quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A verdade crua e dura

A minha mãe gosta de me stressar (só pode) e esta tarde veio perguntar-me:
- Mas com o trabalho que tens para fazer, achas que tens tempo de ir jantar com o teu avô?
- Se ele morresse, teria tempo de ir ao funeral.
Claro que já me deu razão. Arranjamos tempo quando as pessoas estão doentes, quando morrem... Mas celebrar a vida já é menos importante. Isto é aplicável a todas as outras situações, pois normalmente tomamos tudo como garantido... As coisas amanhã vão lá estar, para quê preocuparmo-nos e dar valor? Pois, errado.

Parabéns, avô!!

Hoje o único homem da casa faz anos. 81, para ser mais precisa. Há uns dias perguntaram-me se os meus avós estavam no lar... Ao que eu respondi um enérgico "Não!". Não por ser uma ofensa mas porque, conhecendo a "raça", isso ainda não faria o menor sentido. 81 anos em cima e sai todos os dias de casa (não há festas nem feriados) para ir trabalhar no duro, seja no campo, seja em burocracias... Ninguém engana aquele homem! Esperto que só ele. Claro que tem os seus defeitos (e são muitos, cada vez mais), mas hoje é dia de valorizar a vida. A vida de alguém em que eu muito me orgulho, que nasceu sem nada e que conseguiu prosperar, devido ao fruto do trabalho. O meu pai costumava dizer que eu, quando nasci, tinha a cara do meu avô e as mãos deste... Que estavam fechadas, por ele ser "agarrado" ao dinheiro. Que seja, mas hoje vai-me pagar o jantarinho! Claro que hoje em dia já não há necessidade e ele podia estar quietinho a gozar do que trabalhou uma vida toda, mas não podia ter uma inspiração maior para saber que sem trabalho, nada se tem.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Mães e namoradas, uma comparação

Do alto dos meus 23 anos, ainda com muito por aprender, já vivi o bastante para tirar certas  e determinadas conclusões. Toda a gente sabe que os pais (em particular, as mães) gostam muito de nos criticar e de nos apontar os defeitos. Até podemos ter conseguido algo excepcional, mas vai sempre haver ali qualquer coisinha para nos "moerem" o juízo. Mas pronto, somos filhos deles, e amam-nos incondicionalmente... Por isso, por muito que eles se chateiem connosco, ai de quem nos apontar um dedo! Quando são os outros a dizer, já não gostam. Porque eles é que sabem, eles é que nos criaram. Mesmo que o que estão a apontar seja verdade.
As relações são um bocado como os filhos. De facto, não são? Investimos tempo e sentimentos (e dinheiro!), cuidamos e fazemos com que cresçam. Se calhar é por isso que está relacionado... Porque passa-se o mesmo: nós podemos dizer mal dos nossos namorados. Que eles são isto e aquilo, porque agiram desta ou daquela maneira. E as pessoas à nossa volta podem dizer "pois, sim, tens razão". O problema é quando são as outras pessoas a tomar a iniciativa de questionar as atitudes do nosso namorado ou a viabilidade da nossa relação. Por muito que seja verdade, nós é que estamos por dentro e é que sabemos! Mesmo que saibamos que têm razão, pensamos que ninguém tem nada a ver com isso. E é verdade, cada um sabe de si e Deus sabe de todos, mas às vezes as pessoas querem ajudar-nos... (outras vezes é por pura maldade e para se meterem na vida dos outros, mas nem é disso que falo)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A história de uma paixão desencontrada

Bimba y Lola

As mais lindas histórias de amor vêm sempre de paixões proibidas. Envolvem sacrifícios e provações sem fim. Da minha parte, gostava muito de lhes provar o quanto lhes quero bem, gostava que eles soubessem que eu faria de tudo para sermos felizes juntos. Infelizmente, na vida real, o amor não chega... Fica a história de um amor impossível, que podia ter resultado numa bonita relação se a vida assim o permitisse.

Quero ser linda com make-up


Eu bem disse que queria mudar esta vida de desleixada com a maquilhagem. Devido à falta de produtos, o primeiro passo já foi tomado e gastei uma pequena fortuna na Sephora (o que é normal, dado que adquiri uns 6 ou 7 produtos)... Agora falta o investimento de tempo para aprender a aplicar certas coisas como deve ser (e de manhã, porque continuo a achar que é uma perda de tempo).

domingo, 1 de janeiro de 2017

Sentimental q.b.

Durante anos da minha vida, o ritual de Ano Novo imediatamente pós-meia-noite era ligar para a minha mãe e, logo de seguida, para o meu pai. Breves minutos após a meia-noite, liguei para a minha mãe e, logo de seguida, durante uma breve fracção de segundo, formou-se na minha mente o pensamento automático "e agora vou ligar para o pai". E tem sido assim desde 2010, o ano em que ele morreu. Não há nenhuma destas passagens de ano em que não aconteça essa incrível fracção de segundo em que a minha mente me encaminha para uma chamada impossível de realizar.
Mas não é só nesse momento de cada Ano Novo que o meu pai ressuscita e se torna quase sobrenaturalmente presente. O outro é este: o lendário Concerto de Ano Novo, transmitido em directo de Viena pela RTP, todos os anos. Isto para mim é como o Natal ele próprio - desde miúdo, altura em que seria natural achar que uma hora de concerto de orquestra na TV era uma seca, que o Concerto de Ano Novo é um ritual incontornável, que juntava à volta da TV a família toda, algures entre o amor pela música e o amor pelas raízes austríacas. Entre a quase chamada telefónica da meia-noite e o lendário concerto das 10 e meia, 1 de Janeiro é claramente o dia em que o meu pai prova que há vida após a morte. Para mim, ele está aqui, em cada nota musical destas peças clássicas que ele amava e conhecia ao detalhe, em cada paisagem de Viena, em cada pormenor do nobre salão do Musikverein. Ele nunca esteve nesta minha casa, mas enquanto o Concerto de Ano Novo decorre, é como se ele estivesse aqui neste sofá.
Bom ano, pai!

Li este post do Nuno Markl e as lágrimas vieram-me instantaneamente aos olhos (ainda que de forma controlada). Revi-me, porque durante muito tempo tive o mesmo instinto de pegar no telefone e ser suposto ligar-lhe. Cheguei ao ridículo de estar ao telemóvel, o telefone de casa tocar à "hora habitual" e eu dizer "tenho de desligar, o meu pai está a ligar-me", para depois cair no choque.
Ontem à noite, a sair da terra do meu pai quase às 2h da manhã, pensei em tanta, mas tanta coisa... Pensei em como nunca tinha passado uma noite de passagem de ano com ele (desde que tenho idade para me lembrar), porque o ritual era passar o dia a seguir. Pensei nas noites de Natal mais felizes que tive, ao seu lado... Pensei que ele não tinha vivido o bastante para estar presente em situações extremamente banais na vida das pessoas, mas que são importantes. Não viu a festa de casamento do meu primo ontem (de quem ele tanto gostava) e tantas outras. Não me viu a tirar a carta (pensei nisto porque vinha a conduzir), não me viu a entrar na faculdade. Será que as minhas escolhas seriam iguais? Não posso deixar de me questionar sobre o meu caminho, caso ele estivesse presente... Certamente não seria igual igual, porque as minhas vivências iriam ser diferentes. Nunca irei saber, mas que diferença me faz? Tal como o pai do Markl está presente nas notas musicais do concerto de Ano Novo, o meu estava ontem à noite comigo.

Balanços de uma noite de ano novo

Hoje doem-me as pernas dos saltos altos. Não tive uma festa de passagem de ano convencional, e no tipo de evento que tive não me fazia sentido levar outro tipo de sapatos... Podia ter levado uns para trocar, mas não os tenho e não ia comprar de propósito.
Durante a noite de ontem, tive (demasiado) tempo para pensar no que quero e no que não quero. Não por ser passagem de ano, apenas porque se revelou o ambiente apropriado para tal... Há situações em que tenho de impor mais a minha vontade, para o bem e para o mal.
Divagações à parte, a descrição de uma Avenida dos Aliados caótica por parte dos meus amigos e namorado até me fez tremer. Sou nova, mas eu não tenho paciência para estas cantigas... Só me levou a concluir o que eu já sabia: passagens de ano caseirinhas, em boa companhia, são muito mais a minha praia. Mesmo que nos vistamos a rigor (ou não, indiferente!), o ambiente é bom para nos animarmos e pôr a conversa em dia. Assim na loucura, ir a uma festa, sim... Mas em que não leve encontrões, está bem? (e depois não querem que eu diga que estou velha...)

... and a Happy New Year!

sábado, 31 de dezembro de 2016

Dizem que a inveja é um sentimento muito feio


Mas eu estou roidinha por saber que os meus amigos e namorado estão onde eu queria estar.
E sinto-me no direito disso.
Estúpidos. Não se faz. Hão-de pagar.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Só me lembro da música da Rihanna (work, work, work, work, work, work...)

Depressões à parte, a minha vida anda uma ansiedade constante. Não tenho andado a trabalhar nada de jeito (e bem preciso!), mas não consigo deixar de pensar e de me preocupar com o assunto... Posto isto, vou terminar e começar o ano a trabalhar (nos outros anos era a estudar, vai dar ao mesmo). Será que isto é um sinal do que me espera em 2017?

(não-)Exigências

Às vezes penso que não tenho o direito de ficar triste por coisas que não exijo. Não posso ficar desiludida se não esperava. Não posso querer o que não pedi. Mas não é bem assim... Porque, bem cá no fundo, eu sei que não exigi, esperei ou pedi para evitar uma frustração maior.

Raios partam os senhores da Adidas (*)


Comprei estes Gazelle um número acima do meu e tive de os
devolver... Agora vinham novamente cá para casa em 40!

E estes Superstar menta fofinhos que só eles?
Também eram bem felizes nos meu pés...

A malta já está farta dos Stan Smith, mas sempre gostei
destes em particular. Eu não iria dizer que não...

(*) Quem é que os manda fazer ténis tão giros? Estou farta disto.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

...

Hoje tenho-me sentido em baixo. As saudades apertaram como há muito não apertavam. A capacidade de olhar para as coisas positivas tem sido abalada e eu não sou de ferro... Acho que hoje só precisava de um abraço e de me sentir protegida. O que é fisicamente impossível.

Eu sou boazinha demais

Quem lê o título deste post pode pensar "olha-me esta, tem a mania". Não é o caso. Até porque podia trocar a palavra "boazinha" pela palavra "parva", porque o que eu sou é uma grande parva. Eu tenho um problema terrível, chamado "empatia". Então mas ter empatia é bom... É, mas não em excesso. Eu não me consigo sentir totalmente bem se as pessoas à minha volta estiverem mal. Portanto, imaginando a situação em que um determinado momento na minha vida tem tudo para ser perfeito, mas alguém ao pé de mim não se sente bem por um motivo qualquer sem sentido, eu já não consigo estar plenamente feliz.
Depois, sou a tolinha que dá tudo sem exigir nada em troca. Claro que quando eu estou a dar / fazer algo por alguém, eu nem penso na retribuição... Nem mais tarde. Não fiz algo só para me agradecerem, só para ter o mesmo. Não, não sou assim... Mas as pessoas são más, são egoístas. E aproveitam-se.
Lendo isto, parece só uma coisa normal... Boa, até. Mas não é, porque é em excesso. E tudo o que é demais não presta. Posto isto, se há resolução que quero ter para 2017 (eu nem sou destas coisas) é ser menos boazinha. Ou melhor, menos parva.

Não foi um cachecol, não foi uma saia


Foi um blazer, na Mango. Afastem-me das lojas!
(o que vale é que estou bem afastadinha...)