quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Alentejana de gema

Nunca tive um sotaque alentejano super carregado, nem nunca me limitei às expressões tipicamente alentejanas (apesar de usar muitas que nem sabia serem alentejanas). Depois de viver cinco anos em Lisboa e de me dar com pessoas um bocadinho de todo o país (mas mais da zona centro), o meu sotaque desvaneceu-se. Claro que não se apagou! Os meus colegas riam-se sempre que eu falava ao telefone com a minha mãe e avós, porque parecia outra pessoa a falar, dado que continuava a ter a minha veia alentejana sempre presente.
Depois de quase um ano na Suíça, em que o contacto que tinha com portugueses era maioritariamente com alentejanos ao telefone, voltei para a minha terra. Estou aqui há quase dois meses e todas as pessoas que me rodeiam têm este sotaque maravilhoso.
Já sabem como é que esta história acaba, não sabem? Com a i. a admitir que está mais alentejana do que nunca. A comer ainda mais letras do que o normal. A utilizar gerúndios em tudo. A prolongar a acentuação onde não há necessidade. A dizer "bêm" em vez de "beim". A utilizar as expressões dos meus avós sem eles estarem presentes (algumas ainda escapam, agora outras são autênticos erros, como quando a minha avó diz "maramelo" em vez de "marmelo").
Aqui estou... De volta às origens. Se me ouvirem a dizer "atão mas o que é que tás fazendo" não estranhem.


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

That t-shirt


Esta coisa das redes sociais e dos blogues faz-nos olhar para coisas em que nunca repararíamos numa situação normal. Já me aconteceu n vezes com peças que eu vejo bem conjugadas e... quero ter igual.
Esta t-shirt é um exemplo disso mesmo. Eu tenho um estilo muito variado (apesar de depois acabar a comprar coisas muito dentro do mesmo género), mas tenho alturas em que só me apetece vestir umas calças, uma t-shirt, uns ténis e está a andar. E é com isto no pensamento que penso em como eu e esta t-shirt poderíamos ser felizes juntas... Eu sou uma querida, ela é uma querida. Foi feito para resultar.
Há dois dias entrei numa Levi's, de cabeça erguida e determinada a fazer cumprir o nosso fado. Encontrei-a... Mas só havia o meu número em azul escuro. Pois que eu gosto é da branquinha e da cinza... A senhora bem me tentou convencer de que estava esgotadíssima e de que a azul era a melhor opção que eu tinha. Ná. Não me contentei. E ainda bem, porque no site há as outras duas...
Resta saber quando vou cometer a loucura.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

E para compensar a "desilusão" de ontem...

Hoje vou ver o Zambujo aqui mais ao pé de casa. Pumbas, vai buscar.


Adenda: ouvi três músicas (em vez de 1h30 de concerto). Mas por uma boa razão.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O destino (não) quis assim

Quem me conhece sabe de ginjeira que eu sou qb maluquinha pelo Zambujo desde a altura em que a "Flagrante" andava por essas rádios fora. Achei piada ao homem... Às letras, às músicas, à sonoridade da voz. Ainda por cima partilhamos o sangue alentejano, uma pessoa apega-se mais facilmente, não é assim? Além disso, o gajo do "anda comigo ver os aviões" também sempre me despertou um certo interesse enquanto músico. Quando o Zambujo e o Araújo se juntaram para dar concertos... Fiquei louca. Adoro os arranjos deles! Como podia não ir vê-los?
Resultado: ora porque ninguém queria ir comigo (estúpidos e estúpida), ora porque não podia estar a dar aquele dinheiro, ora porque faltava muito tempo e não queria arriscar... Nos entretanto, eles esgotaram mil Coliseus e eu fiquei a ver navios. Bolinhas. Zero. Nada.
Foi então que surgiu uma luz ao fundo do túnel: concerto grátis, dia 24 de Agosto, em Cascais. Ando HÁ MESES a pensar nisto, a idealizar... Sabem o que aconteceu? Pois... Bolinhas. Zero. Nada.
Por isso, pessoas cujas teses ainda estão no futuro: não deixem atrasá-las. É só o que tenho para dizer.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Coisas que eu não posso dizer à minha mãe (para que não fique vaidosa)


A minha mãe é, sem sombra de dúvidas, a pessoa mais importante da minha vida. No matter what. É o único laço directo que tenho e, até isso mudar, duvido que isto mude também.
Isto não significa que nos damos sempre bem... Muito pelo contrário. É a pessoa com quem mais discuto, com quem mais me chateio, com quem mais entro em conflito. As nossas personalidades e maneiras de ver o mundo são um tanto ou quanto diferentes e, mesmo que não fossem, as pessoas mais próximas são sempre as que acabam por levar por tabela.
Nem sempre tivemos a melhor relação do mundo, mas as circunstâncias da vida e as mudanças na maneira de ser (de parte a parte) facilitaram a coisa e hoje posso dizer que estou em paz e feliz com o que temos.
No meio de tudo isto, desta relação q.b. impetuosa, está também a pessoa em quem mais confio. A pessoa para quem me apetece correr quando as coisas correm mal mas, por saber a preocupação que lhe causo, evito fazê-lo. A pessoa com quem muitas vezes não quero falar por saber que não consigo não ser transparente e às primeiras duas palavras estaria lavada em lágrimas.
Quando eu era (bem) mais nova, a minha mãe dizia que eu era a melhor amiga dela e isso irritava-me. Uma filha/mãe não tem de ter o papel de melhor amiga, pensava eu. Pois não, não tem... Mas pode. E hoje a minha mãe é a minha melhor amiga (ou, pelo menos, uma das).

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Atrasos #2

Escrevi o meu último texto depois de uma conversa com o meu orientador, que me estava a contar em como se fartou de esperar pela sua médica, sendo ele o primeiro paciente da manhã. No entanto, ele também me disse que não era uma coisa recorrente e, de facto, todos têm direito a uma emergência familiar, a um imprevisto, a um deslize. O ser humano não é perfeito...
Ainda assim, foi impossível não me lembrar num dos podologistas que me tratou há um ano atrás. Estava com vários problemas no pé e tive de marcar umas quantas consultas. Como estava em época de exames, marcava para a primeira consulta da manhã sempre que podia, para não ter de perder tanto tempo lá... Ah ah ah! Acho que era quando esperava mais. Ainda continuei o tratamento, mas podem ter a certeza de que aquele não me vê outra vez, mesmo que eu volte a morar em Lisboa.
Há coisa de uma semana, estava num banco aqui na minha zona e queria falar com um determinado funcionário. Estava uma senhora à minha frente, que me disse que ele não devia demorar, pois tinham marcado para as 14h. Já passava um bom bocado da hora quando ele, de facto, chegou... Até aí, opá, tudo bem. Coisas acontecem. Mas quando chegou, ainda ficou em amena cavaqueira, como se não houvesse ninguém à espera dele... Eu não tinha marcado, mas a senhora tinha! Que falta de respeito.
Eu até podia ser muito picuinhas, mas não é o caso. Às vezes penso que também são faltas de respeito selectivas. Com quem lhes dá muito dinheiro a ganhar, se calhar não são assim... Mas todos são importantes.

Atrasos

Eu sou uma pessoa qb relaxada com horários, no que às minhas coisas diz respeito. No entanto, não sei se devido à educação que tive ou se à minha maturidade, quando envolve terceiros e principalmente "serviços", não consigo ser assim. Tento ser o mais pontual possível e, quando não consigo, sinto-me mal. Claro que há situações em que não tem mal nenhum... E, com pessoas próximas, podemos avisar previamente para evitar que alguém fique à nossa espera.
Como estava a dizer, em vários tipos de serviços (nomeadamente médicos, cabeleireiros e esteticistas), fico mesmo paranóica. Claro que eu já sei que, muito provavelmente, quem vai ficar lá uma vida à espera sou eu... Mas também já me aconteceu chegar e ser logo atendida, por isso não posso admitir que vou ter de esperar.
Normalmente, eu até desculpo as "falhas" dos ditos profissionais... Há outros clientes que se atrasam (a minha cabeleireira tinha as três irmãs de uma noiva marcadas para as 7h da manhã do passado sábado e só lá apareceram às 8h30, claro que atrasou tudo e todos, já para não falar de que ela foi para lá de propósito para nada), há um que demora mais, há uma emergência... Coisas acontecem.
Agora, se eu faço este esforço, não consigo tolerar que os próprios profissionais se atrasem e atrasem a vida de toda a gente. Lá porque têm uma profissão de atendimento ao público, porque as pessoas precisam deles, isso não lhe dá o direito de aparecer às 10h em vez de aparecer às 9h. Muito pelo contrário! O cliente não o despede, mas depressa se pode deixar de tornar cliente e de não o recomendar a ninguém. Eu costumo dizer que, claramente, são pessoas com um lugar privilegiado, que sabem que não vão perder o ordenado fixo, e por isso pouco se esforçam.
Numa altura em que arranjar emprego é tão complicado, não sei como é que há gente que se dá a este luxo. Sim, isto é um luxo...

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Wishlist

O que eu gostava de ter só pela graça:


O que eu vou fazer por ter para lhe dar muito uso:


A prova de que não devemos dizer "desta água nunca beberei". Nunca percebi a loucura das pessoas com a GoPro. E agora... Que já nem está na moda... Quero muito ter uma.

Quando te perguntam pela tese [e isto ainda é só a de mestrado] - parte II

domingo, 6 de agosto de 2017

A ex do amigo

E quando descobres - passado não sei quantos anos - que a ex-namorada de um amigo teu de quem tu gostavas muito (da rapariga em questão, para ficarmos bem claros) não gostava nada de ti e morria de ciúmes teus?
Pois. Não sei. Ficas com uma cara de pau. Pensas em como saíram juntas e ela era tão simpática e querida. Dizes "whaaaat?". Ou então nem dizes, porque ficas meio à toa. Se fosse possível estampar um ponto de interrogação e um de exclamação na cara, seria isso.

escolhi esta foto porque temos fotos as duas... super amigas! ahah

[isto já me aconteceu há uns anos... mas agora vi uma foto muito gira dela nas redes sociais e - depois de pôr like - pensei "ora bolas, tu não gostavas lá muito de mim" xD]

Aquela coisinha de que sinto falta em Lisboa


Às vezes bate-me assim aquela saudade de Lisboa... Da cidade em si e do seu ambiente, mas não só, também de tudo o que isso implicou enquanto lá vivi. Dos momentos, das pessoas, dos sítios, dos cheiros, das sensações.
Mas... Aquilo de que sinto mesmo mesmo saudade... É das hamburguerias. Pois é, nos últimos anos deu-se um boom no que à abertura de hamburguerias da moda diz respeito. A um ponto que até já enjoava... Ainda assim, a verdade é que comi uns belos de uns exemplares.
Quem me conhece, sabe que eu andava sempre a puxar as pessoas (o meu namorado em particular, porque com os meus amigos variávamos mais - mas também íamos para aos hambúrgueres) para ir a mais um sítio novo. Entre 1001 visitas à Hamburgueria do Bairro e ao Honorato (os mais espalhados pela cidade), a Hamburgueria 21, a Hamburgueria do Tecnyco, o To.B, o Burgers&Beers, o Bun's, o Ground Burger... Fizeram todos parte dos meus últimos anos em Lisboa. E - não vamos ser cínicos - o McDonald's também teve um papel de destaque em épocas de muito stress. Apesar de, verdade seja dita, quando descobri os maravilhosos hambúrgueres artesanais de alguns destes sítios (a preços não muito mais elevados), a cadeia de fast food começou a ser mais menosprezada (sem ser esquecida!).
Apanhei muitas desilusões, principalmente dos mais caros (e, supostamente, muito bons), mas também comi coisinhas muito boas. O que eu dava agora para ir à Hamburgueria do Bairro... Mnhami mnhami... Acho que me vou mudar de volta para Lisboa só por isto.

sábado, 5 de agosto de 2017

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Questão do dia

Porque é que eu não me dou com pessoas que tenham uma casa com piscina? Não percebo.


[porque és uma antipática que não se dá com ninguém. simple as that]
[vá, por acaso até tenho familiares de quem gosto muito que têm uma casa com piscina... mas nunca a vi sequer!]

Devaneios de uma tese


É 1h da manhã (eii). Não tenho sono. Mas apetece-me ir para a cama só para não estar a criar figuras. Ora atentem nesta monotonia:

1. abrir os cortes axiais;
2. escolher aquele em que se vê melhor;
3. repetir os dois passos anteriores para os cortes coronais e sagitais;
4. voltar ao corte axial se já tiver gerado o que quero [caso contrário, deixar para depois];
6. cortar em cima (até aparecer 1400 pontos);
7. cortar do lado direito (até aparecer 206 pontos);
8. cortar em baixo (até aparecer 272 pontos);
9. copiar o corte axial para o adobe fireworks;
10. repetir os passos 5 a 9 para os cortes coronais e sagitais [nem me atrevo a escrever isto de novo];
11. reduzir os cortes coronais e sagitais para metade;
12. posicionar como nos mapas anteriores;
13. mudar as legendas das coordenadas de cada corte;
14. quando não se tem a certeza, voltar ao início e verificar se há que melhorar;
15. repetir tudo para o mapa seguinte;
16. cortar um bocadinho os pulsos em pensamento;
17. suspirar [este passo é intercalado com muitos outros, mas achei desnecessária a repetição].

Não vou contar quantas vezes tenho de repetir estes passinhos (do 1 ao 15), porque não quero chegar deprimir ao ponto de o 16 deixar de ser imaginário... Ain [passo 17 onde não era suposto].