quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Só me falta calçar umas meias com as sandálias e fico igual ao meu avô


Venho aqui anunciar uma das minhas mais recentes compras (apesar de ter sido há umas semanas): umas sandálias de velha. Isto é como quem diz: finalmente comprei umas Birkenstock. Finalmente, sim, porque ando há quase dois anos a pensar nisso sem ter tido coragem.
E porque é que é preciso coragem? Epá, meus amigos, eu fui comprada pela promessa de "sandálias mais confortáveis de sempre que te duram uma vida", mas, sejamos honestos... Aquilo é um bocado assim a atirar para o sapato de velho. Mesmo que esteja na moda e que seja aceite pela sociedade, não é por isso que temos de gostar de tudo. Além disso, o preço não convida a uma compra maluca de "depois logo se vê". Não, não. Teve de ser uma coisa ponderada (acabou por ser uma compra impulsiva por estar em promoção, mas já tinha decidido comprar este ano ou para o próximo). Do mal o menos... Escolhi um modelito que tenta ser mais moderno (o de baixo, noutra cor).
Prometiam-me conforto e durabilidade e eu este ano consegui estragar dois pares de sandálias (que foram milagrosamente recuperados pelo sapateiro, mas não estou 100% segura naquilo), pelo que tais factores são muito importantes. Ainda só usei duas ou três vezes, mas até agora estão a marcar pontos no papel de confortáveis.
Acho que a palmilha destas sandálias é baseada numa tecnologia extremamente interessante - molda-se ao nosso pé (por essa razão, não convém emprestar as sandálias). Isto até pode ser uma grande treta... Mas até ver, venderam-me bem a coisa e estou contente com isso.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Ups, sou uma envergonhada


Quando gosto muito de uma música com conteúdo impróprio para partilhar na minha página pessoal do facebook. É que falar de beijar os seios e de me deixar em brasa parece-me um pouco demais. A minha família vê/ouve aquilo pá.

Para quem prefere esta versão:

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Só para ficar registado


Hoje estou muito feliz por uma das pessoas mais importantes da minha vida. O meu programador favorito.

domingo, 3 de setembro de 2017

Carta aberta aos bloggers profissionais

Caros bloggers profissionais [que sei que não vão ler esta publicação],

Em primeiro lugar, quero dar-vos os meus parabéns pelo excelente blogue que têm. Sim, cada qual à sua maneira, se são profissionais numa coisa que começa como um hobby, é porque são bons naquilo que fazem.
Em segundo lugar, se começaram o vosso blogue para ganhar dinheiro, possivelmente este post não é para vocês, porque eu nunca tive a oportunidade de ler textos genuínos, desprovidos de qualquer interesse, que me fizeram ficar e ler-vos regularmente. Parecendo que não, já tive o meu primeiro blog há uns bons 8 anos e, nessa altura, ser blogger não estava na moda.
Em terceiro lugar, os meus blogues preferidos continuam a ser os mais pessoais. Mais ou menos privados. Sem grandes alaridos. Mas sou na mesma leitora assídua de alguns blogues ditos grandes.
Agora que já esclareci isto, vou passar ao que interessa.

Eu sei que estamos no Verão (quase no fim, ein?) e que o país (e talvez o mundo) param um pouco nesta altura. Já sabemos que tudo funciona a meio gás, porque todos nós temos direito a férias e a algum descanso. Certo. Agora, o que não está certo é deixarem os vossos leitores a ressacar por mais, durante tempos sem fim. Meus amigos, a culpa é vossa: vocês habituaram-nos mal. Habituaram-nos a ter ali material à disposição numa base regular. Querem tirar-nos tudo assim de repente? Não dá.
Até porque - pasmem-se - vocês não são médicos. E o que quero eu dizer com isto? Eu não preciso da vossa presença real para ler os vossos textos. Já ando nisto há uns tempos, sei que dá para agendar posts. Isso mesmo! Agendar! Uau, que fantástico! Se isto é o vosso ganha pão, seria pedir muito assim uns dois ou três posts por semana? Só assim para enganar a fome.
Reparem que eu não digo isto para vosso mal e porque quero que vivam para mim. Não, senhor. Sou uma grande defensora das vossas causas. Até sei que vocês têm vida própria e que nós não temos nada a ver com isso!! Grande lição, ein? Fiz o trabalho de casa. Não vou negar que gosto de cuscar a vossa vida... Até porque normalmente vocês têm fotos lindas de outfits maravilhosos, restaurantes de criar água na boca e viagens brutais. E eu gosto de consumir isso tudo, até de blogues que não leio (lá está, os que começaram já com outra intenção).
E por falar em viagens... Eu sei que não é tudo por estarem de papo para o ar. Sei que é uma profissão (seja em full ou part-time) que exige viajar a convite de marcas para divulgarem os seus produtos e serviços. Mas... Se fazem essas ditas viagens, QUE TAL PARAREM PARA ESCREVER UM BOCADINHO SOBRE ISSO ANTES DE PARTIR PARA OUTRA VIAGEM? Desculpem a agressividade, mas se eu sigo os vossos blogues é porque gosto de LER. Se quisesse só ver fotografias, se calhar virava-me para books fotográficos... Não sei, só assim naquela.
Posto isto, e agora que as férias já estão a acabar, voltem lá a dar-me o que eu quero, se faz favor. Mesmo que voltem a meio gás, é melhor do que nada. E tirem daqui uma lição para os próximos anos. Porque se eu começar a dar nas drogas pesadas para tentar compensar este vazio, é bom que fiquem com peso na consciência.

Com muito amor,
i.

Lanche de domingo

A minha mãe atendeu aos meus mais profundos desejos e está neste momento a preparar-me umas panquecas de banana e farinha de aveia (eu só pedi mesmo panquecas). Cheira-me que vou abrir o meu maple syrup... Olá, panquecas! Vão-me fazer tão feliz...

[não são tantas nem tão perfeitinhas, mas são boas na mesma]

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Já dizia o Valete: carinha de puto, mas funciono como um homem grande


Aquele momento em que te apercebes via redes sociais (nada que não soubesses já) que qualquer miúda de 15 ou 16 anos que esteja minimamente bem vestida e maquilhada parece mais velha do que tu que tens 23 a caminho dos 24. E dizes "pfff, I don't care! Eu sei que sou madura por dentro e isso é que importa", mas no fundo até ficas lixadinha.

Atenção: eu não quero parecer mais velha (não, não!) nem estou assim tão descontente por, de vez em quando, parecer uma miudinha. Apenas gostava de me saber arranjar melhor de vez em quando. E ter gosto e paciência para isso. That's it. Ah! E também não sou nenhuma maltrapilha. São só maluquices. Porque depois quero usar t-shirt's largas e ténis e ter espírito de adolescente :)

Memórias de infância

Estou com uma gripe há quase duas semanas (!!) e tenho tido dias complicados. O pior já passou, dado que as dores de cabeça dos primeiros dois dias quase não me permitiam sair da cama (só para ir à casa de banho e mal). As dores de garganta também já aliviaram bastante e até a tosse já diminuiu (mais um ponto complicado desta gripe, com ataques de tosse dignos de registo... mas nem me apetece comentar o assunto). Ainda assim, a tosse e a irritação na garganta andam chatas e a não me querer largar. Não sei que fiz eu para merecer este amor e carinho da sua parte... É que não são retribuídas. Eu não gosto delas, podem-me largar já!
Posto isto, a minha família já não me pode ouvir com a tosse. A minha avó apanha sustos de morte e diz mal de mim (porque eu tenho culpa), o meu avô reclama e diz "não queiras ir ver disso", a minha mãe tenta levar-me ao médico (agora já não vale muito a pena). Hoje, a minha querida mãe perguntou se eu queria que ela me fizesse um xarope de cenoura... Tive de imediato um flashback à minha infância e disse que sim! Apesar de adorar cenoura, voltei a lembrar-me que não gostava por ser demasiado doce. Mas estou na mesma muito feliz, a comer/beber o meu xarope caseiro. É bom quando cuidam de nós.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Alentejana de gema

Nunca tive um sotaque alentejano super carregado, nem nunca me limitei às expressões tipicamente alentejanas (apesar de usar muitas que nem sabia serem alentejanas). Depois de viver cinco anos em Lisboa e de me dar com pessoas um bocadinho de todo o país (mas mais da zona centro), o meu sotaque desvaneceu-se. Claro que não se apagou! Os meus colegas riam-se sempre que eu falava ao telefone com a minha mãe e avós, porque parecia outra pessoa a falar, dado que continuava a ter a minha veia alentejana sempre presente.
Depois de quase um ano na Suíça, em que o contacto que tinha com portugueses era maioritariamente com alentejanos ao telefone, voltei para a minha terra. Estou aqui há quase dois meses e todas as pessoas que me rodeiam têm este sotaque maravilhoso.
Já sabem como é que esta história acaba, não sabem? Com a i. a admitir que está mais alentejana do que nunca. A comer ainda mais letras do que o normal. A utilizar gerúndios em tudo. A prolongar a acentuação onde não há necessidade. A dizer "bêm" em vez de "beim". A utilizar as expressões dos meus avós sem eles estarem presentes (algumas ainda escapam, agora outras são autênticos erros, como quando a minha avó diz "maramelo" em vez de "marmelo").
Aqui estou... De volta às origens. Se me ouvirem a dizer "atão mas o que é que tás fazendo" não estranhem.


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

That t-shirt


Esta coisa das redes sociais e dos blogues faz-nos olhar para coisas em que nunca repararíamos numa situação normal. Já me aconteceu n vezes com peças que eu vejo bem conjugadas e... quero ter igual.
Esta t-shirt é um exemplo disso mesmo. Eu tenho um estilo muito variado (apesar de depois acabar a comprar coisas muito dentro do mesmo género), mas tenho alturas em que só me apetece vestir umas calças, uma t-shirt, uns ténis e está a andar. E é com isto no pensamento que penso em como eu e esta t-shirt poderíamos ser felizes juntas... Eu sou uma querida, ela é uma querida. Foi feito para resultar.
Há dois dias entrei numa Levi's, de cabeça erguida e determinada a fazer cumprir o nosso fado. Encontrei-a... Mas só havia o meu número em azul escuro. Pois que eu gosto é da branquinha e da cinza... A senhora bem me tentou convencer de que estava esgotadíssima e de que a azul era a melhor opção que eu tinha. Ná. Não me contentei. E ainda bem, porque no site há as outras duas...
Resta saber quando vou cometer a loucura.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

E para compensar a "desilusão" de ontem...

Hoje vou ver o Zambujo aqui mais ao pé de casa. Pumbas, vai buscar.


Adenda: ouvi três músicas (em vez de 1h30 de concerto). Mas por uma boa razão.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O destino (não) quis assim

Quem me conhece sabe de ginjeira que eu sou qb maluquinha pelo Zambujo desde a altura em que a "Flagrante" andava por essas rádios fora. Achei piada ao homem... Às letras, às músicas, à sonoridade da voz. Ainda por cima partilhamos o sangue alentejano, uma pessoa apega-se mais facilmente, não é assim? Além disso, o gajo do "anda comigo ver os aviões" também sempre me despertou um certo interesse enquanto músico. Quando o Zambujo e o Araújo se juntaram para dar concertos... Fiquei louca. Adoro os arranjos deles! Como podia não ir vê-los?
Resultado: ora porque ninguém queria ir comigo (estúpidos e estúpida), ora porque não podia estar a dar aquele dinheiro, ora porque faltava muito tempo e não queria arriscar... Nos entretanto, eles esgotaram mil Coliseus e eu fiquei a ver navios. Bolinhas. Zero. Nada.
Foi então que surgiu uma luz ao fundo do túnel: concerto grátis, dia 24 de Agosto, em Cascais. Ando HÁ MESES a pensar nisto, a idealizar... Sabem o que aconteceu? Pois... Bolinhas. Zero. Nada.
Por isso, pessoas cujas teses ainda estão no futuro: não deixem atrasá-las. É só o que tenho para dizer.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Coisas que eu não posso dizer à minha mãe (para que não fique vaidosa)


A minha mãe é, sem sombra de dúvidas, a pessoa mais importante da minha vida. No matter what. É o único laço directo que tenho e, até isso mudar, duvido que isto mude também.
Isto não significa que nos damos sempre bem... Muito pelo contrário. É a pessoa com quem mais discuto, com quem mais me chateio, com quem mais entro em conflito. As nossas personalidades e maneiras de ver o mundo são um tanto ou quanto diferentes e, mesmo que não fossem, as pessoas mais próximas são sempre as que acabam por levar por tabela.
Nem sempre tivemos a melhor relação do mundo, mas as circunstâncias da vida e as mudanças na maneira de ser (de parte a parte) facilitaram a coisa e hoje posso dizer que estou em paz e feliz com o que temos.
No meio de tudo isto, desta relação q.b. impetuosa, está também a pessoa em quem mais confio. A pessoa para quem me apetece correr quando as coisas correm mal mas, por saber a preocupação que lhe causo, evito fazê-lo. A pessoa com quem muitas vezes não quero falar por saber que não consigo não ser transparente e às primeiras duas palavras estaria lavada em lágrimas.
Quando eu era (bem) mais nova, a minha mãe dizia que eu era a melhor amiga dela e isso irritava-me. Uma filha/mãe não tem de ter o papel de melhor amiga, pensava eu. Pois não, não tem... Mas pode. E hoje a minha mãe é a minha melhor amiga (ou, pelo menos, uma das).

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Atrasos #2

Escrevi o meu último texto depois de uma conversa com o meu orientador, que me estava a contar em como se fartou de esperar pela sua médica, sendo ele o primeiro paciente da manhã. No entanto, ele também me disse que não era uma coisa recorrente e, de facto, todos têm direito a uma emergência familiar, a um imprevisto, a um deslize. O ser humano não é perfeito...
Ainda assim, foi impossível não me lembrar num dos podologistas que me tratou há um ano atrás. Estava com vários problemas no pé e tive de marcar umas quantas consultas. Como estava em época de exames, marcava para a primeira consulta da manhã sempre que podia, para não ter de perder tanto tempo lá... Ah ah ah! Acho que era quando esperava mais. Ainda continuei o tratamento, mas podem ter a certeza de que aquele não me vê outra vez, mesmo que eu volte a morar em Lisboa.
Há coisa de uma semana, estava num banco aqui na minha zona e queria falar com um determinado funcionário. Estava uma senhora à minha frente, que me disse que ele não devia demorar, pois tinham marcado para as 14h. Já passava um bom bocado da hora quando ele, de facto, chegou... Até aí, opá, tudo bem. Coisas acontecem. Mas quando chegou, ainda ficou em amena cavaqueira, como se não houvesse ninguém à espera dele... Eu não tinha marcado, mas a senhora tinha! Que falta de respeito.
Eu até podia ser muito picuinhas, mas não é o caso. Às vezes penso que também são faltas de respeito selectivas. Com quem lhes dá muito dinheiro a ganhar, se calhar não são assim... Mas todos são importantes.

Atrasos

Eu sou uma pessoa qb relaxada com horários, no que às minhas coisas diz respeito. No entanto, não sei se devido à educação que tive ou se à minha maturidade, quando envolve terceiros e principalmente "serviços", não consigo ser assim. Tento ser o mais pontual possível e, quando não consigo, sinto-me mal. Claro que há situações em que não tem mal nenhum... E, com pessoas próximas, podemos avisar previamente para evitar que alguém fique à nossa espera.
Como estava a dizer, em vários tipos de serviços (nomeadamente médicos, cabeleireiros e esteticistas), fico mesmo paranóica. Claro que eu já sei que, muito provavelmente, quem vai ficar lá uma vida à espera sou eu... Mas também já me aconteceu chegar e ser logo atendida, por isso não posso admitir que vou ter de esperar.
Normalmente, eu até desculpo as "falhas" dos ditos profissionais... Há outros clientes que se atrasam (a minha cabeleireira tinha as três irmãs de uma noiva marcadas para as 7h da manhã do passado sábado e só lá apareceram às 8h30, claro que atrasou tudo e todos, já para não falar de que ela foi para lá de propósito para nada), há um que demora mais, há uma emergência... Coisas acontecem.
Agora, se eu faço este esforço, não consigo tolerar que os próprios profissionais se atrasem e atrasem a vida de toda a gente. Lá porque têm uma profissão de atendimento ao público, porque as pessoas precisam deles, isso não lhe dá o direito de aparecer às 10h em vez de aparecer às 9h. Muito pelo contrário! O cliente não o despede, mas depressa se pode deixar de tornar cliente e de não o recomendar a ninguém. Eu costumo dizer que, claramente, são pessoas com um lugar privilegiado, que sabem que não vão perder o ordenado fixo, e por isso pouco se esforçam.
Numa altura em que arranjar emprego é tão complicado, não sei como é que há gente que se dá a este luxo. Sim, isto é um luxo...

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Wishlist

O que eu gostava de ter só pela graça:


O que eu vou fazer por ter para lhe dar muito uso:


A prova de que não devemos dizer "desta água nunca beberei". Nunca percebi a loucura das pessoas com a GoPro. E agora... Que já nem está na moda... Quero muito ter uma.