quinta-feira, 18 de maio de 2017

Quando tens o orientador mais tonto e querido do mundo

Eu tenho um carinho muito especial pela pessoa que o meu orientador me tem demonstrado ser. É uma pessoa super super inteligente, mas eu penso que o que o distingue é o facto de ser super preocupado pelas pessoas de quem gosta. A missão dele é fazer as pessoas felizes - por isso distribui chocolates e massagens. É um querido.
Anyway, recentemente, ele estava preocupado com uma novidade que recebeu via e-mail... Autorizou-me a ver, mas com a condição de não lhe contar. Eu disse que precisava de uma frase estúpida para lhe dizer que já tinha visto, para disfarçar a minha reacção. A frase foi decidida: Pancakes are ready.
Muitas piadas foram feitas com panquecas... Entretanto estávamos a falar do facto de ele ir ao Canadá um pouco antes de me ir embora e eu - feita parva - lembrei-me de lhe pedir maple syrup como souvenir! Em troca, eu faria panquecas.
No dia a seguir, quando cheguei, tinha um frasco de maple syrup em cima da minha secretária. Resultado: estou lixada.

domingo, 14 de maio de 2017

Caminhando para ser mais saudável... mas a alimentação e o exercício não são tudo!

A ler este artigo da NiT assim por alto, não pude deixar de pensar que era impossível que não andasse a acumular gorduras e celulite em tempo recorde.
Segundo eles, são estes os factores necessários para não acumular gordura abdominal:

- Dormir bem. Lol... Está bem, está. Aconteça o que acontecer, durma quantas horas dormir, acordo seeeeempre cansada.
- Alimentação saudável. Já falei sobre o assunto... Podia ser pior, mas também podia ser melhor.
- Vitamina D!! Tem sido um problema desde que vim morar mais para cima na Europa... E nem estou assim tão a Norte...
- Evitar o stress. Querem que ria ou que chore?
- Exercício físico. Sendo que o meu nome do meio é "preguiçosa", não está fácil...

Caso não tenham percebido, esta sou eu a tentar desculpabilizar-me de alguns factores... Não posso ter culpa de tudo, não é?

#salvadorable


Ontem vi um programa da Eurovisão pela primeira vez (pelo menos que me lembre). Eu sei - shame on me - mas eu sou uma pessoa que vê pouca televisão no geral, então de vez em quando ouço a canção vencedora de Portugal na internet, uma música ou outra que causam mais furor, e é isso.
Mas ontem... Ontem foi diferente. É verdade que se proporcionou que estivesse num sítio com televisão portuguesa (antes que digam que na tv suíça também passa, eu cá não tenho televisão de todo e, parecendo que não, ligo mais se ouvir em português do que em francês), mas penso que seria diferente de qualquer das maneiras.
A canção interpretada pelo Salvador Sobral, não sendo a típica canção festivaleira, despertou a minha curiosidade. Eu sou fã do trabalho da sua irmã, Luísa, ela é uma fofinha fofinha, pelo que a qualidade da coisa não me surpreendeu de todo... O que me surpreendeu - e me deixa orgulhosa e de peito cheio por ser portuguesa - é que uma canção, cantada na nossa língua materna, sem floreados ou ritmos pop, tenha chegado ao coração de toda a gente. Não digo isto gratuitamente, é mesmo o que sinto e penso... Não me imagino a sentir desta forma uma música cantada em russo que não entendo; no entanto, isto significa que poderia acontecer, se fosse suficientemente boa e cheia de emoção.
E isto... Este sentimento que o Salvador me permitiu, por ter feito com que uma canção portuguesa tão bonita transcendesse todas as fronteiras (de países, línguas, religiões ou culturas) e se tornasse universal, deixa-me feliz e cheia de orgulho.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Se calhar é isto que as pessoas do meu lab pensam


Bolos! Bolos todos os dias! Bolos e mais bolos!

Caminhando para ser mais saudável... mas com passinhos para trás

Ah e tal, decides ser saudável... Decides o tanas! Eu bem me esforço. Trago frutinha e iogurtes e coisas saudáveis para comer no lab. Aliás, é algo que faço desde que vim para aqui... Mas eu trabalho num laboratório de pessoas mentalmente gordas que só pensam em comer coisas boas (acho que vim para o meu habitat natural). Há alturas em que trazem bolos só porque... sim.
Ontem uma das minhas colegas trouxe um bolo para o lanche. Ainda ponderei dizer que não queria, mas depois pensei melhor... É só uma fatia pequenina com o meu chá, não faz mal a ninguém. Hoje já reparei que há um bolo gigante e apetitoso... Não faço a mínima ideia de quem o trouxe nem por que razão, mas já se está mesmo a ver o que vai acontecer depois de almoço.
A sério, a culpa nem é minha!! Não vou ser mal educada e não aceitar o que me oferecem com tanta gentileza, não é?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Como assim?!

Eu esqueço-me de que as Licenciaturas são de 3 anos. Epa, esqueço-me... Esta coisa do Mestrado Integrado fez com que eu não pensasse muito na coisa. Estou numa coisa, agora já estou na outra... Algures pelo meio estava nas duas. Enfim. Então quando - de repente - comecei a ver a Bênção de pessoas que eu julgava andarem na primária (váá, na Secundária!)... Fiquei chocada. Como assim estas pessoas já estão a acabar?! Como assim elas sequer começaram?! Pronto. É isto. Custa a aceitar que o tempo passa. E eu só tenho 23 anos.

sábado, 6 de maio de 2017

Caminhando para ser mais saudável... mas com passinhos de bebé

No geral, há muitos anos que sou uma pessoa pouco saudável. O facto de comer tudo e mais alguma coisa sem engordar (ou acumular coisas indesejadas) fez com que me habituasse a comer muita porcaria. Desporto? Depois de ter uns problemas de coluna um pouco mais graves aos 17 anos (nada de especial, mas que fizeram com que tivesse de parar de fazer Educação Física), pouco mais me mexi. Portanto, nos últimos 5 ou 6 anos, até me inscrevi no ginásio uma vez... Mas a falta de frequência fez com que não fizesse sentido continuar a pagar a mensalidade.
O pior é que eu sempre gostei desta vida. Então deitar-me a ver séries enquanto como pipocas e/ou chocolate não é tão bom? Há lá coisinha melhor. Ainda assim, apesar de não engordar, eu sempre soube que isto não era bom para a minha saúde. Então defini um limite na minha cabeça. Até aos 25, tenho de caminhar para ser saudável. Diminuir aqui o consumo disto, aumentar um bocadinho o daquilo... Ir-me mexendo mais e mais.
Apesar de faltar um ano e meio para os 25, ter vindo para a Suíça melhorou a minha alimentação. Não me lixem, a comida é cara... Então, por que motivo iria gastar muito dinheiro em pacotes de batatas fritas? Ou em bolachas de chocolate? Ou em ir jantar ao McDonald's por cerca de 15€? No entanto, o sedentarismo instalou-se ainda mais na minha vida... Praticamente não ando a pé e estou sentada ao computador durante muiiiitas horas. Para depois descer as escadas, sentar-me num autocarro e voltar para casa.
Tudo isto - aliado a outros factores - fizeram com que começasse a acumular celulite de forma louca. Vocês vêem-me no dia-a-dia, magra, e dizem que estou parva... Se há coisa que me irrita é quando as pessoas começam com o "tu sabes lá", "tu não precisas", porque sou magra. Ya, sou magra, os meus braços são esqueléticos... Mas isso não me impede de acumular seja lá o que for. Bem, voltando ao tópico... Comecei a acumular celulite e o facto de só ter um espelho de cara no quarto fez com que não me apercebesse bem da dimensão da coisa. Quando me olhava ao espelho, estava vestida... Por isso, o ataque à coisa tardou em chegar, bem como a minha preparação mental (ainda estou longe de estar bem mentalizada).
Continuo sem me querer mexer... É tarde para me inscrever em ginásios aqui (vou embora daqui a menos de 2 meses) e a chuva não ajuda a querer praticar seja o que for ao ar livre. Nááá. Mas o facto de o saudável estar na moda faz com que seja fácil fazer pequenas alterações na alimentação - o que já comecei a fazer. A preferir certos tipos de pães ou de massas (se bem que a massa é o meu calcanhar de Aquiles... adoro massas). A comprar sementes e mariquices para pôr nos iogurtes (magros, hã?). A ter pequenos-almoços mais saudáveis (todos os dias e não só ao fim-de-semana).
Enfim... Pequenas alterações. Passinhos de bebé. Afinal de contas, ainda falta um ano e meio até aos 25.

sábado, 29 de abril de 2017

Tudo tem prós e contras, até isto


Olá desde há uns dias... A inércia deu cabo de mim e, por mais que eu começasse posts, acabava por apagar o que tinha começado e depressa mudava de separador.
Estou em Portugal faz hoje uma semana, daqui a três dias volto para Genebra. Avaliando esta semana, parece que não fiz nada de especial... Passou a correr.
Durante os últimos cinco anos, eu não vinha assim tão regularmente a casa (sem contar com as férias), pelo que não é assim tão estranho chegar cá e ser quase como era antes. No entanto, há pessoas que vejo muito menos - nomeadamente a minha mãe e os meus amigos - e aí a conversa já é outra.
Estar cá é tão bom e tão mau. Acho que não vale a pena explicar por que motivo é bom, mas a parte má prende-se muito ao facto de me deparar com o que estou a perder com as minhas escolhas. Não quero com isto dizer que não há uma parte boa em estar lá fora... Claro que há. Mas exige tantos sacrifícios emocionais, dos quais me apercebo muito mais quando cá estou.
Eu acho que não conseguiria restringir a minha vida a este sítio, sentir-me-ia incompleta. Mas uma grande parte do meu coração ficou por aqui...

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Linda e perfumada?

Até há cerca de 1 ano atrás, eu não punha perfume todos os dias, então nunca foi regular comprá-los... Muito honestamente, só gastei um perfume até hoje (o Black XS da Paco Rabanne) e foi porque a minha mãe também usava bastante. Como gostávamos tanto, acabámos a comprar um segundo frasco em promoção. Ainda lá está. Devo dizer que eu estava na Escola Básica quando isto aconteceu... Estou agora a acabar o Mestrado.
Duas coisas derivam desta parca utilização: (i) adquiro perfumes quando o rei faz anos, (ii) tenho muitos perfumes na mesma. Ainda assim, uma pessoa apaixona-se por outras fragrâncias e/ou cansa-se dos que já tem, não é verdade? Foi deste modo que comprei os meus dois últimos perfumes (em 2015). Nesse Inverno, adquiri o Guilty da Gucci (que é assim a minha maior paixão de todos os tempos e que, devido ao preço, namorei-o cerca de 2 anos sem o comprar) e, no Verão, o Be Delicious da DKNY (simplesmente porque estava a precisar de uma nova fragrância fresca!). Entretanto, comecei a utilizar perfumes muito mais regularmente e isso faz com que me canse mais. O Guilty continua a ser o meu amor forte, mas a vontade de usá-lo diminui quando chega o bom tempo...
Por obra do acaso, experimentei recentemente o Sun di Gioia da Giorgio Armani. Devo dizer que tive mixed feelings... Mas ao mesmo tempo, fiquei in love. Isto porque, assim de repente, faz lembrar protector solar - razão pela qual fiquei confusa em relação aos meus sentimentos. Então agora fazem um perfume com cheiro a protector?? Para isso põe-se protector e pronto. Porém, a verdade é que a sensação que traz é muito boa. Como não associar o cheiro de protector solar a coisas boas? Verão, calor, praia, aiii... Será que sou menina para cometer uma pequena loucura?

domingo, 16 de abril de 2017

Vou ter sempre ar de miúda? #parte 2


A propósito do post de ontem, lembrei-me de uma conversa que tive com as minhas amigas há relativamente pouco tempo. Olhando para a forma como me visto, eu sou, de facto, uma miúda no dia-a-dia (na sexta-feira estava apresentável, foi só a minha cara).
Por exemplo, ando quase sempre de ténis, principalmente na meia estação. Hoje em dia os ténis estão na moda e podem ser conjugados de forma menos jovial, mas ainda assim... Depois com uma mochila às costas, querem que as pessoas achem o quê? Eu sou uma menina que vai para a escolinha.
Isso não significa que eu não consiga ser formal a vestir-me. Consigo, se for necessário. Só não é a minha praia... Ainda.

Domingo de Páscoa


Por aqui, tem sido um Domingo praticamente normal (só vou a Portugal daqui a uma semana). Tive uma espécie de brunch com muitos crepes (com nutella e banana, com manteiga de côco e mirtilos, com mel e canela... Enfim, muitos crepes) e agora queria trabalhar um pouquinho e/ou arrumar o quarto. Mas a preguiça... Ai a preguiça! Para mim é todos os dias, não só nos dias santos.
Se celebram a Páscoa, espero que tenham uma Páscoa feliz. Se não é o caso, tenham apenas um feliz Domingo :)

sábado, 15 de abril de 2017

Vou ter sempre ar de miúda?

Tenho 23 anos. A última vez que me pediram identificação para beber num bar foi há cerca de 4 anos.  O rapaz que estava ao balcão quase me pediu desculpa enquanto me pedia o BI, a dizer "temos sido fiscalizados", e eu dizia "então, claro, não tem problema". Até ontem...
Fui jantar a uma espécie de festa indiana, organizada numa discoteca que tem um espaço aberto onde colocaram barraquinhas de comida. Apesar de ainda não estar a funcionar como discoteca àquela hora, era possível ficar lá all night long, pelo que a entrada era permitida apenas a maiores de 18 anos.
Entrámos mas, passado algum tempo, decidimos sair para ir levantar dinheiro. Quando voltámos a entrar, os seguranças pediram algo em francês. Entrei em modo piloto automático, nem pensei muito no assunto, e abri a mala como as outras raparigas que estavam comigo, para mostrar que não tinha lá garrafa nenhuma. Todas nós seguimos em frente, mas eu fui literalmente barrada... O segurança que não tinha falado deve ter percebido que o meu francês era uma lástima e que eu não tinha percebido o que eles me pediram, então disse-me em inglês:
- Não, não. A identificação. Já tens 18 anos?
Eu, que normalmente sou uma pessoa séria nestas coisas, não consegui evitar rir-me muito, enquanto abria a carteira e dizia:
- Tenho 23.
O segurança ficou a olhar para mim com cara de parvo (o que me deu mais vontade de rir, mas não o fiz) e apenas disse:
- Really?!
Escusado será dizer que fui muito gozada. A mais velha do grupo foi barrada. Afinal não sou uma velhota!! Yey!!

Forever fifteen!!!! :D

Big kid


Não sei muito bem como, dei por mim a reflectir em como eu era uma criança estupidamente adulta. Às vezes mais do que hoje em dia. Ser filha de um pai deficiente e exigente é o mesmo que seres entregue aos lobos. Ou ages, ou ages - não há um plano B.
Ele levava-me aos bancos, a compartições das finanças, etc. etc., que muitas vezes eram em edifícios antigos sem acesso para cadeiras de rodas. E lá ia eu... "boa tarde, o meu pai é o X (como se eles não soubessem já), ele está lá fora e não pode entrar. Ele precisa de fazer isto e isto, depois posso levar lá fora para ele assinar?". Não havia tempo de antena para a vergonha ou para a timidez. É como disse, ou ages, ou ages.
Foi assim que, com 4 anos, eu passava cheques. Algures na primária comecei a preencher documentos burocráticos relacionados com a actividade profissional do meu pai. Na altura, não vou dizer que gostava de o fazer... Claramente não gostava da obrigação que sentia, consigo ver isso agora. Não gostava de não ter outra opção para além de enfrentar pessoas desconhecidas - algo que nunca gostei e ainda hoje não gosto. Claro que o faço, só não gosto. A minha mãe chegou a atirar-me à cara que com o meu pai eu não tinha problemas em fazer X ou Y. Olha, boa, não tinha outra hipótese.
Felizmente ou infelizmente, a capacidade para dizer "não quero", "não consigo", "não posso" chegou tarde. Sei que ainda lhe dei umas quantas frustrações com o "não consigo", todas relacionadas com a minha fraca capacidade para trabalhos manuais. Não é que eu não tentasse, mas lembro-me de uma vez em que estávamos só os dois - tinha eu 12 anos, a minha avó tinha morrido há pouco tempo e ele queria à força que eu acendesse a lareira. Eu tentei, mas cheguei a um ponto em que claramente vi que não estava a conseguir e desisti de tentar. Ele exaltou-se de uma forma louca (agora, de fora e 11 anos depois, consigo perceber o porquê, o sentimento de incapacidade total), mas eu mantive a minha posição. Claro que parece estúpido, de criança mimada que não quer fazer mais... Mas eu também tinha direito a dizer que não, a definir limites.
Não me estou a queixar da minha infância. Não foi a melhor, mas também não há-de ter sido a pior neste mundo. Tinha comida, várias casas (pois é, vantagens de ser filho de pais separados) e pessoas que me amavam. Também não me acho mais do que ninguém por ter passado por isto... Até acho que as crianças são demasiado protegidas do mundo real. Mas não deixa de ser irónico que, com aquela idade, fosse muito mais corajosa e lutadora do que me julgo agora. Possivelmente, tudo para o deixar orgulhoso...

terça-feira, 11 de abril de 2017

Mães que não merecem os filhos que têm (*)

Eu era o sonho de qualquer mãe. Minimamente bem comportada (a verdade é que não me lembro bem, também devo ter dado algumas dores de cabeça, mas no geral até fui soft), inteligente e madura para a idade que tinha (reparem que estou a falar de quando era criança, não de agora), nunca dei grandes preocupações.
Além das características gerais que já eram fantásticas, adoro ler desde tenra idade. Não é isto o sonho de qualquer mãe?? Que o seu pequeno rebento queira livros em vez de Barbies? Que solte a sua imaginação com leituras em vez de lutas na televisão?
É que eu acho mesmo que sim, que isto é o sonho de qualquer mãe ou pai. No entanto, já se sabe que Deus dá nozes a quem não tem dentes... E a minha mãe achava que eu lia demais, que não era saudável. Como tal, não me dava livros e chegava a recusar-se a ir comigo a bibliotecas (é que se fosse só pelo preço... mas não).
Hoje vi que a Fnac estava com promoções em alguns livros e eu, que queria continuar a ler a colecção d'A Amiga Genial (como falei aqui, por exemplo) e comprar o Coração Impaciente (crítica que me cativou aqui, pela M), resolvi aproveitar. Troquei umas mensagens com a minha mãe no facebook para lhe dar a conhecer os meus planos, dado que encomendaria os livros lá para casa (e também porque ainda não sou independente do ponto de vista financeiro, pelo que gosto de a informar / pedir opinião sobre os meus gastos). No fim, acabei por lhe pedir para ir pagar ao Multibanco, pois o meu pagamento por cartão não está a funcionar, e agradeci-lhe muito... Ao que ela me responde:

- Tu mereces.

Tu mereces?? WTF?? AGORA? Agora, que me devia dizer "mas tens tantas coisas para fazer que não tens tempo para ler" ou "andas a gastar muito dinheiro e isto é uma despesa que se pode evitar", é que me diz isto?? Pois mereço, eu sei que mereço. Mas quando tinha 6 anos também (nessa altura ela comprava-me os livros da Anita... mas porque achava graça). E 8. E 12. E 16. Feia.


(*) Estou a brincar, ok??