terça-feira, 10 de outubro de 2017

Ahhhh, que paciência...!


Sabem aqueles fases em que andamos mais irritadiços? Tudo nos enerva e tornamo-nos pessoas sem paciência, com reacções terríveis. Às vezes, ando TÃO assim, que até a mim própria me irrito. Felizmente, como ganho consciência do assunto, tento prevenir-me de reagir exageradamente ou, em alternativa, pedir desculpa.
O problema é que não nos acontece só a nós, também acontece aos outros. Como tenho consciência de que é algo que nem sempre conseguimos controlar, procuro ser uma pessoa compreensiva e respeitadora e dar o tempo que a pessoa precisa para se recompor.
No entanto, nem sempre é fácil, mesmo com a consciência de que podemos ter telhados de vidro. Pessoas que andam super irritadiças e a descarregar nos outros a toda a hora (muitas vezes sem motivo para isso) dão-me cabo dos nervos. Não pela atitude em si, mas porque não são capazes de se pôr no meu lugar. Eu faço o esforço, mas o contrário não se verifica.
E quando o problema nunca está neles, mas só em nós???? Ai... Que vontade de esganar alguém.

(atenção, volto a dizer: eu também passo por fases assim. O problema reside apenas na atitude que se assume em relação a isso)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Entraves

Muitas vezes, é-nos fácil desanimar quando aparecem certos entraves. Um plano há muito ansiado que foi totalmente por água abaixo devido a um imprevisto ou a rejeição contínua nos nossos trabalhos de sono são apenas exemplos de coisas que nos podem deixar tristes, frustrados e com um sentimento de impotência máxima.
Eu sinto isto muitas vezes, não vou negar. Mas, cada vez mais, tento olhar para as coisas de outra perspectiva (por muito difícil que seja). Mesmo que os planos que tínhamos saiam completamente furados, porque é que a alternativa é necessariamente má? Mesmo não sendo perfeita, está de certeza a ensinar-nos algo.
Tenho sentido muito isto em relação ao mercado de trabalho. Já tive de mudar as minhas primeiras abordagens e de deixar as minhas prioridades um bocado de lado. Tremo de cada vez que penso que, um dia, vou ter de me virar para a minha opção número 7549.
Contudo, ando a tentar focar-me numa melhor forma de olhar para isto. Não é vergonha nenhuma não se atingir um objectivo. Vergonha é não lutar e desistir antes disso! Se for uma solução temporária que me dê outro tipo de competências, qual é o problema (para além de achar que não gosto disso, ups)? Às vezes, os caminhos alternativos também conduzem ao objectivo final e, pelo caminho, aprendemos uma coisinha ou outra. Isso também é importante.


(ou, pelo menos, é nisso que eu quero acreditar)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Marcos importantes que valem a pena ser mencionados

Quando algo correr mal na vossa vida, não pensem nas coisas maravilhosas que existem e que já vos aconteceram. Não se centrem no que de bom têm nem em como podem fazer melhor. Tenho uma melhor e muito mais gratificante sugestão. Pensem que, depois da entrevista que acabei de ter, NADA neste mundo poderá ser pior e, por isso, vocês são felizes.
Detalhes? Entrevista para uma grande empresa a nível mundial. Mas não presencial, não por Skype... Maravilha! Com um robot! Pelos vistos isto agora é moda, gravarmo-nos a dizer merda. E não, não foi uma entrevista para stand-up comedy, por isso não era suposto dizer tanta merda como disse. O pior de tudo é que eles são uns filhos da mãe sádicos, que nos obrigam a ver a nossa própria desgraça antes de passarmos a uma próxima pergunta.
Garanto-vos que se eu tivesse ficado com esses vídeos gravados no meu computador e vos mostrasse, a vossa vida ia melhor TANTO. É que nada pode ser pior do que aquilo. Nada.
O dia 05 de Outubro ficará na História. Não pela Implantação da República. Não por algo de bom que se tenha passado. Pelo dia em que me humilhei e submeti isso para outras pessoas.

* ia pôr aqui uma imagem ilustrativa, mas todas as que encontro são demasiado inspiradoras, com frases como "falhar é melhor do que nunca tentar" e "sonha alto e permite-te a falhar". Não é, de todo, o objectivo. O objectivo é mesmo transmitir o falhanço total *

P.S. Sabem o que é que é engraçado? NUNCA MAIS me poderei candidatar para vagas na mesma empresa, dado que os f.d.p. acham que é justo considerar TODO O MATERIAL que já foi usado noutras posições. Ah ah ah. Cabrões.

Coisas de que preciso

Um computador fixo. Ou um ecrã (muito) maior. Eu só queria um fucking ecrã! Estou a atrofiar TANTO por não poder ampliar e arrastar várias coisas ao mesmo tempo. #firstworldproblems

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Isto sim, um verdadeiro problema para a humanidade

Sabem o que é que representa um problema mesmo mesmo grande na minha vida? Quando estou com alguém e de repente sinto uma sensação estranha no nariz que, simplesmente, não sei o que é. Até pode não ser nada de especial, mas eu não sei... Quando já é a um nível insuportável, procuro assoar-me disfarçadamente, mas também não é uma escolha segura, porque 1) pode apenas piorar a sensação, 2) continuamos sem fazer ideia.
E é isto, senhores. É isto que me faz sofrer e achar que o mundo é injusto. O facto de não saber se tenho macaquinhos no nariz.

Ainda das minhas diferenças em ir para fora

O presente post não serve para me explicar, continua a servir como um desabafo. As minhas queridas leitoras mencionaram o lado emocional e financeiro da emigração... E isto fez-me reflectir, uma vez mais, no assunto. De certa forma, estão os dois um bocado ligados... Eu sei que não parece, mas passo a explicar.
Condição nenhuma financeira paga os momentos que, muitas vezes, perdemos com as nossas pessoas. O grande problema é que, muitas vezes, perdemo-las no próprio país. Como já referi, o mais importante para mim nem é o dinheiro (aliás, se fosse, estaria a limpar escadas na Suíça, porque se ganha quatro vezes mais do que como engenheira aqui!), é mesmo o facto de estar a fazer algo de que gosto. Dentro de Portugal, a única opção para trabalhar na minha área (não no que gosto mesmo, mas na minha área - o que já é bom) seria em Lisboa ou talvez no Porto, o que implicaria estar fora de casa.
"Mas é perto, podes ir ao fim-de-semana, é fazível". Será que posso? Tenho amigas da minha zona a trabalhar e viver em Lisboa que raramente vêm a casa porque o dinheiro não estica. Na semana passada, questionei uma delas sobre o facto de não vir votar, e ela disse-me que simplesmente não dava para gastar esse dinheiro. Depois de pagar casa, comida e transportes, pouco sobrava. Eu sei que no meu caso seria diferente, a minha mãe ajudar-me-ia... Mas o ponto não é passarmos a ser independentes? Isto revolta-me no nosso país.
Como estava a dizer, a parte emocional, no meu caso, está muito associada à parte financeira também. Sabem porquê? O que eu gostava mesmo mesmo era de pegar nas malas e atravessar o oceano. Nos Estados Unidos, há IMENSAS oportunidades dentro do que eu gostava de fazer. Mas, infelizmente, isso faria com que fosse impossível vir passar um fim-de-semana a casa... Ninguém quer pagar 800€ para tal, só em estadias longas é que faz sentido. Recentemente, preenchi o formulário de candidatura a duas vagas, uma em Boston, outra em Baltimore (penso). Antes de submeter, fechei a janela... Não consegui. O Skype e os telefonemas ajudam muito quando a diferença horária é de 1 ou 2 horas. Mais do que isso, não funciona... É melhor do que nada, claro que sim, mas não é bom.
Estas questões nem se levantam apenas por mim (que, indo sozinha, teria de passar pelas desvantagens que isso implica). Sou filha única, a minha mãe está "sozinha" e eu sinto esse peso. Os meus avós estão velhos e já não me resta assim tanto tempo com eles. Os meus primos estão a crescer e eu não acompanho. O meu namorado que, por muito que eu diga e aconteça que sou forte e independente, me custaria deixar noutro país a um nível incalculável. E os meus amigos... Ai, os meus amigos. De cada vez que vejo fotos, planos e coisas mais íntimas, só eu sei como me dói.
Por isso é que a Europa Central (não me interesso tanto pelo Norte e pelo Este, mas não está totalmente de parte) seria o meio termo que me permitiria fazer algo de que gosto e ter o estado emocional mais equilibrado. Possivelmente, o financeiro até ficaria pior no meio desta história toda... Gastar dinheiro para vir ao fim-de-semana a casa (de vez em quando, também não é sempre!) não ajuda à conta poupança :P Mas, da minha perspectiva, seria mais feliz.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sometimes

Das (minhas) diferenças de objectivos em ir para fora


Conheço muita gente que emigrou pelas mais diversas razões. No tempo dos nossos pais, era mais comum que pessoas com menos qualificações partissem em busca de melhores condições de vida. Actualmente, são mais os casos de pessoas especializadas e com Educação Superior que não têm oportunidades de trabalho no nosso país e que vão lá para fora tentar trabalhar na sua área. Claro que acabo sempre por conhecer um caso ou outro que fogem à regra, e até casos que não têm nada a ver, mas é bastante fácil de verificar que isto acontece.
No entanto, eu vejo que as pessoas que emigram, fazem-no (quase) sempre a idealizar que um dia irão ter as condições reunidas para voltar a Portugal. A fazer o que gostam, a ganhar mais do que ganhariam agora, com poder de compra para terem uma casa e uma vida estável no nosso país, na nossa nação. Ao fim e ao cabo, na nossa casa.
Depois existo eu... De certa forma, tenho uma grande componente emocional ligada a Portugal e, por isso, compreendo essa necessidade de voltar. Especialmente, quando se imagina uma família a longo prazo, em que queremos que os nossos filhos sejam próximos dos restantes membros da família e que tenham um percurso relacionado com o nosso. Mas, por outro lado, sinto-me profissionalmente castrada e penso que daqui a 15/20 anos o cenário não vai mudar assim tanto em termos de oportunidades na minha área. Não julgo que a Península Ibérica possa vir a ser um grande poço de tecnologia, inovação e desenvolvimento (espero estar enganada).
Às vezes, perguntam-me se é fácil arranjar trabalho em Portugal. A resposta é: sim, é. Há muitas empresas a contratar Engenheiros Biomédicos. Agora, se a pergunta for: consegues fazer o que gostas em Portugal? A resposta muda e passa a ser: é difícil. Nem vou falar da forma ridícula e desrespeitosa como os portugueses vêem a investigação fora das grandes empresas, simplesmente não há essa oportunidade. Empresas a trabalhar directamente na minha área? Muito poucas. No campo muito específico em que eu gostava? Nenhuma, talvez.
Então, porque é que eu não vou para fora? Tenho andado a tentar, mas nem lá fora é fácil. A diferença a que me referia em relação aos outros emigrantes é que, na maioria dos casos, eles reúnem condições monetárias para voltar. No meu caso, se eu ficar cá, vou tentar reunir condições de formação para sair. Cursos de línguas, formações específicas, quem sabe estudar mais (não para já, claro)...
O importante é não me conformar com o "assim assim", com o "é suficiente" que o nosso país me oferece. Para muitos, acredito que seja o ideal e ainda bem, mas se para mim não é, tenho de fazer o que está ao meu alcance para atingir os meus objectivos. Os objectivos mudam e adaptam-se às circunstâncias, mas simplesmente desistir e conformar-me com "qualquer coisa" não é para mim.

sábado, 30 de setembro de 2017

O meu Amor Maior

Tenho dificuldades em escolher a minha música preferida, o meu cantor predilecto, ou a banda que me faria desmaiar. Tudo depende do meu mood e do que estou a fazer, possivelmente. Mas sei que tenho um artista preferido português: o Tiago Bettencourt. Já gostava dele na altura dos Toranja (e não, eu não ouvia apenas a "Carta") e não desiludiu quando começou a cantar a solo.
Já o vi várias vezes ao vivo (a última vez já foi há um ano!) e o encanto nunca desaparece. Sempre que sai uma música nova, lá fico eu, doida, a apreciar aquela voz e a melodia. O mais recente álbum dele - A Procura - já está aí e eu mal posso esperar para o comprar (penso que só não tenho o primeiro dele). Eu nem sou muito de comprar CD's... Mas com ele é assim.
Convido-vos a ouvir a "Amar Alguém". Não encontrei no Youtube, mas podem ouvir aqui, no Spotify. Esta pureza e esta simplicidade são o que me fazem apaixonar.

[como não quero parecer maluca de todo, "Amor Maior" é o título de uma canção dele]

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O sonho mais parvo

Ontem adormeci depois de almoço (shame on me, com tanta coisa para fazer) e tive um sonho gigante e super complexo. Algumas coisas relacionavam-se entre si e faziam sentido com conversas ou pensamentos que tive recentemente, outras nem por isso. Envolveu alguns amigos e familiares, mas também continha pessoas que eu sei que existem, sim, mas com quem não tenho qualquer tipo de contacto. Foi muiiiiito estranho!
O sonho acabou, nada mais, nada menos do que com... O dia do meu casamento. O mais engraçado da questão é que parecia um dia super normal. Ninguém estava muito apressado. Nem mesmo eu que, não sei bem porquê, estava já vestida de noiva em casa da minha tia e a pensar "então mas e o cabelo? E a maquilhagem? Eu nem fiz aquelas sessões de testes... Será que tenho de ir assim para a igreja? É que o casamento é daqui a 1h30. Bem, fica só normal...". Telefonei à minha mãe e ela só chorava (porque alguém que ela nem conhece tinha morrido!) e disse-me "desculpa lá, mas hoje não me vou preocupar com as tuas futilidades". Futilidades... O meu próprio casamento!
Não sei muito bem com quem ia casar. Tenho quase a certeza absoluta de que não era com o meu actual namorado (desculpa, L.). Alguém me foi levar as alianças e eu só as deixava cair e dizia "isto é um sinal de que não me devo casar". Aliás, até disse à minha tia qualquer coisa como "se ele agora me dissesse que não queria casar [seja lá quem for o "ele"], também não me chateava muito. Mas ao menos que tivesse a coragem de vir falar comigo e de me dizer mais cedo! Agora com as pessoas todas a virem de propósito é chato". Ahahah. Estava com muita vontade de me casar, como se vê!
Estou a contar isto simplesmente por ter sido dos sonhos mais complexos (envolveu muitas coisas para trás) e mais ridículos que já tive. Não sei se lhe posso atribuir algum significado, mas cá para mim só demonstra a minha posição em relação ao casamento: epá, não faço questão. Mas... Pelos vistos quero ter um vestido de noiva! Não importa que não haja penteado nem maquilhagem, nem tampouco importa que o meu noivo não se queira casar, um vestido é que não pode faltar. Ai, ai... Realmente as mulheres só dão importância ao que vestir.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

A diferença é uma coisa boa

Já aqui referi diversas vezes o assunto igualdade. Felizmente, é algo que está em permanente discussão na nossa sociedade e penso que caminhamos para um mundo melhor nesse sentido. Mesmo que, por vezes, não seja possível dar passos de gigante, muitos passinhos de bebé juntos também nos levam a algum lado.
No entanto, esta é uma luta que por vezes se torna perigosa. Recentemente, tivemos a proposta de separar géneros/sexos (nem sei) nos transportes públicos em Portugal. Claro que foi apenas uma deixa infeliz, não vale a pena pensarmos muito nisso, dado que a única forma de resolvermos um problema é irmos à sua raiz. Como diz uma das minhas amigas (e agora estamos sempre a usar este exemplo), colocar um pano por cima da mesa rachada para esconder que está quebrada não resolve nada.
O assunto que me moveu a escrever isto é de igualdade, sim, mas não das mulheres. Vi recentemente este vídeo sobre a Síndrome de Down e se, ao início, fiquei "ohh, pois é", no minuto a seguir a minha opinião mudou. Sim, o mote - que implica que estes indivíduos não precisam de necessidades especiais - está errado, a meu ver.
O final do vídeo explica que, no fundo, pessoas com esta condição genética apenas precisam de educação, trabalho, amizade e amor - tal como todos nós. Isto é absolutamente verdade e eu concordo, mas isso não significa que eles não precisam de adaptações especiais, mas adaptações e "desigualdades" que tenham uma conotação positiva e que lhes permitam ter, de facto, as mesmas oportunidades que as pessoas que não nasceram com esse problema.
De acordo com a página portuguesa da Wikipedia:
O progresso na aprendizagem é também tipicamente afectado por doenças e deficiências motoras, como doenças infecciosas recorrentes, problemas no coração, problemas na visão (miopia, astigmatismo ou estrabismo) e na audição.
Queremos mesmo defender que não há diferenças? Vamos integrar pessoas com Síndrome de Down em turmas normais sem nenhum apoio extra? Vamos fazê-los passar pelo mesmo processo de selecção de um emprego, sem os proteger das suas características naturais? Porque, desculpem, de facto são pessoas que nasceram com mais um cromossoma do que eu e que isso os afectou de diversas maneiras e não devem ser prejudicados por isso.
Dentro da mesma doença, haverá diferentes graus de gravidade e complexidade, mas isso já é outra história. Se as entidades competentes para o assunto os considerarem "normais" (não quero ferir a susceptibilidade de ninguém ao dizer normais, mas foi o que se arranjou), então qualquer "necessidade especial" deixa de fazer sentido.
É verdade que sou uma privilegiada, na medida em que nasci caucasiana, na Europa e, até ver, heterossexual. Os problemas de saúde que tive na vida não me influenciariam (penso) numa entrevista de emprego. A minha única "fraqueza" nestas questões da igualdade é que nasci mulher e isso ainda tem algum (muito) peso. Ainda assim, mesmo com estes "privilégios", tenho direito à minha opinião de que estamos a caminhar num piso muito sensível, no sentido em que qualquer coisinha inocente é considerada uma ofensa e um problema.
Se sou pela igualdade? Sim, sempre, mas sem esquecer as características individuais de cada um de nós. A diferença é uma coisa boa. Se for respeitada, claro.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O casal dos vouchers

Nos meus anos de Lisboa, tornei-me uma pessoa atenta a vouchers de inúmeros sites de promoções. Devo dizer que recorri muitas vezes aos mesmos, quando me pareciam de facto compensar ou quando proporcionavam algo que já queria há algum tempo fazer.
Claro que, em menos de nada, estava a oferecer vouchers ao meu namorado. Este tipo de prenda é um pouco tendenciosa, dado que na maior parte dos casos é para usufruir a dois. Ainda assim, só usava este tipo de coisas no nosso aniversário de namoro (para, de facto, fazermos um programa especial mais barato) ou simplesmente porque sim. Vi, gostei, comprei para os dois.
Fizemos passeios de segway, fomos jantar a restaurantes vários, passámos um fim-de-semana fora... Um amigo do L. já dizia que éramos o "casal dos vouchers". Chegou ao ponto de também ter usado este tipo de serviços para ir jantar com ele na Suíça...
Apesar de há muito não usufruir dos ditos descontos, continuo a receber os e-mails e de vez em quando dou uma olhadela. Neste momento, há um que me parece fantástico! Almoço a dois (parece delicioso) e passeio pela Barragem do Alqueva (vejam mais aqui)... Se vale o dinheiro? Não sei, mas parece-me um bom programa.


P.S. Baby, isto não é uma indirecta. Eu gosto de prendas físicas e egoístas, só para mim.
Mas se me quiseres oferecer só porque sim, a i. aceita.

domingo, 24 de setembro de 2017

Mais compras. Agora de sapatos.

A minha mãe tem feito questão de frisar que preciso de uns sapatos. Eu tenho uns minimamente formais - pretos, rasos, básicos - mas não sei se são suficientes para a minha vida. Se começar a trabalhar num ambiente minimamente empresarial, preciso de mais, é certo... Mas, enquanto não sei o meu futuro, não me tenho dedicado muito a pensar no assunto.
Mas a verdade é que não é só para o trabalho que uma pessoa precisa de sapatos, não é? Às vezes há um evento um pouco mais formal, ou um outfit que não fica tão elegante com ténis... Por isso mesmo, tenho andado a rondar certas lojas online (para variar).
Naquelas mais baratas (Zara, Mango, Pull&Bear, etc.) não vi nada que me atraísse. Saltos agulha? Não, obrigada. Metalizados e vernizes? Passo. Mas eu sou uma pessoa fina (*cof cof*), por isso resolvi procurar na Aldo (gosto muito da qualidade deles) e deparei-me com dois modelitos em saldos:


Desculpem a discrepância no tamanho, foi o que o site me permitiu (e não tive com grande trabalho, é verdade). Também gostei dos que se seguem, maaaaas não me apetece dar 80€ por um par de sapatos (quando são botas, que ando muito tempo com elas e me protegem os pés da chuva e do frio, não me custa a dar o dinheiro, mas sapatos...).


Por fim, segue-se o resultado de uma pesquisa exaustiva (nem por isso) no site da Massimo Dutti.


São caros? Sim (mas mais baratos do que os outros). Tenho mixed feelings em relação a eles? Sim (nunca experimentei uns sapatos com aquela fivela e não sei se me ficam bem). Apetece-me dar-lhes uma oportunidade e experimentá-los para decidir se vamos ser felizes? Sim (só faltava mesmo eu ter um centro comercial aqui ao pé). Sim, sim, sim! Ai, minha Nossa Senhora do Dinheiro... Só gastos fúteis (ou necessários?)!

sábado, 23 de setembro de 2017

A viciada em compras anda a assomar-se

Tenho uma faceta forreta que me faz agir de acordo com o pensamento "isto não me acrescenta em nada, não vou comprar" e que tem estado bastante activa nos últimos meses. No entanto, não é o meu único lado... Também tenho uma que me faz pensar "aiii, isto é tão giro, quero". As duas juntas fazem com que não gaste assim taaaanto dinheiro, podia ser pior... (também podia ser melhor, claro)
Depois tenho ainda pancadas, que normalmente resultam de "vi isto em alguém, achei que conseguiria combinar com peças que eu tenho e quero algo do tipo". Aconteceu, por exemplo, com a minha saia de "cabedal" (ver aqui). Mais recentemente, decidi que quero uma camisola deste género:


Não exactamente assim. Ah, pois, até com as pancadas sou exigente! A cor pode variar, tudo bem (pelo menos entre cinzento, preto, verde seco, rosinha e bordeaux). Mas quero algo com um decote não muito acentuado e, ainda que "laçada", quero que tenha poucos laços. Tantos como os da imagem? Não, obrigada.
A Bershka tem esta, que não respeita as minhas características, mas até é engraçada (não, não vai dar):


Por sua vez, a Forever 21 presenteia-nos com este modelo, que tem o seu potencial, mas ainda me faz duvidar:


Posto isto, estamos em modo "à busca da camisola perfeita". Numa loja perto de si. Ou não, porque ao pé de onde vivo não há lojas.

Desabafos sobre a avó


Ontem tive de ir a Lisboa. Saí de casa por volta das 8h e regressei às 21h. Um dia fora, portanto. Cheguei a casa e tinha a minha avó à minha espera. Ouvi-a a perguntar ao meu avô "quem é?" e assim que me viu disse:
- Senti a tua falta o dia todo.
E eu fiquei tão, mas tão comovida. Tenho andado numa fase em que, mais do que dar valor ao facto de ainda ter os meus avós comigo, me tenho sentido com um medo enorme de os perder. O que é normal, apesar de aterrador. Dou por mim a questionar-me e a sentir-me mal por querer tomar decisões que me façam ir para longe e perder o resto do tempo que tenho com eles... Mas claro que não posso deixar escapar oportunidades (se elas surgirem, claro) com base nisto. Aconteça o que acontecer, eu estive cá para eles sempre que pude.