terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Traições televisivas


Eu não tenho medo de compromissos de qualquer tipo. Sou uma pessoa até bastante empenhada em fazer as coisas resultar. Não falo apenas de relações amorosas, falo da vida em geral. Quando me comprometo com algo em que acredito, sou uma rocha que não quebra assim tão facilmente. Apesar de não estar a falar apenas de namoros e afins, posso dizer que a minha relação séria menos longa até à data durou 4 anos... Neste momento, estamos nos quase 6 anos and counting. Not bad, para uma pessoa de 24 anos. Mas adiante...
Já percebi que, na minha vida, há uma coisa em que eu não quero ser "fiel": nas séries e nos filmes. Na primeira vez que isto me aconteceu, fui a traída. Obriguei o meu namorado a ver Breaking Bad comigo (ele não queria começar na altura), com o intuito de termos uma série para vermos os dois, e no dia seguinte ele já tinha começado a segunda temporada. Traição. Ficou dito ali que NUNCA MAIS.
No entanto, o contrário também já se verificou com outras pessoas e eu senti na pele que não queria seguir séries assim. Aquela pressão de ter de estar disponível quando o episódio sai, de "só" se poder ver se estivermos juntos, de ter de mudar a minha vida para ver a porcaria de uma série que eu poderia só querer ver sozinha antes de dormir... Nop. Não dá. Se se proporcionar, tudo bem, junta-se o útil ao agradável. Caso contrário, passo a outro e não ao mesmo.
Não digo que vou ser assim para sempre. Se um dia viver com uma pessoa e tivermos a rotina de ver determinado programa ou série, posso perfeitamente lidar com isso. Mas com uma condição: flexibilidade. Odeio restrições.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Facto

Quando passo mais tempo em casa, a concentrar-me em coisas sérias, torno-me mais fútil. Estou tanto tempo focada em acertar pormenores da tese / problemas para resolver / entrevistas e candidaturas, que depois o meu cérebro tem ali uma falha qualquer para compensar e fica maluco com os e-mails que vão para o separador "Promoções".
Quer isto dizer que, se eu continuar muito tempo em casa a lidar com chatices, vou tornar-me numa pessoa deprimente e fútil? É que eu até me considero uma pessoa interessante, no sentido em que os meus interesses vão muito além da roupa... Não quero regredir!

sábado, 9 de dezembro de 2017

A pouco e pouco ou Christmas gifts

Para quem não sabe: eu adoro dar prendas de Natal. Adoro o processo de pensar nos gostos e nas necessidades das pessoas de quem gosto e, por fim, de as mimar. Este ano, demorei mais a iniciar esta procura pelo presente perfeito, mas já conto com alguns. Posto isto, decidi partilhar algumas das minhas aquisições convosco. Como são para tipos de pessoas muito diferentes, podem servir de inspiração para alguma dúvida que ainda tenham! Ora então vamos a isto:


1 | Livro "O Nascimento de Vénus", para a minha tia que adora ler. Quem diz a tia, diz a sogra, a prima, a mãe... Ou o tio, o sogro, o primo, o pai. Quem diz este, diz outro livro que a pessoa em questão queira. Escolhi este romance histórico por me ter sido aconselhado por uma amiga com um bom gosto literário.

2 | Brincos da moda, para a melhor amiga. Mais uma vez, pode ser adaptado para outra pessoa e o modelo não tem de ser este (mas espero que a minha amiga goste, foram comprados com o coração).

3 | Carteira de marca desportiva, para o primo adolescente. Peço desculpa por ter esgotado o modelo no site (sim, fui eu, eu queria comprar duas e já não pude).

4 | Kit de magia, para a filha da amiga da mãe. Ou qualquer criança de mais de 8 anos da família. Eu sou suspeita, mas adoro dar prendas da Science4you a crianças... Estive indecisa entre este e a Fábrica de Perfumes e apenas escolhi este pela criança em questão.

5 | Pólo, para o namorado. Eu sei, um pólo de manga curta? Neste caso, foi apenas porque era algo que o meu dito cujo queria. E anuncio já aqui para ele ver?? Tive de lhe contar, para ele não comprar também. [por isso terá direito a outra prenda mais pequenina, surpresa]. Não tem link, porque adquiri num site de promoções e já não está disponível. Normalmente (não sempre, o meu namorado é a excepção), as pessoas que gostam deste tipo de coisas (pai, irmão, os meus primos betos), podem também gostar de: coisa de beto número 1 e coisa de beto número 2.

6 | Relógio, para a mãe. Ou para a namorada ou para a irmã ou para qualquer outra sortuda da família. Eu adorei este relógio mal o vi e comprei-o para mim. Acontece que, quando chegou, achei-o demasiado pequeno... E a minha mãe disse que nem pensar que eu o devolvia, que lho ia dar de prenda de Natal. Como tal, agora também vou ter de pensar numa prendinha surpresa... Já agora, a Daniel Wellington tem sempre imensas parcerias a dar 15% de desconto, é uma questão de procurar no instagram.

Prenda para a minha melhor amiga

Não troco presentes com todas as minhas amigas, mas há uma em particular a quem sou fiel, tanto nos anos como no Natal. Normalmente, consigo escolher objectos que se identificam com ela e não apenas uma coisa qualquer só para dizer que comprei, o que para mim é muito importante.
Este ano, está a ser mais complicado pensar no assunto. Até porque a minha querida amiga decidiu nascer 3 dias depois do Natal, para me complicar a tarefa! Em mais de 10 anos de amizade, já lhe ofereci de tudo... Brincos, peças para a Pandora, livros e mais livros, cremes, ...
Estava a pensar que maquilhagem poderia ser uma boa ideia, porque é algo de que ela gosta. Contudo, não sei as suas necessidades e, conhecendo-a, sei que iria gostar de escolher por ela. Como já lhe ofereci um necessaire algures no tempo, não me queria repetir... E eis que surge a ideia: que tal um organizador de maquilhagem? A Primark vende uns, engraçados e baratos, e é algo que dá jeito. Sendo barato, posso sempre complementar com algo mais, como um batom ou um lápis de lábios (a quem disse, berenice? tem um "transparente", dá para todos os batons). E fica uma das prendas para a minha amiga despachada. Agora só falta a outra... (que também está mais ou menos pensada)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Querido, mudei a árvore #2


Toda a gente diz que "it's beginning to look a lot like Christmas" (agridam-me, não sabia que isto era uma canção) e eu, por muito Grinch que seja (não sou), tenho de dar o braço a torcer. Além disso, não dá como negar que as decorações de Natal são assim a coisa mais fofinha de sempre... Como tínhamos decidido comprar novos enfeites para a árvore, este ano tive alguma liberdade para esbanjar dinheiro nisso mesmo (com moderação).
Depois de muita procura e dedicação para encontrar a decoração perfeita que não me deixasse sem dinheiro para comer... A foto acima mostra um bocadinho da minha árvore! Parece fancy, não parece? Não se deixem enganar! Fotografei uma parte pequenina e ainda teve direito a filtro do instastories. É que, devo confessar... O resultado final está assim meio para o aborrecido. Apetece-me revirar os olhos e dizer "BORING!".
Não dá como negar: cá para casa, gosto de uma árvore vermelha e dourada, em fundo verde. As árvores fancy e lindas de que eu gosto são feitas para espaços mais claros e minimalistas. A casa dos meus avós não é o cenário perfeito para uma árvore assim.
Este ano fica assim, para o ano logo se vê. Até porque as coisas que eu comprei dão para combinar com o que já tinha, por isso não há problema!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Expliquem-me lá este hábito, se faz favor


Alguém me explica aqueles casais que não se largam, mesmo quando um dos elementos está a conduzir? Aquele encaixe de mãos constante ali na zona das mudanças ou no colo?
Lembro-me de ser pequena (criança, mesmo), ver pessoas a fazê-lo e não compreender o motivo. Entretanto cresci, e... continuo sem atingir. Não é suposto conduzir-se com as duas mãos? E, mesmo que não seja o caso, não é suposto ter-se as mãos preparadas para qualquer eventualidade?
Não vou ser hipócrita. Já dei a mão ao meu namorado, estando um de nós dois a conduzir. No entanto, 1) foi uma coisa momentânea, 2) foi a excepção e não a regra. E acreditem em mim, gosto muito de dar a mão, estejamos a andar ou parados. Mas... A conduzir?
Muito honestamente, preciso - por favor! - de uma explicação. Eu tento não julgar comportamentos alheios, mas depois há sempre algo que me faz abanar a cabeça em desaprovação...

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Namoro com um cego

Digo ao meu namorado que quero estes anéis:


Ele pergunta-me se fazem alguma coisa ou se são apenas pulseiras. Só tenho a dizer que, mesmo que fossem pulseiras, têm o propósito de nos fazer sentir mais bonitas. Isto significa que servem para alguma coisa, está bem??

TAG natalício ou "Eu sou pior do que um monstro do Natal"

A Sofia, do Crónicas de Salto Alto, lixou-me bem lixadinha. Eu acho muito piada quando leio "5 factos que não sabiam sobre mim" e coisas que tais, e agora assim de repente consigo lembrar-me que  (i) tenho os dentes tortos, (ii) odeio queijo, (iii) quando era pequena, vesti 4 dias seguidos a mesma roupa e tive vergonha, (iv) não adoro fazer anos e (v) não gosto de usar golas altas apertadinhas ao pescoço. Vêem? Foi fácil. Então... Porque é que ela me lixou? Porque... é um TAG natalício! É suposto transbordar paz e amor e alegria e felicidade e tudo o que há de bom e fantástico nesta quadra... Que eu nem sempre sinto. Como tal, ficam já avisados de que o que se segue pode ferir a susceptibilidade dos mais sensíveis ao Natal. Prometo ser o mais fofinha possível.


Ora então vamos lá a isto! Pois diz que são 13 questões e depois tenho de passar a 7 bloggers... Argh, tenho medo de passar a isto a maluquinhos como eu! Vamos lá às questões e depois se verá.

1 - Qual é o teu filme de Natal favorito?
Ainda agora começou e já me sinto uma Grinch desta vida. E não, o meu filme de Natal favorito não é o Grinch... Simplesmente não tenho. Ups :x Prometo que, para compensar, hei-de ver muitos filmes natalícios e tentar decidir! Só nunca tive muito tempo para ver filmes nesta altura, porque...

2 - Onde costumas passar o Natal?
Tal como a Sofia, tive direito à minha correria natalícia. Desde que me lembro que tinha de dividir o Natal entre o meu pai e a minha mãe. Hoje em dia, continuo a dividir-me e faço questão de, pelo menos no dia 25, ir almoçar com a família do meu pai. No entanto, o dia 24 é... uma grande trampa. Ai esta família...!

3 - Qual é a tua música de Natal favorita?
Conseguem adivinhar a minha resposta?? Pois........ Não tenho! Mas aqui têm duas que já ouvi muito: Feliz Navidad (todos a trautear "Feliz Navidad, Feliz Navidad, Prospero Año y Felicidad... I wanna wish you a Merry Christmas...") e God Rest Ye Merry Gentlemen (ainda não ouvi o álbum deste ano!!).

4 - Abres os presentes na véspera de Natal?
É aqui que descamba ainda mais... A minha mãe passou-me a sua não-tradição de Natal. Ela liga TÃO POUCO à coisa que abre os presentes quando lhos oferecem. Se quando era pequena abria os presentes em casa do meu pai à meia-noite e em casa da minha mãe no dia 25 quando chegasse, hoje sou igual à minha mãe. Se, por qualquer motivo, a pessoa disser "não! É para abrir no Natal!", a reacção é simples: "ah, está bem, tens razão". E abro quando a pessoa estiver fora do meu alcance.

5 - Por que tradições estás mais ansiosa este Natal?
Acho que já perceberam que... nenhuma.

6 - Tens uma árvore de Natal verdadeira ou falsa?
Falsa, como o meu Natal. Muahahah. Este ano vai ser feita pela primeira vez em muito tempo.

7 - Qual o teu doce/comida favorita no Natal?
Esta é fácil!!!! Arroz doce!!!! Mas, como nunca ninguém mo fez no Natal (falha gigante, família), demorei muitos anos de vida a aperceber-me de que era um doce natalício...

8 - Sê honesto: preferes dar ou receber presentes?
Eu adoro receber presentes, sempre. O problema é que sou uma mal-agradecida... Nesta altura, gosto bastante de pensar naquilo de que as minhas pessoas mais gostam... E é extremamente gratificante sentir que acertei. Este ano estou sem ideias e sem criatividade, por isso algo me diz que não vou gostar de dar nem de receber. Ups again.

9 - Qual foi o melhor presente que recebeste?
De Natal? Um relógio, há 50 mil anos.

10 - Qual é o teu lugar de sonho para visitar no Natal?
Eheheheh, se é para viajar, eu sei onde quero ir!! Em Janeiro, tive a oportunidade de passar quase uma semana num chalet nos Alpes... E, meus amigos! That's the dream! Chalets de madeira, neve, luzes de Natal... Um dia, i., um dia. Também quero muito ir ao Mercado de Natal de Estrasburgo, em França.

11 - Momento mais memorável das férias de Natal:
Infelizmente, os momentos das férias de Natal que tenho mais presentes são tristes e passados em hospitais. Não vou entrar por aí, não é?

12 - Como é que soubeste a verdade sobre o Pai Natal?
Ah. Ah. Ah. Falha total da minha família. A minha mãe chegava com os embrulhos e, no dia de Natal, tentava-me fazer acreditar que tinha sido o Pai Natal. Depois ainda tentaram dizer que o Menino Jesus me deixava coisas no sapatinho... Caros avós, sempre soube que eram vocês que punham lá o dinheiro (P.S. Não dêem só dinheiro a crianças).

13 - És uma pro a embrulhar ou um fail completo?
Só não sou um fail completo porque o embrulho existe e o presente está lá dentro. Há uma altura em que a minha mãe se passa e me tira as coisas das mãos. Destreza fantástica...

Em relação aos bloggers a quem quero passar este TAG, digo o seguinte: se conseguem ter respostas mais felizes, por favor sintam-se brindados com isto! Quero ler histórias bonitas por esses blogues fora!
Quanto ao meu Natal, eu adoro genuinamente a minha família e é isso que importa. Ainda sou uma pessoa sonhadora de 24 anos que espera um dia ter uma quadra bonita e cheia de gente à minha volta. 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

9 anos sem ti


Chegou o dia 5 de Dezembro e, pela primeira vez, sinto que este dia não me diz nada em particular. Não porque já não sinto a tua falta, mas porque é apenas um dia igual aos outros. Um dia em que tu não estás, um dia em que não vais voltar só por eu pensar mais em ti. Ainda assim, não vou negar que me lembro mais de cada vez que o meu telemóvel reflecte a data de hoje. É inevitável... Eu sou uma pessoa de datas, de associações. Seria impossível não relacionar a data com o acontecimento em si.
Isto para dizer que passaram 9 anos. 9 anos sem ti, em que foi difícil não sentir revolta. A tristeza é tolerável com o passar do tempo, a saudade torna-se numa constante com que se lida intrinsecamente. Mas a revolta? A revolta surge quando menos se espera, através do fio condutor de uma lembrança ou de um sentimento oculto. Eu tento, eu juro que tento... No entanto, é difícil não sentir que muito nos foi roubado. Os aniversários e os Natais? Habituei-me. Ao fim e ao cabo, foram coisas que partilhámos e que não nos tiram. E... o que veio de novo? Ciclos começados e terminados que não acompanhaste. Pessoas importantes que não conheceste. Conselhos que não deste. Segredos que não confessaste. Muitos e muitos momentos que não viveste.
Se fica mais fácil? Mentiria se dissesse que não. Há muito que fiz o luto e aceitei que partiste. Agarrei-me a uma fé rejuvenescida, com a certeza de que as coisas acontecem por uma razão. Se uma das minhas razões de viver foi ter sido tua filha, então só tenho a agradecer por isso (e por tudo o que lhe está associado, desde os momentos aos ensinamentos).
Desculpa pelos beijos e abraços que me pediste sem sucesso e pelos que dei sem vontade. Prometo melhorar nesse campo. E, já agora, aqui fica: um beijinho e um abraço. Não por ser hoje, mas sempre.

É só para dizer que...

Pessoas que se acham a última bolacha do pacote e que nunca são capazes de descer do pedestal irritam-me. Está dito.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Da boa educação. Ou da falta dela.

Eu considero-me uma pessoa minimamente bem educada. Mesmo que, por vezes, não saiba regra de etiqueta x ou y, há coisas básicas e fundamentais que não dispenso. Saudar as pessoas em estabelecimentos ou dentro de prédios (numa grande cidade, dizer "bom dia" a todas as pessoas na rua é estúpido), agradecer, pedir por favor, sorrir... São coisas simples que não custam nada a ninguém.
Tendo nascido e crescido numa pequena aldeia do Alentejo interior, tenho perfeita noção de que o nosso background afecta muito a nossa maneira de estar na vida e que não somos todos obrigados a saber estar com preceito no restaurante chique e xpto. Mesmo assim, fui educada por pessoas simples e bem educadas, que muito prezo e respeito.
No entanto, sabem quando começam a notar numa mania duma pessoa e depois já não se conseguem abstrair disso? Reparei que o meu avô (pessoa extremamente bem educada), quando chega a casa, não diz olá, bom dia, nada. Se só estiverem pessoas "da casa", não abre a boca!! Eu bem que forço e quase grito um "boa tarde", mas ele ignora-me. Eu percebo, está cansado e nós somos família... Mas custa assim tanto dizer qualquer coisa?
Dizem que burro velho não aprende e o meu avô está a um mês dos 82 anos. Não vou conseguir fazer nada dele, pois não?

Estou viva e dum lado para o outro!


Olá, olá! Este blogue tem andado a meio gás por n razões, mas a principal é mesmo o facto de andar "doidinha" de um lado para o outro (bloggers que estão sempre a ser pagas para viajar e ir a eventos, percebo a vossa dor em não encontrar tempo para escrever). No meu caso, algumas "voltas" foram por obrigação/dever, mas a verdade é que também tive dois fins-de-semana de folia por vontade própria.
Passei o Verão todo (ou quase) fechada em casa, a rejeitar todo o tipo de convites e planos, a dar tudo na minha tese, e agora que ainda não posso entregá-la e não tenho emprego (sniff sniff a dobrar), estou a vingar-me. Por exemplo, houve dois ou três festivais que tive de ignorar que existiam durante esse período, mas recentemente tive duas noites de Vodafone Mexefest para me deixarem mais feliz. Ainda para mais, adoro o conceito de ouvir músicas bonitas em sítios maravilhosos da nossa Lisboa. Há lá coisa mais bela... *olhar celestial*
Com mais voltas para aqui e para ali (e compras da decoração da árvore de Natal!), acabei por só vir para casa na quarta-feira ao fim do dia... Para depressa voltar a fazer as malas e ir passar o fim-de-semana prolongado a Sevilha! Eu e o meu namorado raramente vamos a algum lado só os dois, porque há sempre incompatibilidade de alguma espécie. Há uns meses, a minha vida estava mais certa e a dele numa incógnita... Agora é ao contrário. Acabámos por agendar tudo isto muito à pressa, há poucas semanas, e escolhemos apenas um destino minimamente interessante onde fosse possível ir de carro (acreditem em mim, não vão querer marcar viagens de avião com pouco tempo de antecedência para feriados). Foi um fim-de-semana diferente e muito giro... Poderei falar do assunto mais tarde se assim se proporcionar!
Agora tenho de ir preparar uma entrevista completamente diferente de todas as que já tive... E tenho mesmo de começar hoje, apesar de faltarem uns dias, porque já fui avisada de que a minha vida vai continuar numa roda-viva.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Verdadeiros dramas


As entrevistas conseguem ser, para mim, um verdadeiro bicho de sete cabeças. Ora porque não me sinto preparada, ora porque me sinto insegura, ora porque estou confusa, ora porque apenas não estou assim tão interessada e tenho de mostrar que estou... Enfim, todo um conjunto de "oras" para me dar cabo dos nervos.
Como se não bastassem estes "problemas" reais, ainda temos de nos preocupar com coisas tão básicas como: o que vestir, o que calçar e que acessórios levar. No fim do verão, era ver-me a transpirar com um blazer (e só pensar nisso depois da entrevista, de tão focada que estava). Há umas semanas, estava aquela temperatura ideal para que uma camisa/blusa e um blazer funcionassem... Neste momento, temos o problema oposto.
Meus senhores, está frio! E dicas sobre o que vestir nestas ocasiões, não há? Eu bem tentei variações de "winter interview outfits" ou "roupa de entrevista para o frio", mas há pouco disponível (e o que há, é mau). Claro que há looks super formais e bonitões nos blogues de moda (o Style it up está cheio deles), mas eu sou uma comum mortal! O meu roupeiro não está cheio de peças de uma palete de cores variada a tender para o formal. Ah! E  uma coisa é quando já se tem o emprego e se arranja ali aquele meio termo com aquilo que temos em casa, outra coisa é a primeira impressão...
Vou ter de arranjar qualquer coisinha assim mais chatinha para desenrascar, não é? Tudo bem, eu aguento-me com mais um "problema" no meio de tantos outros. É nestas alturas que eu gostava de ser do sexo oposto... Se é bem verdade que os homens têm sempre o mesmo fatinho e outfit aborrecido, também é verdade que dá um jeitão e que eu matava por uma solução parecida. Metem um casaco de inverno por cima e está feito.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Querido, mudei a árvore

Pela primeira vez em inúmeros (e incontáveis) anos, recebi luz verde da parte da minha mãe para mudarmos a decoração da Árvore de Natal. Não tendo uma tradição muito forte cá em casa, com circunstâncias de vida que se foram juntando, a árvore nem vê a luz do dia há alguns anos. Ainda assim, posso dizer que os meus enfeites - apesar de velhos - são bonitos. A minha mãe tende a puxar para o piroso, mas da última vez até conseguimos aproveitar muitas coisas para ter uma árvore bonitinha.
Desta vez, e para mudar o nosso eterno vermelho (conjugado com outras cores, claro), estou a pensar em apostar numa árvore em tons de branco / dourado / madeira. Já tinha umas bolinhas pequeninas brancas, adquiri um pack de 30 bolas douradas de diferentes estilos, e agora encontro-me em modo "à procura da decoração perfeita que não me custe os olhos da cara".
A minha primeira inspiração foi esta imagem:


Como tal, ainda preciso de encontrar umas pecinhas brancas (podem ou não ser flocos de neve) e gostava de comprar coisas de madeira, como pinhas e/ou figuras natalícias. Vamos ver como resulta... E se a "renovação" não se transforma numa pirosada total, que eu já começo a ver demasiado dourado à minha volta.

P.S. Sabem qual é o entusiasmo maior? A loucura das loucuras? A felicidade das felicidades? Vou comprar uma estrela para o topo da árvore pela primeira vez!!!! Antes que digam "whaaat?", "como assim?", "mas tu tiveste sequer Natal?", a minha resposta para vocês é: a minha mãe tinha um conjunto de laços vermelho, com um maior para o topo, que resultava bem. Mas agora vou poder ter uma estrela ^^ :D

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Vergonha alheia! Ou não.


Vi esta imagem e não pude deixar de me identificar. Não no que diz  respeito a canções, mas a filmes... Uma pessoa vê um filme em que há uma cena ou outra mais escaldante, uns palavrões de quando em vez, e nem se apercebe. Se estamos a ver exactamente a mesma coisa, mas com a mãe ao lado... Oh, God! De repente, nunca nada foi tão mau ou ordinário. Parece que estamos a ver pornografia com a nossa progenitora... Mas em câmara lenta, porque aquele momento nunca mais acaba. Quem nunca sentiu isto?

domingo, 19 de novembro de 2017

Girls vs. Boys [redes sociais]

Estava a comentar a foto de um amigo (ele é espanhol e escrevi "mira que guapo"), quando pensei "hummm, se o meu namorado deixasse um comentário parecido numa qualquer rapariga, eu se calhar não gostava". Claro que depende da relação que se tem com o/a amigo/a, da intenção, and so on, mas serviu para analisar este ponto.
A verdade é que era algo que eu diria pessoalmente ao rapaz em questão, à frente do meu namorado. Ainda assim, é de mim, ou homens e mulheres têm diferentes intenções e interpretações sobre isto? Isto é apenas uma generalização e não são todos iguais (além de que o contrário também se verifica), mas se uma rapariga põe um like / comenta uma foto de um rapaz, possivelmente é porque pensou "uhh, bonita foto", já o rapaz pensa "uhh, papava-te".
A prova disto é que, numa foto idêntica, uma rapariga comum vai ter o dobro dos likes dum rapaz comum. Ok, esta proporção foi acabada de inventar, mas se pensarem bem no assunto, sabem que tenho uma certa razão... Se os rapazes pusessem like por gostarem da foto e não por terem segundas intenções (ainda que subconscientes), também poriam noutros rapazes e este número seria equivalente.
Entretanto, vou continuar a deixar os comentários que me fazem sentido... Porque a verdade é que, independentemente de tudo isto, é apenas uma foto numa  rede social.

sábado, 18 de novembro de 2017

Devaneios de quem ouve rádio no carro


Nos últimos tempos, tenho andado mais de carro e isso faz com que pape vários programas de rádio. Por isso mesmo, vou estando a par das músicas mais in do momento, o que tem a sua utilidade... e terror. Há com cada musiquinha que valha-me-Deus.
Como já estava farta das kizombadas da RFM (tenho fases em que tolero melhor), voltei à Comercial. No outro dia, enquanto ouvia esta estação, dei por mim a pensar "epá, parecem mesmo as vozes dos Anjos". E não é que eram MESMO as vozes dos Anjos?? Na Comercial, senhores!!! O mundo da música está perdido, não está?
A rádio fez também com que eu desenvolvesse um ódio feroz em relação ao Diogo Piçarra. Aquela voz esganiçada dá-me cabo da cabeça... No entanto, com a sua participação na música Trevo (de que gosto muito), percebi que afinal até poderia gostar dele. Só precisava meeeeesmo que ele não fizesse falsetes e músicas de merda (o meu pedido de desculpa aos fãs).
Mas giro, giro é quando me apercebo que o carro que estou a conduzir está sem rádio e só aceita CD's, sendo que o único disco que ali se encontra é de cante alentejano. Vou só ali pôr uma boina e arranjar um cajado, que já estou pronta para ir para o grupo coral...

Será Natal?


Este ano, o calor prolongou-se e isso fez-me sentir uma certa repugnância a tudo o que estava associado ao Natal. Desculpem, nunca passei o Natal mais a Sul do que Portugal e calor é que não! Não há nada como o Sol de Inverno do nosso país, que sabe tão bem nos dias mais frescos... Adiante.
O fresquinho (sem chuva) chegou em grande e já me sabe bem passar e ver as luzes fofinhas desta época. Já paro mais demoradamente à frente de uma montra que transpire Natal. E foi assim que comprei a primeira prenda...
O comércio local de Lisboa, na zona de Alvalade, poderia levar-me à falência (sem o mínimo problema). Têm sempre coisas tão fofinhas... Tanto nas lojas mais modernas, com roupa tchanam, como nas mais tradicionais. Foi assim que comprei uma espécie de "faixa" central de mesa, alusiva à quadra natalícia, para oferecer a uma familiar.
Como tal, declaro aberta a caça às compras mais fofinhas para as minhas pessoas. E também a decorações de árvore de Natal porque, pela primeira vez em 15 (?) anos, a minha mãe mostrou-se receptiva a uma mudança.
Olá, Natal!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Pois que agora estamos nisto

Quando chega o momento em que a tua mãe já não vai ao médico contigo... e em que te começa a pedir para ires tu com ela. Está certo.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Birras


Não sei muito bem por que razão, hoje comecei a falar com a minha mãe sobre birras e sobre as boas palmadas que apanhei no lombo. Dizia a minha mãe que, sempre que eu voltava de casa do meu pai (se fosse por muito tempo ainda pior), vinha possuída e passados 10 minutos já estava a apanhar. Eu sei que era uma criança minimamente bem comportada, mas realmente também fazia das minhas...
Como ontem vi o vídeo da Cocó sobre birras, partilhei com a minha mãe que o pediatra tinha dito que a solução para as birras não era bater (apesar de concordar com essa acção em determinados contextos), mas sim ignorar e - aconteça o que acontecer - não ceder. Pode ser complicado, principalmente em público, mas não é nada bom se a criança perceber que essa chantagem emocional das birras em público resulta.
A minha mãe riu-se, a pensar em como ela própria nunca cedia, por mais ridícula e desmedida que fosse a minha "fita". Riu-se ainda mais a relembrar uma das minhas mais famosas birras (da qual não tenho memória) em que, segundo ela, eu chorei e gritei de forma louca durante todo o tempo em que estivemos numa feira. Eu queria um microfone que a minha mãe não me quis comprar e, estava de tal forma descontrolada, que a minha avó só lhe dizia "ai que lhe dá uma coisa! A menina vai ter um ataque!".
Toda a gente ficou a olhar para mim? Claro. Eu ou a minha mãe ficámos traumatizadas com o assunto? Nem por isso. Há necessidade de ceder às birras dos meninos, dar-lhe o que eles querem e criar filhos mal-habituados? Não me parece. [diz a pessoa sem filhos que ainda não teve de passar por isso, mas espero não mudar a minha opinião]

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Sai um arroz de pato para a mesa ao lado do Eusébio!


Ora então já temos nova revolta das redes sociais! Parece que o jantar da Web Summit no Panteão Nacional está a levantar ondas. A minha primeira reacção foi pensar "oh là là, quem me dera!" (já viram bem aquele requinte?) e a segunda foi rir-me ao imaginar-me a comer num cemitério ou num memorial à segunda guerra mundial (quão drástica?).
Vamos por partes. Os organizadores do evento já vieram pedir desculpas, explicando que têm um conceito diferente de morte e deixando claro que não quiseram ofender os portugueses. Aplaudo a reacção, perante tantas virgens ofendidas... Mas qual era a necessidade? Limitaram-se a pagar por um serviço que é oferecido, que está previsto pela nossa lei. E é aqui que reside o problema... Somos um país cujos valores permitem a realização deste tipo de eventos num local de culto? Talvez não.
Pessoalmente, não vejo problema. O Panteão Nacional tem o objectivo de homenagear figuras portuguesas de excepcional valor e, na minha perspectiva, os eventos associados seguiriam a mesma linha de raciocínio. Mas eu sou eu... E olhando para os portugueses, de facto não vejo que haja esta identificação. Temos um respeito muito grande em relação à morte, possivelmente devido às nossas crenças religiosas, e as nossas regras e leis deveriam ser um reflexo disso mesmo.
Se há a necessidade de tamanho ressabiamento? Não me parece. Mas do que não há MESMO MESMO necessidade é de os políticos se virem agora armar em bonitos. Temos o ex-Secretário de Estado que permitiu isto a dizer que há eventos mais adequados do que outros (não percebo a definição) e temos o próprio Primeiro Ministro a dizer que é indigno. Suuuure, como se não soubesses do que se ia passar...! Tal como, alegadamente, não sabia do jantar promovido pelo Turismo de Lisboa quando ele próprio era Presidente da Câmara de Lisboa. Que engraçado... (e conveniente)
Politiquices (que nem me interessam muito neste aspectos) à parte, se os jantares no Panteão vão ser proibidos (não que eu soubesse antes que eram autorizados), tenho pena de ter perdido a oportunidade para dar lá um saltinho e comer um croquete com o Garrett. Como eu nunca lá fui (isso sim, é problemático), teria sido uma excelente oportunidade para juntar o útil ao agradável...

Planos furados e respectiva frustração

Dizem que quanto mais alto se sobe, maior é a queda. Pois eu subo sempre muito em certas expectativas, pelo que depois caio redonda de nariz no chão. Como tal, dói e fico com vontade de chamar nomes às pessoas. Ou às companhias aéreas.

Expectativas (sniff sniff):

Realidade (i. a fazer birra com o mundo):

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Problemas geracionais


Nos últimos dias, os olhos de Portugal e do mundo têm incidido na Web Summit, que decorreu em Lisboa. Eu poderia vir de falar de tecnologia ou das noites de trânsito caótico devido ao evento, mas o que quero mesmo referir é o trabalho de voluntário de inúmeros jovens. Eu não sou velha do Restelo, não acho que é tudo "se eu estou aqui a dar o meu tempo, paguem-me". Mudam-se os tempos e as vontades têm de se adaptar...
Aliás, fui voluntária em vários eventos. O que me vem mais facilmente à memória é a Noite Europeia dos Investigadores. Em Portugal não há dinheiro para os investigadores em si, quanto mais para pessoas que estão a encaminhar pessoas num museu, num evento totalmente grátis! Na altura, encontrei um professor que perguntou se estávamos a ser pagos para o efeito... Ele "passou-se" quando disse que não, disse que não fazia sentido, que nunca o aceitaria. Mas a verdade é que há eventos assim, que não têm um grande financiamento (nem lucros) e que com o trabalho de jovens interessados (e inocentes! ahah) podem ser melhores.
No entanto, nada deste pensamento se aplica à categoria em que a Web Summit se insere. Estamos perante o maior evento de tecnologia do mundo... E a quantidade de gente (jovens, na sua maioria) que se submete a 4 dias de trabalho (mais ou menos) intensivo sem ser paga choca-me. Eu, há 2 ou 3 anos, se calhar pensaria o mesmo... "Que oportunidade fantástica, estar ali sem ter de pagar!!". É verdade, mas estás a prestar um serviço em que há orçamento para te pagar. Nem que fosse com base no ordenado mínimo, não estou a dizer para pagarem fortunas... Mas li uma notícia de um voluntário a dizer que, pelo trabalho que fazia, estava a ser pago a preço de ouro; outros a dizer que tinham tirado folga dos seus empregos para se voluntariarem... Mas estão doidos?
A nossa geração é totalmente explorada e, em vez de queixas e revoltas, tudo é visto como "uma grande oportunidade". Seja pelo trabalho voluntário que enriquece o currículo, seja pela empresa que te paga 1000€ para trabalhares 60 horas semanais sem te queixares... Enfim. É daqueles ciclos viciosos (para o qual contribuo) que não sei como pode ser quebrado.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Ele bem tenta


Sabem aquele espécime maravilhoso que eu amo do fundo do meu coração e que passo a vida a reclamar por - alegadamente - não me dar prendas? O L., sim, o meu namorado, esse mesmo.
Ora então, como vossas excelências sabem, eu fiz anos há umas semanas... Ele veio cá no fim-de-semana imediatamente a seguir e, quando vi o saco, sabia exactamente o que estava lá dentro (mentira! Achei que seria em cinzento!).
Saco da Levi's, o L. sabia que eu queria comprar esta t-shirt em S... E lá estava ela. Fiquei feliz. Afinal de contas, não havia nada para falhar... Era algo que ele sabia que eu queria, no meu número. O que poderia dar errado?
Pois... Acontece que experimentei-a, olhei-me ao espelho e deu-me um baque no coração. "Epá, eu não gosto de me ver com isto...". Ao mesmo tempo tentava não passar para fora o que estava a pensar. Afinal de contas, ele estava comigo quando eu a experimentei, e era exactamente aquilo... Algo estava errado e eu não sabia o que era.
Comecei a dizer "humm, não achas que me está um bocadinho grande?", ele "queres que troque pelo XS?", e eu "pois... não, não sei. Eu já tinha experimentado o XS e não gostei... hummmm...". De repente, uma iluminação desceu em mim e perguntei "L., foste à secção de mulher?", ao que ele me responde "como assim? Este modelo não é unissexo?".
Pronto. É isto. O meu namorado comprou-me exactamente o que eu queria... Para homem! Claro que já tenho a t-shirt correcta e estou muito feliz com isso, mas não deixa de ser engraçado.

Vá-se lá entender


Fico "louca" por ouvir recorrentemente coisas do género:
- Uma banana em jejum? Isso faz-te mal... Não é nada bom. Não queres antes um bolinho que a avó aqui tem?
A minha avó está constantemente a impingir-me bolos (alguns caseiros, outros super artificiais) e a seguir fica chateada porque sou "pobre e mal-agradecida". Mas o que me choca mais é de manhã, quando salto da cama... Coisas demasiado doces a essa hora do dia não me caem bem, nem tenho vontade. No entanto, ela não compreende que não somos todos iguais e não há nada que eu possa fazer para a demover do assunto.
Ah! Nem vale a pena falar do facto de ser ou não saudável, porque para a minha avó isso são palermices... Posto isto, não sei como é que perdi peso desde que vim da Suíça. Com estas imposições constantes de bolos...

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Felicidade nos pequenos momentos


Uma amiga minha usa muito a expressão "momento de contemplação". Aquele momento em que ficas meio parado no tempo, perdido nos teus pensamentos, a pensar em algo... Na minha perspectiva, a contemplação implica ser algo bom, que admiras.
Tive esse momento há dois dias, depois de jantar, quando estava com o L. a ver um episódio de Friends e a atacar uma caixa de gelado. Dei por mim, perdida algures na minha cabeça, a pensar que se a vida não é feita para aproveitarmos este tipo de momentos, então não sei para que raio é feita.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Podiam vir morar para o meu armário

Eu, que ando constantemente a ver roupa fancy e que me sinto muito linda quando estou mais elegante, depois passo a vida a querer t-shirts assim:

Mango
[se não se percebe, diz:
"Flying first class
Having breakfast in bed
Shopping on 5th Ave."]

Stradivarius
[esta pode ser em branco.
Ou comprada noutro sítio]

domingo, 29 de outubro de 2017

Come to mama!!


Depois de ler A Amiga Genial e História do Novo Nome (mal cheguei a Portugal em Julho, despachei-o em dois dias!), tenho andado constantemente à caça de promoções para comprar o terceiro volume desta colecção imperdível. Isto porque quatro volumes seguidinhos, a quase 20€ cada, dói no coração...
Foi neste fim-de-semana que a nossa história se voltou a cruzar. A Fnac estava com descontos para aderentes e nem pensei duas vezes. História de Quem Vai e de Quem Fica está a caminho e, se for tão capaz de me viciar e interessar como os outros dois, cheira-me que depressa vou andar à cata de promoções para adquirir o quarto e último livro da saga.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Preciso... de sair daqui


Apercebi-me recentemente que a maior parte dos meus familiares acha/achava que eu estou em Lisboa a acabar de escrever a tese. Várias pessoas já me tinham dito isto ao longo dos últimos meses, mas não tinha percebido que era geral. De facto, não estou, estou na Santa Terrinha... As pessoas com quem preciso de falar sobre a tese estão à distância de um e-mail ou de uma chamada Skype (e nem estão em Lisboa), pelo que não faria sentido estar a pagar por um quarto.
No entanto, gostava. Devo admitir que ADORAVA estar em Lisboa a escrever a tese. Há três meses e meio que estou enclausurada; o facto de não fazer mais nada numa base regular faz com que o meu foco já se tenha perdido há muito; os momentos que tiro para descontrair são... no mesmo sítio. Fechada em casa, a passar-me um pouco por não estar a trabalhar. A maior parte dos meus amigos e  o meu namorado estão a trabalhar ou a estudar em Lisboa e eu raramente vejo pessoas.
Nesta semana, tenho tido momentos de verdadeira tristeza, em que só queria sair de casa e desanuviar. Não tive onde ir, nem com quem ir... Em Lisboa, isso não aconteceria. Nem que eu saísse de casa, apanhasse o metro e fosse comer um gelado. Aqui... Aqui não funciona assim.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Quando uma cara simpática é mais importante do que uma cara bonita


Sabem como temos um género de rapaz/rapariga/o que for? É muito normal que cada pessoa se sinta atraída por um determinado tipo, ou que certas características nos chamem logo a atenção. Isto não significa que as pessoas com quem de facto acabamos por ter relações cumpram esses "requisitos", até porque o exterior não é - de todo - o que mais importa no que diz respeito a compromissos. Além disso, podemos achar outras características muito bonitas, certo?
No outro dia comentava com o meu namorado que um rapaz do seu grupo de amigos faz muito o meu género (sim, eu disse-lhe isto, até porque estou LONGE de me sentir atraída pelo tal rapaz). Nem sei explicar porquê, mas a barba e "aqueles" traços em particular chamaram-me a atenção.
No entanto, mesmo que eu fosse uma rapariga solteira e livre de compromissos, acho que jamais tentaria uma aproximação com a pessoa em questão. Claro que isto é uma situação extremamente hipotética, porque namorar os amigos dos ex também é complicado (se bem que o meu namorado diz  que aceita xD), mas mesmo assim... E porquê? Apesar dos traços, ele tem uma cara pouco simpática.
Eu só o vi uma vez e estou aqui a julgar o livro pela capa, mas sabem quando alguém tem uma cara a tender para o antipático? Que não sorri? Que não transpira confiança?
Por isso, amigo do meu namorado: não vai dar entre nós. Mas é só mesmo pela tua cara de antipático, hum? Se não fosse isso, quem sabe o que poderia acontecer...? (acho que não é preciso dizer que estou a brincar)

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ainda a tese...


Estou a dar em maluca. Não me consigo concentrar para fazer as partes que me faltam (conclusão, abstract e afins). O meu orientador não me corrigiu / comentou quase nada... E as correcções aos comentários dele parecem pequenas e nada de especial, mas deixam-me exausta. Posso mandar a tese para um sítio muito feio? Posso?? Obrigada.

domingo, 22 de outubro de 2017

The perks of a denim jacket


Corria o ano de 2015 quando comprei o meu actual casaco de ganga. Já era algo que queria e aproveitei o facto de estar nos Estados Unidos, onde a Levi's é consideravelmente mais barata (ainda para mais, em saldos) e fiz um investimento (bem barato, por sinal).
Na altura, queria ter um casaco assim por uma questão muito simples: a sua versatilidade. Ainda hoje verifico que assim o é. Tirando calças de ganga (há limites e não sou a minha mãe), uso-o com tudo! Calças pretas, verdes ou bordeaux. Calças justas e calças largas. Vestidos compridos. Camisas e t-shirt's. Partes de cima mais largas e partes de cima mais justas. Enfim, acho que já se percebeu o ponto. E é super prático... Se queremos sair de casa mais ao fim do dia com a roupa que tínhamos, é só pegar no casaco de ganga e já está. Até o uso no Inverno (não nas alturas mais rigorosas, obviamente), em que fico confortável se lhe adicionar uma camisola de malha bem quentinha e uma gola.
Na altura, comprei numa cor que gostei, a tender para o escuro. Nos meus outifts, penso que tanto fica bem com as cores mais claras como com as mais escuras, menos contrastantes. Mais recentemente, tenho sentido que gostaria de ter também um casaco de ganga claro... Gosto tanto de ver com looks mais escuros (como o preto total da imagem abaixo, por exemplo)! Até já vi alguns bem giros e baratos, MAS - e agora vem o mas - depois da qualidade daquele casaco de ganga, não quero outro. Faz uma diferença gigante ao toque e no conforto. Se eu nunca tivesse tido um bom, nem iria notar, mas assim...
Claro que poderia comprar um melhorzito, dado que é daquelas coisas intemporais. Mesmo que passe de moda, daqui a uns anos volta em grande e está impecável. Ainda assim, acho que não faz sentido, dado que já tenho algo do mesmo género que uso com a mesma roupa e de que gosto muito.
Resta-me apenas olhar para eles nas lojas e sonhar com uma vida paralela, em que eu teria comprado um casaco de ganga claro em vez de um escuro. Anyway, gosto muito do meu, até porque não é escuro-escuro e é bastante versátil (e confortável)!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Insta chatas


É um facto mais do que provado que eu adoro o instagram - por vezes até demais. Gosto nos dois sentidos: no de publicar fotos que façam (mais ou menos) sentido com o meu "instante" e de ver as fotos dos outros. Sigo amigos, colegas, bloggers, páginas engraçadas e de viagens. Normalmente só aceito pessoas que conheço, porque partilho bastante da minha vida privada...
Sou capaz de perder algum tempo a scrollar e a pôr likes. Fico roidinha com fotografias em sítios lindos e com comidinha boa, mas também adoro ver fotos simples do dia-a-dia. O meu "vício" é tal que, quando não tenho assim tanto com que me actualizar, vou para aquela parte da pesquisa ver fotos aleatórias que me interessam.
No entanto, também nesta rede social há flagelos, como não poderia deixar de ser. E quem são esses flagelos? Aquelas pessoas que não têm noção nenhuma de como usar a aplicação em questão e põem 10 fotos seguidas da mesma coisa. Epá, já percebi, a vista é bonita e queres vincar isso... Mas já chegava. À quarta foto igual, já eu estou a bocejar.
Eu não sou nenhuma "nazi" do insta (como conheço alguns, que "ai que hoje já publiquei uma foto, já não pode haver mais" ou "a esta hora não é boa hora para se publicar"). Não é nada disso. Estou a falar de pessoas que vão à praia e que, nesse dia, publicam 9 fotos seguidas. Agora mais areia, agora mais mar, agora a apanhar mais céu... BOOOOORIIIIIIIIING! Next!
Um ser que sigo no instagram, conseguiu a proeza de publicar 31 fotos seguidinhas. Assim, pimbas, uma atrás da outra. E não, não é alguém que vive da fotografia... As fotos perderam todo o interesse que poderiam ter, por muito bonitas que fossem (não eram). Em relação a essa mesma pessoa, numa viagem que fez, eu ponderei seriamente deixar de a seguir... E porque não o fiz? Por respeito. Por ser uma pessoa fofinha. Mas totalmente sem noção...
Por isso, pessoas: num dia muito especial, eu aceito 5, 6 fotos. Até vou ficar muito feliz de as ver. Mas essas 5 ou 6 não podem ser da mesma coisa, está certo? A i. agradece.

P.S. Agora que penso nisso... Se não se conseguem decidir e quiserem pôr 30 fotos da mesma coisa (ainda estou traumatizada), o instagram até já tem a funcionalidade de postarem mais do que uma foto na mesma publicação! Assim, se eu me cansar de deslizar para o lado na vossa, é só continuar a fazê-lo para baixo. Simples para toda a gente, ein?

So true :)


Este post estava agendado e não tinha nada a ver com o anterior...
Acho que estou mesmo a ressacar por livros.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Nostalgia boa


Por ser o meu aniversário, hoje recebi 50 mil e-mails e mensagens de descontos de diversas marcas e lojas. Algumas são mesmo de aproveitar, porque são em coisas de que preciso... Mas, há cerca de 5 minutos, recebi um e-mail da Biblioteca Municipal. Não tinha nada de especial, desejavam-me apenas um ano com muitas leituras.
Dei por mim a pensar "há muito tempo que não vou lá" e a recordar-me dos meus verões de adolescente (altura em que abriu uma biblioteca maior e melhor), em que aproveitava sempre que a minha mãe ia à terra em questão para ir com ela e requisitar mais três livros (o máximo permitido).
Mudam-se os tempos... Entretanto fui para Lisboa e comecei a comprar mais livros, longe da alçada e do controlo monetário da minha mãe. Além de que estava num "grande centro", é muito fácil ir a uma livraria, ver que o livro que queremos está com desconto e ceder à tentação.
Enfim, dei por mim a pensar que tenho saudades daquele sítio. Não por ter passado lá bons momentos, mas por me ter permitido escolher os volumes que iria trazer para casa e que me iriam fazer feliz.
Ah... Livros. Desde Julho que não leio nada não-científico, já estou mesmo a precisar.

It's my birthday! [ver legenda]

Só para esclarecer, o título é para ler ao som
  desta música e substituir o "your" por "my".

O 19 de Outubro chegooou! Há 24 anos, o mundo tornou-se um lugar mais especial... Caso não tenham percebido, é mesmo porque eu nasci para iluminar a vida dos que me rodeiam. Eheh!!
Fora de brincadeiras, espera-se um dia simples, dedicado à minha querida tese. Não marquei nada com ninguém, porque (i) sou uma pessoa horrível e não tenho amigos (ninguém está cá), (ii) o meu namorado inventa desculpas para não me dar prendas (trabalha longe), (iii) a minha mãe está farta de mim e sai de casa para não me aturar (vai estar a trabalhar).
Pode ser que no fim-de-semana reúna a família para jantar com a desculpa do meu aniversário, mas para já não estou muito preocupada com o assunto... Tenho coisas que me incomodam a precisar de ser acabadas e isso é que é a prioridade. No entanto, posso muito bem decidir que isto é uma desculpa para prolongar os festejos até mais tarde e ter jantares e copos quando me vir livre da tese! Combinado?

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Pensamento das 23:23

Quem inventou Listas de Abreviaturas devia morrer. Só estou a desejar a morte a esta pessoa porque possivelmente já morreu, mas fica aqui o sentimento de raiva. Grata pela atenção.

Votem i. para Presidente!


De vez em quando, trago o tema do feminismo à baila, bem como outro género de igualdades. Hoje trago, uma vez mais, as diferenças que nos separam. Há algo que os homens nunca saberão o que custa (e, se algum dia souberem, é porque a ciência avançou para caminhos muito perigosos): a dor dum parto. Sim, hoje em dia existem epidurais. Sim, hoje em dia existem cesarianas. Não me venham dizer que as mulheres não sofrem na mesma.
Contudo, o problema que vos trago não se centra no parto em si, mas sim na capacidade reprodutora feminina que tem outras implicações mensais. Homem nenhum sabe o que são as mudanças de humor que nos ultrapassam, sem que as consigamos controlar de forma consciente. Homem nenhum sabe o que são as dores (de barriga e de cabeça) e as náuseas causadas. Homem nenhum sabe o desconforto pelo qual passamos.
Não somos todas, cada mulher representa um caso muito específico. Até acredito que haja por aí muitas que ficam mais felizes nos dias de menstruação. Invejo-as. Quando alguém me diz que não sofre com dores, olho para a pessoa em questão como quem está a ter uma miragem e menciono vezes sem vim "não sabes a sorte que tens!". Tenho (quase) 24 anos e já são mais os anos em que sofri do que aqueles em que não sofri, por isso fico a desejar que tal sorte me tivesse calhado.
Por isso mesmo, sabem o que é que é injusto? Homens e mulheres terem os mesmos dias de férias. Sim, sim! Eu, mulher, que sofro horrores - mesmo sob o efeito de comprimidos - durante pelo menos 2 dias por mês (depois fica suportável), penso que devíamos ter direito a esses dias para tirar.  Tipo uma "licença do período". Ninguém devia ser obrigado a trabalhar nessas condições! Mas, como sei que nem todas as mulheres têm este problema, teria de ser de alguma forma avaliado (nada de aldrabar para não trabalhar, ouviram?). Porque não, isto não é doença... Não deve ser tratado como tal.
Claro que eu estou a falar a sério a brincar, porque (infelizmente) se houvesse uma medida assim, as mulheres teriam ainda mais problemas de contratação. Bem sabemos que só o facto de podermos engravidar representa um problema nesse campo, agora imaginem o resto...

No shit, Sherlock


O meu namorado e a minha mãe são os dois muito parecidos num certo ponto: não gostam de gastar dinheiro. Claro que eu não estou a dizer que eles deviam gostar de gastar todo o seu dinheiro e serem inconscientes, mas acho que - quando há possibilidade - não se devia viver sempre com a mão fechada.
A minha mãe já está bem melhor do que há uns anos atrás (ainda há esperança para ti, L.), mas continua a ser uma pessoa contida e que não sonha com altos vôos. Até aí tudo muito certo, cada um é como é. Agora, esta analogia dos grandes vôos trazia água no bico. Ela também dizia que andar de avião jamais, só se uma desgraça muito grande acontecesse... Felizmente (e ainda nem sei como, o amor de mãe é mesmo muito forte), fi-la experimentar sem nada de mal se ter passado. Apesar de não ter adorado o meio de transporte, adorou o resultado.
Quando fomos a Florença em Março, andava perdida de amores e a dizer "ai, isto é tão lindo!", "toda a gente devia ter a oportunidade de vir aqui um dia", "obrigada, filha!". A tudo isto, só me apetecia responder "a sério?! Não me digas... O quê? Afinal andar de avião e gastar dinheiro é bom?". Claro que não fui assim tão insensível (só um bocadinho).
O meu namorado? Igual. Aquele gajo faz-me chateá-lo até à exaustão para irmos a algum sítio, seja em Portugal ou lá fora. Depois fico estupefacta com a felicidade dele quando lá está... "Olha aqui isto tão giro!", "tira aqui uma foto a isto tão fixe", "vamos passar horas a analisar este lindo museu". A sério, não compreendo... Se é algo que o faz tão feliz e que lhe agrada, porque é que eu tenho de passar por um processo penoso até o conseguir?
Eles na prática só são assim para me chatear, não é?

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Palavras sem nexo, mas sentidas

Por muito que estes dias de chamas e rasto negro me tragam vontade de escrever sobre o assunto, tenho sempre a sensação de que não passa de uma escrita supérflua e sem nexo. A única vez que algo assim aterrorizou a minha casa de família, eu era um bebé de meses e não tenho recordações do assunto (e, surprise surprise, foi fogo posto). Espero nunca vir a falar com conhecimento... E esperava que o mesmo se passasse com todas as pessoas deste país (e não só, mas foram esses que me fizeram pensar no assunto). Como tal não é possível, resta-me desejar profundamente que este cenário passe o mais depressa possível. De que é que as minhas palavras valem sem acções? Nada, de facto. Mas não consigo deixar de me preocupar.

sábado, 14 de outubro de 2017

Tapa-te, filha


A minha avó é um amor. É uma velhota como há poucas na minha terra... Não se mete na vida dos outros, não gosta de estar à porta a ver quem passa. Conversas que não levam a lado nenhum aborrecem-na. Enfim... Ela faz a vidinha dela e deixa os outros fazer a deles.
Mas - claro que havia um mas - isto é tudo muito bonito, de não se meter na vida dum e doutro, mas há que haver respeito. E, havendo respeito, é necessário que a indumentária das pessoas assim o transmita. Na prática, ela até nem quer saber dos de fora... Nunca a ouvi dizer "olha para aquela toda despida", ou "olha para aquela de mamas à mostra". Agora comigo e com a minha mãe... Comigo e com a minha mãe é diferente!
Com a minha mãe, ela é muito pior, tanto por ser mais velha, como por ser filha. Eu já estou mais distante, já sou mais "moderna", desculpa-me mais. Agora a minha pobre mãe sofre com a sua mãe... Sofre, sim, porque eu não estou a falar de roupas ridiculamente curtas ou decotadas. Não, não, não. A maior ofensa para a minha avó é pura e simplesmente mostrar os ombros.
Qualquer blusa de alças - ainda que daquelas alças largas - é completamente censurada se não houver um casaco / camisa / qualquer coisa que o valha a tapar. Se eu tiver uns calções curtos e uma t-shirt? Tudo bem. Se eu tiver algo que me cubra até aos pés, mas os ombros destapados, pareço uma prostituta. Não, ela não me diz isto com todas as letras... Mas anda lá perto. (ou se calhar até já me disse e eu não liguei, ela é um bocado asneirenta)
Eu tenho três abordagens quando quero usar camisolas assim: 1) rio-me e faço o que quero; 2) visto um casaco até entrar no carro e depois disso ela não faz ideia; e 3) (que adoptei mais recentemente) saio de casa à pressa e só digo "tchau, até logo!" sem lhe dar tempo de me olhar com atenção.
Se eu podia confrontá-la mais com o assunto como já fiz no passado? Podia. Mas vale a pena? Ela tem quase 85 anos e os ideais dela não vão mudar. Assim ficamos todos felizes.

"30% de desconto em todos os vestidos", dizem eles

Opá, a sério, não dá. Eu afasto-me dos pecados capitais o máximo que posso, mas a Mango mandar-me e-mails a dizer "30% de desconto em todos os vestidos" faz-me clicar.
Depois vejo coisas assim, por 18€:

Mango

Isto faz-me pensar "ahhh, quero!", mas o melhor a fazer é mesmo fechar o link e seguir em frente. Não sem antes enviar o link ao meu namorado, a tentar a sorte. Não que tenha esperanças no assunto, mas... Não se perde nada, não é?

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Yes, i. falar English very much indeed

Vocês desse lado não me conhecem... Lêem as larachas que mando aqui no blogue, vão sabendo uns factos e tiram as vossas próprias conclusões sobre esta i. que vos escreve.
Como eu gosto muito de me gabar de que vou para aqui e que vou para ali (ah e tal que estive nos Estados Unidos a estagiar, ah e tal que passei o último ano na Suíça), de vez em quando até me saio com uns estrangeirismos, vocês devem assumir que eu sou muita-boa no inglês.
Pois, assumem... mal. Reparem que eu não estou a dizer que sou uma lástima. Já fui em tempos, até há três/quatro anos, mas esforcei-me ao máximo para mudar isso. Hoje em dia, sou mediana. Tenho aquele nível de inglês intermédio avançado que dá para desenrascar bastante bem, seja a ler, a ouvir ou a falar. Mas é só isso (infelizmente).
Posto isto, estar a escrever a minha tese de Mestrado em inglês é coisa para me dar cabo dos nervos. Não é que eu não seja capaz, não é nada disso... Demoro é cinco vezes mais (sem exageros) e está cinco vezes pior do que estaria em português (sem exageros).
É que eu sou uma pessoa que se orgulha de escrever bem na sua língua materna. Tenho um bom vocabulário e emprego expressões caras (aqui no blogue pratico uma linguagem mais descontraída), quando releio percebo se dei erros de concordância... Enfim, não escrevo mal. Por isso, estar a ter este trabalhão todo, para reler e pensar "mas que bela porcaria que te saiu, i." sem conseguir fazer nada para melhorar deixa-me mesmo chateada.
Estou para ver a cara do meu orientador quando lhe enviar este "belo" resultado... Estou, estou.

Amando!!!!

Há uns dias, vi esta camisola ao vivo na Mango:


Embora aqui não pareça, é super linda e fofinha! Não a trouxe para casa (aliás, nem a experimentei, para não ficar triste), porque acho que a qualidade desta loja não compensa gastar 40€ numa camisola (da qual, ainda por cima, não preciso).
Resta-me esperar que aguente até aos saldos e assim o Pai Natal pode-ma dar nessa altura. Quero-a, quero-a, quero-a!!

Estou sim, fala a mãe


Eu falo com a minha mãe todos os dias. Aconteça o que acontecer, esteja onde estiver, o mínimo que pode acontecer (assim na loucura) é trocarmos uma mensagem só para verificar que está tudo bem. Claro que, em alturas mais atarefadas, já aconteceu telefonarmos uma à outra só para dizer algo como: "Olha, é só para dizer que está tudo bem, mas como ando a fazer X e agora tenho de ir fazer Y, logo falamos amanhã. Beijinhos".
Vivi numa base diária com a minha mãe até aos 17 anos (quase 18), altura em que fui para a faculdade. Antes disso, só não estávamos juntas quando ia passar o fim-de-semana e as férias a casa do meu pai (até aos 15 anos) e, muito honestamente, não me lembro da logística dos telefonemas. No entanto, estava com o meu pai ou outros familiares e ela sabia que, se acontecesse qualquer coisa, estava em boas mãos e seria informada.
Quando fui para a faculdade, o caso mudou de figura. Tínhamos de falar obrigatoriamente todos os dias para ela ficar mais descansada e ter a certeza de que Lisboa não tinha ferido a sua menina. Se por qualquer motivo não lhe atendia o telefone, caía o Carmo e a Trindade! Agora, com o tempo, já está melhor nesse aspecto (e eu estou pior, confesso. Fico preocupada quando ela não me atende).
Se vou viajar, arranjo sempre um tempinho para apanhar uma rede Wi-Fi e garantir que está tudo bem, mesmo que seja com um telefonema de 1 minuto ou com uma mensagem. Quando estive a viver nos Estados Unidos, tínhamos uma diferença de 5 horas, mas lá nos arranjávamos para falar uma com a outra quase todos os dias. Assim que cheguei à Suíça e ela descobriu que havia tarifários a 40 francos mensais com chamadas ilimitadas para toda a Europa, ninguém a demoveu de que eu tinha de ter aquilo (só mais no fim admitiu que um tarifário com muitos dados móveis teria chegado).
Hoje em dia, que moramos juntas outra vez (temporariamente, espero), não há essa necessidade, mas se por qualquer motivo vou passar o fim-de-semana fora, ligo-lhe na mesma todos os dias. O que começou por "obrigação" tornou-se num hábito de que gosto muito.
E com isto... Não percebo como é que há pessoas que falam tão pouco com os pais! Eu sei que sou filha única e que a minha mãe é uma mãe galinha, mas uma simples mensagem para saber se está tudo bem (de parte a parte) chegava. O meu namorado foi para a faculdade e só ligava aos pais à quinta-feira para lhe dizer a que horas chegava no comboio no dia seguinte. Entretanto já me habituei à diferença, claro, mas ao início fazia-me muita confusão (apesar de não ter nada a ver com isso, só me surpreendia).
Sou assim com 20 e poucos anos, mas possivelmente vou continuar a ser a vida toda. A minha mãe tem um trabalho qb flexível (até porque não trabalha para outrem), só não pode falar comigo quando está a conduzir ou com outras pessoas, pelo que é sempre uma excelente companhia nos transportes públicos ou quando me desloco muito tempo a pé. Além disso, quem não quer os conselhos da mãe para coisas tão simples como "não sei o que cozinhar hoje"?

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Desabafo... E agora adeus, que vou continuar o trabalho

Ver o tempo a passar e os meus objectivos a não serem cumpridos (apesar de estar a trabalhar arduamente para eles) é frustrante e, pior do que tudo, desgastante. Hoje tive um ataque de choro quando estava a acabar de almoçar, nem sei o que se passou... Só tive de tempo de pegar nas minhas coisas e ir embora. Não quero preocupar as pessoas cá de casa, até porque eles não compreenderiam.
Eu "gosto" de chorar, no sentido em que sei que ajuda a aliviar o que vai cá dentro. No entanto, ando há meses e meses a contrariar isso... Aliás, tenho lá tempo para chorar! Por isso surgiu assim. Do nada. Duma maneira tão profunda e descontrolada. Nem a respiração consegui controlar durante um bom bocado...
Entretanto, limpei as lágrimas e continuei a trabalhar. Lamentar-me não resolve problemas nem adianta trabalho.

Aquisições

Estas calças caem de uma forma tão gira... que são minhas! (pode não parecer, mas caem mesmo) Perfeitas para esta altura: nuns tons mais "outonais", mas fresquinhas.

Natura

Comprei também uma gola bem quentinha na Natura, mas só por gostar mesmo dela... Com este tempo, não dá vontade nenhuma de comprar coisas quentes!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Gosto muito de ouvir, mas também gosto de ser ouvida


Os meus amigos do coração têm dificuldades em acreditar que, muitas vezes, eu sou uma pessoa calada e introvertida. Isto porque, quando tenho à vontade com as pessoas, falo e falo e falo e falo... E ouço também, muito. Aliás, adoro ouvir! Mais do que faladora, sou uma boa ouvinte. Consigo estar horas a absorver o que os meus amigos têm para me dizer, seja super importante ou apenas banal.
No entanto, mesmo quando estou a ouvir, gosto de participar. Aliás, é um diálogo, não um monólogo. Isto se assim o fizer sentido, claro! Não vou estar sempre a interromper para dizer barbaridades, mas gosto de dar a minha opinião e exemplos. Isto resulta numa troca de ideias, mas deixo as pessoas seguir a sua linha de raciocínio (e, por amor de Deus, se não o faço, digam-me!!). Ou seja, se estamos a falar sobre a pessoa, não é por eu dar exemplos meus que quero que a conversa mude de rumo para mim. Não, não, não.
É por isso que me irrita profundamente que virem completamente o foco de uma questão quando eu estou a tentar partilhar algo. Se for uma coisa super banal, ou com pessoas que não são importantes para mim, ok... Tudo bem, nem era importante. Mas se for com amigos meus ou pessoas próximas, chateia-me e magoa-me se o fizerem muitas vezes. Até porque, se são meus amigos, são pessoas que eu tenho em elevada consideração.
Sabem aquela sensação de que a pessoa nem está a ouvir assim com tanta atenção o que estão a dizer, dado que tem uma atitude um tanto ou quanto vaga, e procura a primeira desculpa para se pronunciar e passar à frente a vossa história?
É isto. Deixa-me com um sentimento de frustração... De censura, a um certo ponto. Parece que os meus pensamentos não são válidos ou relevantes. Que sou mais um peão... Como qualquer pessoa que os quisesse ouvir naquele momento.

A menina que queria prendas


A minha querida mãe (sim, ela é mesmo querida) sempre se portou mal no factor presentes. Cresci sem esperar que a minha mãe me surpreendesse e, quando a questionava, as respostas variavam entre:
- "Prendas dou-te eu todos dias!";
- "Eu compro-te o que acho que eu te devo comprar, quando acho que te devo comprar".
Pimbas, embrulha e diz que é a tua prenda.
Lembro-me de ter recebido um rádio com microfone quando tinha uns 4 anos, no Natal, e... Se me ofereceu mais alguma coisa no Natal ou no meu aniversário, muito honestamente não me lembro. Claro que me comprou n coisas mas, lá está, importância às datas "especiais" não era dada.
Até que fui para a faculdade e um dia, estávamos no início de Dezembro, lhe disse que tinha contado às minhas novas colegas que ela não me dava presentes. Sentiu que tinha de provar um ponto e comprou-me uma mala cara que eu gostei. Surpresa? Zero. Esperar pelo Natal? Não. Mas ao menos a intenção estava lá.
Desde então, temos tido altos e baixos. Compra-me coisas que eu quero/preciso na altura dos meus anos e é a prenda (o que já me deixa muito feliz). Passámos das duas frases acima para:
- "Escolhe que a mãe compra";
- "Eu não sei o que é que te hei-de dar!!";
- "Mesmo que eu compre alguma coisa, tu dizes que os meus gostos estão estragados...".
A minha maturidade também mudou, não é? Tendo em conta que ela me obriga a pedir, não consigo que seja algo de que não preciso. Eu considero que as datas especiais são boas oportunidades para se dar algo mais fútil e não absolutamente necessário... Mas não consigo pedir.
Por exemplo, estávamos a ver a montra de uma ourivesaria e vi um relógio muito giro. Ela disse que mo comprava de prenda de anos e a minha reacção foi "oh, mãe, sabes que não preciso disso". Se ela simplesmente mo tivesse comprado, sem eu saber, eu ficaria super feliz com a "futilidade".
Ontem, no carro, a minha mãe voltou à carga. "Eu quero comprar-te uma prenda de anos, diz-me o que é que queres de prenda de anos". Isto em loop... Acabei por pedir/sugerir o bilhete para o Vodafone Mexefest, que eu já tinha decidido comprar. Não é estupidamente caro e, mesmo já sendo uma decisão minha, é algo que não é necessário e ela fica feliz por ser algo que eu quero.
É engraçado a forma como passámos de "prendas? és engraçada" para "por favor, deixa-me dar-te uma prenda". Ela continua a não ligar assim tanto ao assunto, mas percebeu que era algo que me fazia feliz.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Ahhhh, que paciência...!


Sabem aqueles fases em que andamos mais irritadiços? Tudo nos enerva e tornamo-nos pessoas sem paciência, com reacções terríveis. Às vezes, ando TÃO assim, que até a mim própria me irrito. Felizmente, como ganho consciência do assunto, tento prevenir-me de reagir exageradamente ou, em alternativa, pedir desculpa.
O problema é que não nos acontece só a nós, também acontece aos outros. Como tenho consciência de que é algo que nem sempre conseguimos controlar, procuro ser uma pessoa compreensiva e respeitadora e dar o tempo que a pessoa precisa para se recompor.
No entanto, nem sempre é fácil, mesmo com a consciência de que podemos ter telhados de vidro. Pessoas que andam super irritadiças e a descarregar nos outros a toda a hora (muitas vezes sem motivo para isso) dão-me cabo dos nervos. Não pela atitude em si, mas porque não são capazes de se pôr no meu lugar. Eu faço o esforço, mas o contrário não se verifica.
E quando o problema nunca está neles, mas só em nós???? Ai... Que vontade de esganar alguém.

(atenção, volto a dizer: eu também passo por fases assim. O problema reside apenas na atitude que se assume em relação a isso)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Entraves

Muitas vezes, é-nos fácil desanimar quando aparecem certos entraves. Um plano há muito ansiado que foi totalmente por água abaixo devido a um imprevisto ou a rejeição contínua nos nossos trabalhos de sono são apenas exemplos de coisas que nos podem deixar tristes, frustrados e com um sentimento de impotência máxima.
Eu sinto isto muitas vezes, não vou negar. Mas, cada vez mais, tento olhar para as coisas de outra perspectiva (por muito difícil que seja). Mesmo que os planos que tínhamos saiam completamente furados, porque é que a alternativa é necessariamente má? Mesmo não sendo perfeita, está de certeza a ensinar-nos algo.
Tenho sentido muito isto em relação ao mercado de trabalho. Já tive de mudar as minhas primeiras abordagens e de deixar as minhas prioridades um bocado de lado. Tremo de cada vez que penso que, um dia, vou ter de me virar para a minha opção número 7549.
Contudo, ando a tentar focar-me numa melhor forma de olhar para isto. Não é vergonha nenhuma não se atingir um objectivo. Vergonha é não lutar e desistir antes disso! Se for uma solução temporária que me dê outro tipo de competências, qual é o problema (para além de achar que não gosto disso, ups)? Às vezes, os caminhos alternativos também conduzem ao objectivo final e, pelo caminho, aprendemos uma coisinha ou outra. Isso também é importante.


(ou, pelo menos, é nisso que eu quero acreditar)