domingo, 18 de junho de 2017

Venham a mim, caras peças de roupa! Nada temam!

Andei a espreitar o site da Promod (dado que a mãe do meu namorado me disse que estavam com boas promoções...) e aqui ficam algumas das peças que me encheram o olho. Não me importava nada que viessem a correr (a diferentes velocidades, não precisavam de vir todas ao mesmo tempo) para o meu armário... O mais triste é que as que tinha de facto pensado em comprar já estão esgotadas no meu tamanho :( Lá terei de ir tentar descobrir outras... Que pena.

Pãezinhos sem sal, é o termo


Chamem-me nomes, atirem-me pedras, façam o que quiserem... Mas há certos blogues que lia e deixei de ler por serem tão - como é que hei-de dizer? - pãezinhos sem sal. Pois é. Ou porque são demasiado cor-de-rosa e a vida não é assim tão perfeita, ou porque estão sempre a falar do mesmo e uma pessoa deixa de ter paciência para ler apenas umas variações... Claro que há alturas em que estamos mais num determinado modo, porque a nossa vida está mais para aí virada, mas isso e tornares-te aborrecido (especialmente a longo prazo) é bem diferente.
Falo em blogues como podia falar na vida real. Quantas e quantas vezes não nos deixámos de identificar com algo ou alguém? Às vezes é muito triste de admitir, mas acontece, as pessoas evoluem em direcções diferentes. E isso é totalmente ok. Com os blogues é o mesmo... Não gostamos de seguir algo com a qual não nos identificamos, que não nos causa um bom momento, que não nos acrescenta em rigorosamente nada. Afinal de contas, isto é um hobby como outro qualquer...

Nota 1: estou plenamente ciente de que isso pode acontecer a outras pessoas em relação ao meu blogue.
Nota 2: se estás a ler isto, há uma grande probabilidade de isto não ser sobre ti... Não tenho conhecimento de ser seguida pelos bloggers que me fizeram sentir isto. Alguns são demasiado "grandes" para isso.

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Entre mil notícias sobre a tragédia que surpreendeu Portugal (já estamos habituados a incêndios, mas esta dimensão atinge-nos doutra forma) e algumas péssimas novidades que a minha mãe me deu sobre a saúde de alguém que nos é muito querido, o dia começou de forma desconcertante. Mesmo a milhares de quilómetros de distância, há coisas que não conseguem deixar de nos afectar...

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Conhecer: uma dissertação. Kidding. São só pensamentos vagos


O meu estado actual, de ansiedade e stress, faz-me pensar demasiado na vida quando estou no autocarro. As minhas viagens passam-se entre ler um livro (ando demasiado cansada para isso), ligar à minha mãe (quando estou assim em modo rabugenta, em vez de falar com ela, reviro os olhos a tudo o que ela me diz e desligo) e mandar mensagens no facebook / whatsapp. Se nenhuma dela se verifica, facilmente me perco em pensamentos que podem ser de dois tipos: 1) profundos, sobre sentimentos, sobre a vida; 2) sobre tudo aquilo que tenho a fazer e não sei como e agora estou presa no autocarro e não posso fazer nada. Às vezes os dois tipos de pensamentos sobrepõem-se.
Hoje, houve um bocadinho de tudo. Não sei muito bem de onde, comecei a pensar no acto de conhecer uma pessoa. Seja no trabalho, numa saída, no ginásio, porque é amigo de amigo, na Internet... Enfim, não interessa. Conhecer. Não só aquele momento de "olá, sou a i., prazer em conhecer-te", mas todos os que se seguem. Tudo o que de facto te leva a consolidar o facto de realmente conheceres alguém, e não de teres visto apenas uma vez.
E no que é que eu pensei? Que somos frágeis em relação a isto. Se acabámos de conhecer a pessoa, que background é que temos para saber se tudo o que nos diz é verdade? Se for uma pessoa que nos cativa, de uma forma ou de outra, como é que temos a certeza que não estamos a ser atraídos por uma identidade falsa, por algo completamente vazio?
A resposta, meus amigos, é: não sabemos. Não sabemos, mas mesmo assim temos de confiar. Temos de acreditar que há pessoas boas neste mundo (por muito que seja difícil). Temos de acreditar quando nos dizem que têm um carro e um filho. Quando nos dizem que odeiam reggaeton e que adoram cheesecake. Claro que hoje em dia, com as redes sociais, há muitas coisas que nos saltam logo à vista... Mas a felicidade também pode ser fabricada.
Tudo isto para dizer que, por muito que nos protejamos, por muito que tenhamos dúvidas e razões para as ter, não nos podemos fechar no nosso mundo e viver sozinhos numa caverna. Afinal de contas, somos animais sociais... E, por muitas desilusões que tenhamos com as pessoas, vamos sempre ter mil coisas boas. (fala a pessoa que não acredita muito no bom lado das pessoas no geral)

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Life goal


No Domingo passado, tive um dia como há muito queria ter. Na verdade, o que eu gostava mesmo é que todos os meus Domingos fossem assim. Parece que já foi há uma vida atrás, mas incluiu roupas leves e sandálias nos pés, piquenique ao pé do rio com o meu namorado e descontracção.
Acho que a palavra chave é mesmo "descontracção". Eu sou uma pessoa com tendência a sentir stress, pressão... A sentir que há tanto por fazer e não sei para que lado me virar. Por isso é que, num mundo ideal, todos os meus Domingos (ou, pelo menos um dia por semana) deviam ser passados assim. Sem pensar nas coisas más.
Além disso, acho que sou uma pessoa que acaba por fazer muitos planos indoor. Jantares, filmes, whatever... Também é bom, é um facto, mas passear ao ar livre dá-nos outra energia. Revitaliza-nos.
Como tal, aqui fica um objectivo para a minha vida futura: um dia de descontracção, de preferência ao ar livre. E quando eu digo descontracção... É descontracção mesmo. Sem pensar em tudo o que tenho para fazer.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O estado aqui da coisa


Penso que é geral: quando a realidade que nos envolve se sobrepõe à vontade de escrever e partilhar, os blogues ficam para segundo plano. Isso tem acontecido muuuuuiiiiito por aqui...
Tenho a minha apresentação final aqui no laboratório daqui a 3 semanas e não sei o que hei-de fazer à minha vida. Muito honestamente, não sei para que lado me hei-de virar.
As pessoas perguntam-me sobre o assunto e eu não sei sequer o que dizer, por isso devo parecer só uma tontinha. E é assim o meu estado actual: uma tontinha ansiosa.
(relendo este texto, nem me faz sentido... mas deve ser normal, afinal o meu cérebro está estupidamente confuso com tudo)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Insólitos na Suíça

Em dois fins-de-semana seguidos, pequenos episódios muito estranhos aconteceram. No fim-de-semana passado, em Berna, sugeri ao meu namorado que se pusesse num determinado sítio para lhe tirar uma fotografia com uma vista bonita. Estava eu a posicionar-me para lhe tirar a foto, quando um senhor que estava de costas me dá - literalmente - um coice. Eu pensei que tinha sido sem querer, estava pronta para pedir desculpa por estar a passar (reparem, eu peço desculpa por me tocarem indevidamente), quando ele se sai com:
- Eu não gosto que passem ao pé de mim, que estejam demasiado perto de mim para me assaltarem!
Oi?! Julgar uma pessoa na rua e agredi-la por achar que eu o ia assaltar? Podia ter olhado para mim e visto que eu tinha duas mãos num telemóvel e não tinha uma terceira para lhe tirar a carteira.
O segundo episódio foi neste Sábado que passou. Os meus amigos vieram visitar-me e fomos ao Château de Chillon. Tínhamos poucas fotos dos quatro, sem contar com selfies, e é sempre preferível pedir a alguém se queremos ficar com uma melhorzita. Aproximei-me de um casal e perguntei-lhe se nos podiam tirar uma foto... A senhora disse que sim e estava prestes a pegar no meu telemóvel, quando o marido (penso) pega nela e a arrasta para fora dali. Fiquei com uma cara de pau! Oi?! Como assim?! Eu tenho ar de quem lhes vai fazer mal por lhes pedir para tirarem uma fotografia?
Eu achava que tinha um ar de menina bem comportada que não faz mal a ninguém. Estou a ver que estou enganada.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Que vergonha


Peço desculpa aos meus fiéis seguidores, mas tenho algo muito importante e íntimo a confessar: sou uma mimada. Eu sei, eu sei... Pareço tão espectacular, é difícil acreditar que posso falhar desta maneira. Mas toda a gente tem direito a ter defeitos, desde que trabalhe neles, certo? Além de que a culpa de alguém ser mimado vem mais de trás... E é aqui que aponto o dedo às duas mulheres que me criaram. É verdade, tanta coisa com os casais homossexuais poderem ou não adoptar e já eu fui criada por (pelo menos) duas mulheres há mais de 20 anos. E elas falharam, por isso... (estou a brincar!!!)
Dizia eu que a culpa é delas... Pois claro que é. A minha mãe e a minha avó (mais a minha avó, diga-se) pouparam-me a muita coisinha aborrecida nesta vida. A partir dos meus 9, 10 anos, a minha mãe bem tentava que eu fizesse alguma coisa, mas ou 1) a minha avó vinha a correr e a dizer "deixa lá a menina, eu faço" (ainda hoje ela faz isso), ou 2) ela tirava-me as coisas das mãos porque não tinha paciência de me ver a falhar redondamente na minha tarefa.
Foi assim que, até aos 17 anos, nunca cozinhei, nunca tive de pôr roupa na máquina (mas não me livrei a lavar à mão, estender e apanhar roupa), nunca tive de passar a ferro. A ida para a faculdade fez com que isto tivesse de mudar e eu me tornasse um ser muito mais independente. Ainda assim, um ser "independente" que ia a casa e levava a roupa para a mãe lavar com a "desculpa" de que tinha coisas da faculdade para fazer. Como tal, o problema da roupa foi-se adiando, adiando... Claro que, nos entretantos, sei desenrascar-me com a coisa, mas nunca precisei de o fazer numa base regular.
Noutro país que não o da mamã, a grande preocupação chegou no que diz respeito ao passar a ferro. Pois é. Sempre fui uma naba... O que é normal, dada a pouca experiência que tenho. Agora imaginem sem uma tábua (estou numa residência, não comprei assim tantas coisas para empilhar no quarto, eu ter um ferro já não é mau), tenho de colocar a peça em cima da secretária e passá-la. Neste sentido, tenho de passar com as duas partes apoiadas, não posso simplesmente separá-las (eu bem tento)... E bem, senhores, é o caos. Tem sido uma desgraça todas as manhãs! Tiro um vinco dum lado para pôr outros bem piores noutro, a parte que não estou a passar fica ainda pior, queimo-me porque estou à pressa... Enfim. É uma confusão.
Sabem o que é que vos digo? Que saudades do Inverno. Camisolas de malha grossas e calças de ganga não precisam de ser passadas a ferro.

domingo, 28 de maio de 2017

Lovely Bern

Apesar de não ter ido a todos os sítios a que gostava de ir durante este ano na Suíça, não me posso queixar. Já fui a algumas cidades e lugares encantadores no meio das montanhas... Uma cidade que ainda faltava e que não queria deixar de lado antes de voltar era a capital, Berna.
Não tinha grande expectativas... É a capital suíça, mas é só a quinta maior cidade, pensei que se calhar não tinha grande coisa. Aliás, muitas pessoas diziam ser uma cidade aborrecida. No entanto, quando comecei a dizer aos meus colegas que iria lá, alguns disseram-me "vais adorar, é lindo!".
Não se enganaram... É mesmo uma cidade linda, que adorei. Gostei dos edifícios, das ruas, das torres, das igrejas, das vistas... De tudo. Planeei um dia com visitas sobretudo ao exterior dos edifícios, só queria visitar o Parlamento e ao Museu do Einstein. Pois bem... O Parlamento está sem receber visitas até algures ao meio de Junho (boriiiing!!) e verifiquei mal a hora a que o Museu do Einstein fechava, pelo que pagámos para andar a correr (só lá estivemos cerca de 40 minutos... não é, de todo, suficiente).
Andar simplesmente por Berna já é bastante bom. É mesmo uma cidade amorosa! Se derem um pulinho à Suíça e tiverem tempo, é sem dúvida um daqueles sítios onde passar um dia.


sábado, 27 de maio de 2017

Ainda o amigo rafeiro

Para terem uma melhor ideia do que estava a tentar explicar no outro post, vou relatar alguns dos acontecimentos com o Mike. Há coisas que eu acho extremamente normais e que qualquer pessoa pode e deve fazer quando está mais à vontade, nomeadamente:
- Olha, não tenho pão para amanhã de manhã porque me esqueci de comprar, dás-me um bocado?
- O meu sal acabou, posso usar o teu?
- Tens maionese?
Enfim, este género de coisas. Por muito que às vezes sejam sempre os mesmos a ceder as suas coisas, acho que não tem mal e é uma das coisas boas de se viver em comunidade. Aliás, às vezes cozinho com um rapaz lá da residência, e é muito na base de "olha, eu tenho isto e isto, tu tens aquilo, vamos cozinhar o prato X", ou "hoje cozinho eu, da próxima cozinhas tu". Funciona. É saudável. Mas voltando ao Mike...

Situação 1
Aqui há uns meses, eu estava a cozinhar algo com bacon e ele chega e diz com ar chateado:
- Se eu soubesse que tinhas bacon, tinha feito carbonara!
Oi?!?! Se tu soubesses que EU tinha bacon, TU partias do pressuposto que o podias usar?! Eu comprei-o para fazer algo específico que eu queria, mas tinha de to dar para tu fazeres o que tu querias. Ah, está certo. Onde está a tua noção? Não sei.

Situação 2
Esta situação é um acumular de muitas idênticas. Imaginem que estão morangos em cima da mesa. Ele começa a perguntar?
- Estes morangos são teus? De quem são estes morangos?
Se alguém disser "são meus", a resposta vai ser:
- Posso tirar?
Se ninguém responder, ele diz:
- Se não são de ninguém, vou comer na mesma.
Eu gostava de ver a reacção dele se ele chegasse à cozinha, onde tinha deixado a sua comida, e ver alguém a comê-la. A sério. Gostava.

Situação 3
Ontem à noite, eu estava a cozinhar e tinha numa frigideira cogumelos, pimentos e cebola. Ele chega e diz:
- Achas que me podes dar 1 ou 2 dos teus cogumelos?
- Desculpa, mas eu usei-os todos, não sabia que querias...
- Não, destes [da frigideira], posso tirar?
- Podes...
Eu disse que ele podia, mas eu estava com uma cara tão incrédula que não sei como é que ele não percebeu. Mais uma vez, onde está a noção do gajo? No idea. Pergunto-me se ele fará isto com outras pessoas, mas desconfio que não.

Situação 4
Esta situação são duas situações no mesmo dia. No dia anterior, ele perguntou se queria tomar o pequeno-almoço com ele e disse-me que não tinha pão. Eu disse que sim, para ele bater à porta do meu quarto, e que eu tinha pão mais do que suficiente para ele usar. Na manhã seguinte, torrámos 4 fatias de pão (duas para cada um), ele cozeu 2 ovos e eu pus nas minhas manteiga de amendoim, abacate e canela (não façam isto, eu segui certos conselhos e é nojento). De repente, ele começa a olhar para as minhas fatias com um ar de quem quer atacá-las (não estou a gozar) e diz:
- Parece delicioso!
Eu ignorei o comentário e o olhar, por isso ele tentou uma troca:
- Queres uma das minhas?
- Desculpa, mas não.
Ele limitou-se a comer o seu pão com ovo cozido. Passado um bocado:
- De quem são estes mirtilos?!
- São meus e eu ofereci-te, podes comer...
Mais uma vez, o que me chateou foi aquele ar de gula. God! Nesse mesmo dia, à noite, eu estava na cozinha com outra rapariga e perguntei-lhe se ela queria um pêssego. Ele apareceu, sabe-se lá de onde, e disse:
- Eu ouvi bem?? Disseste pêssego??
Oh. My. God. Sim, ouviste bem. Sim, eu dou-te a porcaria do pêssego. Mas e se parecesses menos desesperado?!

Situação 5 (e última)
Esta nem é uma situação, é a sua atitude que mais me chateia. Apesar de já a ter abordado, merece um ponto só para si, para realçar o quão é mau. Uma vez, uma senhora disse-me que a coisa que mais a chateava era ver crianças gulosas pelas coisas dos outros, que morria de horrores só de pensar que o filho dela poderia vir a ser assim. Com aquele olhar de gula em direcção ao que não é deles... E nem é por fome, porque isso é diferente. Eu não percebi... Hoje, graças ao Mike, já percebo. Imaginem uma pessoa que não para de olhar para o que vocês estão a cozinhar / comer, com ar de quem vai saltar e abocanhar aquilo tudo. É tão tão intenso, que te obriga a dizer "mas queres?" e a resposta nunca é não. E não é aquele cantinho para provar. É fazer uma refeição disso. Minha senhora, estou consigo. Vou criar os meus filhos para não serem assim.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O amigo rafeiro


Toda a gente tem um amigo rafeiro. Aquele amigo que parece farejar a tua comida a quilómetros de distância e, como tal, vem a correr com a língua de fora e a baba a escorrer, à espera que lhe dês um biscoito e uma festa na cabeça.
O problema do amigo rafeiro é que te faz sentir má pessoa por pensares assim. Isto porque, qual cãozinho, está também ele disposto a partilhar tudo contigo. Seja amor ou a bola que encontrou quando estava a brincar no jardim.
Na faculdade, tínhamos o José (nome meramente ilustrativo). O José era aquele colega que nos via com uma sandes e não conseguia não pedir um bocado. E lá ia metade da sandes... Ele chegava a nossa casa (chegou a ir lá para fazer trabalhos de grupo com o meu colega de casa) e dizia logo "então o que é que tens aí que se coma?". Não me interpretem mal, eu adoro partilhar coisas, incluindo comida! Mas 1) só admito esse tipo de à-vontade quando realmente estou à-vontade com as pessoas, 2) se não estás incluído no ponto 1, espera que te ofereçam.
Livrei-me do José, encontrei o Mike (outro nome falso). O Mike foi uma das primeiras pessoas de quem gostei na residência. Tem muitas inseguranças e macaquinhos na cabeça, mas é boa pessoa. Aliás, foi o primeiro a oferecer-se para me dar comida / sumo / café / whatever. Gosta de partilhar. O que me levou, durante muito tempo, a não perceber a sua faceta de amigo rafeiro... Precisei de um "trigger" (que já vou explicar mais à frente) para abrir os olhos. E, quando abri os olhos, o que é que eu vi? Um cão esfomeado a fazer olhinhos à minha comida (não estou a brincar). De repente, apercebi-me de que ele está constantemente a fazer isto... A olhar intensamente para aquilo que estamos a comer, à espera que eu lhe pergunte se ele quer. Novamente, ele oferece coisas de volta... Mas não é bonito. É um ar de desespero que me dá vontade de não lhe dar comida, para ele aprender que não é assim que funciona (eu a querer educar um cão).
Ao fim-de-semana, eu nem me importo de lhe dar comida. Mas nos outros dias, eu cozinho sempre para duas refeições (para trazer para o laboratório no dia a seguir) e não me dá jeito nenhum que isso aconteça. Principalmente se não é planeado e eu não estava a contar com isso. Talvez ele não perceba, dado que almoça em casa praticamente todos os dias, mas para mim não é assim tão simples.
Estava eu há pouco a dizer que precisei de outra coisa para o conseguir identificar como rafeiro. Estão a ver quando os cães vão contra vocês e, como não têm noção da força, vos aleijam? O Mike vem até mim e esfrega-me os braços com força até me doer e eu fazer má cara. No outro dia, eu estava a cozinhar, e deu-me uma joelhada na perna como que a dar as boas-vindas. E foi isto que me fez lembrar o José... Eles nem fazem por mal, é só a sua forma de dizer "olá, estou aqui, sou um cãozinho, dá-me comida". É muito fofo quando cães de 4 patas os fazem, mas quando têm 2 patas só me resta mostrar má cara. E esperar que percebam, se não tenho de começar a rosnar.

Mais um vício


Assim de repente, de um dia para o outro, apercebo-me de que as temporadas de todas séries que estava a seguir assim que saíam acabaram. Todas. Na mesma semana. Isto é um perigo, senhores... Um perigo. Porque posso decidir começar a ver uma série de 50 temporadas e viciar-me, o que leva a que as minhas responsabilidades (como a tese e arrumar a casa) passem para segundo plano e eu me torne um ser oleoso que fica o dia todo na cama a comer pipocas (estou a exagerar, mas...).
Foi assim que vi, em menos de nada, os poucos episódios que já saíram da temporada Genius, que se centra maioritariamente na vida de Albert Einstein. Gostei bastante, não sei até que ponto muitas das coisas mais pessoais são verdade (tenho de averiguar), mas para mim é bastante motivador saber como certas coisas que eu estudei (durante demasiado tempo, porque estava sempre a reprovar :P) se descobriram. E, de certa forma, fiquei perplexa... Pensei que era necessário muito mais trabalho de laboratório, de experiências. Enfim, uma série para continuar a acompanhar.
O pior é que só havia 4 episódios disponíveis até à data... E foi assim que tive de arranjar algo mais com que me entreter. Para quê aproveitar o Sol lá fora quando podemos ser um ser quase inanimado a papar séries? (estou a brincar... ou não) Cheguei então a 13 reasons why, uma série que tem andado a dar que falar. No primeiro episódio, eu senti a maldade e a intriga de uma miúda que precisava de se fazer ouvir. Mas, assim do nada... Vi 8 episódios. Ontem. O que se resume em quase 8 horas (cada episódio tem mais de 50 minutos). Os filhos da mãe são espertos... Eles sabem que nós queremos saber a razão do Clay.
Eu já desenvolvi muitas teorias na minha cabeça... Que não vou partilhar para não spoilar ninguém. Mas que eles sabem viciar pessoas em problemas de adolescentes, lá isso sabem. Ao ponto de eu estar aqui a hiper-ventilar, a querer saber o que se passa a seguir.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Não, não era mesmo mais nada, obrigada

Cantê

Um fato de banho da Cantê, um corpinho destes a todos os níveis e uma viagem às ilhas gregas. Era só isto, que eu não sou muito exigente.

domingo, 21 de maio de 2017

A i. ficou apaixonada

O nosso estilo pessoal vai sofrendo alterações à medida que os anos passam, isso não é novidade e anormal seria se assim não fosse. Além disso, há lojas que sofrem verdadeiras transformações: ou que passam de vender coisas engraçadas a coisas abomináveis, ou - maravilha das maravilhas - o oposto.
Eu nunca gostei muito da promod. A minha mãe queria entrar e eu fazia cara feia. Ontem dei por mim atraída pela montra... E entrei. Entrei e... amei! Não sei o que se passou comigo, mas eu queria arrecadar tudo debaixo do braço e sair dali a correr. Tantas camisas e vestidos lindos!
Agora era o momento em que eu publicava aqui umas fotos do site... Mas os totós não me deixam aceder à imagem e não me apetece fazer prints. Desculpem. Fica ao critério da vossa imaginação sobre o meu bom gosto.


P.S. Por que é que as coisas têm de ser mais caras na Suíça? O meu sentimento de culpa é ainda maior. Parecendo que não, mais 10 a 15€ em cada peça faz diferença.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Boooom dia!


E depois do post de ontem sobre panquecas, era mesmo isto que está na imagem que eu queria para o pequeno-almoço. Sem tirar nem pôr. Não dá?! Mas por que razão?!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Quando tens o orientador mais tonto e querido do mundo

Eu tenho um carinho muito especial pela pessoa que o meu orientador me tem demonstrado ser. É uma pessoa super super inteligente, mas eu penso que o que o distingue é o facto de ser super preocupado pelas pessoas de quem gosta. A missão dele é fazer as pessoas felizes - por isso distribui chocolates e massagens. É um querido.
Anyway, recentemente, ele estava preocupado com uma novidade que recebeu via e-mail... Autorizou-me a ver, mas com a condição de não lhe contar. Eu disse que precisava de uma frase estúpida para lhe dizer que já tinha visto, para disfarçar a minha reacção. A frase foi decidida: Pancakes are ready.
Muitas piadas foram feitas com panquecas... Entretanto estávamos a falar do facto de ele ir ao Canadá um pouco antes de me ir embora e eu - feita parva - lembrei-me de lhe pedir maple syrup como souvenir! Em troca, eu faria panquecas.
No dia a seguir, quando cheguei, tinha um frasco de maple syrup em cima da minha secretária. Resultado: estou lixada.

domingo, 14 de maio de 2017

Caminhando para ser mais saudável... mas a alimentação e o exercício não são tudo!

A ler este artigo da NiT assim por alto, não pude deixar de pensar que era impossível que não andasse a acumular gorduras e celulite em tempo recorde.
Segundo eles, são estes os factores necessários para não acumular gordura abdominal:

- Dormir bem. Lol... Está bem, está. Aconteça o que acontecer, durma quantas horas dormir, acordo seeeeempre cansada.
- Alimentação saudável. Já falei sobre o assunto... Podia ser pior, mas também podia ser melhor.
- Vitamina D!! Tem sido um problema desde que vim morar mais para cima na Europa... E nem estou assim tão a Norte...
- Evitar o stress. Querem que ria ou que chore?
- Exercício físico. Sendo que o meu nome do meio é "preguiçosa", não está fácil...

Caso não tenham percebido, esta sou eu a tentar desculpabilizar-me de alguns factores... Não posso ter culpa de tudo, não é?

#salvadorable


Ontem vi um programa da Eurovisão pela primeira vez (pelo menos que me lembre). Eu sei - shame on me - mas eu sou uma pessoa que vê pouca televisão no geral, então de vez em quando ouço a canção vencedora de Portugal na internet, uma música ou outra que causam mais furor, e é isso.
Mas ontem... Ontem foi diferente. É verdade que se proporcionou que estivesse num sítio com televisão portuguesa (antes que digam que na tv suíça também passa, eu cá não tenho televisão de todo e, parecendo que não, ligo mais se ouvir em português do que em francês), mas penso que seria diferente de qualquer das maneiras.
A canção interpretada pelo Salvador Sobral, não sendo a típica canção festivaleira, despertou a minha curiosidade. Eu sou fã do trabalho da sua irmã, Luísa, ela é uma fofinha fofinha, pelo que a qualidade da coisa não me surpreendeu de todo... O que me surpreendeu - e me deixa orgulhosa e de peito cheio por ser portuguesa - é que uma canção, cantada na nossa língua materna, sem floreados ou ritmos pop, tenha chegado ao coração de toda a gente. Não digo isto gratuitamente, é mesmo o que sinto e penso... Não me imagino a sentir desta forma uma música cantada em russo que não entendo; no entanto, isto significa que poderia acontecer, se fosse suficientemente boa e cheia de emoção.
E isto... Este sentimento que o Salvador me permitiu, por ter feito com que uma canção portuguesa tão bonita transcendesse todas as fronteiras (de países, línguas, religiões ou culturas) e se tornasse universal, deixa-me feliz e cheia de orgulho.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Se calhar é isto que as pessoas do meu lab pensam


Bolos! Bolos todos os dias! Bolos e mais bolos!

Caminhando para ser mais saudável... mas com passinhos para trás

Ah e tal, decides ser saudável... Decides o tanas! Eu bem me esforço. Trago frutinha e iogurtes e coisas saudáveis para comer no lab. Aliás, é algo que faço desde que vim para aqui... Mas eu trabalho num laboratório de pessoas mentalmente gordas que só pensam em comer coisas boas (acho que vim para o meu habitat natural). Há alturas em que trazem bolos só porque... sim.
Ontem uma das minhas colegas trouxe um bolo para o lanche. Ainda ponderei dizer que não queria, mas depois pensei melhor... É só uma fatia pequenina com o meu chá, não faz mal a ninguém. Hoje já reparei que há um bolo gigante e apetitoso... Não faço a mínima ideia de quem o trouxe nem por que razão, mas já se está mesmo a ver o que vai acontecer depois de almoço.
A sério, a culpa nem é minha!! Não vou ser mal educada e não aceitar o que me oferecem com tanta gentileza, não é?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Como assim?!

Eu esqueço-me de que as Licenciaturas são de 3 anos. Epa, esqueço-me... Esta coisa do Mestrado Integrado fez com que eu não pensasse muito na coisa. Estou numa coisa, agora já estou na outra... Algures pelo meio estava nas duas. Enfim. Então quando - de repente - comecei a ver a Bênção de pessoas que eu julgava andarem na primária (váá, na Secundária!)... Fiquei chocada. Como assim estas pessoas já estão a acabar?! Como assim elas sequer começaram?! Pronto. É isto. Custa a aceitar que o tempo passa. E eu só tenho 23 anos.

sábado, 6 de maio de 2017

Caminhando para ser mais saudável... mas com passinhos de bebé

No geral, há muitos anos que sou uma pessoa pouco saudável. O facto de comer tudo e mais alguma coisa sem engordar (ou acumular coisas indesejadas) fez com que me habituasse a comer muita porcaria. Desporto? Depois de ter uns problemas de coluna um pouco mais graves aos 17 anos (nada de especial, mas que fizeram com que tivesse de parar de fazer Educação Física), pouco mais me mexi. Portanto, nos últimos 5 ou 6 anos, até me inscrevi no ginásio uma vez... Mas a falta de frequência fez com que não fizesse sentido continuar a pagar a mensalidade.
O pior é que eu sempre gostei desta vida. Então deitar-me a ver séries enquanto como pipocas e/ou chocolate não é tão bom? Há lá coisinha melhor. Ainda assim, apesar de não engordar, eu sempre soube que isto não era bom para a minha saúde. Então defini um limite na minha cabeça. Até aos 25, tenho de caminhar para ser saudável. Diminuir aqui o consumo disto, aumentar um bocadinho o daquilo... Ir-me mexendo mais e mais.
Apesar de faltar um ano e meio para os 25, ter vindo para a Suíça melhorou a minha alimentação. Não me lixem, a comida é cara... Então, por que motivo iria gastar muito dinheiro em pacotes de batatas fritas? Ou em bolachas de chocolate? Ou em ir jantar ao McDonald's por cerca de 15€? No entanto, o sedentarismo instalou-se ainda mais na minha vida... Praticamente não ando a pé e estou sentada ao computador durante muiiiitas horas. Para depois descer as escadas, sentar-me num autocarro e voltar para casa.
Tudo isto - aliado a outros factores - fizeram com que começasse a acumular celulite de forma louca. Vocês vêem-me no dia-a-dia, magra, e dizem que estou parva... Se há coisa que me irrita é quando as pessoas começam com o "tu sabes lá", "tu não precisas", porque sou magra. Ya, sou magra, os meus braços são esqueléticos... Mas isso não me impede de acumular seja lá o que for. Bem, voltando ao tópico... Comecei a acumular celulite e o facto de só ter um espelho de cara no quarto fez com que não me apercebesse bem da dimensão da coisa. Quando me olhava ao espelho, estava vestida... Por isso, o ataque à coisa tardou em chegar, bem como a minha preparação mental (ainda estou longe de estar bem mentalizada).
Continuo sem me querer mexer... É tarde para me inscrever em ginásios aqui (vou embora daqui a menos de 2 meses) e a chuva não ajuda a querer praticar seja o que for ao ar livre. Nááá. Mas o facto de o saudável estar na moda faz com que seja fácil fazer pequenas alterações na alimentação - o que já comecei a fazer. A preferir certos tipos de pães ou de massas (se bem que a massa é o meu calcanhar de Aquiles... adoro massas). A comprar sementes e mariquices para pôr nos iogurtes (magros, hã?). A ter pequenos-almoços mais saudáveis (todos os dias e não só ao fim-de-semana).
Enfim... Pequenas alterações. Passinhos de bebé. Afinal de contas, ainda falta um ano e meio até aos 25.

sábado, 29 de abril de 2017

Tudo tem prós e contras, até isto


Olá desde há uns dias... A inércia deu cabo de mim e, por mais que eu começasse posts, acabava por apagar o que tinha começado e depressa mudava de separador.
Estou em Portugal faz hoje uma semana, daqui a três dias volto para Genebra. Avaliando esta semana, parece que não fiz nada de especial... Passou a correr.
Durante os últimos cinco anos, eu não vinha assim tão regularmente a casa (sem contar com as férias), pelo que não é assim tão estranho chegar cá e ser quase como era antes. No entanto, há pessoas que vejo muito menos - nomeadamente a minha mãe e os meus amigos - e aí a conversa já é outra.
Estar cá é tão bom e tão mau. Acho que não vale a pena explicar por que motivo é bom, mas a parte má prende-se muito ao facto de me deparar com o que estou a perder com as minhas escolhas. Não quero com isto dizer que não há uma parte boa em estar lá fora... Claro que há. Mas exige tantos sacrifícios emocionais, dos quais me apercebo muito mais quando cá estou.
Eu acho que não conseguiria restringir a minha vida a este sítio, sentir-me-ia incompleta. Mas uma grande parte do meu coração ficou por aqui...

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Linda e perfumada?

Até há cerca de 1 ano atrás, eu não punha perfume todos os dias, então nunca foi regular comprá-los... Muito honestamente, só gastei um perfume até hoje (o Black XS da Paco Rabanne) e foi porque a minha mãe também usava bastante. Como gostávamos tanto, acabámos a comprar um segundo frasco em promoção. Ainda lá está. Devo dizer que eu estava na Escola Básica quando isto aconteceu... Estou agora a acabar o Mestrado.
Duas coisas derivam desta parca utilização: (i) adquiro perfumes quando o rei faz anos, (ii) tenho muitos perfumes na mesma. Ainda assim, uma pessoa apaixona-se por outras fragrâncias e/ou cansa-se dos que já tem, não é verdade? Foi deste modo que comprei os meus dois últimos perfumes (em 2015). Nesse Inverno, adquiri o Guilty da Gucci (que é assim a minha maior paixão de todos os tempos e que, devido ao preço, namorei-o cerca de 2 anos sem o comprar) e, no Verão, o Be Delicious da DKNY (simplesmente porque estava a precisar de uma nova fragrância fresca!). Entretanto, comecei a utilizar perfumes muito mais regularmente e isso faz com que me canse mais. O Guilty continua a ser o meu amor forte, mas a vontade de usá-lo diminui quando chega o bom tempo...
Por obra do acaso, experimentei recentemente o Sun di Gioia da Giorgio Armani. Devo dizer que tive mixed feelings... Mas ao mesmo tempo, fiquei in love. Isto porque, assim de repente, faz lembrar protector solar - razão pela qual fiquei confusa em relação aos meus sentimentos. Então agora fazem um perfume com cheiro a protector?? Para isso põe-se protector e pronto. Porém, a verdade é que a sensação que traz é muito boa. Como não associar o cheiro de protector solar a coisas boas? Verão, calor, praia, aiii... Será que sou menina para cometer uma pequena loucura?

domingo, 16 de abril de 2017

Vou ter sempre ar de miúda? #parte 2


A propósito do post de ontem, lembrei-me de uma conversa que tive com as minhas amigas há relativamente pouco tempo. Olhando para a forma como me visto, eu sou, de facto, uma miúda no dia-a-dia (na sexta-feira estava apresentável, foi só a minha cara).
Por exemplo, ando quase sempre de ténis, principalmente na meia estação. Hoje em dia os ténis estão na moda e podem ser conjugados de forma menos jovial, mas ainda assim... Depois com uma mochila às costas, querem que as pessoas achem o quê? Eu sou uma menina que vai para a escolinha.
Isso não significa que eu não consiga ser formal a vestir-me. Consigo, se for necessário. Só não é a minha praia... Ainda.

Domingo de Páscoa


Por aqui, tem sido um Domingo praticamente normal (só vou a Portugal daqui a uma semana). Tive uma espécie de brunch com muitos crepes (com nutella e banana, com manteiga de côco e mirtilos, com mel e canela... Enfim, muitos crepes) e agora queria trabalhar um pouquinho e/ou arrumar o quarto. Mas a preguiça... Ai a preguiça! Para mim é todos os dias, não só nos dias santos.
Se celebram a Páscoa, espero que tenham uma Páscoa feliz. Se não é o caso, tenham apenas um feliz Domingo :)

sábado, 15 de abril de 2017

Vou ter sempre ar de miúda?

Tenho 23 anos. A última vez que me pediram identificação para beber num bar foi há cerca de 4 anos.  O rapaz que estava ao balcão quase me pediu desculpa enquanto me pedia o BI, a dizer "temos sido fiscalizados", e eu dizia "então, claro, não tem problema". Até ontem...
Fui jantar a uma espécie de festa indiana, organizada numa discoteca que tem um espaço aberto onde colocaram barraquinhas de comida. Apesar de ainda não estar a funcionar como discoteca àquela hora, era possível ficar lá all night long, pelo que a entrada era permitida apenas a maiores de 18 anos.
Entrámos mas, passado algum tempo, decidimos sair para ir levantar dinheiro. Quando voltámos a entrar, os seguranças pediram algo em francês. Entrei em modo piloto automático, nem pensei muito no assunto, e abri a mala como as outras raparigas que estavam comigo, para mostrar que não tinha lá garrafa nenhuma. Todas nós seguimos em frente, mas eu fui literalmente barrada... O segurança que não tinha falado deve ter percebido que o meu francês era uma lástima e que eu não tinha percebido o que eles me pediram, então disse-me em inglês:
- Não, não. A identificação. Já tens 18 anos?
Eu, que normalmente sou uma pessoa séria nestas coisas, não consegui evitar rir-me muito, enquanto abria a carteira e dizia:
- Tenho 23.
O segurança ficou a olhar para mim com cara de parvo (o que me deu mais vontade de rir, mas não o fiz) e apenas disse:
- Really?!
Escusado será dizer que fui muito gozada. A mais velha do grupo foi barrada. Afinal não sou uma velhota!! Yey!!

Forever fifteen!!!! :D

Big kid


Não sei muito bem como, dei por mim a reflectir em como eu era uma criança estupidamente adulta. Às vezes mais do que hoje em dia. Ser filha de um pai deficiente e exigente é o mesmo que seres entregue aos lobos. Ou ages, ou ages - não há um plano B.
Ele levava-me aos bancos, a compartições das finanças, etc. etc., que muitas vezes eram em edifícios antigos sem acesso para cadeiras de rodas. E lá ia eu... "boa tarde, o meu pai é o X (como se eles não soubessem já), ele está lá fora e não pode entrar. Ele precisa de fazer isto e isto, depois posso levar lá fora para ele assinar?". Não havia tempo de antena para a vergonha ou para a timidez. É como disse, ou ages, ou ages.
Foi assim que, com 4 anos, eu passava cheques. Algures na primária comecei a preencher documentos burocráticos relacionados com a actividade profissional do meu pai. Na altura, não vou dizer que gostava de o fazer... Claramente não gostava da obrigação que sentia, consigo ver isso agora. Não gostava de não ter outra opção para além de enfrentar pessoas desconhecidas - algo que nunca gostei e ainda hoje não gosto. Claro que o faço, só não gosto. A minha mãe chegou a atirar-me à cara que com o meu pai eu não tinha problemas em fazer X ou Y. Olha, boa, não tinha outra hipótese.
Felizmente ou infelizmente, a capacidade para dizer "não quero", "não consigo", "não posso" chegou tarde. Sei que ainda lhe dei umas quantas frustrações com o "não consigo", todas relacionadas com a minha fraca capacidade para trabalhos manuais. Não é que eu não tentasse, mas lembro-me de uma vez em que estávamos só os dois - tinha eu 12 anos, a minha avó tinha morrido há pouco tempo e ele queria à força que eu acendesse a lareira. Eu tentei, mas cheguei a um ponto em que claramente vi que não estava a conseguir e desisti de tentar. Ele exaltou-se de uma forma louca (agora, de fora e 11 anos depois, consigo perceber o porquê, o sentimento de incapacidade total), mas eu mantive a minha posição. Claro que parece estúpido, de criança mimada que não quer fazer mais... Mas eu também tinha direito a dizer que não, a definir limites.
Não me estou a queixar da minha infância. Não foi a melhor, mas também não há-de ter sido a pior neste mundo. Tinha comida, várias casas (pois é, vantagens de ser filho de pais separados) e pessoas que me amavam. Também não me acho mais do que ninguém por ter passado por isto... Até acho que as crianças são demasiado protegidas do mundo real. Mas não deixa de ser irónico que, com aquela idade, fosse muito mais corajosa e lutadora do que me julgo agora. Possivelmente, tudo para o deixar orgulhoso...

terça-feira, 11 de abril de 2017

Mães que não merecem os filhos que têm (*)

Eu era o sonho de qualquer mãe. Minimamente bem comportada (a verdade é que não me lembro bem, também devo ter dado algumas dores de cabeça, mas no geral até fui soft), inteligente e madura para a idade que tinha (reparem que estou a falar de quando era criança, não de agora), nunca dei grandes preocupações.
Além das características gerais que já eram fantásticas, adoro ler desde tenra idade. Não é isto o sonho de qualquer mãe?? Que o seu pequeno rebento queira livros em vez de Barbies? Que solte a sua imaginação com leituras em vez de lutas na televisão?
É que eu acho mesmo que sim, que isto é o sonho de qualquer mãe ou pai. No entanto, já se sabe que Deus dá nozes a quem não tem dentes... E a minha mãe achava que eu lia demais, que não era saudável. Como tal, não me dava livros e chegava a recusar-se a ir comigo a bibliotecas (é que se fosse só pelo preço... mas não).
Hoje vi que a Fnac estava com promoções em alguns livros e eu, que queria continuar a ler a colecção d'A Amiga Genial (como falei aqui, por exemplo) e comprar o Coração Impaciente (crítica que me cativou aqui, pela M), resolvi aproveitar. Troquei umas mensagens com a minha mãe no facebook para lhe dar a conhecer os meus planos, dado que encomendaria os livros lá para casa (e também porque ainda não sou independente do ponto de vista financeiro, pelo que gosto de a informar / pedir opinião sobre os meus gastos). No fim, acabei por lhe pedir para ir pagar ao Multibanco, pois o meu pagamento por cartão não está a funcionar, e agradeci-lhe muito... Ao que ela me responde:

- Tu mereces.

Tu mereces?? WTF?? AGORA? Agora, que me devia dizer "mas tens tantas coisas para fazer que não tens tempo para ler" ou "andas a gastar muito dinheiro e isto é uma despesa que se pode evitar", é que me diz isto?? Pois mereço, eu sei que mereço. Mas quando tinha 6 anos também (nessa altura ela comprava-me os livros da Anita... mas porque achava graça). E 8. E 12. E 16. Feia.


(*) Estou a brincar, ok??

domingo, 9 de abril de 2017

Pensamento positivo depois do último post

Olá, eu sou a i. e digo que quero ser investigadora. Lol.

Não se deixem enganar por pessoas sorridentes e felizes a fazer investigação. Só mentiras!

Esta semana que passou foi uma das piores desde que aqui cheguei. Acho que nunca me tinha sentido tão impotente e perdida... Depois de uma apresentação que me deixou muitíssimo nervosa (pensei que ia ser muito pior, ajudou o facto de me preparar com antecedência), experenciei momentos muito infelizes. Momentos de desespero, de impotência, de frustração. Momentos em que eu pensava o quão burra e estúpida sou. Tudo isto a juntar ao facto de o meu projecto estar super atrasado, ter chegado a um ponto em que tudo está a correr e mal e não temos a certeza de que o que vamos fazer a seguir resulte. Enfim... Foi depressivo e cansativo. Principalmente, porque tenho de fingir manter o optimismo em como tudo vai melhorar... Não vai.
Consigo entender totalmente a razão que leva as pessoas a desistirem de investigação e irem pentear macacos (isto para dizer que pentear macacos às vezes deve ser melhor). E o que sei eu do assunto? Sou uma mera estudante de Mestrado, com zero experiência na área... Imagino como é para quem lida diariamente com o assunto há anos. O pior? O pior é que mesmo dizendo e sabendo que o que estou a dizer é verdade, continuo a dizer que quero fazer investigação. Não sou psicóloga, mas algo não bate certo na minha cabecinha... Como é possível alguém gostar de algo que a faz sofrer e não se considerar masoquista? Que me perdoem os investigadores, mas eu só consigo explicar isto com um Complexo de Deus qualquer (lá estou eu outra vez a invocar coisas de que não percebo)... Ai e tal, somos tão bons, vamos fazer a ciência avançar, trazer algo de bom para a sociedade. Bullshit é que vamos. Vamos só ser deprimidos e frustrados durante, pelo menos, 80% dos nossos dias. Amém.

Desejos


Quero isto um dia, ao acordar, ok? :) O contrário não é válido porque o pequeno-almoço preferido dele é Chocapic.

sábado, 8 de abril de 2017

Quase a matar saudades


Daqui a duas semanas estou em Portugal. Mal posso esperar por aterrar no meu país! Não que esteja mau tempo na Suíça (que não está, meus ricos dias grandes com céu azul e calorzinho), mas tenho saudades de tantas coisas... Sem contar com a família e os amigos, claro, que desses sinto falta todos os dias.
Tenho saudades de me sentar numa esplanada e de pedir um café e uma água das pedras (aqui há água gaseificada, sim... mas não é a mesma coisa. E a bica então nem se fala). Das imperiais de fim de tarde... Que quando eu aí chegar podem ser acompanhadas de caracóis (mal posso esperar!!!!). Dos famosos pastéis de nata que, sendo algo tão garantido, não pensamos que podem fazer falta com a bica a meio da manhã. Da carne... Ai, a carne! Há quem tenha saudades do bacalhau, eu tenho saudades de carne boa (hábitos de alguém nascido e criado no Alentejo...).
Pequenas coisas... Que me fazem sentir em casa. Tenho saudades do conforto que sinto em Portugal, não nego.

Os blogues de moda não são nossos amigos

Eu não sou muito de ler blogues exclusivamente de moda. Ainda assim, sigo duas ou três bloggers desse género no instagram e mais outras tantas no facebook... E é assim que, de vez em quando, clico nos posts do Style it up. Quando elas publicam coisas que estão fora do meu budget, tudo muito bem... Mas na semana passada dei por mim a ponderar desgraçar-me com algumas pecitas que sugeriram lá no blogue (aliás, com um macacão azulão da La Redoute desgracei-me mesmo... e depois uma pessoa já está no site, aproveita e vê mais coisas para comprar. Terrível). Como se não bastasse, a Pipoca publicou um dos seus looks, com uma opção de calças do mesmo género, mas mais baratas. Aqui ficam as coisas que quero acrescentar à minha vida:

Blazer Zara
Calças Zara
Casaco Mango
Calças Stradivarius

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Monday mood


Não sendo o tipo de pessoa que compraria estas quatro t-shirts juntas (e eu tenho muitas peças iguais), achei piada ao conceito. Realmente as cores que vestimos reflectem muito o nosso estado de espírito (normalmente, podem ser só gostos), por isso faz-me sentido este degradê de sexta a segunda-feira.
Como agora ando numa fase minimalista (quem não anda?), também estava aqui a imaginar os looks com estas t-shirts, umas calças de ganga / pretas e os meus Gazelle imaginários. Ou os meus New Balance. Ou os meus All Star. Que felizmente não são imaginários e são lindos! (eu vaidosa)

domingo, 2 de abril de 2017

Amor à primeira vista

O verdadeiro ícone da Pandora são as pulseiras às quais se podem adicionar diferentes peças. Todo um conceito que foi muito bem aceite pelo mulherio, que tem as mais diversas ocasiões como desculpa para aumentar o seu conjunto (eu sou excepção, quatro peças em cerca de quatro anos... que desgraça).
Ainda que as ditas pulseiras sejam o que mais se associa à marca, a verdade é que as outras jóias são uma perdição. Há sempre colares e anéis lindíssimos, simples qb e requintados. Eu, pelo menos, gosto (embora não possua mais nada da marca).
Recentemente, bati com os olhos nuns brincos... Procurei-os na internet e a imagem não faz jus à sua beleza. São discretos, mas ao mesmo tempo capazes de dar brilho a um look. Adorei-os! Se passarem por uma loja, vejam com os vossos próprios olhos. Caso não gostem assim tanto, nada temam... Comprem na mesma e mandem para cá que eu aceito. Aqui ficam os ditos:

Brincos Shinning Midnight

Bom diiiiiaaaaaaa!!


Bom dia, pessoas lindas!
Aproveitem o dia... O meu vai ser passado ao computador a preparar uma apresentação.
Wish me luck...

sábado, 1 de abril de 2017

Dinâmica de casal

Ontem estava a queixar-me de que estive poucas vezes com o L. este ano. No entanto, o "problema" é bem mais profundo, porque vem de trás. Antes disso, estive quase três meses sem o ver de todo... Antes desses três meses, foram as férias do Verão e, não podendo dizer que não o vi de todo, também não posso dizer que tivemos espaço de manobra para fazermos muitas coisas só os dois - porque não tivemos. Mesmo agora, metade do tempo que passei com ele não foi propriamente passado como casal, porque o ambiente não o permite.
Isto, por muito que eu não queira, faz-me fraquejar muitas vezes. Faz-me ficar insegura, nervosa, sem rumo. Não estou a dizer que me faz querer deitar tudo a perder, mas noto-me muito mais resmungona e pessimista na nossa relação. Tudo me afecta, tudo me parece um problema. As coisas negativas são aumentadas e as positivas quase passam como despercebidas. Não sei que género de reacção é esta, talvez um mecanismo estúpido de defesa que estou a criar por me sentir triste com isto.
Eu sei realmente o que me falta. Falta-me a nossa dinâmica como casal. Falta-me o "onde vamos jantar?", "o que vamos cozinhar?", "a que horas sais que eu passo aí?", "tu fazes isto, eu faço aquilo", "na tua casa ou na minha?", "amanhã dá-me mais jeito", "vamos como?", "passa aqui rápido para eu te dar um beijinho". Um casal precisa de rotinas, precisa de uma zona de conforto boa (de onde também é muito bom sair, of course), precisa de saber que terão sempre os braços um do outro. É isso que me falta. Que nos falta.