domingo, 29 de outubro de 2017

Come to mama!!


Depois de ler A Amiga Genial e História do Novo Nome (mal cheguei a Portugal em Julho, despachei-o em dois dias!), tenho andado constantemente à caça de promoções para comprar o terceiro volume desta colecção imperdível. Isto porque quatro volumes seguidinhos, a quase 20€ cada, dói no coração...
Foi neste fim-de-semana que a nossa história se voltou a cruzar. A Fnac estava com descontos para aderentes e nem pensei duas vezes. História de Quem Vai e de Quem Fica está a caminho e, se for tão capaz de me viciar e interessar como os outros dois, cheira-me que depressa vou andar à cata de promoções para adquirir o quarto e último livro da saga.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Preciso... de sair daqui


Apercebi-me recentemente que a maior parte dos meus familiares acha/achava que eu estou em Lisboa a acabar de escrever a tese. Várias pessoas já me tinham dito isto ao longo dos últimos meses, mas não tinha percebido que era geral. De facto, não estou, estou na Santa Terrinha... As pessoas com quem preciso de falar sobre a tese estão à distância de um e-mail ou de uma chamada Skype (e nem estão em Lisboa), pelo que não faria sentido estar a pagar por um quarto.
No entanto, gostava. Devo admitir que ADORAVA estar em Lisboa a escrever a tese. Há três meses e meio que estou enclausurada; o facto de não fazer mais nada numa base regular faz com que o meu foco já se tenha perdido há muito; os momentos que tiro para descontrair são... no mesmo sítio. Fechada em casa, a passar-me um pouco por não estar a trabalhar. A maior parte dos meus amigos e  o meu namorado estão a trabalhar ou a estudar em Lisboa e eu raramente vejo pessoas.
Nesta semana, tenho tido momentos de verdadeira tristeza, em que só queria sair de casa e desanuviar. Não tive onde ir, nem com quem ir... Em Lisboa, isso não aconteceria. Nem que eu saísse de casa, apanhasse o metro e fosse comer um gelado. Aqui... Aqui não funciona assim.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Quando uma cara simpática é mais importante do que uma cara bonita


Sabem como temos um género de rapaz/rapariga/o que for? É muito normal que cada pessoa se sinta atraída por um determinado tipo, ou que certas características nos chamem logo a atenção. Isto não significa que as pessoas com quem de facto acabamos por ter relações cumpram esses "requisitos", até porque o exterior não é - de todo - o que mais importa no que diz respeito a compromissos. Além disso, podemos achar outras características muito bonitas, certo?
No outro dia comentava com o meu namorado que um rapaz do seu grupo de amigos faz muito o meu género (sim, eu disse-lhe isto, até porque estou LONGE de me sentir atraída pelo tal rapaz). Nem sei explicar porquê, mas a barba e "aqueles" traços em particular chamaram-me a atenção.
No entanto, mesmo que eu fosse uma rapariga solteira e livre de compromissos, acho que jamais tentaria uma aproximação com a pessoa em questão. Claro que isto é uma situação extremamente hipotética, porque namorar os amigos dos ex também é complicado (se bem que o meu namorado diz  que aceita xD), mas mesmo assim... E porquê? Apesar dos traços, ele tem uma cara pouco simpática.
Eu só o vi uma vez e estou aqui a julgar o livro pela capa, mas sabem quando alguém tem uma cara a tender para o antipático? Que não sorri? Que não transpira confiança?
Por isso, amigo do meu namorado: não vai dar entre nós. Mas é só mesmo pela tua cara de antipático, hum? Se não fosse isso, quem sabe o que poderia acontecer...? (acho que não é preciso dizer que estou a brincar)

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ainda a tese...


Estou a dar em maluca. Não me consigo concentrar para fazer as partes que me faltam (conclusão, abstract e afins). O meu orientador não me corrigiu / comentou quase nada... E as correcções aos comentários dele parecem pequenas e nada de especial, mas deixam-me exausta. Posso mandar a tese para um sítio muito feio? Posso?? Obrigada.

domingo, 22 de outubro de 2017

The perks of a denim jacket


Corria o ano de 2015 quando comprei o meu actual casaco de ganga. Já era algo que queria e aproveitei o facto de estar nos Estados Unidos, onde a Levi's é consideravelmente mais barata (ainda para mais, em saldos) e fiz um investimento (bem barato, por sinal).
Na altura, queria ter um casaco assim por uma questão muito simples: a sua versatilidade. Ainda hoje verifico que assim o é. Tirando calças de ganga (há limites e não sou a minha mãe), uso-o com tudo! Calças pretas, verdes ou bordeaux. Calças justas e calças largas. Vestidos compridos. Camisas e t-shirt's. Partes de cima mais largas e partes de cima mais justas. Enfim, acho que já se percebeu o ponto. E é super prático... Se queremos sair de casa mais ao fim do dia com a roupa que tínhamos, é só pegar no casaco de ganga e já está. Até o uso no Inverno (não nas alturas mais rigorosas, obviamente), em que fico confortável se lhe adicionar uma camisola de malha bem quentinha e uma gola.
Na altura, comprei numa cor que gostei, a tender para o escuro. Nos meus outifts, penso que tanto fica bem com as cores mais claras como com as mais escuras, menos contrastantes. Mais recentemente, tenho sentido que gostaria de ter também um casaco de ganga claro... Gosto tanto de ver com looks mais escuros (como o preto total da imagem abaixo, por exemplo)! Até já vi alguns bem giros e baratos, MAS - e agora vem o mas - depois da qualidade daquele casaco de ganga, não quero outro. Faz uma diferença gigante ao toque e no conforto. Se eu nunca tivesse tido um bom, nem iria notar, mas assim...
Claro que poderia comprar um melhorzito, dado que é daquelas coisas intemporais. Mesmo que passe de moda, daqui a uns anos volta em grande e está impecável. Ainda assim, acho que não faz sentido, dado que já tenho algo do mesmo género que uso com a mesma roupa e de que gosto muito.
Resta-me apenas olhar para eles nas lojas e sonhar com uma vida paralela, em que eu teria comprado um casaco de ganga claro em vez de um escuro. Anyway, gosto muito do meu, até porque não é escuro-escuro e é bastante versátil (e confortável)!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Insta chatas


É um facto mais do que provado que eu adoro o instagram - por vezes até demais. Gosto nos dois sentidos: no de publicar fotos que façam (mais ou menos) sentido com o meu "instante" e de ver as fotos dos outros. Sigo amigos, colegas, bloggers, páginas engraçadas e de viagens. Normalmente só aceito pessoas que conheço, porque partilho bastante da minha vida privada...
Sou capaz de perder algum tempo a scrollar e a pôr likes. Fico roidinha com fotografias em sítios lindos e com comidinha boa, mas também adoro ver fotos simples do dia-a-dia. O meu "vício" é tal que, quando não tenho assim tanto com que me actualizar, vou para aquela parte da pesquisa ver fotos aleatórias que me interessam.
No entanto, também nesta rede social há flagelos, como não poderia deixar de ser. E quem são esses flagelos? Aquelas pessoas que não têm noção nenhuma de como usar a aplicação em questão e põem 10 fotos seguidas da mesma coisa. Epá, já percebi, a vista é bonita e queres vincar isso... Mas já chegava. À quarta foto igual, já eu estou a bocejar.
Eu não sou nenhuma "nazi" do insta (como conheço alguns, que "ai que hoje já publiquei uma foto, já não pode haver mais" ou "a esta hora não é boa hora para se publicar"). Não é nada disso. Estou a falar de pessoas que vão à praia e que, nesse dia, publicam 9 fotos seguidas. Agora mais areia, agora mais mar, agora a apanhar mais céu... BOOOOORIIIIIIIIING! Next!
Um ser que sigo no instagram, conseguiu a proeza de publicar 31 fotos seguidinhas. Assim, pimbas, uma atrás da outra. E não, não é alguém que vive da fotografia... As fotos perderam todo o interesse que poderiam ter, por muito bonitas que fossem (não eram). Em relação a essa mesma pessoa, numa viagem que fez, eu ponderei seriamente deixar de a seguir... E porque não o fiz? Por respeito. Por ser uma pessoa fofinha. Mas totalmente sem noção...
Por isso, pessoas: num dia muito especial, eu aceito 5, 6 fotos. Até vou ficar muito feliz de as ver. Mas essas 5 ou 6 não podem ser da mesma coisa, está certo? A i. agradece.

P.S. Agora que penso nisso... Se não se conseguem decidir e quiserem pôr 30 fotos da mesma coisa (ainda estou traumatizada), o instagram até já tem a funcionalidade de postarem mais do que uma foto na mesma publicação! Assim, se eu me cansar de deslizar para o lado na vossa, é só continuar a fazê-lo para baixo. Simples para toda a gente, ein?

So true :)


Este post estava agendado e não tinha nada a ver com o anterior...
Acho que estou mesmo a ressacar por livros.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Nostalgia boa


Por ser o meu aniversário, hoje recebi 50 mil e-mails e mensagens de descontos de diversas marcas e lojas. Algumas são mesmo de aproveitar, porque são em coisas de que preciso... Mas, há cerca de 5 minutos, recebi um e-mail da Biblioteca Municipal. Não tinha nada de especial, desejavam-me apenas um ano com muitas leituras.
Dei por mim a pensar "há muito tempo que não vou lá" e a recordar-me dos meus verões de adolescente (altura em que abriu uma biblioteca maior e melhor), em que aproveitava sempre que a minha mãe ia à terra em questão para ir com ela e requisitar mais três livros (o máximo permitido).
Mudam-se os tempos... Entretanto fui para Lisboa e comecei a comprar mais livros, longe da alçada e do controlo monetário da minha mãe. Além de que estava num "grande centro", é muito fácil ir a uma livraria, ver que o livro que queremos está com desconto e ceder à tentação.
Enfim, dei por mim a pensar que tenho saudades daquele sítio. Não por ter passado lá bons momentos, mas por me ter permitido escolher os volumes que iria trazer para casa e que me iriam fazer feliz.
Ah... Livros. Desde Julho que não leio nada não-científico, já estou mesmo a precisar.

It's my birthday! [ver legenda]

Só para esclarecer, o título é para ler ao som
  desta música e substituir o "your" por "my".

O 19 de Outubro chegooou! Há 24 anos, o mundo tornou-se um lugar mais especial... Caso não tenham percebido, é mesmo porque eu nasci para iluminar a vida dos que me rodeiam. Eheh!!
Fora de brincadeiras, espera-se um dia simples, dedicado à minha querida tese. Não marquei nada com ninguém, porque (i) sou uma pessoa horrível e não tenho amigos (ninguém está cá), (ii) o meu namorado inventa desculpas para não me dar prendas (trabalha longe), (iii) a minha mãe está farta de mim e sai de casa para não me aturar (vai estar a trabalhar).
Pode ser que no fim-de-semana reúna a família para jantar com a desculpa do meu aniversário, mas para já não estou muito preocupada com o assunto... Tenho coisas que me incomodam a precisar de ser acabadas e isso é que é a prioridade. No entanto, posso muito bem decidir que isto é uma desculpa para prolongar os festejos até mais tarde e ter jantares e copos quando me vir livre da tese! Combinado?

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Pensamento das 23:23

Quem inventou Listas de Abreviaturas devia morrer. Só estou a desejar a morte a esta pessoa porque possivelmente já morreu, mas fica aqui o sentimento de raiva. Grata pela atenção.

Votem i. para Presidente!


De vez em quando, trago o tema do feminismo à baila, bem como outro género de igualdades. Hoje trago, uma vez mais, as diferenças que nos separam. Há algo que os homens nunca saberão o que custa (e, se algum dia souberem, é porque a ciência avançou para caminhos muito perigosos): a dor dum parto. Sim, hoje em dia existem epidurais. Sim, hoje em dia existem cesarianas. Não me venham dizer que as mulheres não sofrem na mesma.
Contudo, o problema que vos trago não se centra no parto em si, mas sim na capacidade reprodutora feminina que tem outras implicações mensais. Homem nenhum sabe o que são as mudanças de humor que nos ultrapassam, sem que as consigamos controlar de forma consciente. Homem nenhum sabe o que são as dores (de barriga e de cabeça) e as náuseas causadas. Homem nenhum sabe o desconforto pelo qual passamos.
Não somos todas, cada mulher representa um caso muito específico. Até acredito que haja por aí muitas que ficam mais felizes nos dias de menstruação. Invejo-as. Quando alguém me diz que não sofre com dores, olho para a pessoa em questão como quem está a ter uma miragem e menciono vezes sem vim "não sabes a sorte que tens!". Tenho (quase) 24 anos e já são mais os anos em que sofri do que aqueles em que não sofri, por isso fico a desejar que tal sorte me tivesse calhado.
Por isso mesmo, sabem o que é que é injusto? Homens e mulheres terem os mesmos dias de férias. Sim, sim! Eu, mulher, que sofro horrores - mesmo sob o efeito de comprimidos - durante pelo menos 2 dias por mês (depois fica suportável), penso que devíamos ter direito a esses dias para tirar.  Tipo uma "licença do período". Ninguém devia ser obrigado a trabalhar nessas condições! Mas, como sei que nem todas as mulheres têm este problema, teria de ser de alguma forma avaliado (nada de aldrabar para não trabalhar, ouviram?). Porque não, isto não é doença... Não deve ser tratado como tal.
Claro que eu estou a falar a sério a brincar, porque (infelizmente) se houvesse uma medida assim, as mulheres teriam ainda mais problemas de contratação. Bem sabemos que só o facto de podermos engravidar representa um problema nesse campo, agora imaginem o resto...

No shit, Sherlock


O meu namorado e a minha mãe são os dois muito parecidos num certo ponto: não gostam de gastar dinheiro. Claro que eu não estou a dizer que eles deviam gostar de gastar todo o seu dinheiro e serem inconscientes, mas acho que - quando há possibilidade - não se devia viver sempre com a mão fechada.
A minha mãe já está bem melhor do que há uns anos atrás (ainda há esperança para ti, L.), mas continua a ser uma pessoa contida e que não sonha com altos vôos. Até aí tudo muito certo, cada um é como é. Agora, esta analogia dos grandes vôos trazia água no bico. Ela também dizia que andar de avião jamais, só se uma desgraça muito grande acontecesse... Felizmente (e ainda nem sei como, o amor de mãe é mesmo muito forte), fi-la experimentar sem nada de mal se ter passado. Apesar de não ter adorado o meio de transporte, adorou o resultado.
Quando fomos a Florença em Março, andava perdida de amores e a dizer "ai, isto é tão lindo!", "toda a gente devia ter a oportunidade de vir aqui um dia", "obrigada, filha!". A tudo isto, só me apetecia responder "a sério?! Não me digas... O quê? Afinal andar de avião e gastar dinheiro é bom?". Claro que não fui assim tão insensível (só um bocadinho).
O meu namorado? Igual. Aquele gajo faz-me chateá-lo até à exaustão para irmos a algum sítio, seja em Portugal ou lá fora. Depois fico estupefacta com a felicidade dele quando lá está... "Olha aqui isto tão giro!", "tira aqui uma foto a isto tão fixe", "vamos passar horas a analisar este lindo museu". A sério, não compreendo... Se é algo que o faz tão feliz e que lhe agrada, porque é que eu tenho de passar por um processo penoso até o conseguir?
Eles na prática só são assim para me chatear, não é?

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Palavras sem nexo, mas sentidas

Por muito que estes dias de chamas e rasto negro me tragam vontade de escrever sobre o assunto, tenho sempre a sensação de que não passa de uma escrita supérflua e sem nexo. A única vez que algo assim aterrorizou a minha casa de família, eu era um bebé de meses e não tenho recordações do assunto (e, surprise surprise, foi fogo posto). Espero nunca vir a falar com conhecimento... E esperava que o mesmo se passasse com todas as pessoas deste país (e não só, mas foram esses que me fizeram pensar no assunto). Como tal não é possível, resta-me desejar profundamente que este cenário passe o mais depressa possível. De que é que as minhas palavras valem sem acções? Nada, de facto. Mas não consigo deixar de me preocupar.

sábado, 14 de outubro de 2017

Tapa-te, filha


A minha avó é um amor. É uma velhota como há poucas na minha terra... Não se mete na vida dos outros, não gosta de estar à porta a ver quem passa. Conversas que não levam a lado nenhum aborrecem-na. Enfim... Ela faz a vidinha dela e deixa os outros fazer a deles.
Mas - claro que havia um mas - isto é tudo muito bonito, de não se meter na vida dum e doutro, mas há que haver respeito. E, havendo respeito, é necessário que a indumentária das pessoas assim o transmita. Na prática, ela até nem quer saber dos de fora... Nunca a ouvi dizer "olha para aquela toda despida", ou "olha para aquela de mamas à mostra". Agora comigo e com a minha mãe... Comigo e com a minha mãe é diferente!
Com a minha mãe, ela é muito pior, tanto por ser mais velha, como por ser filha. Eu já estou mais distante, já sou mais "moderna", desculpa-me mais. Agora a minha pobre mãe sofre com a sua mãe... Sofre, sim, porque eu não estou a falar de roupas ridiculamente curtas ou decotadas. Não, não, não. A maior ofensa para a minha avó é pura e simplesmente mostrar os ombros.
Qualquer blusa de alças - ainda que daquelas alças largas - é completamente censurada se não houver um casaco / camisa / qualquer coisa que o valha a tapar. Se eu tiver uns calções curtos e uma t-shirt? Tudo bem. Se eu tiver algo que me cubra até aos pés, mas os ombros destapados, pareço uma prostituta. Não, ela não me diz isto com todas as letras... Mas anda lá perto. (ou se calhar até já me disse e eu não liguei, ela é um bocado asneirenta)
Eu tenho três abordagens quando quero usar camisolas assim: 1) rio-me e faço o que quero; 2) visto um casaco até entrar no carro e depois disso ela não faz ideia; e 3) (que adoptei mais recentemente) saio de casa à pressa e só digo "tchau, até logo!" sem lhe dar tempo de me olhar com atenção.
Se eu podia confrontá-la mais com o assunto como já fiz no passado? Podia. Mas vale a pena? Ela tem quase 85 anos e os ideais dela não vão mudar. Assim ficamos todos felizes.