem deixar tristes, frustrados e com um sentimento de impotência máxima.
Eu sinto isto muitas vezes, não vou negar. Mas, cada vez mais, tento olhar para as coisas de outra perspectiva (por muito difícil que seja). Mesmo que os planos que tínhamos saiam completamente furados, porque é que a alternativa é necessariamente má? Mesmo não sendo perfeita, está de certeza a ensinar-nos algo.
Tenho sentido muito isto em relação ao mercado de trabalho. Já tive de mudar as minhas primeiras abordagens e de deixar as minhas prioridades um bocado de lado. Tremo de cada vez que penso que, um dia, vou ter de me virar para a minha opção número 7549.
Contudo, ando a tentar focar-me numa melhor forma de olhar para isto. Não é vergonha nenhuma não se atingir um objectivo. Vergonha é não lutar e desistir antes disso! Se for uma solução temporária que me dê outro tipo de competências, qual é o problema (para além de achar que não gosto disso, ups)? Às vezes, os caminhos alternativos também conduzem ao objectivo final e, pelo caminho, aprendemos uma coisinha ou outra. Isso também é importante.


(ou, pelo menos, é nisso que eu quero acreditar)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Marcos importantes que valem a pena ser mencionados

Quando algo correr mal na vossa vida, não pensem nas coisas maravilhosas que existem e que já vos aconteceram. Não se centrem no que de bom têm nem em como podem fazer melhor. Tenho uma melhor e muito mais gratificante sugestão. Pensem que, depois da entrevista que acabei de ter, NADA neste mundo poderá ser pior e, por isso, vocês são felizes.
Detalhes? Entrevista para uma grande empresa a nível mundial. Mas não presencial, não por Skype... Maravilha! Com um robot! Pelos vistos isto agora é moda, gravarmo-nos a dizer merda. E não, não foi uma entrevista para stand-up comedy, por isso não era suposto dizer tanta merda como disse. O pior de tudo é que eles são uns filhos da mãe sádicos, que nos obrigam a ver a nossa própria desgraça antes de passarmos a uma próxima pergunta.
Garanto-vos que se eu tivesse ficado com esses vídeos gravados no meu computador e vos mostrasse, a vossa vida ia melhor TANTO. É que nada pode ser pior do que aquilo. Nada.
O dia 05 de Outubro ficará na História. Não pela Implantação da República. Não por algo de bom que se tenha passado. Pelo dia em que me humilhei e submeti isso para outras pessoas.

* ia pôr aqui uma imagem ilustrativa, mas todas as que encontro são demasiado inspiradoras, com frases como "falhar é melhor do que nunca tentar" e "sonha alto e permite-te a falhar". Não é, de todo, o objectivo. O objectivo é mesmo transmitir o falhanço total *

P.S. Sabem o que é que é engraçado? NUNCA MAIS me poderei candidatar para vagas na mesma empresa, dado que os f.d.p. acham que é justo considerar TODO O MATERIAL que já foi usado noutras posições. Ah ah ah. Cabrões.

Coisas de que preciso

Um computador fixo. Ou um ecrã (muito) maior. Eu só queria um fucking ecrã! Estou a atrofiar TANTO por não poder ampliar e arrastar várias coisas ao mesmo tempo. #firstworldproblems

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Isto sim, um verdadeiro problema para a humanidade

Sabem o que é que representa um problema mesmo mesmo grande na minha vida? Quando estou com alguém e de repente sinto uma sensação estranha no nariz que, simplesmente, não sei o que é. Até pode não ser nada de especial, mas eu não sei... Quando já é a um nível insuportável, procuro assoar-me disfarçadamente, mas também não é uma escolha segura, porque 1) pode apenas piorar a sensação, 2) continuamos sem fazer ideia.
E é isto, senhores. É isto que me faz sofrer e achar que o mundo é injusto. O facto de não saber se tenho macaquinhos no nariz.

Ainda das minhas diferenças em ir para fora

O presente post não serve para me explicar, continua a servir como um desabafo. As minhas queridas leitoras mencionaram o lado emocional e financeiro da emigração... E isto fez-me reflectir, uma vez mais, no assunto. De certa forma, estão os dois um bocado ligados... Eu sei que não parece, mas passo a explicar.
Condição nenhuma financeira paga os momentos que, muitas vezes, perdemos com as nossas pessoas. O grande problema é que, muitas vezes, perdemo-las no próprio país. Como já referi, o mais importante para mim nem é o dinheiro (aliás, se fosse, estaria a limpar escadas na Suíça, porque se ganha quatro vezes mais do que como engenheira aqui!), é mesmo o facto de estar a fazer algo de que gosto. Dentro de Portugal, a única opção para trabalhar na minha área (não no que gosto mesmo, mas na minha área - o que já é bom) seria em Lisboa ou talvez no Porto, o que implicaria estar fora de casa.
"Mas é perto, podes ir ao fim-de-semana, é fazível". Será que posso? Tenho amigas da minha zona a trabalhar e viver em Lisboa que raramente vêm a casa porque o dinheiro não estica. Na semana passada, questionei uma delas sobre o facto de não vir votar, e ela disse-me que simplesmente não dava para gastar esse dinheiro. Depois de pagar casa, comida e transportes, pouco sobrava. Eu sei que no meu caso seria diferente, a minha mãe ajudar-me-ia... Mas o ponto não é passarmos a ser independentes? Isto revolta-me no nosso país.
Como estava a dizer, a parte emocional, no meu caso, está muito associada à parte financeira também. Sabem porquê? O que eu gostava mesmo mesmo era de pegar nas malas e atravessar o oceano. Nos Estados Unidos, há IMENSAS oportunidades dentro do que eu gostava de fazer. Mas, infelizmente, isso faria com que fosse impossível vir passar um fim-de-semana a casa... Ninguém quer pagar 800€ para tal, só em estadias longas é que faz sentido. Recentemente, preenchi o formulário de candidatura a duas vagas, uma em Boston, outra em Baltimore (penso). Antes de submeter, fechei a janela... Não consegui. O Skype e os telefonemas ajudam muito quando a diferença horária é de 1 ou 2 horas. Mais do que isso, não funciona... É melhor do que nada, claro que sim, mas não é bom.
Estas questões nem se levantam apenas por mim (que, indo sozinha, teria de passar pelas desvantagens que isso implica). Sou filha única, a minha mãe está "sozinha" e eu sinto esse peso. Os meus avós estão velhos e já não me resta assim tanto tempo com eles. Os meus primos estão a crescer e eu não acompanho. O meu namorado que, por muito que eu diga e aconteça que sou forte e independente, me custaria deixar noutro país a um nível incalculável. E os meus amigos... Ai, os meus amigos. De cada vez que vejo fotos, planos e coisas mais íntimas, só eu sei como me dói.
Por isso é que a Europa Central (não me interesso tanto pelo Norte e pelo Este, mas não está totalmente de parte) seria o meio termo que me permitiria fazer algo de que gosto e ter o estado emocional mais equilibrado. Possivelmente, o financeiro até ficaria pior no meio desta história toda... Gastar dinheiro para vir ao fim-de-semana a casa (de vez em quando, também não é sempre!) não ajuda à conta poupança :P Mas, da minha perspectiva, seria mais feliz.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sometimes

Das (minhas) diferenças de objectivos em ir para fora


Conheço muita gente que emigrou pelas mais diversas razões. No tempo dos nossos pais, era mais comum que pessoas com menos qualificações partissem em busca de melhores condições de vida. Actualmente, são mais os casos de pessoas especializadas e com Educação Superior que não têm oportunidades de trabalho no nosso país e que vão lá para fora tentar trabalhar na sua área. Claro que acabo sempre por conhecer um caso ou outro que fogem à regra, e até casos que não têm nada a ver, mas é bastante fácil de verificar que isto acontece.
No entanto, eu vejo que as pessoas que emigram, fazem-no (quase) sempre a idealizar que um dia irão ter as condições reunidas para voltar a Portugal. A fazer o que gostam, a ganhar mais do que ganhariam agora, com poder de compra para terem uma casa e uma vida estável no nosso país, na nossa nação. Ao fim e ao cabo, na nossa casa.
Depois existo eu... De certa forma, tenho uma grande componente emocional ligada a Portugal e, por isso, compreendo essa necessidade de voltar. Especialmente, quando se imagina uma família a longo prazo, em que queremos que os nossos filhos sejam próximos dos restantes membros da família e que tenham um percurso relacionado com o nosso. Mas, por outro lado, sinto-me profissionalmente castrada e penso que daqui a 15/20 anos o cenário não vai mudar assim tanto em termos de oportunidades na minha área. Não julgo que a Península Ibérica possa vir a ser um grande poço de tecnologia, inovação e desenvolvimento (espero estar enganada).
Às vezes, perguntam-me se é fácil arranjar trabalho em Portugal. A resposta é: sim, é. Há muitas empresas a contratar Engenheiros Biomédicos. Agora, se a pergunta for: consegues fazer o que gostas em Portugal? A resposta muda e passa a ser: é difícil. Nem vou falar da forma ridícula e desrespeitosa como os portugueses vêem a investigação fora das grandes empresas, simplesmente não há essa oportunidade. Empresas a trabalhar directamente na minha área? Muito poucas. No campo muito específico em que eu gostava? Nenhuma, talvez.
Então, porque é que eu não vou para fora? Tenho andado a tentar, mas nem lá fora é fácil. A diferença a que me referia em relação aos outros emigrantes é que, na maioria dos casos, eles reúnem condições monetárias para voltar. No meu caso, se eu ficar cá, vou tentar reunir condições de formação para sair. Cursos de línguas, formações específicas, quem sabe estudar mais (não para já, claro)...
O importante é não me conformar com o "assim assim", com o "é suficiente" que o nosso país me oferece. Para muitos, acredito que seja o ideal e ainda bem, mas se para mim não é, tenho de fazer o que está ao meu alcance para atingir os meus objectivos. Os objectivos mudam e adaptam-se às circunstâncias, mas simplesmente desistir e conformar-me com "qualquer coisa" não é para mim.

sábado, 30 de setembro de 2017

O meu Amor Maior

Tenho dificuldades em escolher a minha música preferida, o meu cantor predilecto, ou a banda que me faria desmaiar. Tudo depende do meu mood e do que estou a fazer, possivelmente. Mas sei que tenho um artista preferido português: o Tiago Bettencourt. Já gostava dele na altura dos Toranja (e não, eu não ouvia apenas a "Carta") e não desiludiu quando começou a cantar a solo.
Já o vi várias vezes ao vivo (a última vez já foi há um ano!) e o encanto nunca desaparece. Sempre que sai uma música nova, lá fico eu, doida, a apreciar aquela voz e a melodia. O mais recente álbum dele - A Procura - já está aí e eu mal posso esperar para o comprar (penso que só não tenho o primeiro dele). Eu nem sou muito de comprar CD's... Mas com ele é assim.
Convido-vos a ouvir a "Amar Alguém". Não encontrei no Youtube, mas podem ouvir aqui, no Spotify. Esta pureza e esta simplicidade são o que me fazem apaixonar.

[como não quero parecer maluca de todo, "Amor Maior" é o título de uma canção dele]

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O sonho mais parvo

Ontem adormeci depois de almoço (shame on me, com tanta coisa para fazer) e tive um sonho gigante e super complexo. Algumas coisas relacionavam-se entre si e faziam sentido com conversas ou pensamentos que tive recentemente, outras nem por isso. Envolveu alguns amigos e familiares, mas também continha pessoas que eu sei que existem, sim, mas com quem não tenho qualquer tipo de contacto. Foi muiiiiito estranho!
O sonho acabou, nada mais, nada menos do que com... O dia do meu casamento. O mais engraçado da questão é que parecia um dia super normal. Ninguém estava muito apressado. Nem mesmo eu que, não sei bem porquê, estava já vestida de noiva em casa da minha tia e a pensar "então mas e o cabelo? E a maquilhagem? Eu nem fiz aquelas sessões de testes... Será que tenho de ir assim para a igreja? É que o casamento é daqui a 1h30. Bem, fica só normal...". Telefonei à minha mãe e ela só chorava (porque alguém que ela nem conhece tinha morrido!) e disse-me "desculpa lá, mas hoje não me vou preocupar com as tuas futilidades". Futilidades... O meu próprio casamento!
Não sei muito bem com quem ia casar. Tenho quase a certeza absoluta de que não era com o meu actual namorado (desculpa, L.). Alguém me foi levar as alianças e eu só as deixava cair e dizia "isto é um sinal de que não me devo casar". Aliás, até disse à minha tia qualquer coisa como "se ele agora me dissesse que não queria casar [seja lá quem for o "ele"], também não me chateava muito. Mas ao menos que tivesse a coragem de vir falar comigo e de me dizer mais cedo! Agora com as pessoas todas a virem de propósito é chato". Ahahah. Estava com muita vontade de me casar, como se vê!
Estou a contar isto simplesmente por ter sido dos sonhos mais complexos (envolveu muitas coisas para trás) e mais ridículos que já tive. Não sei se lhe posso atribuir algum significado, mas cá para mim só demonstra a minha posição em relação ao casamento: epá, não faço questão. Mas... Pelos vistos quero ter um vestido de noiva! Não importa que não haja penteado nem maquilhagem, nem tampouco importa que o meu noivo não se queira casar, um vestido é que não pode faltar. Ai, ai... Realmente as mulheres só dão importância ao que vestir.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

A diferença é uma coisa boa

Já aqui referi diversas vezes o assunto igualdade. Felizmente, é algo que está em permanente discussão na nossa sociedade e penso que caminhamos para um mundo melhor nesse sentido. Mesmo que, por vezes, não seja possível dar passos de gigante, muitos passinhos de bebé juntos também nos levam a algum lado.
No entanto, esta é uma luta que por vezes se torna perigosa. Recentemente, tivemos a proposta de separar géneros/sexos (nem sei) nos transportes públicos em Portugal. Claro que foi apenas uma deixa infeliz, não vale a pena pensarmos muito nisso, dado que a única forma de resolvermos um problema é irmos à sua raiz. Como diz uma das minhas amigas (e agora estamos sempre a usar este exemplo), colocar um pano por cima da mesa rachada para esconder que está quebrada não resolve nada.
O assunto que me moveu a escrever isto é de igualdade, sim, mas não das mulheres. Vi recentemente este vídeo sobre a Síndrome de Down e se, ao início, fiquei "ohh, pois é", no minuto a seguir a minha opinião mudou. Sim, o mote - que implica que estes indivíduos não precisam de necessidades especiais - está errado, a meu ver.
O final do vídeo explica que, no fundo, pessoas com esta condição genética apenas precisam de educação, trabalho, amizade e amor - tal como todos nós. Isto é absolutamente verdade e eu concordo, mas isso não significa que eles não precisam de adaptações especiais, mas adaptações e "desigualdades" que tenham uma conotação positiva e que lhes permitam ter, de facto, as mesmas oportunidades que as pessoas que não nasceram com esse problema.
De acordo com a página portuguesa da Wikipedia:
O progresso na aprendizagem é também tipicamente afectado por doenças e deficiências motoras, como doenças infecciosas recorrentes, problemas no coração, problemas na visão (miopia, astigmatismo ou estrabismo) e na audição.
Queremos mesmo defender que não há diferenças? Vamos integrar pessoas com Síndrome de Down em turmas normais sem nenhum apoio extra? Vamos fazê-los passar pelo mesmo processo de selecção de um emprego, sem os proteger das suas características naturais? Porque, desculpem, de facto são pessoas que nasceram com mais um cromossoma do que eu e que isso os afectou de diversas maneiras e não devem ser prejudicados por isso.
Dentro da mesma doença, haverá diferentes graus de gravidade e complexidade, mas isso já é outra história. Se as entidades competentes para o assunto os considerarem "normais" (não quero ferir a susceptibilidade de ninguém ao dizer normais, mas foi o que se arranjou), então qualquer "necessidade especial" deixa de fazer sentido.
É verdade que sou uma privilegiada, na medida em que nasci caucasiana, na Europa e, até ver, heterossexual. Os problemas de saúde que tive na vida não me influenciariam (penso) numa entrevista de emprego. A minha única "fraqueza" nestas questões da igualdade é que nasci mulher e isso ainda tem algum (muito) peso. Ainda assim, mesmo com estes "privilégios", tenho direito à minha opinião de que estamos a caminhar num piso muito sensível, no sentido em que qualquer coisinha inocente é considerada uma ofensa e um problema.
Se sou pela igualdade? Sim, sempre, mas sem esquecer as características individuais de cada um de nós. A diferença é uma coisa boa. Se for respeitada, claro.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O casal dos vouchers

Nos meus anos de Lisboa, tornei-me uma pessoa atenta a vouchers de inúmeros sites de promoções. Devo dizer que recorri muitas vezes aos mesmos, quando me pareciam de facto compensar ou quando proporcionavam algo que já queria há algum tempo fazer.
Claro que, em menos de nada, estava a oferecer vouchers ao meu namorado. Este tipo de prenda é um pouco tendenciosa, dado que na maior parte dos casos é para usufruir a dois. Ainda assim, só usava este tipo de coisas no nosso aniversário de namoro (para, de facto, fazermos um programa especial mais barato) ou simplesmente porque sim. Vi, gostei, comprei para os dois.
Fizemos passeios de segway, fomos jantar a restaurantes vários, passámos um fim-de-semana fora... Um amigo do L. já dizia que éramos o "casal dos vouchers". Chegou ao ponto de também ter usado este tipo de serviços para ir jantar com ele na Suíça...
Apesar de há muito não usufruir dos ditos descontos, continuo a receber os e-mails e de vez em quando dou uma olhadela. Neste momento, há um que me parece fantástico! Almoço a dois (parece delicioso) e passeio pela Barragem do Alqueva (vejam mais aqui)... Se vale o dinheiro? Não sei, mas parece-me um bom programa.


P.S. Baby, isto não é uma indirecta. Eu gosto de prendas físicas e egoístas, só para mim.
Mas se me quiseres oferecer só porque sim, a i. aceita.

domingo, 24 de setembro de 2017

Mais compras. Agora de sapatos.

A minha mãe tem feito questão de frisar que preciso de uns sapatos. Eu tenho uns minimamente formais - pretos, rasos, básicos - mas não sei se são suficientes para a minha vida. Se começar a trabalhar num ambiente minimamente empresarial, preciso de mais, é certo... Mas, enquanto não sei o meu futuro, não me tenho dedicado muito a pensar no assunto.
Mas a verdade é que não é só para o trabalho que uma pessoa precisa de sapatos, não é? Às vezes há um evento um pouco mais formal, ou um outfit que não fica tão elegante com ténis... Por isso mesmo, tenho andado a rondar certas lojas online (para variar).
Naquelas mais baratas (Zara, Mango, Pull&Bear, etc.) não vi nada que me atraísse. Saltos agulha? Não, obrigada. Metalizados e vernizes? Passo. Mas eu sou uma pessoa fina (*cof cof*), por isso resolvi procurar na Aldo (gosto muito da qualidade deles) e deparei-me com dois modelitos em saldos:


Desculpem a discrepância no tamanho, foi o que o site me permitiu (e não tive com grande trabalho, é verdade). Também gostei dos que se seguem, maaaaas não me apetece dar 80€ por um par de sapatos (quando são botas, que ando muito tempo com elas e me protegem os pés da chuva e do frio, não me custa a dar o dinheiro, mas sapatos...).


Por fim, segue-se o resultado de uma pesquisa exaustiva (nem por isso) no site da Massimo Dutti.


São caros? Sim (mas mais baratos do que os outros). Tenho mixed feelings em relação a eles? Sim (nunca experimentei uns sapatos com aquela fivela e não sei se me ficam bem). Apetece-me dar-lhes uma oportunidade e experimentá-los para decidir se vamos ser felizes? Sim (só faltava mesmo eu ter um centro comercial aqui ao pé). Sim, sim, sim! Ai, minha Nossa Senhora do Dinheiro... Só gastos fúteis (ou necessários?)!

sábado, 23 de setembro de 2017

A viciada em compras anda a assomar-se

Tenho uma faceta forreta que me faz agir de acordo com o pensamento "isto não me acrescenta em nada, não vou comprar" e que tem estado bastante activa nos últimos meses. No entanto, não é o meu único lado... Também tenho uma que me faz pensar "aiii, isto é tão giro, quero". As duas juntas fazem com que não gaste assim taaaanto dinheiro, podia ser pior... (também podia ser melhor, claro)
Depois tenho ainda pancadas, que normalmente resultam de "vi isto em alguém, achei que conseguiria combinar com peças que eu tenho e quero algo do tipo". Aconteceu, por exemplo, com a minha saia de "cabedal" (ver aqui). Mais recentemente, decidi que quero uma camisola deste género:


Não exactamente assim. Ah, pois, até com as pancadas sou exigente! A cor pode variar, tudo bem (pelo menos entre cinzento, preto, verde seco, rosinha e bordeaux). Mas quero algo com um decote não muito acentuado e, ainda que "laçada", quero que tenha poucos laços. Tantos como os da imagem? Não, obrigada.
A Bershka tem esta, que não respeita as minhas características, mas até é engraçada (não, não vai dar):


Por sua vez, a Forever 21 presenteia-nos com este modelo, que tem o seu potencial, mas ainda me faz duvidar:


Posto isto, estamos em modo "à busca da camisola perfeita". Numa loja perto de si. Ou não, porque ao pé de onde vivo não há lojas.

Desabafos sobre a avó


Ontem tive de ir a Lisboa. Saí de casa por volta das 8h e regressei às 21h. Um dia fora, portanto. Cheguei a casa e tinha a minha avó à minha espera. Ouvi-a a perguntar ao meu avô "quem é?" e assim que me viu disse:
- Senti a tua falta o dia todo.
E eu fiquei tão, mas tão comovida. Tenho andado numa fase em que, mais do que dar valor ao facto de ainda ter os meus avós comigo, me tenho sentido com um medo enorme de os perder. O que é normal, apesar de aterrador. Dou por mim a questionar-me e a sentir-me mal por querer tomar decisões que me façam ir para longe e perder o resto do tempo que tenho com eles... Mas claro que não posso deixar escapar oportunidades (se elas surgirem, claro) com base nisto. Aconteça o que acontecer, eu estive cá para eles sempre que pude.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Crescer é complicado... ou sou só eu?


Quero acreditar que vai chegar um dia em que a vida adulta não me assusta. Possivelmente não sou a única, mas tenho quase 24 anos e sinto-me apenas uma criança com um quase Mestrado. Não me sinto pronta para nada... Se uma qualquer entidade superior descesse à terra e me dissesse: "i., tens 18 anos outra vez e vais voltar para o primeiro ano da faculdade, porque não estás preparada", eu diria "pode crer que não estou!". Mas depois... Depois teria de recusar. Este tipo de coisas é muito pessoal. Se eu sou insegura em relação a mim e não mudo isso, não é a adiar a realidade que vou ficar preparada seja para o que for.
Claro que todos temos medos e hesitações, independentemente da idade e da condição actual. Ainda assim, era preciso sentir-me tão infantil? Tão pouco preparada? Eu atirei-me para os lobos muitas vezes na minha vida, no sentido em que sempre tentei fazer coisas que estão fora da minha zona de conforto. Se isso me preparou? Não sei. Se me deu experiência a lidar com lobos, por que raio continuo a tremer quando tenho de me atirar outra vez? Porque é que fico com o coração à toa, com o estômago feito em bola e com vontade de me enrolar numa bolinha, chorar e fingir que nada mais existe?
Se isto me impede de me atirar contra os lobos? Hell no! Ainda assim, impede-me muitas vezes de ir com tudo e faz-me duvidar de mim e do que sou capaz. Pior do que isso, dá cabo da minha saúde... Possivelmente, estar quietinha na minha zona de conforto também não seria saudável para mim (só eu sei o quão dou em maluca neste cantinho sossegado), mas gostava que não fosse excessivo.
Quero apenas... saber ser crescida. Se é que isso existe... Há-de chegar um dia, não é?

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O que enviar ao namorado para o assustar?

Opção A: Amor, acho que estou grávida.
Opção B: Temos de falar.
Opção C: E se fizéssemos uma tatuagem de casal?
Opção D: De hoje a um mês faço anos!!!!!


MUAHAHAHAHAHAHAH [sim, isto é um riso maquiavélico após enviar a opção D]

Vamos "descomplexar" a questão


Já fui uma pessoa com alguns complexos. O maior de todos eles estava na cara - é o meu nariz - e uma pessoa aprende a lidar com isso. Até porque não pertenço a uma cultura em que as mulheres usam burca (e ainda bem). Aceitar as imperfeições que (sinto que) tenho é meio caminho para estar mais feliz. Isto para dizer que, apesar de ter os meus dias em que não gosto do que vejo ao espelho (em diversos aspectos), também estou longe de ser uma pessoa complexada.
Ainda assim, não gosto de realçar certas zonas do meu corpo e gosto de me sentir confortável. Isto, muitas vezes, é confundido com "não gosto do meu corpo e tenho problemas com isso". Por exemplo, há uma coisa que me irrita muito em blusas mais largas que são decotadas - estão sempre a cair. Isso deixa-me desconfortável. Porque 1) não quero mostrar as mamas, 2) o tecido no sítio errado é mesmo desconfortável (literalmente), não é apenas uma mania que eu tenho de me "tapar". Há duas soluções: usar um top por baixo, se a peça de roupa em questão o permitir, ou não comprar algo que à partida já sei que não vai resultar comigo. É que - verdade seja dita - as minhas ditas não são muito grandes, pelo que nem todas as coisas resultam. Ou porque não segura, ou porque não fica bem, ou porque não serve. Porque sim, há peças que são mais adequadas a certos tipos de corpos e, se aceitarmos isso, ficamos em paz e tranquilidade com o que usamos.
Claro que de vez em quando uma pessoa gosta de sair um bocadinho da zona de conforto, de usar uma coisa assim mais "uau". Posso-vos dizer que este ano não usei mini-saias porque as minhas estavam-me apertadas e não calhou comprar outras, mas no ano passado usei muito uma que saía bastante daquilo a que eu estava habituada e adorava-a na mesma. Ainda assim, havia situações em que não a usava, por não ser confortável estar sempre preocupada em não mostrar o rabo (sim, era mini a esse ponto). Agora, sair totalmente da zona de conforto e sentir-me mal constantemente só para usar uma peça de roupa? Para quê? Não vejo a roupa dessa maneira.
Outro factor que faz as pessoas pensarem que eu não me quero mostrar: quando estou na praia, estou muitas vezes vestida (nem que seja com uma t-shirt). A razão não poderia ser mais simples: tenho frio (ou sinto que me estou a queimar, mas normalmente é frio). Eu sou uma pessoa muito branca, pelo que me é conveniente ficar debaixo da sombrinha mais tempo. E, surpresa!, às vezes está frio à sombra, o que me faz vestir uma t-shirt. Complexos? Só se for por achar que sou feia com frio.
Lembrei-me de escrever este texto porque, no meu feed do facebook, vi que alguém mudou a foto de perfil para uma em biquíni, em que as mamas da menina estão muito evidenciadas. Mais uma vez, já fui acusada de complexos por não querer tirar/publicar fotos do género. Em relação à foto da rapariga:  está bonita? Sim. Ela sente-se confortável com isso? Pelos vistos, sim. Então tudo bem. Mas, numa altura em que isto é super aceite, não persigam quem não quer fazer o mesmo. Vivemos numa altura em que temos de aceitar tudo - e ainda bem - e acabamos a perseguir quem parece não aceitar, só por não agir dessa forma.
Se eu quiser andar tapada, aceitem-me por favor. Se eu quiser andar destapada? Também.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

PSL, my love


Adoro o Starbucks (o conceito em geral, não só a marca). Não sou fiel a nenhuma bebida em particular, nem vou lá assim tantas vezes, mas gosto bastante.
Ainda assim, a edição do Pumpkin Spice Latte, um especial de Outono, faz-me sempre tentar passar por lá. Adoro adoro adoro a combinação :) Porém... A última vez que a bebi foi no dia 29 de Setembro de 2016. Não, não sou maluca ao ponto de saber pormenores random sobre quando vou ao Starbucks. Apenas sei isto porque foi no dia em que fui para a Suíça, antes de embarcar. Ainda não tinha comido, estava estupidamente nervosa, e... Fiquei cheia cheia cheia de dores de barriga e de náuseas. Só queria vomitar. Tudo melhorou com o fresquinho do avião, mas durante algum tempo, nem conseguia ouvir falar nisto... Pensar no PSL dava-me náuseas.
Ao que parece, já não me lembro da sensação! Assim que vi que o Starbucks está com uma promoção de leve 2, pague 1 desta bebida (podem ver aqui), só me apeteceu correr para lá! Quer-me cá parecer que a minha próxima visita a Lisboa vai envolver uma visita a um destes estabelecimentos... E, por favor, sem dores de barriga.

sábado, 16 de setembro de 2017

Das músicas estúpidas. Que ficam na cabeça. Damn.

Os D.A.M.A. não precisam de grandes apresentações. Mesmo quem afirma odiar, já cantarolou "e ela diz que não dá, não dá, não dá, não dá", "às vezes não sei o que queres e digo ok", "eu não sei o que é que te hei-de dar". Tive de ir ao youtube verificar, porque assim de repente não me lembrava dos hits, mas claro que cantei isto inúmeras vezes e que me lembro bastante bem das letras. Depois veio também aquela que pergunta "pediste-me tempo para quê"... e outras que tais.
Eu confesso que tive uma fase, há dois ou três anos, em que gostava muito de uma música deles, a Luísa (mas se não tivesse visto agora no youtube já não me lembrava... marcou-me muito, como se vê). Enfim, são aquela banda que uma pessoa ouve na rádio e fica contente a abanar a cabeça e a cantar umas partes, mas não passa muito disso.
Mais recentemente, começou-se a ouvir o novo hit - Pensa Bem, com o ProfJam. Ouvintes distraídos - a maior parte que ouve esta canção, portanto - fica com o "agora pensa bem se não te faço falta, agora pensa bem" na cabeça e não pensa mais nisso (mas a música diz para pensarem bem!).
Ora, assim à primeira vista (ou audição), ficando só com o refrão na mente, o que é que se interpreta daqui? Pensa lá bem se eu não te faço falta, porque o que eu sinto por ti é muito especial e tu tratas-me assim. Eu quero-te do fundo do meu coração e sinto que não te faço falta. Pensa bem no que queres, porque eu estou aqui... A entregar-me assim para ti. Qualquer coisa assim, não?
Pois... Não. Nada disso. O oposto. Ora vamos lá analisar algumas partes:

Ai se ela soubesse
Na verdade o que eu quero dela
Não é amor daquele de novela
É dos que aquece e não arrefece

Epá, que romântico! Ai se ela soubesse que na verdade eu só lhe quero saltar para a cueca, que no fundo não me faz suspirar nem um bocadinho. Ná. Nada. Não sinto nada.

Ela 'tá dentro mas eu 'tou naquela
De só a querer quando estou com ela
E ela diz que quer mais
Diz que quero também
"kasha tens que assentar, encontrar alguém"
Ela não faz ideia
Ela não faz ideia

Pobrezinha. Não faz ideia, mesmo. Quando estou com ela, até topo o esquema, 'tás a ver? Uma pessoa diverte-se e tal. Mas é só isso, mesmo. Ela quer mais... E até acha que eu quero também. Diz que eu tenho de assentar... E acha que vai ser com ela!!! Lol. É engraçada, a miúda.

Dizes que me tens mas sabes que é mentira
Pensas que és tu que me tens na tua mira

Oh, rapariga... Tu sabes que isto não passa daqui, não sabes? Ingénua.

Se não me cansas não te deixo
Pedes que te minta eu só peço que me aceites
Se sim 'tá-se bem se não 'tá-se bem também

Se não me chateares a cabeça, estamos numa boa.

No geral, é isto. Então... E qual é o problema? É só uma música, não podiam ser todas de amores e desamores, com sentimento. Pois, está certo... O único problema é que eu acho a música MESMO estúpida, mas ao mesmo tempo não sou capaz de ficar indiferente. Abano-me enquanto canto de forma estridente "ela não faz ideeeeeia, ela não faz ideia", fico com o "agora pensa bem" na cabeça... Damn, D.AM.A. Não tinham o direito de fazer isto comigo. Não com a vossa música estúpida!

Ainda se estão a rir? Isto não tem piada.

Os dramas de ser fã da Apple (para um comum mortal)


Eu sou uma fã da Apple. No meu grupo de amigos (em qualquer grupo de amigos ao qual eu pertença), sou a mais fanática. Comecei aos 16/17 anos com um iPod, pelo qual muito lutei. Seguiu-se o MacBook Pro quando entrei para a faculdade, faz agora 6 anos. A seguir veio o iPad (que foi para aí o segundo modelo que saiu?) e, the last but not the least, o meu rico iPhone.
Usei todos estes produtos com muito carinho e a verdade é que todos eles funcionam (não me lixem agora se faz favor!). Deixei de usar o iPod quando comecei a usar mais o carro (que tem rádio, não é?), mas a verdade é que eu poderia usá-lo para ligar às colunas... Acontece que sou preguiçosa. Também deixei de usar o iPad frequentemente assim que comecei a ter mais trabalhos e projectos que me exigiam levar o computador para a faculdade, mas antes disso fomos ricos amigos no lazer e no estudo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Em relação ao iPhone... Foi um dos mais desejados, durante mais tempo. Custava-me MUITO dar tanto dinheiro por um telemóvel. Acabei por, na altura, não comprar o modelo mais recente... E não me arrependi! Dei bom dinheiro por aquilo que o meu telemóvel vale. Gosto dele como um todo e não apenas por ser bonito e tirar boas fotos (para a altura... não vamos comparar as fotos do 5S com as dos modelos mais recentes).
Mas... Agora vem o mas. Eu comprei uma grande parte destas coisas quando eram a preços "aceitáveis" (entre aspas, porque a Apple sempre foi cara). Neste momento, preciso de comprar um computador novo e um equivalente ao meu (com tecnologia recente, um bom processador, uma memória ok) começa nos 2000€. Oi? Meus amigos, lamento informar-vos, mas isso é de loucos. Na altura, comprei o meu rico computador por 1250€, sendo que deste valor, 50€ foram para passar de 256 a 512 Gb. Neste momento, aumentar a memória para o dobro, ronda os 300€. Ah ah ah. São engraçados, amigos. Eu sei que é disco SSD, mas ainda assim. Preços proibitivos.
Agora vocês dizem "então compra um computador que não seja Mac", ao que eu respondo "falar é fácil". Não consigo. A experiência valeu muito a pena... Aliás, só o quero trocar porque uso para trabalhar e a idade não perdoa. Se eu só o usasse para coisas mais "soft", que não exigissem grandes processamentos e etc., ainda estaria aqui para as curvas.
Posto isto, e como não quero gastar 2000€ num portátil, acho que vou ter de downscale. Comprar um modelo um pouco mais fraco, equipá-lo com processador i7 e mais uma ou outra coisa, e suspirar baixinho. Se for ver bem, até fica ao preço de computadores Windows com as mesmas características (eu a tentar convencer-me)... Como tenho dito à minha mãe (que acha genuinamente que eu deveria gastar mais dinheiro e pronto - não percebe do assunto e é louca!), estou a acabar o curso e vai passar a ser o meu computador pessoal. Para onde quer que eu vá trabalhar, é bom que me arranjem um computador, não é verdade? Por isso... Downscale is ok.
Esta procura louca por equipamentos da Apple dá-me cabo da cabeça. O novo iPhone já está (quase) ao preço pelo qual eu comprei o meu computador. Da Apple. Está tudo louco!!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Hábitos meio parvos


Sou só eu que não gosto de ter o telemóvel com som? Tenho telemóvel deste tenra idade (9/10 anos, quando fui para uma escola noutra terra) e habituei-me a tê-lo sem som nas aulas (idealmente seria desligado, mas quem foi a pré-adolescente parva que nunca enviou uma sms numa aula?) e, para evitar esquecimentos, andava assim o dia todo. Habituei-me (estupidamente) a verificar o telemóvel com uma certa regularidade, por isso vou estando a par de chamadas e qualquer outra notificação.
Mas chega um dia em que uma pessoa cresce, em que precisa de usar um telemóvel para coisas sérias, pelo que tê-lo no silêncio não é lá muito proveitoso. Isto para dizer que estou há vários dias com o telemóvel sempre com som e isto é coisinha para me deixar chateada... Os sons irritam-me. Claro que posso tirar o som das outras notificações, mas também posso só ser uma menina crescida e habituar-me, que isto nunca fez mal a ninguém.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Mais modas


Por falar em modas parvas... Alguém me explica a invasão destas mochilas horrorosas pela Europa assim em geral, por Portugal em particular? Eu bem via as pessoas na Suíça com isto, mas digamos que lá eles têm dinheiro para gastar em porcaria. "O quê? Vi uma mochila pequeníssima e mesmo feia por quase 100€? Eu posso, eu compro". A Europa Central (e a Nórdica) pode fazer isso, nós... Pelos vistos também podemos.
É verdade que na nossa altura (e agora também, penso), as Eastpak também eram bem caras (40-50€) e os modelos básicos não eram nada de especial (apesar de eu gostar muito daquele formato). Por isso, aceitaria se me dissessem:
- i., eu adoro a versatilidade destas mochilas e duram-te 20 anos (estou a inventar números, atenção). O preço faz todo o sentido.
Mas... Aquilo é minúsculo em comprimento! Sabem aquelas capas de elásticos em que pomos folhas soltas lá dentro? Estou desconfiada de que não cabem.
- Epá, mas eu só uso cadernos A5 e duas canetas.
Ah, então está bem. Compra lá a tua mochila horrorosa por 90€.

Adenda: isto era super hipster há uns anos e eu tenho uma vaga ideia de ver estas mochilas conjugadas naquele estilo mais descontraído-chill-e-tal-e-coiso. Mas na altura eu não pensava que o preço desta mochila poderia ultrapassar os 15€. Ingénua.

Só me falta calçar umas meias com as sandálias e fico igual ao meu avô


Venho aqui anunciar uma das minhas mais recentes compras (apesar de ter sido há umas semanas): umas sandálias de velha. Isto é como quem diz: finalmente comprei umas Birkenstock. Finalmente, sim, porque ando há quase dois anos a pensar nisso sem ter tido coragem.
E porque é que é preciso coragem? Epá, meus amigos, eu fui comprada pela promessa de "sandálias mais confortáveis de sempre que te duram uma vida", mas, sejamos honestos... Aquilo é um bocado assim a atirar para o sapato de velho. Mesmo que esteja na moda e que seja aceite pela sociedade, não é por isso que temos de gostar de tudo. Além disso, o preço não convida a uma compra maluca de "depois logo se vê". Não, não. Teve de ser uma coisa ponderada (acabou por ser uma compra impulsiva por estar em promoção, mas já tinha decidido comprar este ano ou para o próximo). Do mal o menos... Escolhi um modelito que tenta ser mais moderno (o de baixo, noutra cor).
Prometiam-me conforto e durabilidade e eu este ano consegui estragar dois pares de sandálias (que foram milagrosamente recuperados pelo sapateiro, mas não estou 100% segura naquilo), pelo que tais factores são muito importantes. Ainda só usei duas ou três vezes, mas até agora estão a marcar pontos no papel de confortáveis.
Acho que a palmilha destas sandálias é baseada numa tecnologia extremamente interessante - molda-se ao nosso pé (por essa razão, não convém emprestar as sandálias). Isto até pode ser uma grande treta... Mas até ver, venderam-me bem a coisa e estou contente com isso.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Ups, sou uma envergonhada


Quando gosto muito de uma música com conteúdo impróprio para partilhar na minha página pessoal do facebook. É que falar de beijar os seios e de me deixar em brasa parece-me um pouco demais. A minha família vê/ouve aquilo pá.

Para quem prefere esta versão:

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Só para ficar registado


Hoje estou muito feliz por uma das pessoas mais importantes da minha vida. O meu programador favorito.

domingo, 3 de setembro de 2017

Carta aberta aos bloggers profissionais

Caros bloggers profissionais [que sei que não vão ler esta publicação],

Em primeiro lugar, quero dar-vos os meus parabéns pelo excelente blogue que têm. Sim, cada qual à sua maneira, se são profissionais numa coisa que começa como um hobby, é porque são bons naquilo que fazem.
Em segundo lugar, se começaram o vosso blogue para ganhar dinheiro, possivelmente este post não é para vocês, porque eu nunca tive a oportunidade de ler textos genuínos, desprovidos de qualquer interesse, que me fizeram ficar e ler-vos regularmente. Parecendo que não, já tive o meu primeiro blog há uns bons 8 anos e, nessa altura, ser blogger não estava na moda.
Em terceiro lugar, os meus blogues preferidos continuam a ser os mais pessoais. Mais ou menos privados. Sem grandes alaridos. Mas sou na mesma leitora assídua de alguns blogues ditos grandes.
Agora que já esclareci isto, vou passar ao que interessa.

Eu sei que estamos no Verão (quase no fim, ein?) e que o país (e talvez o mundo) param um pouco nesta altura. Já sabemos que tudo funciona a meio gás, porque todos nós temos direito a férias e a algum descanso. Certo. Agora, o que não está certo é deixarem os vossos leitores a ressacar por mais, durante tempos sem fim. Meus amigos, a culpa é vossa: vocês habituaram-nos mal. Habituaram-nos a ter ali material à disposição numa base regular. Querem tirar-nos tudo assim de repente? Não dá.
Até porque - pasmem-se - vocês não são médicos. E o que quero eu dizer com isto? Eu não preciso da vossa presença real para ler os vossos textos. Já ando nisto há uns tempos, sei que dá para agendar posts. Isso mesmo! Agendar! Uau, que fantástico! Se isto é o vosso ganha pão, seria pedir muito assim uns dois ou três posts por semana? Só assim para enganar a fome.
Reparem que eu não digo isto para vosso mal e porque quero que vivam para mim. Não, senhor. Sou uma grande defensora das vossas causas. Até sei que vocês têm vida própria e que nós não temos nada a ver com isso!! Grande lição, ein? Fiz o trabalho de casa. Não vou negar que gosto de cuscar a vossa vida... Até porque normalmente vocês têm fotos lindas de outfits maravilhosos, restaurantes de criar água na boca e viagens brutais. E eu gosto de consumir isso tudo, até de blogues que não leio (lá está, os que começaram já com outra intenção).
E por falar em viagens... Eu sei que não é tudo por estarem de papo para o ar. Sei que é uma profissão (seja em full ou part-time) que exige viajar a convite de marcas para divulgarem os seus produtos e serviços. Mas... Se fazem essas ditas viagens, QUE TAL PARAREM PARA ESCREVER UM BOCADINHO SOBRE ISSO ANTES DE PARTIR PARA OUTRA VIAGEM? Desculpem a agressividade, mas se eu sigo os vossos blogues é porque gosto de LER. Se quisesse só ver fotografias, se calhar virava-me para books fotográficos... Não sei, só assim naquela.
Posto isto, e agora que as férias já estão a acabar, voltem lá a dar-me o que eu quero, se faz favor. Mesmo que voltem a meio gás, é melhor do que nada. E tirem daqui uma lição para os próximos anos. Porque se eu começar a dar nas drogas pesadas para tentar compensar este vazio, é bom que fiquem com peso na consciência.

Com muito amor,
i.

Lanche de domingo

A minha mãe atendeu aos meus mais profundos desejos e está neste momento a preparar-me umas panquecas de banana e farinha de aveia (eu só pedi mesmo panquecas). Cheira-me que vou abrir o meu maple syrup... Olá, panquecas! Vão-me fazer tão feliz...

[não são tantas nem tão perfeitinhas, mas são boas na mesma]

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Já dizia o Valete: carinha de puto, mas funciono como um homem grande


Aquele momento em que te apercebes via redes sociais (nada que não soubesses já) que qualquer miúda de 15 ou 16 anos que esteja minimamente bem vestida e maquilhada parece mais velha do que tu que tens 23 a caminho dos 24. E dizes "pfff, I don't care! Eu sei que sou madura por dentro e isso é que importa", mas no fundo até ficas lixadinha.

Atenção: eu não quero parecer mais velha (não, não!) nem estou assim tão descontente por, de vez em quando, parecer uma miudinha. Apenas gostava de me saber arranjar melhor de vez em quando. E ter gosto e paciência para isso. That's it. Ah! E também não sou nenhuma maltrapilha. São só maluquices. Porque depois quero usar t-shirt's largas e ténis e ter espírito de adolescente :)

Memórias de infância

Estou com uma gripe há quase duas semanas (!!) e tenho tido dias complicados. O pior já passou, dado que as dores de cabeça dos primeiros dois dias quase não me permitiam sair da cama (só para ir à casa de banho e mal). As dores de garganta também já aliviaram bastante e até a tosse já diminuiu (mais um ponto complicado desta gripe, com ataques de tosse dignos de registo... mas nem me apetece comentar o assunto). Ainda assim, a tosse e a irritação na garganta andam chatas e a não me querer largar. Não sei que fiz eu para merecer este amor e carinho da sua parte... É que não são retribuídas. Eu não gosto delas, podem-me largar já!
Posto isto, a minha família já não me pode ouvir com a tosse. A minha avó apanha sustos de morte e diz mal de mim (porque eu tenho culpa), o meu avô reclama e diz "não queiras ir ver disso", a minha mãe tenta levar-me ao médico (agora já não vale muito a pena). Hoje, a minha querida mãe perguntou se eu queria que ela me fizesse um xarope de cenoura... Tive de imediato um flashback à minha infância e disse que sim! Apesar de adorar cenoura, voltei a lembrar-me que não gostava por ser demasiado doce. Mas estou na mesma muito feliz, a comer/beber o meu xarope caseiro. É bom quando cuidam de nós.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Alentejana de gema

Nunca tive um sotaque alentejano super carregado, nem nunca me limitei às expressões tipicamente alentejanas (apesar de usar muitas que nem sabia serem alentejanas). Depois de viver cinco anos em Lisboa e de me dar com pessoas um bocadinho de todo o país (mas mais da zona centro), o meu sotaque desvaneceu-se. Claro que não se apagou! Os meus colegas riam-se sempre que eu falava ao telefone com a minha mãe e avós, porque parecia outra pessoa a falar, dado que continuava a ter a minha veia alentejana sempre presente.
Depois de quase um ano na Suíça, em que o contacto que tinha com portugueses era maioritariamente com alentejanos ao telefone, voltei para a minha terra. Estou aqui há quase dois meses e todas as pessoas que me rodeiam têm este sotaque maravilhoso.
Já sabem como é que esta história acaba, não sabem? Com a i. a admitir que está mais alentejana do que nunca. A comer ainda mais letras do que o normal. A utilizar gerúndios em tudo. A prolongar a acentuação onde não há necessidade. A dizer "bêm" em vez de "beim". A utilizar as expressões dos meus avós sem eles estarem presentes (algumas ainda escapam, agora outras são autênticos erros, como quando a minha avó diz "maramelo" em vez de "marmelo").
Aqui estou... De volta às origens. Se me ouvirem a dizer "atão mas o que é que tás fazendo" não estranhem.